quinta-feira, 24 de abril de 2014

UCL Semifinal 002 - Real Madrid 1-0 Bayern Munique


A obsessão madridista pela tão sonhada “La Décima” nunca esteve tão próxima de se tornar realidade. Isso porque com uma atuação taticamente perfeita o time de Carlo Ancelotti anulou o poderoso Bayern Munique de Pep Guardiola e saiu do Santiago Bernabéu com uma vantagem que se não chega a ser excelente, é um enorme passo rumo à decisão em Lisboa.

Sem poder contar com suas duas principais estrelas com 100% de sua condição física, uma vez que Cristiano Ronaldo voltava de lesão e Gareth Bale se recuperava de uma gripe, o treinador italiano optou por entrar com apenas uma delas, o português, fazendo dupla de ataque com Benzema, soltos no 4-4-2 merengue que priorizava a compactação, a redução dos espaços ao oponente e a saída em velocidade máxima na retomada.

As duas linhas de quatro compactas do Real Madrid que negou espaços ao Bayern.
Assim o time chegou ao gol com Benzema, quando o melhor jogador do mundo recebeu na intermediária ofensiva e viu a passagem de Coentrão nas costas de Rafinha. O lateral português cruzou rasante, a bola passou por baixo de Dante, Alaba também tentou sem sucesso fazer o corte e chegou limpa para o atacante francês só empurrar para as redes.

Foi também pelo setor esquerdo que o time seguiu criando suas principais chances, sempre em contragolpes rápidos, de poucos toques e quase letais. Quase porque Cristiano Ronaldo desperdiçou chance clara de ampliar, talvez por falta de ritmo, talvez por um relaxamento diante de oportunidade tão fácil, o camisa 7 bateu mal e jogou por cima da meta de Neuer. Assim como Di Maria, que recebeu sozinho pela direita, teve tempo de dominar e ajeitar o corpo, mas também isolou.

Apesar do controle total da posse da bola e das ações do jogo, o time da Baviera não conseguia encontrar espaço para a penetração, e abusava das bolas alçadas na área branca, nenhuma, porém que levasse perigo real ao gol de Casillas.

O arqueiro merengue, aliás, só precisou intervir de fato já no fim da partida, quando um cansaço natural bateu sobre seus jogadores e os espaços aos visitantes começaram a aparecer. E numa trama entre dois jogadores que vieram do banco, Müller cruzou para Götze, que dominou e encheu o pé para linda defesa do capitão madridista, assegurando a vitória pela contagem mínima.

Se por um lado fica ao torcedor Blanco o sentimento de que a vantagem poderia ter sido ainda maior dada a quantidade de oportunidades que o time criou, por outro fica a sensação de dever cumprido e a certeza de que a equipe tem uma ótima vantagem para a volta no Allianz. Isso porque se o Bayern já é naturalmente uma equipe que investe pesado no seu jogo ofensivo, precisando do resultado essa postura será ainda mais agressiva, deixando o time alemão ainda mais exposto aos sempre perigosos contragolpes espanhóis, e se em um desses o time achar um gol na Alemanha, pode definir o confronto e ficar a apenas noventa minutos do sonho da décima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário