quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os três canhões do Arsenal


Se o belo futebol apresentado pelo Arsenal não chega a ser nenhuma novidade, uma vez que o clube se caracteriza há anos por ser o dono do estilo de jogo mais agradável dentro da Premier League, a efetividade e consistência que a equipe vem apresentando na atual temporada sim, surpreende e agrada aqueles que gostam do vistoso futebol do clube.

A chegada de Mesut Özil no último dia da janela de transferências foi um marco nessa nova fase da equipe. O time que se habituou a abrir mão de suas principais estrelas, dessa vez fazia o caminho inverso, contratando um atleta de nível “world class”, um cara capaz de pegar a bola, botar embaixo do braço e resolver a parada quando necessário.

Além da conhecida qualidade, o alemão trouxe também ao grupo uma confiança que antes não era vista, e com ela um nítido crescimento de alguns atletas, que apesar de talentosos, precisavam de uma referência no elenco para alavancar seu desempenho e render tudo que podiam.

Casos de Jack Wilshere e Aaron Ramsey, que evoluíram e hoje são juntamente com o camisa 11 os pilares da ótima campanha Gunner, tanto na Premier League, onde lidera com quatro pontos de vantagem para o segundo colocado Chelsea, quanto na UEFA Champions League, onde tem sua classificação bem encaminhada e precisa apenas de um empate diante do Napoli na última rodada para avançar em primeiro do grupo.

Dos 37 gols marcado pela equipe de Arsene Wenger entre liga nacional e continental, 34 deles tiveram participação direta da trinca, o equivalente a impressionantes 91,8% dos tentos.


O trio de maestros rege o Arsenal mantendo seu vistoso estilo de posse e passe, porém agora sendo eficaz e regular, contando com a artilharia pesada de três canhões.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Atuações dos brasileiros foram determinantes no empate em San Siro

A partida válida pela terceira rodada da fase de grupos da UEFA Champions League contava com a volta de Kaká no time rossonero e de Messi a equipe blaugrana, após enfrentarem lesões recentes que os afastaram dos gramados. Quem ainda não pôde retornar com 100% de sua forma física foi Mario Balotelli, que começou o jogo no banco.

Sem poder contar com seu matador, Massimiliano Allegri distribuiu seu onze inicial num 4-1-4-1 que procurava aproximar as duas linhas de quatro e deixava Robinho isolado no comando do ataque. Entre as linhas, De Jong era o encarregado de cercar Lionel Messi, numa formação semelhante a que o treinador utilizou quando venceu o próprio Barcelona pelas oitavas de final da competição continental na última temporada.

Do outro lado, o treinador Tata Martino pôde contar com aquela que é considerada a formação ideal para a sua equipe. O bom e velho 4-3-3 culé, com Messi circulando no centro do ataque, cumprindo o papel de falso 9 e Alexis Sanchez e Neymar abertos pelos flancos.

Milan-BarçaNo Milan, Kaká atuou aberto pela esquerda, com responsabilidade maior em conter Daniel Alves do que em criar. Ainda assim, deu passe para o gol de Robinho.

Ao contrário do que se esperava, o time da casa não começou o jogo sentado lá atrás apenas esperando o momento de contragolpear. Os milanistas iniciaram com sua segunda linha avançada no campo de ataque, sufocando a saída de bola catalã.

Essa pressão inicial levou Mascherano a errar na saída de jogo e dar a bola nos pés de Robinho. O brasileiro brigou e ganhou de Piqué no corpo, passou para Kaká e infiltrou na área para concluir o passe preciso do camisa 22 e abrir o marcador para o Milan ainda aos 10 minutos de bola rolando.

Após o gol, o Milan diminuiu o intenso ritmo imposto no inicio da partida e aos poucos o Barcelona foi determinando seu estilo, controlando o jogo na base de sua já conhecida filosofia de posse e passe, porém sem penetrar na área italiana. Com os ponteiros bem vigiados pelos laterais rossoneri e Messi cercado de perto por De Jong, faltava poder de fogo aos culés.

Até Messi sair do centro, onde estava preso na forte marcação e começar a cair mais pelo lado direito do ataque, invertendo seu posicionamento com Sanchez. Foi por ali que o craque argentino recebeu passe de Iniesta, aproveitando a bobeada de Zapata para retomar a bola e acionar o camisa 10, que com maestria protegeu a bola dos marcadores e tocou na saída de Amelia para empatar o jogo.

Com o placar em igualdade, o Barcelona ficou ainda mais tranqüilo e controlou totalmente as ações do jogo, porém sem agredir com tanta força a meta de Amelia. Muito aberto pelo lado esquerdo, Neymar foi praticamente uma peça nula no time catalão, aparecendo apenas em lance no fim do primeiro tempo, quando arrematou de forma perigosa uma bola espirrada na área. E foi só, até a sua substituição, já aos 36 da etapa final.

Por outro lado, Robinho teve a bola do jogo em seus pés no começo do tempo derradeiro, quando num contra-ataque rápido, Muntari achou o brasileiro completamente livre dentro da área, mas ao tentar o domínio, o camisa 7 furou e desperdiçou a melhor chance do jogo de tirar a igualdade do placar. Apesar da chance desperdiçada, Robinho foi surpreendentemente muito bem na partida, com movimentação intensa que complicou a retaguarda blaugrana.

Quem também foi muito bem foi Kaká. O velho ídolo milanista se sacrificou cumprindo uma função diferente da habitual, atuando aberto pela esquerda, tendo de acompanhar as investidas de Daniel Alves e o fez com perfeição, sem dar espaço para o lateral culé.

Boas atuações dos brasileiros que ajudaram o Milan a conter o poderoso Barcelona e somar mais um ponto na briga com o Celtic pela segunda vaga do grupo. Por outro lado, Neymar, o brasileiro de quem mais se esperava algo em San Siro esteve apagado e pouco contribuiu para que sua equipe buscasse a vitória.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

UEFA Champions League 2013/2014 - Fase de Grupos

Para alegria daqueles malucos por futebol, será dada a largada para mais uma temporada da UEFA Champions League. Boas chaves foram formadas, com promessas de grandes jogos em alguns grupos, e de muito equilíbrio em outros. Fato é que mais uma temporada da maior competição interclubes do mundo da bola irá começar, e abaixo, você confere uma rápida análise grupo a grupo
, os favoritos a se classificarem, quem pode aprontar e os times bases de cada uma das 32 equipes.

Grupo A
Com novo treinador depois de 27 temporadas sob a batuta de Sir Alex Ferguson, o Manchester United ainda oscila nesse começo de temporada, alternando boas partidas com atuações sofríveis. A boa noticia para os Red Devils foi a permanência do craque Wayne Rooney, que viveu indefinição sobre seu futuro durante o período de transferências, mas acabou mesmo ficando em Old Trafford.

