sábado, 31 de julho de 2010

Fabregás é bom, mas é realmente necessário ao Barcelona?

Não é novidade para ninguém a obsessão do Barcelona em repatriar Cesc Fabregas, e a diretoria do clube catalão não está medindo esforços para conseguir trazer de volta o seu pupilo.

Está claro que o desejo é recíproco, que Cesc também sonha com a volta para casa, sonha em jogar novamente com a camisa azul-grená e que possivelmente, se não acontecer nesse ano será no próximo.

Mas, tentando imaginar como seria o time, me peguei com a seguinte dúvida:

ONDE JOGARIA FABREGAS NESSE TIME? QUEM SAIRIA PARA O CAMISA 4 DO ARSENAL ENTRAR?

Creio que seja inviável tirar Busquets, pois sem ele o time perderia completamente o poder de marcação no setor de meio campo. Também não imagino Xavi ou Iniesta amargando um banco de reservas. Portanto, se conseguir a contratação de Cesc, para mim, o Barça ideal seria assim:

Barcelona2

Um excelente time, que ainda teria nomes como Pedro e Ibrahimovic no banco. No entanto, enquanto a direção catalã namora com a possibilidade de ter o seu canterano de volta, o elenco de Guardiola tem algumas falhas. A inexistência de reservas imediatos para Daniel Alves e para Busquets são as mais claras. Para a vaga do volante, vários nomes já foram cogitados como Javí Martinez e Marcos Senna, que por sinal, é a bola da vez. Já na lateral direita, parecem não notar que Daniel é o único especialista da posição, que se algo acontecer ao lateral brasileiro (suspensão ou lesão), não tem um suplente bom o suficiente para exercer tal função.

Como tudo ainda não passa de especulação, com o que tem atualmente, esse seria o time do Barcelona que eu escalaria para tentar defender a coroa em La Liga e buscar o tetra na UEFA Champions League.

FCB

Por fim, deixo aqui uma pergunta no ar: Não seria mais inteligente que a direção de futebol blaugrana, hoje comandada por Andoni Zubizarreta, se esforçasse um pouco mais para rechear um elenco já brilhante com peças de reposição a altura para todas as posições, dando a Guardiola um plantel maior e de mais qualidade em todos os setores?

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Fim de Uma Era

 Raul e Guti4 Semana de luto em Valdebebas, Guti e Raúl, dois ícones de uma era dourada para o Real Madrid, acertaram suas saídas do clube merengue e partirão em busca de novos ares.

Os dois atletas fizeram do Madrid suas casas, ali construíram uma carreira, recheada de títulos, conquistas individuais, polêmicas, e acima de tudo, identificação com uma torcida e um clube.

Participaram da “Era Galáctica”, jogaram ao lado de jogadores espetaculares, levantaram taças e foram do céu ao inferno com o grupo estrelar formado por Florentino Perez no inicio da década.

guti José María Gutiérrez Hernández, ou simplesmente GUTI, vestiu a camisa 14 merengue durante 15 anos – levando em conta apenas o período como profissional, e sempre representou bem o manto blanco. Nesse período, foram 541 jogos, 77 gols e diversos títulos, dentre eles, três taças de UEFA Champions League.

raul Já Raúl foi um monstro e é o maior ídolo da história recente branca – talvez de toda a história ao lado de Di Stefano. Raúl González Blanco nasceu para jogar no Madrid, até porque com esse sobrenome seria difícil imaginar que fosse parar em outro clube. Profissional merengue desde 1994, o ex-camisa 7 fez carreira brilhante defendendo o Real, conquistou inúmeros títulos e escreveu seu nome na grandiosa história blanca, se tornando o maior artilheiro da história do clube da capital espanhola.

Em 16 temporadas, Raúl disputou 740 jogos e anotou 323 gols, é também o maior artilheiro da história da UEFA Champions League, torneio que conquistou três vezes, além de 6 títulos espanhóis, 2 Copas Intercontinentais (extinto Mundial “Toyota”), uma Supercopa Européia e 4 Supercopas Espanholas.

Em épocas onde a busca por dinheiro impede certos jogadores de fazerem histórias e construírem carreiras longas e glorificadas por seus clubes, tais longevidades merecem destaque. Parabéns a Guti e Raúl pelas suas brilhantes trajetórias dentro de um clube tão poderoso, e parabéns também ao Real Madrid, que prestou as devidas homenagens a dois ídolos e manteve as portas abertas para uma futura volta, bem possível que não mais como jogadores, mas como funcionários do gigante merengue.

Raul e Guti3

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pontapé Inicial

Após uma bela despedida do Corinthians ontem, com vitória e liderança, hoje um bom começo de Mano Menezes na Seleção Brasileira.

Uma convocação repleta de surpresas, algumas até interessantes e que podem ser muito bem aproveitadas. Outro atrativo na lista de Mano é a “visão olímpica” do gaúcho, que incluiu sete jogadores com idade olímpica dentre os vinte e quatro chamados. E a renovação não para por aí, são dez estreantes na seleção do ex-treinador corinthiano e apenas quatro que estiveram no Mundial da África do Sul.

Vamos aos pitacos sobre os escolhidos do novo treinador, por posições:

GOLEIROS

Victor, Jefferson e Renan – Em minha opinião, o goleiro gremista estaria inclusive na Copa do Mundo, é excelente e permanecerá em listas futuras. Renan é um desses nomes olímpicos de Mano, que vai tarimbando o arqueiro do Avaí para Londres em 2012. Já Jefferson, sinceramente, não entendi a sua convocação e acredito que não se firme na seleção.

LATERAIS

Daniel Alves, Rafael, Marcelo e André Santos Dani é um dos quatro que estiveram na Copa e que continuará na Seleção. Rafael é outro que visa as Olimpíadas, precisa aprimorar a parte defensiva, já que ofensivamente é muito bom jogador. Na esquerda, Marcelo que é muito mais meio campo do que lateral, sofre o mesmo problema de Rafael, é ótimo no apoio, mas deficiente na defesa. André Santos jogou muito sob o comando de Mano no Corinthians em 2009 e já esteve na seleção com Dunga, tenta agora se firmar com quem já sabe seu potencial.

ZAGUEIROS

David Luiz, Thiago Silva, Rever e Henrique – David Luiz há tempos é badalado na Europa e pretendido pelos clubes gigantes do continente. Thiago Silva todos conhecemos e sabemos seu potencial, esteve na Copa e será um dos donos da zaga canarinha. Rever acaba de voltar para o Brasil após uma passagem apagada pelo Wolfsburg e ninguém sabe como está a sua forma, de qualquer maneira, se conseguir repetir o que fez no Grêmio, é um grande zagueiro. Henrique é uma grande interrogação. Vendido pelo Palmeiras para o Barcelona em 2008, não se firmou em time algum na Europa e pode ser novamente emprestado pelo clube catalão, creio que tínhamos opções melhores.

VOLANTES

Sandro, Lucas, Jucilei e Ramires – Sandro já deu mostras de que é ótimo jogador e que pode ser o cabeça de área perfeito para a Seleção, além disso, entra no clube olímpico de Mano. Lucas já esteve em uma Olimpíada e também é muito bom volante, com boa pegada e visão de jogo. Ramires esteve no Mundial e é ótimo jogador, tanto como segundo volante quanto na criação tem grande futuro com a amarelinha. Jucilei foi grande novidade, um volante de força física e boa saída de bola, é incluso dentre os olímpicos e esse pode ter sido um fator que pesou na sua chamada.

MEIAS

PH Ganso, Hernanes, Carlos Eduardo e Ederson – Ganso já era dado como certo. Uma jóia rara que tem que ser bem lapidada para não ser desperdiçada, tem grande talento e visão de jogo diferenciada. Hernanes também já era chamado por 8 entre 10 brasileiros, é o grande jogador do São Paulo há três anos e certamente será figurinha carimbada nos times de Mano. Carlos Eduardo já trabalhou com Mano no Grêmio, então o treinador já sabe o potencial do meia do Hoffenheim e daí a aposta no ex-gremista. Ederson, ao lado de Jucilei, foi a outra novidade da convocação. Não tem idade olímpica e não é titular no Lyon, assim como o goleiro Jefferson, não entendi a sua convocação.

