terça-feira, 14 de maio de 2013
O ponto de partida de Scolari
terça-feira, 7 de maio de 2013
Seedorf, o "Chama Taças"
Casado com uma brasileira, o
craque decidiu se aventurar em terras distantes do velho continente, e adivinhem...
TAÇA! O camisa 10 do Fogão tem imã pra título, e com o glorioso manto alvinegro
não seria diferente.quarta-feira, 24 de abril de 2013
Brasil, Campeão da Libertadores 2013
Inicia-se hoje o mata-mata da Libertadores da América 2013. O favoritismo é totalmente verde e amarelo.
O futebol sul americano com exceção um pouco do Brasil, vive um momento turbulento financeiramente. Os grandes clubes logos se desfazem rapidamente de seus bons e jovens valores, e investem em um ou outro medalhão que rodou pela Europa.
Mas a Libertadores é uma caixinha de surpresas, as zebras correm soltas, mas esse ano dificilmente fogem
da lógica. Analisemos...
Newell's old Boys-ARG vs. Vélez Sarsfield-ARG, será decidido no fator casa. Quem tiver um apoio maciço da torcida deve levar a vaga. O time Newell's, time que revelou nada mais na menos que Maradona e Messi, vem brigando na ponta do Campeonato Argentino porém se classificou na última rodada da Libertadores, por saldo de gols, já o Vélez, ocupa a parte debaixo da tabela no Argentino, se classificando tranquilamente em um grupo não muito complicado.
Palpite: por ser mais acostumado a decisões na Libertadores, dá Vélez.
Real Garcilaso-PER vs. Nacional-URU, o Real é um time novo, montado a poucos anos no Peru, e já vem se destacando entre os times do país. Mas o tradicional Nacional, time de Montevideu, mesmo não se destacando em competições continentais ainda é o velho e marrento Nacional.
Palpite: Nacional leva fácil essa vaga.
Tigre-ARG vs. Olimpia-PAR, com certeza o Tigre, é o time mais covarde em que eu já vi jogar. Esquece totalmente o futebol de lado e parte para agressões. Não estranhemos se aparecer algum jogador deles migrando para o MMA. O Centenário Olimpia se classificou em primeiro, em um grupo até certo ponto difícil, mas nivelado por baixo.
Palpite: o futebol, mais uma vez vence a pancadaria, Olímpia na cabeça.
Tijuana-MEX vs. Palmeiras-BRA, Os mexicanos ainda engatinham quando o assunto é Libertadores, porém é o atual Campeão Mexiacano. Mandam seus jogos no Estádio Caliente, que é de grama sintética e deu muito trabalho ao Corinthians, assim sendo, não será nada fácil para o Palmeiras, time esse, que conta muito mais com a raça e a superação do que com qualidade técnica. Vamos ver até onde isso terá efeito.
Palpite: Esse tá complicado, mas vou de Palmeiras.
Boca Juniors-ARG vs. Corinthians-BRA, os xeneizes, já não são os mesmos de outrora, a Bombonera não pulsa como antes, mesmo assim, ainda pesa muito essa camisa que eternizou Maradona. O Corinthians, dispensa apresentações. Time ''cascudo'', que cresce em jogos decisivos, muito bem armado pelo Tite.
Palpite: Sem grandes emoções, dá Corinthians
Grêmio-BRA vs. Santa Fé-COL, os gremistas patinaram muito na fase de classificação. Dono de um primoroso elenco e ainda sob a batuta de Luxemburgo, o Grêmio vem em busca do Tri da Libertadores. Santa Fé, se classificou como a segunda melhor campanha, porém o Grupo era uma mãe. Futebol solto, meio descompromissado e fraco defensivamente, característico de times colombianos.
Palpite: Grêmio, que pra mim vai até a Final.
Emelec-EQU vs. Fluminense-BRA, o Emelec vem constantemente enfrentado equipes brasileiras, mas o futebol ainda é fraco. Sem muitas chances de surpreender. O Flu, que vive um momento digamos, tenso, pois não conta com Fred, Deco e Thiago Neves. Está dependendo muito de Nem e Sóbis, mesmo assim é franco favorito.
Palpite: Fluminense, porque o outro time é fraco.
São Paulo-BRA vs. Atlético-MG-BRA, o pior segundo colocado da fase de grupos o credenciaria como barbada, certo? Errado. São Paulo é time copeiro, acostumado a decisões, cresce na hora certa e tem nomes experientes em campo, caso de Ceni, Lúcio e Luis Fabiano, que mesclam com excelentes nomes que surgem, caso de Osvaldo, Tolói e Wellington. O Galo, conta com o Maestro, Ronaldinho Gaúcho, que rege o time como poucos fazem. Tem hoje a melhor dupla de zaga do Brasil, e como muitos dizem o futebol mais vistoso.
