segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Chelsea 3-3 ManUtd – Sensacional!

Emocionante. Excitante. Impressionante. Use o termo que quiser para definir o que foi o clássico entre Chelsea e Manchester United em Stamford Bridge pela vigésima quarta rodada da Premier League.

Emocionante pela reviravolta no placar, que viu o três a zero em favor do time da casa ser igualado de maneira épica pelos visitantes. Excitante pela intensidade do jogo, disputado a ferro e fogo até o último minuto pelas duas equipes. Impressionante pela força de vontade dos Red Devils, que foi buscar um empate quando parecia completamente batido.

Ao contrário do jogo no primeiro turno, onde apesar de se apresentar melhor, o Chelsea foi batido por três a um, fruto de sua própria falta de pontaria e das falhas do time ainda em construção de André Villas Boas, que armado em 4-3-3 oferecia espaços em demasia para os letais contragolpes vermelhos.

20120206103944 O 4-2-3-1 azul foi efetivo, com Mata transitando de um lado ao outro e os extremos buscando o fundo.

Dessa vez, mais compacto em um 4-2-3-1, com Mata articulando e aparecendo para arrematar, como no lindo segundo gol em que o camisa 10 acertou um voleio preciso após cruzamento de Torres, que saía da área para abrir espaços a quem vinha de trás. Pelos flancos, Malouda e Sturridge travavam os laterais vermelhos, além de buscar a linha de fundo constantemente. Numa dessas, o camisa 23 passou por Evra, centrou e contou com a sorte ao ver a bola desviar em Evans e ir morrer nas redes de De Gea, abrindo o marcador ainda na primeira etapa.

Quando David Luiz subiu sozinho e testou firme o cruzamento de Mata fazendo o terceiro gol azul aos cinco da etapa final, a impressão era de que uma goleada viria e o time de Stamford Bridge iria, enfim, superar a desconfiança e se firmar entre os quatro primeiros colocados. Foi só impressão.

Alex Ferguson, vendo seu time entregue e pronto para sofrer uma derrota humilhante, resolveu abrir mão de esquema e lançar seu time ao ataque na base do tudo ou nada. Sacou o inoperante Ashley Young, colocou Chicharito Hernandez, e deu mais liberdade para Giggs ir à frente. E foi justamente o veterano meia que lançou Evra na área, onde o estabanado Sturridge o derrubou. Pênalti suspeito, mas marcado por Howard Webb e convertido por Rooney.

Após diminuir, Sir Alex mexeu novamente e dessa vez ajeitou sua equipe. Trocou Rafael por Scholes e armou o time no mesmo 4-2-3-1 do oponente, com Rooney armando na faixa central, Welbeck e Giggs pelos flancos e Valencia recuado para a lateral, dando mais poder de fogo ao lado direito.

Apesar da evidente melhora e da ligeira pressão vermelha, foi novamente Howard Webb que resolver aparecer e intervir em favor do vice líder da Premier League. Após receber de Chicharito na entrada da área, Welbeck se enroscou com Ivanovic e caiu. Dessa vez, não foi absolutamente nada, mas o árbitro da final da última Copa do Mundo marcou, e novamente Rooney converteu.

O gol deu animo ao United e a pressão resultou em empate a cinco minutos do fim do jogo, quando Valencia fez a ultrapassagem e cruzou na área, Rooney ajeitou e bateu para boa defesa de Cech. Na sobra, Giggs foi ao fundo pela esquerda e levantou para Chicharito testar com força, dessa vez, sem chances para Cech.

Manutd Na etapa final, Ferguson lançou o time ao ataque. Funcionou.

Empate histórico em um jogo daqueles que ficarão para sempre na memória do torcedor, seja ele vermelho ou azul. Para uns, fica o gosto amargo de ver a vitória escapar entre os dedos. Para outros, a esperança de que o futebol e a garra apresentados para buscar o placar adverso sirva também para recuperar os dois pontos de desvantagem em relação ao líder Manchester City. Alguém dúvida disso?

Roma 4-0 Inter - BarceRoma

Quando Luis Enrique assumiu o comando da Roma em agosto, após boa passagem pelo time B do Barcelona, anunciou que implantaria no time da capital italiana a mesma filosofia de futebol dos catalães. O problema é que essa maneira vistosa de futebol, nem sempre dá certo.

Para azar da Internazionale, ontem foi o dia em que esse estilo foi executado com precisão e o resultado foi um passeio Giallorossi sobre o time de Milão. Postado em 4-3-3 variando para o 3-4-3, o time fez exatamente aquilo que o time de Guardiola faz com frequência: manutenção da posse de bola, pressão no campo do adversário, troca de passes e movimentação constante.

Roma 4-0 Inter Roma à lá Barça: 4-3-3/3-4-3 com posse de bola, pressão no campo ofensivo e movimentação constante. Inter em 4-4-2 bem retraído foi presa fácil.

Contra uma Inter acuada, de linhas retraídas e meio campo povoado de volantes, sem opções de criatividade, o time da casa dominou completamente as ações do jogo. Flutuando entre as duas linhas de quatro nerazzurri, Totti ditava o ritmo do jogo e carimbava todas as transições ofensivas romanistas. Foi dele o lindo passe de calcanhar para Lamela concluir e Julio César jogar para escanteio. Na cobrança, o camisa 10 levantou e Juan subiu sozinho para inaugurar o marcador.

A marcação da Inter encaixou nos meio campistas da Roma, com Cambiasso acompanhando Pjanic e Palombo vigiando Gago, enquanto os extremos Zanetti e Obi cuidavam dos laterais Angel e Taddei. Enquanto isso, Totti continuava desfilando em campo sem que ninguém o seguisse. Resultado: o maestro lançou Borini pela esquerda, o jovem atacante deixou Samuel sentado antes de fuzilar a meta de Julio César e ampliar.

Borini que voltaria a marcar na etapa final, aproveitando lançamento espetacular de Juan e ganhando a disputa com Lucio para concluir e transformar o massacre em goleada, que acabaria sacramentada por Bojan já no fim do jogo, depois de receber de Piscitella e girar sobre quatro marcadores para fechar o marcador com um golaço.