ATACANTES

Neymar, Robinho, Alexandre Pato, Diego Tardelli e André – Neymar é outra jóia que precisa de muitos cuidados. O garoto é talentoso, mas o sucesso está lhe subindo à cabeça e o futebol do santista tem caído muito. Robinho era de quem se esperava muito na África e não rendeu o esperado. Mano tenta recuperar o atacante do Manchester City lhe dando uma nova oportunidade. Pato é um atacante de potencial enorme e o possível futuro nove da Seleção. Tem talento e faro de gol pra isso. Diego Tardelli figurou entre os sete “suplentes” de Dunga, vem de uma ótima temporada em 2009 e está repetindo em 2010, o que avaliza sua chamada. André foi outra boa novidade, o atacante santista é ao lado de Neymar o artilheiro do ano no Brasil e tem uma carreira de futuro. Além disso, está dentre os nomes olímpicos, ao lado de Neymar e Pato.

Dadas as opiniões, deixo aqui aquela que seria a minha seleção perfeita dentre os nomes chamados por Mano Menezes. E você, já montou a sua? Deixe sua opinião.

Brasil Mano

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Desrespeito e Falta de Bom Senso

Serie B

Particularmente, já não gosto do sistema de pontos corridos nem mesmo para a Série A do Campeonato Brasileiro, por achar que a população até hoje não se adaptou a cultura da extensa competição e pelos deficitários caixas dos clubes.

Agora, tal fórmula ser utilizada também na segunda divisão nacional já é demais. Se até mesmo os clubes da elite têm dificuldades em conseguir patrocínios e arcar com folhas salariais e inúmeras viagens, imagina os da divisão de acesso, que não tem tanta visibilidade.

Chega a ser um desrespeito com os espectadores, torcedores ou não dos times participantes. Os clubes não têm verba suficiente para custear tantas viagens e salários em tão longo campeonato e o que vemos no decorrer da competição são partidas sofríveis, de nível técnico muito baixo. Além disso, os times acabam “forçados” a utilizarem entre os profissionais vários jogadores das categorias de base, e muitas vezes esses garotos são promovidos antes do tempo, completamente imaturos, sendo “queimados” em suas carreiras.

Não seria viável que a Confederação Brasileira de Futebol revisse o formato de disputa da série B visando uma melhora no nível da competição? Afinal, em um campeonato menor, os clubes teriam um aumento (pequeno) nos seus investimentos e poderiam formar elencos melhores e mais competitivos.

Deixo aqui uma sugestão: Campeonato com 20 times em turno único, se classificam os oito melhores para um octogonal final, onde aí sim em turno e returno decidem as quatro vagas, e claro, o título.

Creio que assim teríamos uma considerável melhora no torneio, mas é obvio que isso não passa de uma opinião – e uma dica – minha. E você, o que acha? Gosta do sistema de pontos corridos? Ou assim como eu, queria mudança em busca de uma evolução? Opine.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Novo Professor

Após a queda da Seleção e o fim da Copa do Mundo, a pergunta que não quer calar no mundo do futebol é: “Quem será o novo técnico da Seleção Brasileira?”

E como não poderia deixar de ser, dezenas de nomes surgem como possíveis “professores” no comando do Scratch Canarinho.

O novo treinador terá uma missão extremamente difícil pela frente. Renovar o time, impor uma nova postura tática, ter resultados e o principal, resgatar as origens do futebol brasileiro, perdida ao longo desses quatro anos de “Era Dunga”.

O time brasileiro sempre gera grande expectativa, afinal, de nossa seleção sempre se espera um futebol bonito, vistoso, que sempre foi característico, no entanto, o ex-treinador abriu mão das raízes da Seleção Brasileira e atribuiu ao time o chamado “futebol de resultados”, e foi levando assim até a queda diante da Holanda, com um time cheio de jogador meia boca, um futebolzinho mixuruca e bastante pragmático.