Apesar da chave equilibrada e com rivais perigosos, o time vermelho ainda é o grande favorito a uma das vagas, seguido de perto pelo Shakhtar Donetsk e sua legião brasileira, que já demonstrou sua força na última temporada, quando eliminou na fase de grupos o então campeão Chelsea. Reforçado por ainda mais atletas brasileiros, como Bernard, Fred, Fernando e Wellington Nem, o time ucraniano é candidato a segunda (ou quem sabe até primeira) vaga do grupo.

Correndo por fora, os alemães do Bayer Leverkusen e os espanhóis da Real Sociedad. Mesmo com a baixa de seu melhor jogador, André Schurrle, que partiu rumo ao Chelsea, o Leverkusen mantém a mesma base da última temporada, inclusive com o perigoso artilheiro Stefan Kiessling. O time espanhol por sua vez, já demonstrou ser uma equipe perigosa no duelo contra o Lyon por uma vaga na fase de grupos. Com um ataque envolvente, o time basco sapecou quatro tentos a zero sobre os franceses.


Grupo B
A incansável busca madridista pela tão sonhada “La Décima” chega a um novo capítulo. Depois de três temporadas parando nas semifinais com José Mourinho, o time branco decidiu que era hora de trocar o comandante, e assim, trocou o português pelo italiano Carlo Ancelotti. No entanto, o plantel segue quase o mesmo, tendo em Cristiano Ronaldo sua grande esperança de uma boa campanha. Fica a expectativa pelo desempenho do galês Gareth Bale, contratação mais cara da história que desembarca em Madrid com a missão de dividir com o camisa 7 a responsabilidade de decidir em favor dos merengues.

A luta pela primeira posição do grupo promete ser intensa entre madridistas e a poderosa Juventus. Com a mesma base que se sagrou bi campeã italiana, a Vecchia Signora reforçou justamente seu setor mais carente, o ataque. As chegadas de Fernando Llorente e principalmente de Carlitos Tevez potencializam a dona da Itália a candidata forte também em âmbito continental.

Contra as duas potencias, mesmo contando com nomes como Didier Drogba e Wesley Sneijder, fica complicado imaginar chances de o Galatasaray avançar à fase seguinte. Para os turcos, a luta real é pela terceira colocação e a vaga na fase oitavas de final da UEFA Europa League, contra os dinamarqueses do Copenhague.


Grupo C
Sorteio generoso com os franceses do Paris Saint Germain. Contra Benfica, Olympiacos e Anderlecht, a tendência é que os azuis, agora sob o comando de Laurent Blanc e com Edinson Cavani dividindo com Ibrahimovic a responsabilidade pelos gols, assegurem com tranquilidade a primeira colocação da chave, enquanto o Benfica desponta como grande favorito à segunda vaga.

Olympiacos e Anderlecht devem apenas fazer figuração dentro do grupo e lutarem entre si pela vaga na fase mata-mata da Europa League, com ligeiro favoritismo para os gregos.


Grupo D
Atual campeão, o Bayern Munique ainda busca se reencontrar depois da troca de treinador. Pep Guardiola assumiu o time de Jupp Heynckes com a dura missão de repetir a perfeita temporada anterior, onde o time levou todas as taças que disputou – UCL, Bundesliga e DFB Pokal. Apesar de contar com um plantel riquíssimo, o time bávaro vem sofrendo nesse inicio de temporada para se adaptar à mudança no estilo de jogo, no entanto, não deverá encontrar dificuldades para avançar em seu grupo.

Assim como o Manchester City, que disputa a competição pela terceira temporada consecutiva e tem na atual a sua grande chance de passar da fase de grupos. O plantel continua rico e talentoso, e com reforços importantes como Jesús Navas e Stevan Jovetic, o time do novo comandante Manuel Pellegrini tem tudo para avançar com facilidade, uma vez que CSKA Moscou e Viktoria Plzen não contam com elencos fortes o suficiente para fazer frente aos dois poderosos clubes da chave.


Grupo E
Depois da campanha desastrosa na última temporada, quando caiu ainda na fase de grupos, o Chelsea se reforçou bem para a nova edição do torneio continental. Sem dúvidas, o retorno de José Mourinho a Stamford Bridge é a principal atração dos Blues, que contam ainda com as importantes chegadas do matador camaronês Samuel Eto’o e do meia brasileiro Willian, ambos vindo do Anzhi com condições de serem titulares no time azul, que além de fortalecido, contou ainda com a sorte ao cair em grupo frágil.

Dentre os rivais do clube inglês, o Schalke 04 é quem desponta como o favorito a ficar com a segunda vaga, seguido de perto pelo Basel, que já surpreendeu há duas temporadas quando eliminou ninguém mais ninguém menos que o Manchester United na fase de grupos. Mesmo com a chave fraca, a chance dos romenos do Steaua Bucareste surpreender são remotas.


Grupo F
Quase um grupo déjà vu. Arsenal, Borussia Dortmund e Olympique Marseille novamente no mesmo grupo, assim como na temporada 2011/2012, quando tiveram a companhia do Olympiacos. Dessa vez, a companhia é do Napoli, um rival bem mais forte que o grego e que faz dessa, a chave da morte do certame.

O atual vice-campeão Borussia Dortmund manteve a base forte que chegou à última decisão, além de ter faturado duas das três últimas edições da Bundesliga. A única baixa no time de Jurgen Klopp foi o baixinho Mario Gotze, que trocou o clube pelo rival Bayern mas foi prontamente substituído por Henrikh Mkhitaryan, que se não tem a mesma habilidade e visão de jogo do ex-camisa 10, conta com maior poder de fogo e força nas chegadas à área adversária.

No Arsenal, a esperança fica por conta da excelente dupla de armadores formada por Santí Cazorla e o recém chegado Mesut Özil. O problema para os Gunners é para quem o excepcional dueto irá servir, uma vez que Olivier Giroud não é nem de longe o matador sonhado pela torcida. Ainda assim, os ingleses são ao lado dos alemães, os favoritos a ficarem com as duas vagas.

Favoritismo pequeno, visto que o Napoli investiu bem o dinheiro arrecadado com a venda de Cavani e montou um grupo forte, com nomes como Pepe Reina, Callejón e Higuain, que se juntam ao maestro Marek Hamsik no bom time de Rafael Benítez, e o bom Olympique, que mantém uma base sólida e tem reais chances de classificação no mais equilibrado dos grupos.


Grupo G
Se o grupo F é o chamado “da morte”, este pode ser considerado o “grupo da vida”, sem nenhuma equipe que chame tanta atenção ou que irá lutar pela taça. Apesar da saída do ídolo Radamel Falcão, a diretoria do Atlético de Madrid agiu bem e repôs a altura com o reforço do maior artilheiro da história da seleção espanhola, David Villa. Com a mesma base que faturou a Copa do Rey sobre o poderoso Real Madrid e sob o comando de Diego Simeone, os colchoneros são os grandes favoritos do grupo.