O placar e especialmente o desempenho do time diante de um adversário poderoso, é para animar o torcedor romanista ainda sonhar com uma vaga na Europa League e quiçá, entre os três para ir a Champions – sete pontos e um jogo a menos que a terceira colocada Udinese. Se mantiver o estilo Barcelona de futebol, unindo beleza e efetividade, o sonho pode se tornar realidade.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lazio 2-0 Milan - Profecia no Olímpico e agradecimentos da Vecchia

Em uma rodada jogada pela metade por conta da nevasca que castiga a Itália, a maior vencedora, mesmo sem entrar em campo, foi a líder Juventus. Isso porque no Estádio Olímpico de Roma, a Lazio bateu o vice colocado Milan, e impediu que os rossoneri assumissem de maneira interina o primeiro posto.

Sem poder contar com o artilheiro Miroslav Klose, o time da casa entrou postado em um 4-2-3-1 pouco usual, porém pontual pela falta de um companheiro de ataque para o veterano Rocchi. Lulic e Gonzalez abertos exploravam as fracas laterais milanistas, enquanto Hernanes articulava por dentro, encostando no camisa 9 para as tabelas.

Do outro lado, mesmo com inúmeros desfalques, Massimiliano Allegri utilizou o mesmo 4-3-1-2 de sempre, contando com Robinho como trequartista e o trio Van Bommel, Ambrosini e Nocerino na contenção, com maior liberdade para o camisa 22 trabalhar pelo lado esquerdo com o jovem lateral Mesbah, recém contratado junto ao Lecce. Na frente, liberdade total para Ibrahimovic e El Shaarawy se movimentarem e inverterem o posicionamento entre eles e até com Robinho, com um dos avantes recuando para criar (geralmente Ibra) e o brasileiro aparecendo na área.


Com uma maior posse de bola e dominando o setor de meio campo, o Milan levou perigo ao gol de Marchetti ainda no inicio, quando Nocerino foi ao fundo e levantou na cabeça de Ibrahimovic, que testou para um milagre do arqueiro. Os biancocelesti responderam com o brasileiro Matuzalem, que assustou Abbiati com um tiro de longe que passou muito perto do gol rossonero, tudo isso até os quinze minutos.

A partir daí, o medo de errar das duas equipes prejudicou o espetáculo e tornou o jogo um tanto robótico, com times se movimentando e arriscando menos até o fim da etapa inicial.

Durante o intervalo, provavelmente os jogadores foram informados que o empate era um péssimo resultado para os dois times, pois o que se viu no segundo tempo foi um jogo muito mais animado, franco, onde qualquer um poderia ganhar.

Com Hernanes fazendo uma belíssima partida, carimbando todas as ações ofensivas, os donos da casa equilibraram a posse da bola e as ações do jogo. O camisa 8 mostrou que estava a fim de decidir quando aos 25 arriscou da entrada da área com muito perigo ao gol de Abbiati. Perdendo o meio campo e sendo dominado no jogo, Allegri mexeu no time, fortalecendo o poder de criação com as entradas de Seedorf e Emanuelson nas vagas de Ambrosini e El Shaarawy.

Antes que as mudanças pudessem surtir algum efeito, o “Profeta” voltou a aparecer, desta vez, de forma letal. Aos 32, Rocchi saiu da área e levou consigo a marcação de Thiago Silva, abrindo espaço para a entrada de Hernanes receber de Gonzalez e tocar no canto. Oito minutos depois, Hernanes começou a jogada pela esquerda passando para Lulic ir no fundo e rolar para Rocchi fazer o segundo e matar o jogo.

O resultado recoloca a Lazio na briga até mesmo pelo título, dependendo assim de um tropeço da líder Juventus no jogo atrasado contra o Parma. Enquanto isso, a Vecchia Signora agradece aos biancazzurri pela vitória que a manteve no topo com um jogo a menos e a possibilidade de abrir mais três pontos na acirrada pelo Scudetto.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Temporada 2012: Como devem começar os 12 principais clubes do país

Enfim, está acabando janeiro e a bola está prestes a voltar a rolar Brasil á fora. Aproveitando que nesse fim de semana começam os estaduais, este blogueiro tratou de fazer uma analise das doze principais equipes do país. Quem saiu, quem chegou e como deverão ser escalados por seus respectivos treinadores. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Atlético-MG

Chegaram: Rafael Marques (Z, Grêmio), Marcos Rocha (LD, América-MG), Leandro Donizete (V, Coritiba), Danilinho (M, Tigres-MEX), Escudero (M, Grêmio).

Saíram: Daniel Carvalho (M, Palmeiras), Magno Alves (A, Umm Salal-Catar), Toró (V, Figueirense), Renan Oliveira (M, Coritiba), Guilherme Santos (LE, Figueirense).

O time que chegou a sofrer no Brasileirão e só foi recuperado graças ao ótimo trabalho de Cuca foi praticamente todo mantido, tendo como baixa significativa apenas as saídas de Daniel Carvalho e de Magno Alves, que foram prontamente substituídos com as chegadas de Danilinho e Escudero.

O primeiro tem tudo para ocupar a vaga de meia central no 4-2-3-1 de Cuca, deixada em aberto justamente pela saída de Daniel Carvalho. Já o segundo, deve brigar por uma vaga na beirada esquerda com Bernard, com uma boa vantagem para a jovem promessa, que ao lado de Felipe Soutto, foram os maiores achados do treinador na reta final do certame nacional.

Outra boa noticia para a torcida do Galo é a permanência de Pierre, que chegou bem “à mineira”, comendo quieto e acabou se tornando peça fundamental no esquema atleticano, fazendo boa proteção à defesa. Dos outros reforços, apenas Marcos Rocha deverá encontrar uma vaga no time titular. Rafael Marques e Leandro Donizete acrescem qualidade ao elenco, mas deverão ralar para brigar por um lugar entre os onze.

Atlético-MG 2012 Provável time titular: O mesmo 4-2-3-1 do final do Brasileirão, com a entrada de Danilinho na meia central. Ainda falta um nome de respeito para a lateral esquerda.

Botafogo

Chegaram: Rojas (LE, Universidad de Chile), Brinner (Z, Paraná), Andrezinho (M, Internacional), Jobson (A).

Saíram: Alessandro (LD, dispensado), Alexandre Oliveira (A, dispensado), Cortês (LE, São Paulo), Gustavo (Z, Portuguesa).

O decepcionante desempenho na reta final do Brasileirão culminou com a saída do ex-treinador Caio Junior antes mesmo que a competição nacional chegasse ao fim. Mas, engana-se quem pensa que por isso uma grande reformulação seria feita em General Severiano.