Felipão O mais cotado e favorito para nove de cada dez brasileiros é Luiz Felipe Scolari. O treinador do penta em 2002 acaba de fechar contrato com o Palmeiras, mas ainda aguarda contato da CBF para definir seu futuro. Sua qualidade em armar um time é inquestionável, mas Felipão vem de um trabalho fracassado à frente do Chelsea e um outro que não serve como parâmetro comandando o modesto Bunyodkor do Uzbequistão. Além disso, não sei se Scolari seria o melhor nome para resgatar esse futebol arte do time brasileiro. É um treinador disciplinador e vencedor, porém seus times nunca primaram pelo espetáculo.

Leonardo Outro nome mencionado e que é muito forte dentre os bastidores da CBF é o de Leonardo. O ex-treinador do Milan é educadinho, tem boa postura, fala diversas línguas, fez um trabalho razoável com o fraco elenco rossoneri, mas ainda não tem experiência suficiente para assumir um cargo de tamanha notoriedade. Caso “Léo” assuma, a CBF estaria cometendo o mesmo erro que cometeu ao dar o cargo para o inexperiente Dunga. Apesar do trabalho no Milan, não creio que seja uma boa escolha.

Muricy Muricy Ramalho, técnico tri campeão brasileiro com o São Paulo também é cogitado. No meu ponto de vista, é a pior opção dentre os nomes já falados. É experiente e vencedor, no entanto, nunca conseguiu armar um time ofensivo, que jogue o futebol que todos esperam da Seleção Brasileira. Seus times sempre prezam pelo setor defensivo e jogam “à grega” (com base na seleção da Grécia campeã da Euro 2004), esperando por uma bola para tentar a vitória.

Mano Menezes Dos nomes cogitados, Mano Menezes é um dos que me agradam. Fez bom trabalho no Grêmio e faz no Corinthians, é ótimo estrategista e foi um dos últimos técnicos brasileiros capazes de montar um time que jogasse um futebol de qualidade, de maneira ofensiva, com bom toque de bola e equilibrado defensivamente, como fez com o Corinthians campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009. Além do mais tem se mostrado um especialista em competições de mata mata.

Luxemburgo Pode parecer loucura de minha parte, mas outro que me agrada é Vanderlei Luxemburgo – por sinal, é o meu favorito. Loucura pelo seu retrospecto recente e não pela sua carreira como um todo. Luxa não vem de bons trabalhos, pelo contrário, e isso pode pesar contra o técnico do Galo, mas sua qualidade como treinador é indiscutível, é extremamente vencedor e sabe fazer isso com times jogando bonito, como o Palmeiras de 96 e Cruzeiro de 2003. Além disso, creio que Luxemburgo tem essa “dívida” na carreira, que é conseguir êxito pela Seleção, algo que não conseguiu em sua primeira passagem.

Dorival Junior E já que queremos belo futebol, belas jogadas, muitos gols, ninguém fez isso melhor durante o ano de 2010 do que Dorival Junior. O nome do treinador santista não foi sequer cogitado, mas que ele conseguiu montar um time extremamente ofensivo e que agradou a todos pela sua maneira de jogar, ah isso ele conseguiu. Só tenho uma pequena ressalva quanto ao trabalho feito por Dorival com o Santos: não conseguiu um equilíbrio necessário entre defesa e ataque, pois o seu time faz muitos gols, mas também sofre vários.

Outros nomes como Adilson Baptista, Ricardo Gomes e Paulo Autuori também chegaram a ser ventilados, mas em menor força e não devem terem maiores proporções. Como já disse, meu favorito se chama Vanderlei Luxemburgo. E para você, quem deveria assumir a Seleção Brasileira?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Balanço Final – Copa do Mundo 2010

Após trinta dias de muita bola rolando em 64 jogos, a Copa do Mundo chegou ao fim. E premiou o bom futebol com o título da Espanha. Ninguém nesses últimos quatro anos jogou um futebol tão bonito e eficiente quanto o dos espanhóis, campeões europeus em 2008, e por fim, mundiais em 2010. Segue aqui um balanço final da Copa do Mundo, com as opiniões da FIFA e as do blogueiro.