Mesmo enfraquecido pelas saídas de João Moutinho e James Rodríguez, os Dragões contaram com a sorte de caírem em um grupo equilibrado que lhes permite sonhar com a classificação, mas pra isso terá de bater o Zenit, que contam com a base da seleção russa, além do brasileiro Hulk, grande destaque da equipe.


Grupo H
Grupo que reúne o maior número de títulos continentais. São no total, 16 canecos divididos entre as quatro equipes – sete do Milan, quatro do Barcelona, quatro do Ajax e um do Celtic. Com a chegada de Neymar, o Barcelona espera enfim, depender menos de Messi e criar um fato novo para o seu já estudado e bem marcado modelo de futebol. Apesar da chegada do novo treinador Tata Martino, o time da Catalunha mantém os mesmos sistema e filosofia de jogo de temporadas recentes, o famoso tiki-taka. O que precisa ser recuperado é a força na pressão no setor ofensivo, perdida na última época sob o comando de Tito Vilanova. Ainda assim, os blaugranas são favoritos e não devem encontrar obstáculos na fase de grupos.

Mesmo com um elenco bem abaixo de sua tradição, o Milan pode (e deve) passar com relativa tranquilidade na segunda vaga. O retorno do ídolo Kaká deve dar ao time um toque de criatividade que faltava, além de uma referência para dividir com Balotelli a responsabilidade de conduzir os rossoneros. O Celtic tentará surpreender e repetir a temporada passada, quando também no grupo do Barcelona, avançou deixando o Benfica pelo caminho – o time escocês chegou a bater o Barça em seus domínios. No Ajax, após a saída de seu melhor jogador, Christian Eriksen, o terceiro lugar no grupo e a vaga na Europa League já estará de ótimo tamanho.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A INTENSIDADE VERMELHA E A VELOCIDADE GUNNER: O DOMINGO DE DERBYS NA INGLATERRA

Não demorou para que a alta intensidade promovida pelo Liverpool no começo do clássico contra o Manchester United desse resultado. Aliando velocidade e movimentação no quarteto ofensivo – que virava quinteto de acordo com as subidas de Gerrard, o time de Anfield Road empurrou os visitantes contra seu próprio campo, e numa roubada no campo de ataque, Sturridge bateu forte e De Gea jogou para escanteio. Na cobrança de Gerrard, testada de Agger e leve desvio do mesmo Sturridge para fazer o único tento da partida.

Terceiro gol do camisa 15 em três rodadas da Premier League, o 11º nos últimos nove jogos oficiais do clube, mostrando que pode ser o parceiro ideal para Luis Suarez no comando do ataque vermelho.

Depois do gol, os Reds diminuíram o ímpeto inicial, encurtaram a distância entre suas linhas e reduziram os espaços dos diabos vermelhos, mas sem abrir mão dos contragolpes, saindo especialmente com Coutinho pela esquerda, forçando em velocidade pra cima do lento Jones e nas bolas longas para Sturridge.

Forçado a sair pro jogo para buscar o empate, o United parou não só na sólida retaguarda do Liverpool, ainda não vazada nas três primeiras rodadas de Premier League, mas principalmente na pobreza de seu setor ofensivo.

Sem poder contar com Rooney, lesionado, o treinador David Moyes lançou Ashley Young entre os titulares, preenchendo o lado esquerdo da segunda linha do imutável 4-4-1-1. Como o camisa 18 é um winger que busca essencialmente o fundo, Evra ficou “congelado” e pouco apoiou. No lado oposto, Giggs buscava o centro, porém não contava com o devido apoio de Jones e com isso, o time ficou sem força pelos flancos. Isso melhorou quando Valencia substituiu Jones na lateral, porém, a criação continuou pobre.

No entanto, o maior erro do novo comandante dos diabos foi não ter sequer relacionado o japonês Kagawa para o jogo. Sem Rooney, o meia nipônico era a melhor opção para atuar à frente da segunda linha, flutuando nas costas dos volantes adversários e fazer a bola chegar no artilheiro Van Persie. Welbeck cumpriu tal função e pouco fez.

A liderança momentânea do Liverpool, único time com 100% de aproveitamento nessas três primeiras rodadas, não é tão representativa quanto à importante vitória no clássico, dando pinta de que o time de Brendan Rodgers é capaz de voltar a brigar na parte de cima da tabela.

Intensidade vermelha no inicio encurralou o United até o tento da vitória. Após o gol, linhas retraídas, espaço reduzido ao oponente e contragolpes, abusando da bola longa de Gerrard.

Se em Anfield foi a intensidade do time da casa que encurralou o adversário, no Emirates Stadium foi a velocidade dos anfitriões que atordoou o rival.
O time de Arsene Wenger segue o mesmo da última temporada, sem um reforço sequer para qualificar e elevar o patamar do Arsenal, no entanto, aprimora seu estilo de jogo e se fortalece a partir do entrosamento das peças.

Enquanto o Tottenham, sem o astro Gareth Bale e com cinco novos nomes entre os titulares, ainda busca o onze ideal e o entrosamento perfeito para montar o grande time que se imagina ao ver o plantel de André Villas-Boas.

Diante desse cenário, o veloz e entrosado Arsenal envolveu o ainda inconstante Tottenham, com trocas de passes rápidos e acelerando especialmente pelo lado direito, com Walcott pra cima do improvisado Danny Rose, winger escalado na lateral esquerda. E foi por ali que Rosicky achou Walcott completamente livre dentro da área, o camisa 14 foi no fundo e tocou para Giroud no meio da pequena área se antecipar a Dawson e completar pro gol.

Com Paulinho e Dembele bem vigiados por Ramsey e Wilshere (depois Flamini, que substituiu o camisa 10 ainda na primeira etapa), os Spurs tinham dificuldade na condução da bola da defesa pro ataque. Os dois ponteiros não buscavam as diagonais e deixavam Soldado completamente isolado, sendo facilmente marcado pela dupla de zaga Gunner.

Abusando dos contragolpes em velocidade, o Arsenal foi empilhando chances desperdiçadas e consagrando Lloris como o grande nome da partida no Emirates, com no mínimo quatro importantes intervenções que evitaram com que o desastre do Tottenham fosse ainda maior.

A derrota no clássico não chega a ser um baque para o time de André Villas-Boas, que tem potencial para se acertar ao longo da temporada. A chegada de Eriksen pode fazer o treinador mudar o sistema de jogo, botando o armador dinamarquês centralizado e refazendo o 4-2-3-1 utilizado na última temporada, quando Bale ou Dempsey cumpriam tal papel.

Por outro lado, se não chega nomes de peso para enriquecer o elenco de Arsene Wenger, o bom inicio de temporada de nomes importantes como Giroud, Cazorla e principalmente Aaron Ramsey dá ao torcedor Gunner a esperança de que o time continue brigando na parte de cima da tabela.