Com exceção a Cortês, que partiu para o São Paulo, o restante do grupo é praticamente o mesmo. Para ocupar a vaga deixada na lateral esquerda, a diretoria alvinegra agiu bem e trouxe o ótimo Rojas, capitão da Universidad de Chile que encantou na Copa Sulamericana. Além do chileno, chegou também Andrezinho, sonho antigo da direção botafoguense que vem para ser o camisa 10 que faltou ao time no ano passado.

O retorno de Jobson ainda deve ser tratado como uma incógnita, afinal, o jovem e talentoso atacante precisa por a cabeça no lugar, pois só assim conseguirá render todo o seu futebol. Sob o comando do contestado, porém, vencedor, Oswaldo de Oliveira, o time tem tudo para fazer uma boa temporada e quem sabe, faturar estadual ou Copa do Brasil.

Botafogo 2012 Provável time titular: Basicamente, o mesmo 4-2-3-1 utilizado por Caio Junior. A boa movimentação da trinca de meias, mais as chegadas de Renato, podem ser fatores de desequilíbrio.

Corinthians

Chegaram: Gilsinho (A, Jubilo Iwata-JAP), Cássio (G, sem clube), Vitor Junior (M, Atlético-GO), Felipe (Z, Bragantino), Chen Zhi-Zhao (A, Nanchang Hengyuan-CHN), Elton (A, Vasco).

Saíram: Taubaté (A, Botafogo-SP), Wellington Saci (LE, Vitória), Moradei (V, São Caetano), Bruno Otávio (V, Paulista), Morais (M, Bahia), Marcelo Oliveira (V, Cruzeiro), Rafael Santos (G, Bragantino) e Elias Oliveira (A, Comercial).

Após as frustradas tentativas na contratação de nomes como Tevez, Cristian e principalmente Montillo, não há mais dúvidas que o grande “reforço” do time do Parque São Jorge é a manutenção do grupo que faturou o penta campeonato brasileiro em 2011.

O entrosamento é o grande trunfo da equipe e já foi inclusive testado e aprovado no amistoso diante do Flamengo, onde os titulares mesmo sem ritmo, foram bem superiores ao time carioca e abriram dois tentos a zero na primeira etapa – no segundo tempo, com os times reservas, o Rubro-Negro chegou ao empate.

O técnico Tite não tem do que reclamar quando o assunto é opção de banco, outro ponto forte do alvinegro paulista. Com um elenco homogêneo, o treinador tem a disposição jogadores que não fogem ao padrão da equipe e que fazem uma boa “sombra” aos titulares. A diretoria ainda corre atrás de um reserva para Ralf, única posição onde ainda falta um nome de qualidade entre os suplentes, além de um meia extremo, para ocupar o lado direito do 4-2-3-1 utilizado pelo treinador.

Corinthians 2012 Provável time titular: O mesmo time que terminou o Brasileirão. Pressão no campo adversário, boa movimentação do quarteto ofensivo, manutenção da posse de bola e as chegadas dos laterais e de Paulinho, a receita que funcionou em 2011 e que será repetida em 2012.

Cruzeiro

Chegaram: Diego Arias (PAOK-GRE), Amaral (V, América-MG), Rudnei (V, Ceará), Gilson (LE, América-MG), Mateus (Z, Portuguesa), Thiago Carvalho (Z, Boa Esporte), Marcelo Oliveira (V/LE, Atlético-PR), Jackson (LD, Dallas-EUA), Walter (A, Porto).

Saíram: Fabrício (V, São Paulo), Charles (V, Lokomotiv-RUS), Vitor (LD, Goiás), Naldo (Z, Grêmio), Marquinhos Paraná (V, dispensado), Ortigoza (A, Hyundai-COR).

O fraco desempenho no Brasileirão fez com que a nova diretoria cruzeirense prometesse drásticas mudanças, mas não é o que tem se visto até o momento. A começar pelo treinador Vagner Mancini, mantido, mesmo com campanha pra lá de irregular que só não culminou com o rebaixamento graças à fraqueza dos rivais.

O grupo também não sofreu grandes mudanças. A aposta em nomes que terminaram rebaixados em suas equipes, como Amaral, Rudnei, Gilson e Marcelo Oliveira, não me parecem uma solução definitiva para o clube, especialmente no setor de meio campo, carente de boa saída de bola desde que Henrique deixou a Raposa e que tende a piorar com a partida de Fabrício.

As boas noticias para a torcida celeste ocorreram dentro da própria Toca. Primeiro com a manutenção de Montillo, depois de dura queda de braço com São Paulo e Corinthians pelo argentino. O retorno do talentoso Wallyson, após grave lesão que o afastou da equipe durante todo o segundo semestre de 2011 também é um ótimo “reforço interno”. Dos demais nomes apresentados, apenas o de Walter me agrada, mas o jovem avante ex-Porto terá uma briga intensa por uma vaga no time. Particularmente, eu não apostaria nenhuma ficha na Raposa para conquistas em 2012 – a não ser no Estadual, onde disputa com o rival Atlético.

Cruzeiro 2012 Provável time titular: 4-3-1-2 com muita pegada e pouca qualidade técnica no meio campo. A dependência de Montillo tende a aumentar.

Flamengo

Chegaram: Itamar (A, sem clube), Magal (LE, Americana), Marcos González (Z, Universidad de Chile).

Saíram: Fernando (V, dispensado), Ronaldo Angelim (Z, dispensado), Fierro (M, Colo Colo), Thiago Neves (M, Fluminense).

Nem mesmo a boa quarta colocação no Brasileirão e a vaga na fase prévia da Libertadores são capazes de esfriar os ânimos no Flamengo. O ano mal começou e as turbulências já tomam conta da Gávea. Salários atrasados, demora na renovação das principais estrelas, que culminou com a saída de Thiago Neves para o rival Fluminense e no afastamento de Alex Silva, à procura de uma negociação – além da situação de Ronaldinho, ainda não resolvida, embora bem encaminhada.

Toda essa várzea às vésperas da pré-Libertadores é um grande risco – Corinthians que o diga. Por mais que o time do Real Potosí não seja nenhum pouco assustador, a falta de preparação e de foco do Rubro-Negro carioca pode pôr em xeque todo o primeiro semestre da equipe, que em caso de derrota terá de se contentar apenas com o estadual.

Marcos Gonzalez, era para chegar e formar dupla com Alex Silva na defesa e não para substituí-lo. Agora, mesmo com a chegada do brasileiro naturalizado chileno, o time ainda carece de um bom beque, além de um meia para suprir a lacuna deixada por Thiago Neves e um centroavante, urgência na equipe desde a temporada passada, e Itamar, está longe de ser uma solução.