64 Jogos

143 Gols

2,23 Gols por jogo

Melhor Ataque: Alemanha (16 Gols)

Pior Ataque: Argélia e Honduras (0 Gols)

Melhor Defesa: Portugal e Suiça (1 Gol sofrido)

Pior Defesa: Coréia do Norte (12 Gols sofridos)

Campeão: ESPANHA

Vice-Campeão: HOLANDA

Terceiro: ALEMANHA

Prêmio Fair Play: Espanha

Luva de Ouro: Iker Casillas.

Líder em Assistências: Dirk Kuyt, Kaká, Bastian Schweinsteiger, Mesut Özil e Thomas Müller, com 3 cada.

Chuteira de Ouro: Thomas Müller, 5 gols (ganhou o prêmio pelo critério de desempate, de ter mais assistências, pois empatou com David Villa, Diego Forlán e Wesley Sneijder).

Bola de Bronze FIFA: David Villa

Bola de Prata FIFA: Wesley Sneijder

Bola de Ouro FIFA: Diego Forlán

Todos os prêmios acima são dados de acordo com os critérios e votações da FIFA, agora, seguem as minhas escolhas:

Bola de Bronze: Bastian Schweinsteiger

Bola de Prata: David Villa

Bola de Ouro: Wesley Sneijder

Não que o prêmio dado a Diego Forlán não seja justo, afinal o uruguaio levou nas costas a sua seleção até um surpreendente quarto lugar. Mas Sneijder foi mais decisivo, participou diretamente da classificação laranja até a final. Nas oitavas, diante da Eslováquia, fez lançamento perfeito para gol de Robben e marcou o segundo tento do cotejo. Na fase seguinte, encarou a forte seleção brasileira, e após um primeiro tempo desastroso, fez os dois gols que garantiram a vitória e a classificação holandesa. Contra o valente Uruguay de Forlán, em um jogo apertado e até então empatado, Sneijder marcou o gol que deu tranqüilidade à laranja, que por fim venceu pelo placar de 3 a 2.

Melhor jogo: INGLATERRA 1x4 ALEMANHA

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Infelizmente, não tive a oportunidade de assistir tantos jogos como gostaria, como o emocionante Eslováquia 3x2 Itália, que acompanhei apenas pelo rádio. Então, esse duelo entre ingleses e alemães ficou para mim como o melhor desse Mundial. Pela emoção, pelo erro de arbitragem, pela coincidência histórica que fez com que os ingleses pagassem uma “divida” ativa com os germânicos desde 1966, enfim, por todos esses ingredientes que fizeram dessa, a maior peleja dessa Copa do Mundo.

E como não poderia deixar de ser, todos nós que acompanhamos a Copa, sempre deixamos nossos pitacos e escolhemos aqueles que para nós foram os melhores, formando cada um a sua seleção. A minha segue abaixo:

seleção Copa

E para você, qual o melhor jogador da Copa? O melhor jogo? E a Seleção do Mundial? Opine.

domingo, 11 de julho de 2010

FINAL – Holanda 0x1 Espanha

SOCCER-WORLD/

Logo WC10

Foi uma final espetacular, digna das duas grandes seleções que lá estavam e digna da magnifica Copa do Mundo que se passou no último mês na África do Sul. Foram 120 minutos de futebol, bem jogado de um lado e bem evitado do outro. Levou aquele que quis jogar, que buscou o jogo e o título.

A Espanha como já era de se esperar começou tomando a iniciativa do jogo, mantendo como de costume uma grande posse de bola. Em contra partida, a Holanda tentava evitar que a Fúria jogasse, parando as jogadas com faltas na maioria das vezes. E em cinco minutos a Espanha já teve uma grande chance, em cobrança de falta na área que Sérgio Ramos testou firme mas Stekelenburg fez brilhante defesa. A pressão continuou e aos doze, Xabi Alonso cruzou na área e Villa bateu de primeira, mas a bola foi na rede pelo lado de fora.

A Laranja equilibrou o jogo, controlou a “fumaça” espanhola e a partida ficou mais presa no meio campo. Um lance chamou muita atenção na primeira etapa, quando Heitinga em um ato de Fair Play foi devolver a bola à Espanha, chutou para o alto e na direção do gol e por pouco a bola não entra. A única chance holandesa na etapa inicial saiu apenas aos 43 minutos, quando Robben recebeu pela direita, e em sua jogada tradicional cortou pro pé esquerdo e soltou a bomba rasteira, mas Casillas evitou o gol.

A etapa final começou agitada, um pouco mais aberta, mas com a mesma violência que marcou a primeira. Aos 16 minutos, a grande chance da partida. Sneijder lançou Robben nas costas da zaga espanhola e o camisa 11 bateu na saída de Casillas que fez espetacular defesa. Pouco depois, Jesus Navas que havia entrado na vaga de Pedro, fez boa jogada pela direita e bateu cruzado na área, Heitinga fez o corte e a bola sobrou para Villa que bateu para nova intervenção de Heitinga. No fim do tempo regulamentar, Van Persie ganhou no meio campo e acionou Robben, que ganhou na corrida de Puyol e saiu novamente cara a cara com Casillas, mas o goleiro espanhol levou a melhor pela segunda vez.

Na prorrogação, logo aos seis minutos foi a vez de Stekelenburg aparecer. Cesc Fábregas recebeu lançamento de Xavi e bateu na saída do arqueiro holandês, que com o pé esquerdo salvou a laranja. Pouco depois, Navas recebeu pela direita e bateu forte, mas a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu para escanteio.

Logo no inicio da segunda etapa do tempo extra, a Espanha ficou com um jogador a mais, quando Iniesta iria sair na cara do gol e foi derrubado por Heitinga, que recebeu o segundo amarelo. A Holanda conseguiu administrar por boa parte do tempo final, mas quando a partida parecia se encaminhar para as penalidades, um balde de água fria pôs fim ao sonho laranja. Torres recebeu pela esquerda e tentou o passe na área, a bola foi cortada e sobrou para Fábregas que serviu Iniesta na cara de Stekelenburg, o camisa 6 dominou e encheu o pé, sem chances para o goleiro. Os últimos quatro minutos foram de desespero para os holandeses e de ansiedade para espanhóis, que no apito final puderam enfim comemorar o seu primeiro título de campeão mundial.

SOCCER-WORLD/

final

A Espanha, o melhor time dos últimos quatro anos, que chegou como grande favorita, foi taxada de amarelona após a derrota para a Suiça na estréia, deu a volta por cima e sai da África com a taça. Parabéns Espanha, pelo primeiro título de sua história. Seja bem vinda ao seleto grupo de campeãs mundiais. O futebol agradece.

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FICHA TÉCNICA

HOLANDA 0x1 ESPANHA

ESTÁDIO: Soccer City, Johanesburgo, África do Sul
DATA E HORA: Domingo, 11 de julho de 2010, às 15h30 (de Brasília)
ÁRBITRO: Howard Webb (ING)
PÚBLICO: 84.490 pagantes
CARTÕES AMARELOS: De Jong, Van Persie, Van Bommel, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (HOL); Puyol, Sergio Ramos, Capdevilla, Xavi (ESP)
CARTÃO VERMELHO: Heitinga, 4'/2ºTP
GOLS: Iniesta, 12'/2ºTP

HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen, Van Bronckhorst (Braafheid, 15'/1ºTP); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart, 9'/1ºTP) , Sneijder; Kuyt, Van Persie e Robben (Elia, 25'/2ºT)
T: Bert Van Marwijk

ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puuyol, Capdevilla; Xabi Alonso (42'/2ºT), Busquets, Xavi, Iniesta; Pedro (Jesús Navas, 15'/2ºT) e Villa (Torres, intervalo da prorrogação)
T: Vicente del Bosque

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