Palpite: Atlético-MG, que chega até a Final.
terça-feira, 2 de abril de 2013
PSG 2-2 Barcelona – No primeiro ato, melhor para os franceses
Apesar de encarar o poderoso Barcelona, time que faz quase todos os treinadores mudarem suas equipes na busca de achar um modo de deter o time catalão, Carlo Ancelotti não abriu mão do desenho tático que vem utilizando no Paris Saint Germain ao longo da temporada, um 4-4-2 tipicamente britânico, com duas linhas. Em campo, porém, a postura da equipe foi sim, a mesma de todas que vão encarar o rival azul-grená: linhas retraídas, com a segunda bem próxima da primeira, auxiliando no cerco na entrada da sua área.
O Barça, por sua vez, foi mais do mesmo: 4-3-3 alternando para um 3-4-3 de acordo com o avanço de Daniel Alves, ocupação do campo oponente, troca de passes e movimentação, esta comprometida pelas atuações apagadas de Villa e Sanchez, especialmente do camisa 7, facilitando a marcação dos franceses.
Linhas encolhidas do 4-4-2 do PSG de Carlo Ancelotti para encarar o poderoso Barcelona.
Com a posse da bola, os donos da casa sabiam bem o que fazer, e levaram perigo ao gol de Valdes após rápida triangulação em que Ibrahimovic achou Pastore, que com belo passe de peito deixou Lavezzi em ótimas condições para marcar, e só não o fez porque Busquets tocou antes na bola e contou com a sorte ao acertar a trave e não fazer o gol contra.
Embora detivesse o costumeiro domínio das ações do jogo, o Barcelona não conseguia passar pelas bem posicionadas linhas de marcação francesas, pecando no último passe e pouco assustando. A exceção foi o perigoso chute de Iniesta, que arriscou por cobertura do bico esquerdo da grande área, mas mandou para fora.
Quando a etapa inicial já caminhava para o seu fim, o ritmo azul caiu e o Barça impôs maior volume de jogo. Até que aos 37, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Daniel Alves na intermediária e dali descolar passe espetacular para Messi bater de primeira e abrir o marcador no Parc des Princes com um golaço. E por pouco o craque argentino não voltou a marcar pouco depois, em sua jogada típica, trazendo da direita até encontrar a brecha para o arremate com a canhota letal, no entanto, o disparo saiu por cima da meta de Sirigu.
Foi o último ato do melhor jogador do mundo no jogo, e provavelmente no confronto, uma vez que uma lesão muscular na perna direita pode afastá-lo dos gramados por até três semanas.
Na volta para a etapa derradeira, com Fabregas na vaga de Messi, o Barcelona sentiu a falta de seu craque e referencia e se acuou. O PSG aproveitou e passou a ocupar mais o campo ofensivo, pressionando e complicando a saída de bola catalã.
Visando reoxigenar seu setor ofensivo e ter maior poder de fogo, Ancelotti trocou Lavezzi e Pastore por Menez e Gameiro (além de Beckham por Verratti), e as mudanças não demoraram ter efeito. Na jogada mortal para a defesa do blaugrana, a bola aérea. Em cobrança de falta da esquerda, Thiago Silva subiu mais que a zaga e testou na trave. No rebote, Ibrahimovic em completo impedimento, completou para as redes e igualou o placar.
A felicidade da torcida da casa, no entanto, durou pouco. Em rápida trama na entrada da área parisiense, Iniesta passou para Fabregas, que com toque de calcanhar deixou Sanchez cara a cara com Sirigu. O chileno tentou passar pelo goleiro, mas acabou derrubado, pênalti. Xavi cobrou com categoria e recolocou o Barça na frente.
Naquela altura, faltando apenas três minutos para o fim do jogo, além dos acréscimos, a vitória e a boa vantagem culé parecia bem encaminhada para a volta no Camp Nou, porém, o valente PSG não desistiu e num último suspiro, chegou ao empate em finalização de Matuidi, contando com falha gritante de Valdes.
A igualdade no primeiro ato deixa o duelo aberto para a segunda decisiva partida. E com a possibilidade de Messi não ir a campo, o confronto fica ainda mais igual. Melhor para o time de Carlo Ancelotti, que não abriu mão de seus conceitos para encarar um rival superior e acabou premiado por sua “ousadia”.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Corinthians 2-2 Palmeiras - A falta e a sobra de vontade
Formações Iniciais: Corinthians no seu já tradicional 4-2-3-1; Palmeiras ajustado num 4-2-4-0, que tinha na linha de quatro do meio sua força, marcando na frente e pressionando a defesa alvinegra.sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Real Madrid 1-1 Manchester United – Show de De Gea e vaga indefinida
A intensidade proposta pelo Real Madrid de José Mourinho no começo do duelo contra o Manchester United impressionou. Marcação adiantada, encurralando os visitantes em seu próprio campo e um volume de jogo avassalador.