Walcott pra cima do improvisado Rose foi o caminho das pedras para o Arsenal achar o tento da vitória no derby do norte de Londres.



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sorte ou Revés


REVÉS

A melhor campanha na primeira fase devia garantir ao Atlético Mineiro um adversário teoricamente mais fraco nas oitavas de final. Apenas teoricamente, pois o time foi presenteado com um duelo contra o São Paulo, que se não vinha de boa campanha na fase inicial, poderia reverter tudo no mata-mata.
E era a impressão que se tinha quando o Tricolor já vencia por um tento a zero, dominava completamente o jogo e abusava do direito de perder gols na partida de ida no Morumbi. Até...

SORTE

...a tola e juvenil expulsão do experiente zagueiro Lucio. Em menos de dez minutos, o camisa 3 tricolor recebeu dois cartões, foi pro chuveiro mais cedo e ofereceu o jogo e o confronto para o Galo. Com um a mais, foi questão de tempo para virar o placar no Cícero Pompeu de Toledo e levar boa vantagem para a volta no Independência, onde o time não tomou conhecimento do rival e com facilidade, aplicou sonoros 4 a 1 para garantir a classificação às quartas de final.

REVÉS

Contra os mexicanos do Tijuana, tudo ia dando errado. Desvantagem de dois a zero no marcador, time desencontrado em campo, parecia não ter forças para buscar o resultado.

SORTE

Diego Tardelli diminuiu e a derrota por um gol de diferença tendo marcado gol fora de casa já pintava como um ótimo resultado no México. Até que, aos 47 do segundo tempo, Luan recebeu de Tardelli, ganhou a dividida com o zagueiro e tocou pro gol pra igualar o placar e garantir boa vantagem para a volta.

REVÉS

No caldeirão do Horto, nem mesmo o mais pessimista dos atleticanos poderia esperar um adversário tão duro quanto foi o Tijuana. O time mexicano saiu na frente com gol de Reascos aos 25 de jogo e Rever empatou aos 41, ainda na etapa inicial. O empate com um gol pra cada lado bastava ao Galo para se classificar, e o resultado foi se arrastando até os acréscimos da etapa final, quando o árbitro assinalou pênalti de Leonardo Silva sobre Aguilar. Naquela altura, tudo parecia perdido. Parecia.

SORTE

A dois minutos do fim, caso fosse convertida a penalidade, era o fim de Libertadores para o Galo. Reascos, o autor do gol foi para a cobrança. O goleiro Victor foi para o canto direito, a bola que fatalmente entraria no meio do gol parou no seu pé esquerdo e estava garantido o acesso às semifinais. Nascia um herói.

REVÉS

O confronto contra o Newells Old Boys se desenhava como o mais duro para o Atlético na sua caminhada rumo ao título continental. Poderia não ter sido tão difícil, se Bernard aproveitasse belo passe de Ronaldinho no fim da primeira etapa na Argentina. Mas, se fosse mole, não seria Galo.
O camisa 11 desperdiçou a chance de abrir o placar, e na etapa final, com gols de Maxi Rodríguez e Scocco os “Leprosos” construíram a excelente vantagem que levariam para Minas Gerais.

SORTE

Se Bernard falhou na Argentina, no Independência o baixinho não desperdiçou a oportunidade e logo com dois minutos de bola rolando colocou o Atlético na frente do placar que, no entanto, ainda dava a vaga aos argentinos.

Veio a etapa final, o tempo passava e nada do gol sair. Veio o apagão, o jogo ficou onze minutos parado, e outro Atlético voltou do escuro. Alecsandro e Guilherme entraram no time, e na base do abafa, Guilherme achou disparo certeiro no canto do goleiro Guzmán para devolver o placar da Argentina e levar a disputa para os penais.

Na disputa das penalidades, duas cobranças assinaladas e duas desperdiçadas de cada lado, Ronaldinho converteu a última cobrança e colocou o Galo em vantagem, para o goleiro Victor se agigantar na cobrança de Maxi Rodríguez, ser novamente o herói e colocar o Atlético numa inédita final continental.

REVÉS

Primeiro duelo da grande decisão no Defensores Del Chaco abarrotado de torcedores decanos, o Atlético começou melhor, se aproveitando da lentidão da defesa paraguaia e empilhando chances desperdiçadas, especialmente por Diego Tardelli.

Aí, entrou em cena a “Lei Muricy Ramalho” no futebol e a bola puniu. Alejandro Silva fez grande jogada individual e bateu da entrada da área, no cantinho esquerdo de Victor para abrir o marcador.

O time sentiu o gol e se perdeu em campo, passando a produzir muito pouco e vendo a derrota por apenas um gol como um bom resultado. Até mais uma vez ter uma dose de azar, e Pittoni acertar cobrança de falta certeira nos minutos finais da peleja e ampliar a vantagem a favor dos paraguaios.

SORTE

O jogo do Mineirão começou tenso, corrido. Um Atlético nervoso em campo, errando em demasia e pecando pela pressa. Assim, o primeiro tempo passou e o alvinegro mineiro não conseguiu assustar os paraguaios.

Antes do primeiro minuto da etapa final, Rosinei cruzou na área, a zaga falhou e Jô tocou para as redes. Animo renovado e pressão total. Partindo pra cima desesperadamente, o time ficou exposto a contragolpes, e em um desses, por pouco tudo não veio por água abaixo. Ferreyra recebeu bola quebrada da zaga, passou por Victor, e na hora de tocar para o gol vazio, escorregou, desperdiçando a chance paraguaia de levantar o caneco.

Pouco depois do susto, novamente a “Lei Muricy” em ação. Primeiro, Manzur cometeu falta dura em Alecsandro e recebeu o segundo cartão. Galo com um a mais, a cinco minutos do fim. No abafa, Bernard cruzou na área e achou Leonardo Silva. O zagueirão testou no canto, marcou o segundo gol, e garantiu a prorrogação.

Com um homem a mais, o Atlético poderia ter pressionado durante os trinta minutos restantes para matar o jogo e garantir a taça ainda com bola rolando. Mas, como já fora dito, não tem facilidade para o Galo. O placar seguiu o mesmo e a decisão se encaminhou novamente para as penalidades.

Victor, o herói, apareceu novamente. Na primeira cobrança paraguaia, o goleiro atleticano se adiantou e se agigantou, defendendo a batida de Miranda e dando a Alecsandro a chance de garantir a vantagem. O centroavante converteu e assegurou o 1-0.

Nas cobranças seguintes, Ferreyra, Candía e Aranda converteram para os decanos, enquanto Guilherme, Jô e Leonardo Silva assinalaram para o Galo, colocando 4-3 no placar das cobranças, e pressão total sobre Gimenez, que se desperdiçasse daria a taça ao Atlético.

Desperdiçou. A cobrança foi pra fora e o Mineirão explodiu em festa. O Atlético era campeão da Taça Libertadores pela primeira vez em sua história.

História marcada por grandes times e poucas conquistas. Marcada por certa dose de azar nos momentos decisivos. Não dessa vez. Em 2013, não teve revés. A sorte, enfim, sorriu para o Galo na hora da decisão.

Sorriu para Cuca, o técnico que também carregava a pesada alcunha de “azarado”. Dessa vez, a sorte caminhou com clube e treinador. Sorte de quem tem Victor, o herói defensor de penalidades. Sorte de quem tem Ronaldinho, maestro do time em toda campanha. Sorte de quem tem Bernard e sua alegria nas pernas, infernizando adversários. Sorte de quem tem Jô, artilheiro da competição com sete gols. Sorte de campeão. Sorte que acompanha aquele que foi competente. Sorte atleticana.

Parabéns, Clube Atlético Mineiro. Por competência e sorte, o dono da América.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Experiência e Brilhantismo


Que o futebol brasileiro é berço de craques e que nossa safra de novos talentos se renova a cada dia, todo mundo já sabe. Mas, passadas oito rodadas do Campeonato Brasileiro, o que vemos até aqui é um desfile de qualidade por parte dos... veteranos. Jogadores rodados, tarimbados, que com sua qualidade vão conduzindo suas equipes a resultados expressivos nesse inicio de certame.

No líder Botafogo, o holandês Seedorf é o dono do time. Líder, tanto dentro quanto fora de campo, o craque de 37 anos é um dos principais – senão o principal, responsáveis pelo bom momento do Glorioso. Com três gols e uma assistência, o camisa 10 participou ativamente de 25% dos 12 gols alvinegros até aqui.

Do alto de seus 35 anos, Alex é quem dita o ritmo do co-líder e invicto Coritiba. Com seus quatro gols e três assistências, o genial meia já garantiu oito dos dezesseis pontos que fazem a equipe dividir a ponta com o Fogão e é até aqui, o grande nome do campeonato.

Contra o Santos, dois belos gols que asseguraram um importante ponto fora de casa, assim como na peleja diante do Flamengo, que esse que vos escreve teve o prazer de acompanhar “in loco” no Estádio Mané Garrincha, a apresentação soberba do 10 coxa, que com um golaço e uma assistência conduziu o time ao empate em dois a dois após sair perdendo por dois gols.

Quem também brilhou com gol e assistência foi Juninho Pernambucano. Em sua reestréia pelo Vasco, no clássico diante do Fluminense que marcou a reabertura do Maracanã, a atuação de gala do Reizinho foi determinante para que o time da Colina batesse o rival e se distanciasse da zona de rebaixamento. E a tendência é que Juninho seja ainda mais crucial para afastar o Vasco da degola ao longo da competição, tendo em vista o frágil plantel cruzmaltino.

Além deles, outros “coroas” tem se destacado no Brasileirão. No Grêmio, o quase quarentão Zé Roberto (39 anos) é quem carimba quase todas as tramas ofensivas do Tricolor. No rival Inter, Forlan com 34 anos é o principal artilheiro da equipe, com 5 gols (além de uma assistência), enquanto D’Alessandro, com 32, é o grande nome do time com dois tentos marcados e outras três assistências.

Ronaldinho no Atlético/MG, Danilo e Emerson no Corinthians, Deco no Fluminense, o recém chegado Alex, de volta ao Internacional, são outros nomes experientes que podem ser decisivos em favor de seus clubes.
Muito se debate sobre a razão do êxito desses “vovôs” da bola por aqui.

Lendo o blog do jornalista Julio Gomes (AQUI), onde o sucesso de veteranos em terras tupiniquins também foi tema, me deparei com o seguinte trecho:

A genialidade de cada um ainda teria valor na Europa, mas perderia espaço em um jogo tão físico, altamente técnico, intenso e veloz. No Brasil, a maioria dos jogos têm elementos táticos e de intensidade ainda incipientes. Neste futebol, disputado de área a área, com tantos metros e segundos disponíveis, Seedorf, Alex, Zé Roberto e Juninho conseguem estender suas brilhantes carreiras e ainda fazer diferença.

É um argumento válido e uma visão interessante sobre o assunto. No entanto, tenho que discordar. Fosse assim, não veríamos nomes como Pirlo, Xavi, Giggs, Xabi Alonso, Lampard, Gerrard, entre tantos outros, ainda se destacando por lá. Pode ser que não tivessem por lá o mesmo desempenho que vem tendo aqui, mas é inegável que talento de sobra para isso, qualquer um dos nomes citados tem, pois se tratam de jogadores brilhantes, e que apenas por isso, seguem brilhando.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Seleção Brasileira – Evolução é nítida, mas é lenta

Desde a reta final do trabalho de Mano Menezes, quando emplacou quatro vitórias seguidas sobre África do Sul, China e Iraque, além do triunfo sobre a Argentina pelo Super Clássico das Américas, que a Seleção Brasileira não mostrava uma evolução tão clara. Até pelo curto período e o baixo número de jogos sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

O novo treinador, que tinha apenas uma vitória sobre a Bolívia em seus seis primeiros jogos, embala três êxitos consecutivos justamente no período em que teve uma sequencia para trabalhar com o grupo de convocados.

O escrete canarinho não vencia uma potencia do futebol desde novembro de 2009 quando bateu a Inglaterra ainda sob a batuta de Dunga. Tirou esse peso ao conseguir a importante vitória por três a zero sobre a França no último amistoso antes da Copa das Confederações.

Pela competição, triunfos sobre Japão e México nos dois primeiros jogos. Três a zero sobre a seleção nipônica em Brasília, e dois tentos a zero sobre a “El Tri”, exorcizando de vez o demônio mexicano no jogo que começou a ser ganho ainda na execução do Hino Nacional, com o público de Fortaleza cantando à capela e emocionando até mesmo o mais frio dos brasileiros.

As três vitórias seguidas, com oito gols anotados e nenhum sofrido, deixam claro que há uma evolução no trabalho de Felipão a frente da Seleção brasileira. O que incomoda, no entanto, é o ritmo lento com que essa evolução vem acontecendo.

O time continua com dificuldades na saída de bola. Paulinho joga longe de Luiz Gustavo, o que complica a saída pelo meio. O volante do Bayern, por sua vez, recua até a linha dos zagueiros, dando liberdade aos laterais Daniel Alves e Marcelo, saindo do 4-2-3-1 para uma espécie de 3-4-2-1, quando o time detém a posse da bola.

Brasil 3421Postura brasileira com posse da bola: Luiz Gustavo na linha dos zagueiros e laterais avançados, se juntando aos meias.

Com o aperto na saída pelo meio, só existem duas soluções para a transição defesa ataque. Ou a escapada com os laterais, dificultada em função da geralmente forte marcação da segunda linha oponente, ou a ligação direta feita pelos zagueiros, que ocorre com frequência maior do que deveria.

Assim, o time perde em criatividade e acaba produzindo menos do que pode. E quando os homens que tem essa responsabilidade de criar e conduzir a equipe até o gol oponente tem atuação apagada como tiveram Oscar e Paulinho diante do México, a situação fica ainda pior. O volante até cresceu na segunda etapa e melhorou tanto o seu desempenho individual quanto o coletivo da seleção, enquanto o camisa 11 foi peça nula até o momento em que foi substituído por Hernanes.

A entrada do meia da Lazio qualificou o toque de bola no campo ofensivo, porém, o time continuou a produzir pouco e dependia de lampejos individuais para ofender o gol de Corona. Lampejo que veio dos pés de Neymar, talvez o único homem de frente a mostrar grande evolução.

njrNa primeira etapa, um golaço acertando lindo sem pulo e chute indefensável de canhota no canto do arqueiro mexicano. Minutos depois, o craque ia fazendo outra obra prima, quando deixou Mier falando sozinho depois de um chapéu com o peito, mas o arremate saiu por cima. Mier que voltou a sofrer com o camisa 10 já nos minutos finais da peleja. Caneta humilhante e passe na medida para Jô empurrar para o gol vazio e decretar o placar final.

Se lá na frente o time tem demorado a mostrar evolução, lá atrás tem se mostrado bem seguro. Contra o Japão, atuações impecáveis de Luiz Gustavo e Thiago Silva, que não deram espaços aos talentosos Honda e Kagawa, impossibilitando qualquer ação ofensiva japonesa. Já diante dos mexicanos, foi David Luiz quem se destacou no setor defensivo. Atuações individuais brilhantes, corroborando a boa fase da retaguarda tupiniquim.

O grande desafio da fase de grupos ainda está por vir contra os italianos, e será a hora de mostrar força e comprovar a evolução da equipe coletivamente. Por mais que seja lenta, ela existe e pode dar bons frutos já na Copa das Confederações.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Pequenos Problemas, Simples Soluções: Impressões sobre a organização da Copa das Confederações em Brasília/DF

Começo o meu relato pelo ponto de partida para o jogo, onde muitos já tiveram problemas, a retirada do ingresso. Particularmente, não tive empecilho algum com o saque do ticket no local indicado. O fiz com alguma antecedência, logo não enfrentei filas. Cheguei ao posto de retirada, peguei meu bilhete e fui embora, tudo em menos de vinte minutos.

No entanto, é obvio que a compra do ingresso via internet deveria permitir ao torcedor o conforto de recebê-lo em casa, mesmo sendo residente na cidade onde ocorreria a partida, que é o caso desse que vos escreve. A ausência deste serviço acarretou nas intermináveis filas no posto de retirada, especialmente na sexta e no sábado, quando turistas começaram a desembarcar na capital federal para acompanhar a peleja.

Tive a experiência de acompanhar também o primeiro teste no Estádio Mané Garrincha, o jogo de abertura do Campeonato Brasileiro entre Santos e Flamengo. Na partida valida pelo certame nacional, houve muita desorganização na entrada do estádio. Aglomerações nos portões, filas imensas, falta de informação, um caos.

Caos que não enfrentei na abertura da Copa das Confederações sábado. Ciente da desordem que foi no Campeonato Brasileiro, das manifestações que aconteceriam no entorno do estádio e da provável confusão que ali haveria, me programei para chegar cedo ao Mané Garrincha.

Ao chegar, por volta das 14h, me coloquei em uma das filas do detector de metais e ali fiquei por uns cinco minutos, até passar pelo raio-X e finalmente ir procurar pelo portão correto de acesso ao interior do estádio. Com várias placas informativas e voluntários bem dispostos a ajudar, rapidamente localizei o portão, e também o meu assento na arquibancada, onde já estava sentado confortavelmente as 14h15, aguardando pela cerimônia de abertura, que se iniciaria às 14h25.

Nesses dez minutos de espera, decidi beber uma cerveja, juntamente com meu irmão que me acompanhou no jogo. Aí nos deparamos com aquele que foi o grande absurdo do evento em nossa opinião, o preço da bebida. Cervejas custando entre nove e doze reais, valores surreais até mesmo em casas noturnas.

Além dos preços absurdos, as filas para atendimento no bar foram outros pontos problemáticos. Imensas e se movendo a passos de tartaruga, as filas fizeram com que muita gente perdesse partes do jogo. Inclusive meu irmão, que na tentativa de comprar uma “cerveja de ouro” no intervalo, acabou não vendo o gol de Paulinho logo aos dois minutos da etapa final.

Essas filas poderiam ser drasticamente reduzidas com a circulação de vendedores de bebida e comida pelo interior do estádio, sem que o torcedor precisasse sair de sua cadeira e ir até o bar para comprar algo. Ganharia a organização, que não teria aglomerações nos bares, ganharia o torcedor, que não perderia sequer um detalhe do que ocorresse dentro de campo.

Como a Copa das Confederações nada mais é do que um evento teste para o Mundial de 2014, há tempo mais que suficiente para solucionar esses pequenos imbróglios e fazer da Copa do Mundo um evento perfeito.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A Consagração de uma geração e a redenção de um craque


A pressão imposta pelo Borussia nos primeiros vinte minutos de jogo em Wembley deixava claro que, ao contrário do que imaginava esse que vos escreve (AQUI), os aurinegros não iam se acuar diante do poderoso rival.

O time de Jurgen Klopp começou a partida num ritmo intenso, com linhas de marcação altas e aperto nas principais vias de saída do Bayern, Phillip Lahm e Bastian Schweinsteiger. O lateral era vigiado por Grosskreutz, enquanto Gundogan empurrava o 31 bávaro contra seu setor defensivo, ganhando a batalha de meio campo.

Se impondo especialmente na parte física, o Borussia levou perigo à meta de Neuer, que foi o responsável por manter o zero no placar com pelo menos três boas defesas no período.

A partir de metade da etapa inicial, Schweinsteiger recuou até a linha de zagueiros, se tornando praticamente um líbero, dando liberdade para os laterais avançarem e saírem do sufoco imposto pelos meias abertos do Borussia. Com isso, o Bayern ganhou com saída de bola qualificada desde a sua defesa, cresceu e passou a controlar as ações da peleja.

Flagrante do recuo de Schweinsteiger e avanço dos laterais . Imagem retirada do post dos amigos do Doentes por Futebol.
Taticamente, o clube da Baviera veio postado no mesmo 4-2-3-1 de toda a temporada, porém, com uma pequena mudança de posicionamento no tridente de meias ofensivos. Robben e Muller inverteram suas posições de costume, com o holandês se deslocando pro centro e o camisa 25 ocupando o flanco direito.

Mesmo sem poder contar com Gotze, Jurgen Klopp manteve o 4-2-3-1 com Reus por dentro e Grosskreutz e Kuba alinhados ao camisa 11. No Bayern, Jupp Heynckes também utilizou o mesmo 4-2-3-1, porém, com Robben e Muller invertidos.
Com a aproximação de Robben e Ribery, as oportunidades começaram a surgir em demasia, especialmente nos pés de Robben, que teimava em desperdiçá-las, fazendo voltar à tona as memórias de seus fiascos em decisões – Copa do Mundo em 2010, e final da UCL da temporada passada, quando desperdiçou um pênalti na prorrogação contra o Chelsea.

O panorama na segunda etapa seguiu o mesmo, com o Bayern tendo o domínio da bola e do jogo. O time vermelho ocupava o campo ofensivo e procurava os espaços com troca de passes rápidos e movimentação constante dos homens de frente. Espaço que foi achado quando Robben se infiltrou pela esquerda para receber passe magistral de Ribery, e cruzar certeiro para o meio da área, onde Mandzukic só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio e abrir o placar da decisão.

A explosão da torcida bávara nas arquibancadas de Wembley durou pouco mais de cinco minutos. Reus invadiu a área e foi derrubado por Dante, que atabalhoado levantou demais o pé e acertou em cheio a barriga do 11 borussiano. Aqui, talvez o único erro grave do árbitro Nicola Rizzoli, que apontou a penalidade, mas deveria ter mostrado o segundo amarelo para o zagueiro brasileiro. Gundogan cobrou com categoria, no canto oposto de Neuer e empatou o certame.

Naquele momento, a igualdade no marcador poderia remeter ao Bayern as lembranças dos dois vices nas últimas três temporadas, especialmente por contar com vários jogadores presentes nas derrotas. No entanto, o time se mostrou maduro, e seguro do que queria. Queria a taça. Queria apagar o estigma de derrotado que poderia marcar essa excelente geração.

O gol do título poderia ter sido de Thomas Muller, um dos presentes nas duas finais perdidas, que avançou pela direita, passou pelo goleiro Weidenfeller e tocou pro gol, mas Subotic salvou em cima da linha. Não era para ser dele.

Em mais uma daquelas histórias que só o futebol pode proporcionar, quis o destino que o herói fosse justamente aquele que desperdiçou a chance da conquista na temporada anterior dentro da Allianz Arena. O destino escolheu Arjen Robben.

Participativo, o holandês já havia desperdiçado três oportunidades no jogo, já havia servido para o gol de Mandzukic, mas sua redenção só seria completa com o gol que veio a dois minutos do fim. Em bola longa de Boateng, que Ribery ganhou da defesa e de calcanhar deixou para Robben. O camisa 10 tirou de Hummels e deu um toque sutil na saída de Weidenfeller para tirar do goleiro e ver a bola ir mansa morrer no fundo da rede.


O tento que assegurou o quinto título continental na gloriosa história bávara foi também o da libertação de Robben, que trocou o rótulo de “amarelão” pelo posto de herói de uma conquista incrível, que coroa uma temporada irretocável e consagra de vez essa espetacular geração do time de Munique.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pré Jogo: Borussia Dortmund x Bayern Munchen - Decisão UEFA Champions League



Duas equipes que conhecem uma a outra nos seus mínimos detalhes. Sabem de pontos fortes, fracos, virtudes e defeitos um do outro, em razão da quantidade de enfrentamentos entre elas. Só nesta temporada, já se foram quatro confrontos, com duas vitórias vermelhas e dois empates.

Estes, porém, são resultados que não devem ser levados em consideração, uma vez que os aurinegros abriram mão de seus campeonatos nacionais para se focarem exclusivamente na competição continental.

Decisão que se mostrou acertada, uma vez que apesar de ter um onze inicial excepcional, era evidente que o Borussia não teria força para brigar nas três frentes – Bundesliga, Copa da Alemanha e Champions League. O plantel é modesto. O banco não tem qualidade condizente com o time titular.

Diferentemente do Bayern, que conta com elenco rico e nomes amplamente capazes de levar o clube à busca pela inédita tríplice coroa. O grupo de Jupp Heynckes é fortíssimo, com jogadores no banco que não apenas podem manter o nível dos titulares, como podem mudar e decidir uma partida. O maior exemplo disso é Arjen Robben.

O holandês tem futebol suficiente para ser titular em grandes equipes do planeta. Era reserva no inicio da temporada com Heynckes, que contava com Muller, Kroos e Ribéry na linha de três armadores de seu 4-2-3-1. Com a lesão de Kroos, o camisa 10 reassumiu seu posto entre os onze para ser decisivo na reta final do certame continental e não mais perder a vaga entre os titulares.

Além de Kroos, quem também estará fora da decisão em virtude de uma lesão é o maestro borussiano Mario Gotze. Já contratado pelo Bayern, a partida seria sua despedida do time amarelo e preto, no entanto, o meia não se recuperou de um desconforto muscular sentido na semifinal contra o Real Madrid e não irá a Wembley.

Sem seu camisa 10, Jurgen Klopp provavelmente terá de mexer em seu sistema tático, uma vez que não conta no elenco com jogador de características semelhantes. Assim, a tendência é a entrada de Kevin Grosskreutz pelo lado esquerdo da sua linha de meio campistas, deslocando Reus para o centro e formando algo próximo de um 4-4-1-1.

Titular e peça importante nas campanhas do bi campeonato alemão, Grosskreutz se caracteriza por ser um meia que atua na beirada do gramado – especialmente a esquerda, formando uma dobradinha com o lateral Schmelzer no combate ao ataque adversário sem a bola, e chegando com força ao campo ofensivo na retomada da posse. Com isso, Klopp ganha no cerco a Phillip Lahm, lateral que chega com perigo ao ataque e de onde saem sempre boas jogadas vermelhas.

Com a entrada de Grosskreutz, Jurgen Klopp pode montar o time com duas linhas de quatro compactas e Reus um pouco mais adiantado, encostando em Lewandowski, numa espécie de 4-4-1-1.

Outra opção para o treinador aurinegro é a entrada de Nuri Sahin entre os onze que começarão a decisão, mantendo o mesmo 4-2-3-1 utilizado ao longo da temporada, com Gundogan ocupando o lugar de Gotze na linha de três ofensiva e o turco fazendo o papel de segundo volante. Tal formação, já foi utilizada no empate contra o próprio Bayern pela 32ª rodada da Bundesliga, onde as duas equipes utilizaram times mistos, se poupando já em função do jogo decisivo pela competição continental.

A entrada do camisa 18 pode ser uma boa solução para combater o principal articulador vermelho, Bastian Schweinsteiger, uma vez que Gundogan um pouco mais a frente, poderia seguir cada passo do 31 bávaro. Além de dar mais liberdade aos seus ponteiros, Marco Reus e Jakub Blazcszikowski.