Solução essa, que pode estar dentro de casa mesmo, caso Luxemburgo saiba trabalhar com os jovens que tem a disposição. Luiz Antonio, Muralha, Thomás e Adrian são jogadores de qualidade, que bem lapidados podem facilmente brigar por uma vaga no time titular.

Fla 2012 Provável time titular: O time que terminou o Brasileiro sofreu poucas mudanças, porém, para pior. Gonzalez e Botinelli não estão, nem de longe, no mesmo nível de Alex Silva e Thiago Neves, que sem dúvidas farão muita falta.

Fluminense

Chegaram: Bruno (LD, Figueirense), Anderson (Z, Atlético-GO), Jean (LD/V, São Paulo), Wagner (M, Gaziantepspor-TUR), Carleto (LE, sem clube), Thiago Neves (M, Flamengo).

Saíram: André Luis (Z, dispensado), Mariano (LD, Bordeaux-FRA), Fernando Bob (V, Atlético-GO), Diogo (V, Sport), Marquinho (M, Roma-ITA), Ciro (A, Bahia).

O Fluminense foi quem melhor se mexeu no mercado de janeiro. As poucas baixas sofridas no grupo que terminou o Brasileirão, foram prontamente repostas e a altura. Mariano, que partiu rumo ao Bordeaux, foi substituído por Bruno, um dos melhores laterais do campeonato nacional pelo Figueirense. Para a vaga do coringa Marquinho, veio o ótimo Wagner, que qualifica ainda mais o passe no meio tricolor.

Além dos dois, chegaram também o bom zagueiro Anderson, Jean, volante de qualidade mal aproveitado na lateral direita no São Paulo e Thiago Neves, o ex-ídolo que chega com alto índice de rejeição por parte da torcida por tudo que falou enquanto vestia a camisa do Flamengo, mas com futebol de sobras para recuperar o prestigio perdido.

Abel Braga começa a temporada com um dos mais fortes plantéis do país e tem tudo para levar o time das Laranjeiras longe nas competições em disputa.

Flu 2012 Provável time titular: Esquema preferido de Abelão, o 4-3-1-2 pode ser utilizado com Deco fazendo o vértice direito do losango no meio campo, Wagner como enganche e Thiago Neves sendo o segundo atacante, encostando em Fred.

Grêmio

Chegaram: Kleber (A, Palmeiras), Leo Gago (V, Coritiba), Marco Antonio (M, Portuguesa), Marcelo Moreno (A, Shakhtar Donetsk), Pablo (Z, Ceará), Naldo (Z, Cruzeiro), Douglas Grolli (Z, Chapecoense), Edílson (LD, Atlético-PR).

Saíram: Adilson (V, Terek Grozny-RUS), William Magrão (V, Ponte Preta), Maylson (M, Portuguesa), Wesley (A, ASA de Arapiraca), Rodolfo (Z, Vasco), Brandão (A, Olympique Marseille), Escudero (M, Atlético-MG), Rafael Marques (Z, Atlético-MG).

Reformulação total no Olímpico. A começar pelo treinador, Caio Junior, que assumiu o time no fim da temporada e deu seu aval em todas as contratações, algo essencial para a montagem da equipe.

De acordo com informações do amigo Eduardo Cecconi (blogueiro do Tabuleiro e setorista no Grêmio), Caio Junior arma sua equipe em um 4-2-2-2 com meias abertos e armando com o pé invertido – algo parecido com o que faz Roberto Mancini no Manchester City. O canhoto Douglas, pela direita, enquanto o destro Marco Antonio ocupa a faixa esquerda. Na frente, Kleber e Marcelo Moreno tem tudo para formar uma das melhores duplas de ataques do país.

Fernando e Leo Gago fazem a proteção à jovem defesa, grande risco do Imortal, já que a inexperiência pode pesar. Ainda assim, a torcida gremista tem motivos para se animar, já que Caio Junior conta com um ótimo grupo, sem dúvidas, um dos grandes favoritos à conquista da Copa do Brasil.

Gremio 2012 Provável time titular: 4-2-2-2 com meias extremos invertidos. Bem servidos Kleber e Marcelo Moreno podem infernizar muitas defesas.

Internacional

Chegaram: Dagoberto (A, São Paulo), Marcos Aurélio (A, Coritiba), Josimar (M, Ponte Preta), Fabrício (Z, Portuguesa).

Saíram: Lauro (G, Ponte Preta), Siloé (A, Náutico), Sorondo (Z, Grêmio), Andrezinho (M, Botafogo), Ilsinho (M, Catania-ITA), Rodrigo (Z, Vitória), Zé Roberto (M, Bahia), Thiago Humberto (M, Goiás).

Poucos, porém, pontuais. Esses são os reforços do Inter que assim como o Flamengo, tem um duro desafio logo no inicio da temporada pela fase prévia da Libertadores. No entanto, se o adversário dos cariocas não assusta, o Once Caldas, rival gaúcho, no mínimo merece respeito pela sua força na última década, inclusive faturando o torneio continental em 2004.

Dagoberto, chega para suprir uma carência do time desde a saída de Taison para o futebol ucraniano, ainda no meio do ano de 2010. Um atacante rápido e habilidoso que jogue pelos lados do campo, capaz de ajudar na marcação e de puxar contragolpes em velocidade, encostando em Damião. Marcos Aurélio, tem potencial para ser titular e com o tempo deve ganhar uma vaga no time, mas a priori, chega para compor elenco.

Um problema que o técnico Dorival Junior ganhou nos últimos dias foi o assédio do emergente futebol chinês sobre sua principal estrela, Andres D’Alessandro. Caso perca o seu camisa 10, o próprio treinador já admitiu que terá de repensar a equipe, afinal, na proposta atual, D’Ale é quem dita o ritmo de jogo e carimba todas as transições ofensivas do Colorado.

Inter 2012 Provável time titular: Caso D’Alessandro fique, esse deve ser o Inter. 4-2-3-1 com Dagoberto espetado, jogando mais próximo a Leandro Damião. Josimar, Elton e Bolatti brigam por uma vaga no meio, na estréia pelo Gauchão, contra o Novo Hamburgo, o primeiro foi titular.