Diante de um cenário totalmente contrário, contra uma torcida inquieta no Santiago Bernabéu e um adversário qualificado e motivado, Alex Ferguson adotou postura cautelosa, apesar dos de um quarteto de frente passar uma falsa impressão ofensivista.
Wayne Rooney virou assistente de lateral, voltando no combate a Fábio Coentrão e auxiliando o nervoso Rafael no cerco a Cristiano Ronaldo. No lado oposto, o sempre agressivo Evra, ficou plantado junto à linha de quatro defensiva, e também contando com a volta de um homem de frente, hora Welbeck, hora Van Persie, que por diversas vezes caiu pelo lado do campo. Erro crasso do treinador inglês afastando da área adversária o seu mais letal jogador.
Madrid no mesmo 4-2-3-1 de sempre, porém, com marcação adiantada que encurralou o United, que abriu mão de seu 4-4-1-1 para também atuar em 4-2-3-1.
Ao contrário do que possa se imaginar, o time mandante não sentiu o gol sofrido aos 20 da primeira etapa, quando controlava totalmente as ações do jogo e se viu surpreendido por cabeçada certeira de Welbeck em escanteio cobrado por Rooney.
O ímpeto merengue seguiu, e na pressão o time chegou ao gol de empate apenas dez minutos depois do revés, quando pela primeira vez na partida os pontas inverteram o lado, e pelo flanco esquerdo, Di Maria centrou para Cristiano Ronaldo vir da direita, aparecer às costas de Evra e numa subida impressionante testar sem chance para De Gea. Foi o gol de número 183 do craque português em 180 jogos com a camisa branca.
Na volta do intervalo, o time de José Mourinho seguiu a mesma estratégia dos 45 minutos iniciais: pressão no campo de ataque, sufocando os defensores vermelhos. Khedira se adiantou e se juntou à linha de três armadores, saindo assim do 4-2-3-1 para um 4-1-4-1. E foi justamente dos pés do alemão que saiu o mais perigoso lance madridista na segunda etapa, quando o camisa 6 desceu pela direita e cruzou para Coentrão chegar completando do outro lado. Num reflexo absurdo, De Gea utilizou o pé direito para operar um milagre no Bernabéu e evitar a virada merengue.
Quando Ferguson trocou o inoperante Kagawa e o esforçado, porém limitado Welbeck, por Giggs e Valencia, os dois “sangue novos” foram atuar nas beiradas do gramado, e Rooney e Van Persie voltaram às suas funções originais. O camisa 10 como um quinto homem de meio campo, flutuando nas costas dos volantes adversários, e o 20 enfiado entre os zagueiros.
Assim, surgiu a chance de ouro para que os Red Devils levassem para o jogo da volta em Old Trafford um resultado ainda melhor, quando Rooney descolou passe preciso para Van Persie entrar pela direita e soltar um petardo que Diego Lopez desviou para o travessão. Na sequência do lance, o holandês recebeu novamente sozinho, dessa vez no meio da área e pressionado por Diego Lopez, bateu mascado na bola. Ainda assim, ela encobriu o goleiro e só não entrou porque Xabi Alonso apareceu para salvar em cima da linha.
Diante de um De Gea inspirado, o Real seguiu sufocando, mas não conseguiu alterar o marcador, mesmo com 28 arremates contra o gol vermelho, sendo 14 na direção da meta – do outro lado, foram 13 finalizações inglesas, sendo nove no alvo.
Diante das circunstâncias encontradas em gramados espanhóis, o empate com gol fora de casa acaba sendo um resultado excepcional para os Diabos Vermelhos, que agora precisam apenas de um empate sem gols para avançar na principal competição de clubes do planeta, o que gera um dilema a Sir Alex Ferguson para o duelo da volta: sair pro jogo tentando definir o confronto e se expor aos mortais contragolpes merengues, ou, se trancar e contar com nova jornada impecável de De Gea para tentar garantir o zero no placar?
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Cronologia tática da “Era Mano”
No inicio da tarde de sexta-feira, 23 de novembro, em reunião na sede da Federação Paulista de Futebol, foi decidida, de maneira surpreendente, a demissão do treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes.
Mano já superou momentos ruins na seleção, por isso sua saída agora soa surpresa. Sua primeira crise veio logo após a queda nas quartas de finais da Copa América, em 2011, e o técnico resistiu.
O time seguiu instável, jogando um futebol bem burocrático, longe do jogo encantador que muitos esperavam, e sem vencer um adversário de peso. Vieram os Jogos Olímpicos, o time seguiu jogando pouco e acabou derrotado na final perante a seleção mexicana. Ali, me parecia o momento ideal para a troca do comando técnico e tinha toda pinta de que ia mesmo acontecer. Não aconteceu.
O treinador seguiu, mudou o estilo de sua seleção, mudou a maneira de jogar e o time chegou a apresentar um futebol vistoso, ainda que contra adversários sem tanto porte. E ironicamente, no momento em que Mano parecia encontrar um rumo para o selecionado canarinho, vem o anuncio da sua queda.
Para relembrar um pouco de como foi a passagem de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira, listamos abaixo alguns jogos importantes no período em que o treinador dirigiu o scratch.
Brasil 2-0 EUA
Jogo de estréia do treinador, em 10 de agosto de 2010. Após uma Copa do Mundo mixuruca, uma belíssima apresentação contra uma seleção razoável, dava a impressão de que Mano sabia bem o que estava fazendo e que tinha totais condições de ressuscitar o “futebol arte” brasileiro, característica sempre marcante na nossa seleção. Neymar e Pato marcaram, Ganso desfilou um futebol de primeiríssima qualidade, Robinho, Ramires e Dani Alves formavam uma base tarimbada da derrota no Mundial. Enfim, a primeira impressão, foi a melhor possível.
A estréia: Time solto e ofensivo. Num 4-2-3-1 com o trio Neymar, Ganso e Robinho na criação, mais Alexandre Pato na referencia.
Brasil 0 (0)-(2) 0 Paraguai
Jogo que marcou a eliminação da Seleção na Copa América. Ironicamente, a melhor apresentação do time de Mano Menezes na competição, porém, faltou poder de fogo para decidir a parada durante os 120 minutos de bola rolando. Nas penalidades, um show de horrores com direito a quatro cobranças desperdiçadas e uma derrota pífia por dois a zero para os paraguaios.
Contra o Paraguai, o mesmo sistema tático e o mesmo trio de armadores, mais alguns nomes vindos da Copa do Mundo, como Julio Cesar, Maicon e Lucio. Boa apresentação, que pecou no poder de fogo.
Brasil 1-2 México
Decisão dos Jogos Olímpicos. O México, nunca foi o adversário mais temido, e na ocasião, sem poder contar com seu melhor jogador, Giovanni dos Santos, dava toda pinta de que a tão sonhada medalha de ouro viria. Ledo engano. O erro de Rafael que gerou o primeiro gol mexicano logo no inicio do cotejo, jogou por terra todo o plano de jogo da seleção. Nervoso, o time pouco criou e tomou o tiro de misericórdia na segunda etapa. Depois até diminuiu, mas não conseguiu chegar ao empate e ficou somente com a prata.
Nas Olimpiadas, Mano saiu do 4-2-3-1 costumeiro e reinventou a equipe num 4-4-1-1 em linha, com Oscar vindo da direita pra dentro e Neymar encostando em Damião.
Brasil 4-0 Japão
Apresentação de gala. Mano alterou seu time, sacou o homem de referencia do ataque e passou a jogar sem centroavante, apostando na mobilidade e talento do quarteto Neymar, Kaká, Oscar e Hulk. Funcionou! O time apresentou um belo futebol e envolveu a seleção japonesa, que se não é lá uma grande potencia, também está longe de ser uma baba. Parecia que, enfim, Mano encontrava um time ideal e mirava um norte para a seleção.
Para esse que vos escreve, o time da melhor apresentação da “era Mano”. 4-2-3-1, sem um centroavante de oficio, mas com muita mobilidade na frente e sempre alguém na área, mais volantes que sabem sair pro jogo.
Brasil 1 (4)-(3) 2 Argentina
O jogo de despedida de Mano foi uma derrota diante da Argentina com a bola rolando, mas com a vitória nas penalidades e o título do tal Superclássico das Américas. Contando apenas com jogadores que atuam no país, o treinador não tinha tantas opções, mas podia ter feito melhor, apostado mais, arriscado mais e não ter jogado com o regulamento embaixo do braço para ganhar um título de valor quase nulo.
A despedida, num 4-3-1-2 com Paulinho e Arouca saindo pro jogo enquanto Ralf dava suporte para a linha defensiva.
Três nomes despontam como favoritos para assumirem o comando da Seleção. Tite, no melhor momento da carreira e melhor momento dentre os três cotados. Felipão, sem clube após a saída do cambaleante Palmeiras, e Muricy, que por pouco não assumiu antes de Mano e que é o grande favorito. Não me agrada, mas é vencedor, tem um curriculo invejavel e pega um trabalho em construção e principalmente, em evolução. Qualquer um que vier a assumir, terá boa herança para trabalhar.