Palmeiras

Chegaram: Juninho (LE, Figueirense), Adalberto Roman (Z, River Plate), Daniel Carvalho (M, Atlético-MG), Barcos (A, LDU-EQU).

Saíram: Gabriel Silva (LE, Udinese-ITA), Rivaldo (V/LE, Sport).

Se algum time precisava de reforços, esse time era o Palmeiras. Dos poucos que chegaram até agora, nenhum me parece como solução para os problemas da equipe que se não correu riscos de cair no Brasileirão, tampouco ameaçou um lugar melhor na tabela do que a modesta 11ª colocação em que terminou.

Juninho, que fez ótimo campeonato pelo Figueirense e foi sem dúvidas o melhor lateral esquerdo da competição, chega para resolver os problemas da faixa esquerda da defesa, resta saber se não sentirá o peso da camisa verde. O argentino Barcos é bom centroavante. É forte, sabe se posicionar, fazer o papel de pivô, além de ter faro de gol, no entanto, precisará de período para se adaptar ao futebol brasileiro. Daniel Carvalho não me agrada, e não creio que resolva os problemas na criação palmeirense, que conta ainda com o irregular Valdivia, que precisa de seqüência de jogos para fazer valer o investimento palestrino.

Para piorar a situação, o torcedor palmeirense começa o ano de luto pela aposentadoria do ídolo eterno (São) Marcos. E sem ele, Felipão perde além de um grande goleiro, um excelente pára-raios que sempre dava a cara pra bater quando a situação se complicava. Na opinião deste que vos escreve o torcedor palmeirense não deve ter boas perspectivas para o ano de 2012, onde pode até levar o estadual – mais pela falta de interesse dos rivais do que pela própria qualidade, diga-se – mas, precisa melhorar e muito para brigar por um algo a mais.

Palmeiras 2012 Provável time titular: O mesmo 4-2-3-1 da temporada passada. Daniel Carvalho, mais habituado a jogar centralizado, terá que se adaptar a jogar pela faixa direita do campo, mas deve inverter constantemente com Valdivia. Bolas paradas de Marcos Assunção continuam sendo o grande trunfo alviverde.

Santos

Chegaram: Fucile (LD, Porto-POR), Juan (LE, São Paulo).

Saíram: Danilo (LD, Porto-POR), Rodrigo Possebom (V, dispensado), Bruno Aguiar (Z, Sport).

A forma melancólica como o time encerrou o ano de 2011, sendo goleado pelo Barcelona, não deve ter reflexos na nova temporada, afinal, por mais que o time tenha sido um tanto apático, a missão contra uma das melhores equipes de todos os tempos realmente não era nada fácil.

Praticamente, nenhum reforço foi integrado ao já ótimo grupo. Fucile veio do Porto para substituir a lacuna deixada por Danilo, que foi justamente para o time português. Com isso, o time deve ganhar mais força na marcação, mas perde e muito na boa válvula de escape que era o ex-lateral. Por falar em lateral, Juan chega do São Paulo para fazer sombra e por ventura substituir o veterano Leo, que certamente não deverá jogar com freqüência nessa temporada.

O melhor dos reforços para o técnico Muricy Ramalho veio ainda na temporada passada, com a renovação de contrato de Neymar até 2014. Com o craque mais a ótima companhia de Ganso, o Santos segue forte. Mas ainda carece de um bom zagueiro.

Santos 2012 Provável time titular: O mesmo 4-3-1-2 de 2011. Liberdade total para Neymar transitar pelo campo e procurar de onde decidir.

São Paulo

Chegaram: Fabrício (V, Cruzeiro), Cortês (LE, Botafogo), Cleber Santana (V, Atlético-PR), Edson Silva (Z, Figueirense), Maicon (V, Figueirense), Paulo Miranda (Z, Bahia), Jadson (M, Shakhtar Donetsk-UCR).

Saíram: Dagoberto (A, Inter), Marlos (M, Metalist-UCR), Xandão (Z, Sporting-POR), Jean (V/LD, Fluminense), Rivaldo (M, dispensado), Carlinhos Paraíba (V, Omiya Ardija-JAP), Juan (LE, Santos).

O Tricolor paulista foi ao lado do carioca o clube que melhor se saiu durante a janela de transferências. Nem tanto pelos reforços que chegaram, a maioria discreta e buscando seu espaço, mas sim pelos atletas que saíram.

O time se livrou de jogadores fracos e que mais atrapalhavam do que ajudavam. Com exceção a Dagoberto, o restante nenhum fará falta, nem mesmo o veterano Rivaldo, que tinha simpatia de parte da torcida, mas, em campo, não mostrou a que veio.

Dos que chegaram, destaque para três nomes. Fabrício, que deve ocupar uma das vagas no losango de meio campo tricolor. Cortês, que apesar da queda de rendimento no fim do ano, já mostrou ser ótimo jogador e é o novo dono da lateral esquerda. E Jadson, que chega para resolver um problema antigo do clube, a falta de um bom camisa 10. Se resolverá ou não, são outros quinhentos, mas é fato que se trata de um belíssimo jogador, de toque refinado e que tem tudo para formar um perigoso trio ofensivo ao lado de Lucas e Luis Fabiano, que totalmente recuperado, tem tudo para ser novamente o matador que sempre foi.

Caso Leão acerte a equipe e faça um bom trabalho, o time do Morumbi é muito favorito à conquista da Copa do Brasil, uma das poucas taças que ainda faltam no seu salão.

SPFC 2012 Provável time titular: Com volantes de muita qualidade na saída de bola e laterais bastante ofensivos, o 4-3-1-2 (ou 4-3-2-1 dependendo do posicionamento de Lucas) parece o melhor sistema para o Tricolor.

Vasco da Gama

Chegaram: Rodolfo (Z, Grêmio), Thiago Feltri (LE, Atlético-GO), Tenório (A, Al-Nassr-ASD), Abelairas (M, River Plate).

Saíram: Irrazábal (LD, dispensado), Marcio Careca (LE, Mirassol), Elton (A, Corinthians), Patrick (A, Vila Nova-GO).

Poucos nomes chegaram no atual vice campeão brasileiro e atual campeão da Copa do Brasil. Para chegar e começar entre os onze, apenas Rodolfo e Thiago Feltri. O primeiro, é ótimo zagueiro e caso não se machuque tanto, deve formar ao lado de Dedé a melhor dupla do país. O segundo, vem de bom campeonato brasileiro pelo Atlético-GO, porém já teve oportunidade em clube grande (Atlético-MG) e não soube lidar com a pressão.

A saída de Elton para o Corinthians abre caminho para Alecsandro recuperar a vaga de titular no time, uma vez que o equatoriano Carlos Tenório não me parece com potencial maior. Uma alternativa para o papel de 9 é adiantar Diego Souza, e com isso, escalar um outro volante de oficio, para reforçar a marcação.

No mais, o time que tentará o bi na Libertadores é praticamente o mesmo que terminou a temporada. O fôlego no meio campo, com os veteranos Felipe e Juninho Pernambucano é um dos problemas a serem solucionados por Ricardo Gomes (ou Cristóvão Borges). Aí voltamos ao parágrafo anterior, onde já adiantamos uma possível formação com outro volante (Eduardo Costa ou Allan) e Diego Souza no comando de ataque.

Vasco 2012 Possível time titular: Praticamente o mesmo time de 2011. 4-3-1-2 com os veteranos Juninho e Felipe qualificando a saída de bola e Diego Souza como trequartista. Pela direita, com Eder Luis e Fagner, a melhor opção de jogo cruzmaltina.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

NewCastle 3-0 Manchester United – Show de Horrores Vermelho

Tentando recuperar a co-liderança da Premier League ao lado do Manchester City, o United foi até St. James Park encarar o Newcastle. Com uma partida desastrosa, os comandados de Alex Ferguson saíram do norte ainda a três pontos dos azuis e com uma moral bem em baixa para encarar o próprio rival no próximo domingo pela Copa da Inglaterra.

Desde o inicio, o time da casa impôs o ritmo do jogo, encurralando os vermelhos em seu campo de defesa e dificultando a saída de bola dos visitantes. Logo aos 3 minutos de bola rolando, os alvinegros poderiam ter aberto o placar, na boa ultrapassagem de Simpson pela direita que terminou com o cruzamento do lateral para Demba Ba, sozinho, furar e perder boa chance.

Após a famosa “fumaça” do começo, o time visitante bem que equilibrou as ações da partida e também assustou a meta de Krul. Primeiro quando Nani se deslocou da direita pra dentro pra finalizar da entrada da área para boa defesa do arqueiro holandês. Depois em bom cruzamento de Evra que Berbatov cabeceou de maneira estranha no poste direito do goleiro.

Newcastle x ManUtd Equipes espelhadas em um tipico 4-4-2 britânico. Série de falhas dos Diabos foram cruciais na goleada.

Com as equipes espelhadas taticamente e um duelo equilibrado, foi preciso que um erro acontecesse para o placar ser alterado. Em chutão do goleiro Krul, Ameobi subiu mais que Jones para desviar e Demba Ba aproveitou o cochilo de Ferdinand para acertar belíssimo voleio no canto direito de Lindegaard e abrir o placar. Foi o décimo quinto gol do avante senegalês nos seus últimos quinze jogos pela Premier League.

O golaço de Cabaye em cobrança de falta magistral logo aos dois minutos da etapa final colocou por água abaixo qualquer proposta diferente que o time vermelho tenha traçado nos vestiários.

Com o prejuízo no marcador, Ferguson trocou o inoperante Berbatov por Welbeck, tentando dar maior movimentação ao setor ofensivo. A mudança por muito pouco não surtiu efeito rápido, quando Nani fez jogada pela direita, centrou na área, o próprio Welbeck desviou de calcanhar deixando Rooney na boa para concluir o que poderia ser o gol do renascimento no jogo, se Simpson não aparecesse em cima da linha para cortar.

Após ver o gol certo ser evitado, os Red Devils sentiram o baque e não criaram mais absolutamente nada. Taticamente mal distribuído em campo e sem o brilho individual de seus principais jogadores, o time não ameaçou. Nem a troca de outro inoperante, Park, por Chicharito, foi capaz de dar um gás na equipe, que assistiu a troca de passes regida pelo grito de olé das arquibancadas dos Magpies.

Para coroar o show de horrores que foi a atuação dos Diabos Vermelhos, nos acréscimos do cotejo, em novo balão de Krul, Jones fez uma lambança sem tamanho ao tentar cabecear uma bola baixa e dar de joelho na criança contra a própria meta. Um espetáculo desastroso do vice líder do campeonato, que precisa se corrigir urgentemente para voltar à briga pela ponta, e o mais importante, não ser novamente humilhado pelo rival azul já no próximo domingo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Champions League: O que nos reservou o sorteio.

Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, sem mais delongas, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite desse que vos escreve:

Apoel (CHIPRE) x Lyon (FRANÇA)

Duas equipes que jamais se enfrentaram. Líder do grupo G, o surpreendente Apoel do Chipre aposta nos brasileiros Manduca e Ailton para tentar bater os franceses e fazerem história com uma inédita participação nas quartas de final da Champions. Garantido nas oitavas após a polêmica goleada por sete a um sobre o Dinamo Zagreb, o Lyon quer voltar a figurar entre os oito melhores do continente, e não poderia encontrar adversário melhor para isso, afinal, por mais que decida em casa, o time cipriota continua sendo zebra.

Palpite: Lyon

Apoel x LyonFormações: Times espelhados em 4-2-3-1. Mais experiente e com mais talento, o time francês não deve encontrar dificuldades para avançar.

Chelsea (INGLATERRA) x Napoli (ITÁLIA)

Os azuis de Londres só asseguraram a classificação na última rodada, mas ainda assim conseguiram ficar com o primeiro lugar. Em fase de renovação da equipe, o Chelsea terá adversário duro pela frente em um jogo onde “ninguém é de ninguém”. Apesar da recente melhora, o time de André Villas Boas ainda sofre de falta de padrão de jogo. Depois de desbancar o novo rico inglês Manchester City na fase de grupos, esse Napoli pode entrar para história caso passe pelo outro inglês em seu caminho, afinal, o time italiano jamais chegou às quartas de final da Liga dos Campeões, nem mesmo durante a Era Maradona.

Palpite: Napoli

Chelsea x NapoliFormações: Depois de sofrer no inicio da temporada, André Villas Boas parece estar encontrando o time ideal no 4-1-4-1 com o jovem Oriol Romeu a frente da zaga e Drogba na referencia. No Napoli, o mesmo sistema de sempre: 3-4-1-2 apostando tudo no letal trio ofensivo.

Arsenal (INGLATERRA) x Milan (ITÁLIA)

Depois de um começo de temporada titubeante, o Arsenal se encontrou e vem crescendo tanto na competição continental quanto na caseira, alavancado pelos gols do artilheiro Robin Van Persie. Os Rossoneri tentam quebrar um mini tabu: Desde o título em 2006/2007 os rubro-negros não passam das oitavas (lembrando que em 2008/2009 nem disputou a Champions), sendo que todas as três eliminações foram para ingleses: o próprio Arsenal em 2007/2008, Manchester United em 2009/2010 e o Tottenham em 2010/2011.

Palpite: Milan

Arsenal x MilanFormações: O 4-1-4-1 de Wenger tem duas grandes apostas: a velocidade de Walcott e os gols de Van Persie. No Milan, o 4-3-1-2 de Allegri é mais sólido e conta com o talento de Ibrahimovic na frente para decidir.

Bayern Munique (ALEMANHA) x Basel (SUIÇA)

O time alemão é na opinião desse blogueiro a terceira força do continente (atrás apenas de Barça e Madrid) e com a motivação de poder disputar a final em casa, é muito difícil de ser batido, mesmo com a ligeira queda que vem tendo nesse meio de temporada. O surpreendente campeão suíço desbancou ninguém mais ninguém menos que o atual vice campeão Manchester United e chega empolgado nessa fase de oitavas, mas imagino que não passe disso, especialmente por encarar tão duro oponente.

Palpite: Bayern Munique

Bayern x BaselFormações: Com a base da seleção alemã, os bávaros têm um futebol ofensivo e vistoso, contando com um meio campo mágico. Fechado em duas compactas linhas de quatro, o Basel tem na dupla Frei seu trunfo para surpreender.

Barcelona (ESPANHA) x Bayer Leverkusen (ALEMANHA)

O bom time alemão desperdiçou na última rodada da fase de grupos a chance de ser o primeiro da chave, e com isso, acabou levando azar no sorteio e terá a dura missão de encarar o atual campeão e favorito ao bi (algo que não acontece desde o Milan de 89 e 90) Barcelona. Mesmo contando com o talento do experiente Ballack e do jovem Schurlle, dificilmente os germânicos conseguem parar esse que é um dos maiores time da história do futebol, e que conta com talento de sobra.

Palpite: Barcelona

Barça x LeverkusenFormações: O 4-2-3-1 de Robin Dutt, que aposta na força de seu lado esquerdo para tentar aprontar. No Barcelona, Guardiola faz uma verdadeira salada tática, alternando o seu time diversas vezes no jogo, mesmo sem trocar uma única peça. Mas, na teoria, segue como antes, 4-3-3 com uma sutil diferença: o deslocamento de Messi para a ponta direita e a entrada de Fabregas como “falso 9”.

Real Madrid (ESPANHA) x CSKA Moscou (RUSSIA)

Dono da melhor campanha na fase de grupos em toda a história da Champions, o Madrid de Mourinho vem mais forte do que nunca na sua caçada por “La décima”. E o time merengue não deverá encontrar dificuldades para avançar diante do enfraquecido CSKA, que pode ainda perder Vagner Love na janela de transferências em janeiro.

Palpite: Real Madrid

Madrid x CSKAFormações: O imutável 4-2-3-1 de Mourinho, com força total na esquerda com os avanços de Marcelo e o vasto poder de fogo de Cristiano Ronaldo. No CSKA, duas linhas de quatro para se fechar e bola na perigosa dupla de avantes.

Benfica (PORTUGAL) x Zenit (RUSSIA)

O bom time encarnado tenta voltar a assustar em termos continentais. Começou bem, desbancando o poderoso Manchester United, e agora o time tem um adversário razoavelmente fraco pela frente e pode muito bem ir mais longe na competição. Segundo colocado no maluco grupo G, o Zenit chega pela segunda vez às oitavas a fim de avançar e entrar para a história do clube, já que da primeira vez, caiu para o Kuusysi Lahti, da Finlândia, em 1985/1986.

Palpite: Benfica

Benfica x ZenitFormações: O talentoso trio de meias armadores do Benfica é a arma do treinador Jorge Jesus para avançar. Do outro lado, o time russo aposta tudo justamente em um luso, o perigoso camisa 10 Danny é o grande jogador da equipe de São Petersburgo.

Internazionale (ITÁLIA) x Olympique Marseille (FRANÇA)

Outro jogo onde “ninguém é de ninguém”. A Inter já não assusta tanto quanto em outros carnavais, enquanto o time francês chega motivado após a classificação heróica, conseguindo virar um jogo em menos de cinco minutos e na casa do adversário (Borussia Dortmund). Até fevereiro, peças importantes no time nerazurri devem retornar e dar ao time italiano um ligeiro favoritismo. Didier Deschamps, treinador do Marseille tem retrospecto favorável contra o técnico italiano. Em 2003/2004, quando dirigiam Monaco e Chelsea, respectivamente, o time francês bateu os londrinos e avançaram à decisão daquela temporada.

Palpite: Internazionale

Inter x MarseilleFormações: Com os retornos de Chivu, Maicon e Sneijder, a Inter pode ser apontada favorita a ficar com a vaga. Sem os três, a previsão é de vida difícil para os italianos contra o perigoso time francês de Deschamps e seu perigoso quarteto ofensivo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cinco vezes Corinthians: Cinco jogos marcantes no caminho do título

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O empate sem gols contra o arqui-rival Palmeiras foi o suficiente para o Corinthians se sagrar campeão nacional pela quinta vez em sua rica história. Uma conquista justíssima, que vem coroar uma campanha, senão irretocável, sólida o bastante para manter o time entre os quatro melhores da competição durante as 38 rodadas, sendo 27 delas na ponta.

A manutenção do técnico Tite mesmo nos momentos de turbulência da equipe, e a crença do treinador em seu imutável 4-2-3-1 e em sua proposta de jogo de intensidade e rotatividade desde o primeiro minuto, sufocando os adversários, foram pontos de destaque no alvinegro paulista, e para fazer a justa homenagem ao campeão do país, o blog traz um resumo de cinco jogos, que para esse que vos escreve foram os mais importantes ou inesquecíveis no caminho do título.

26/06/2011 – 6ª Rodada
Corinthians 5x0 São Paulo

O time que teve 17 das suas 21 vitórias obtidas pela diferença mínima, aplicou a maior goleada contra o rival Tricolor, e justo quando o time do Morumbi liderava e dominava a competição, após uma seqüência de cinco vitórias nos cinco primeiros jogos. O triunfo garantiu ao time do Parque São Jorge a liderança pela primeira vez na competição, posição que a equipe não mais largou.

Com atuação de gala, impondo seu jogo desde o primeiro minuto, o Corinthians só veio construir a goleada a partir da segunda etapa, quando já jogava com um jogador a mais após a tola expulsão de Carlinhos Paraíba ainda aos 40 minutos da etapa inicial.

Mesmo com um buraco na meia cancha devido a expulsão, o então técnico são paulino Paulo César Carpeggiani optou por não abrir mão do seu poder de fogo para recompor o sistema defensivo, e o time pagou caro por isso. Logo no primeiro minuto, Danilo anotou um golaço que deu inicio ao massacre. Liedson três vezes e Jorge Henrique com grande colaboração de Rogério Ceni definiram aquela que viria a ser a maior goleada do Timão no caminho do título e a maior no Majestoso. (LEIA MAIS AQUI).

Corinthians 5-0 são pauloFormações iniciais do clássico: Enquanto esteve 11 contra 11, o São Paulo conseguiu segurar o ímpeto corinthiano. Com um a menos e totalmente exposto, Tricolor foi presa fácil.

14/07/2011 – 12ª Rodada
Corinthians 1x0 Internacional

Uma das melhores atuações da equipe no campeonato, que serviu para consolidar a liderança em jogo adiantado da décima segunda rodada e abrir boa vantagem sobre o então vice colocado Flamengo. Contra um adversário fechado e esperando uma brecha para contra atacar com seu perigoso quarteto ofensivo, o Corinthians precisou ser impecável, técnica e especialmente taticamente.

No jogo de muito estudo e pouquíssimas oportunidades, o time da casa foi feliz em uma delas quando Fabio Santos fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasante para Paulinho dominar e ajeitar para Willian acertar o canto direito de Muriel, com precisão cirúrgica para garantir mais três pontos ao futuro campeão.

Corinthians 1-0 interContra um Inter acuado, o Corinthians precisou de inteligência e especialmente paciência para chegar ao triunfo.

08/09/2011 – 22ª Rodada
Corinthians 2x1 Flamengo

Na primeira das decisões antecipadas encaradas pelo time alvinegro, a torcida se fez presente para buscar a vitória contra o algoz na Libertadores do ano anterior. E o placar do torneio continental se repetiu, porém com enredo bem diferente. Se naquela ocasião, a vitória por dois tentos a um não foi suficiente para classificar os paulistas, dessa vez, a virada (uma dentre as seis viradas do time de Tite) sobre o rubro negro carioca serviu para manter a ponta com dois pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

O gol (achado) de Deivid em cobrança de escanteio de Ronaldinho ainda no primeiro tempo não abalou o Corinthians, que não abdicou do seu estilo e seguiu martelando até chegar ao empate e conseqüentemente à virada, com dois gols de Liedson em dois cruzamentos de Willian, que entrara na vaga de Jorge Henrique durante o jogo, dando mais dinâmica e poder de fogo ao time e sendo crucial na vitória sofrida, como a torcida alvinegra diz gostar.

Corinthians 2-1 flamengoPara virar e vencer a primeira “final” do campeonato, o time mostrou maturidade ao lidar com o placar adverso em jogo tão nervoso.

02/10/2011 – 27ª Rodada
Vasco 2x2 Corinthians

A segunda “decisão” dentro do campeonato, dessa vez, com o Corinthians atrás na tabela e precisando vencer para recuperar a ponta. O triunfo não veio, mas o empate em dois tentos assegurou que o Vasco, então com dois pontos de frente, não disparasse na tabela.

Mesmo sem contar com Liedson, Emerson ou Adriano, Tite não abriu mão de seu sistema de 4-2-3-1, lançando Alex como uma espécie de “falso 9”, fazendo o pivô ou abrindo espaços para o trio de meias que vinha de trás.

E foi assim que o time chegou ao empate em duas oportunidades: Primeiro quando Danilo serviu para Alex fazer o papel de centroavante e igualar após o gol de Dedé pelo Vasco; Já na segunda etapa, em desvantagem depois do gol de Fagner no fim dos quarenta e cinco minutos iniciais, Willian cruzou e dessa vez foi Danilo quem apareceu com liberdade para testar e no canto de Fernando Prass e garantir que o time carioca não desgarrasse dos corinthianos na ponta.

Vasco 2-2 CorinthiansSem um centroavante de oficio, Tite lançou Alex como “falso 9” no comando do ataque corinthiano. Funcionou.

20/11/2011 – 36ª Rodada
Corinthians 2x1 Atlético-MG

Talvez o mais emocionante jogo da campanha vitoriosa alvinegra. A torcida corinthiana que lotou o Pacaembu na antepenúltima rodada não podia esperar uma vitória com tanta cara de Corinthians como a virada sobre o Galo que serviu para recuperar a liderança perdida para o Vasco um dia antes, após a vitória cruzmaltina sobre o rebaixado Avaí.

Diante de um Atlético muito bem armado por Cuca, o Corinthians errava muitos passes e não conseguia impor seu ritmo na primeira etapa, que terminou de maneira modorrenta.

O gol de Leonardo Silva logo aos nove minutos, foi um susto e tanto na torcida, que viu a partir dos 32, uma das mais épicas viradas de placar no campeonato. Primeiro com Liedson, aproveitando cruzamento de Alessandro para igualar. E depois com Adriano, o Imperador que ressurgiu das cinzas para voltar a marcar mais de um ano e meio depois de seu último gol (o último havia sido ainda pelo Flamengo, na vitória por 2 a 1 sobre a Universidad de Chile pela Libertadores de 2010). E que gol! Mesmo pesado, o camisa 10 deu um pique e pediu o passe, Sheik serviu e o Imperador chapou de canhota no único metro quadrado em que a bola poderia ter entrado.

Corinthians 2-1 galoA encaixada marcação atleticana dificultou o trabalho do time paulista na primeira etapa, porém, Cuca não contava que o iluminado Adriano iria entrar em ação justo contra o Galo.

A vitória deixou o time do Parque São Jorge ainda mais perto do título, que só veio ser assegurado após a vitória pelo placar mínimo sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli e o empate contra o Palmeiras no Pacaembu, mais uma vez lotado, e dessa vez emocionado, depois da perda do ídolo Sócrates, que viu lá do andar de cima o quinto título alvinegro (Para ler sobre outros jogos da campanha alvinegra, AQUI, AQUI e AQUI).