Com Sahin entre os titulares, Klopp pode manter seu 4-2-3-1, adiantando Gundogan para a função de meia central da linha de armadores.

Fato é que independente de quem entrar o Borussia não deverá mudar sua postura de time que lida bem sem a posse – tanto que detém meros 46% em média de domínio da bola por jogo, apostando mais na velocidade da transição ofensiva e na qualidade de seus homens de frente. O problema fica no trabalho de movimentação que geralmente é promovido pela trinca de meias, que certamente será comprometido sem Mario Gotze.

Já no Bayern, Jupp Heynckes deverá manter o estilo da equipe de prezar a posse da bola, agredindo e empurrando o adversário contra a sua própria área. Sem ela, o time da Baviera mantém suas linhas de marcação altas, sufocando o oponente em seu campo de defesa, forçando uma saída de bola “suja”, com ligação direta, facilitando assim a retomada.

Uma das chaves para decidir o confronto está no duelo entre as engrenagens das duas equipes, Schweinsteiger e Gundogan. Símbolos de volantes modernos, que marcam com eficiência, mas que também sabem chegar à frente com qualidade ímpar, tanto para servir quanto para arrematar. Quem se sair melhor entre os dois, pode levar sua equipe à vitória e consequentemente, ao sonhado título.

Título que pode ir para qualquer um dos dois lados. Como já fora dito, são dois times que se conhecem como poucos, e sabem bem como anular o jogo um do outro. Razão pela qual, esse que vos escreve não arrisca palpite.

E muito menos conseguirei torcer por uma das duas equipes, por considerar ambas merecedoras demais da taça. Para um, pode ser a consagração máxima de um trabalho longo e de pouco investimento, em um time que está prestes a sofrer um desmanche. Para o outro, a coroação de uma temporada perfeita, com números impressionantes e futebol encantador.

Minha torcida é apenas para que vejamos mais um grande espetáculo, mais uma partida daquelas de encher os olhos, mais um show nas arquibancadas, e que essa decisão, possa no futuro, tal qual a do capítulo I (leia AQUI), entrar para o rol das inesquecíveis.


terça-feira, 14 de maio de 2013

O ponto de partida de Scolari


Saiu nesta terça a lista de convocados para a disputa da Copa das Confederações, competição preparatória para o Mundial de 2014.

Muito se falou que a dúvida de Felipão girava em torno de Kaká ou Ronaldinho, em qual dos dois o comandante levaria – até por uma declaração do próprio, dizendo que só havia espaço pra um dos dois. O fato é que na hora H, o treinador brasileiro não levou nenhum, nem outro.

Confira abaixo, a lista de Luiz Felipe Scolari, e uma breve analise dos convocados – e dos não convocados também:

GOLEIROS: Julio Cesar (Queens Park Rangers), Diego Cavalieri (Fluminense), Jefferson (Botafogo).

LATERAIS: Daniel Alves (Barcelona), Jean (Fluminense), Marcelo (Real Madrid), Filipe Luis (Atlético Madrid).

ZAGUEIROS: Thiago Silva (Paris Saint Germain), David Luiz (Chelsea), Dante (Bayern Munique), Rever (Atlético/MG).

VOLANTES: Fernando (Grêmio), Luiz Gustavo (Bayern Munique), Paulinho (Corinthians), Hernanes (Lazio).

MEIAS: Oscar (Chelsea), Lucas (Paris Saint Germain), Jadson (São Paulo), Bernard (Atlético/MG).

ATACANTES: Neymar (Santos), Fred (Fluminense), Hulk (Zenit), Leandro Damião (Internacional).

No gol, Scolari foi perfeito. Até porque o Brasil está muito bem servido na posição, a ponto de deixar jogadores do quilate de Cássio e Diego Alves de fora. As laterais também estão bem servidas, embora, Rafael do Manchester United, era um nome que me agradava até pra ser titular, uma vez que vem de temporada bem superior a de Daniel Alves.

Outra posição em que Felipão acertou a mão foi a zaga. Quatro beques de primeira linha, com potencial para serem titulares. Já entre os volantes, Ralf joga em alto nível a um bom tempo e não foi lembrado. Talvez caberia o corinthiano na vaga de Luiz Gustavo, embora o jogador do Bayern também seja excelente na cabeça da área.

Entre os meias, Oscar e Lucas eram nomes certos. Bernard apareceu como ótima novidade. E o grande absurdo da lista, a ausência de Ronaldinho Gaúcho. Não pela convocação de Jadson, que atravessa bom momento com a camisa do São Paulo, mas sim pelo próprio dentuço. O camisa 10 do Atlético/MG vive a melhor fase de sua carreira desde os áureos tempos de Barcelona e deveria estar entre os vinte e três. Kaká, apesar de ter enorme talento, não joga no Real Madrid, não tem uma sequência de jogos e com isso seu ritmo é comprometido, portanto, sua ausência é justificável.

Neymar e Fred eram presenças mais que garantidas entre os nomes que iriam compor a linha de frente verde e amarela. Os outros dois nomes é que são questionáveis. Hulk não me agrada e poderia ser facilmente trocado por Osvaldo, que é o grande jogador do São Paulo. Ou até por Ronaldinho, mantendo Jadson no grupo. Leandro Damião não foi bem nos testes que fez contra Bolívia e Chile, mas, é compreensível sua presença por ser um camisa nove de oficio, para ter um reserva nos mesmos moldes de Fred, uma vez que o artilheiro tricolor se machuca em demasia, assim como Alexandre Pato, que pode ter ficado fora em função de sua parte física. Porém, se seleção é momento, o nome de Jô deveria ser visto com mais carinho por Felipão.

Como se pode ver, somente uns três ou quatro nomes são contestáveis. No mais, Felipão levou mesmo o que há de melhor no futebol brasileiro. Agora é ver o trabalho dentro da competição, com tempo para treinar e corrigir falhas. Aproveitar o último grande teste antes do Mundial é o ponto de partida para se fazer uma grande Copa.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Seedorf, o "Chama Taças"

Existem jogadores que nasceram para serem campeões. Por onde passam, vão acumulando canecos e medalhas em suas salas de troféus particulares.

Clarence Seedorf é um desses caras. O holandês, destaque do Botafogo na conquista irretocável do Campeonato Carioca, já deve ter dor no braço de tanto levantar taça ao longo da sua carreira.

São quatro conquistas de UEFA Champions League (cinco, se contabilizar também a taça de 1999/2000, quando Seedorf começou a campanha com o Real Madrid, mas acabou negociado no meio da temporada) por Ajax, Real Madrid e Milan, sendo o único jogador a ganhar a tão cobiçada taça continental por três clubes diferentes.


Dois Mundiais de Clubes, um com Real Madrid e outro com o Milan.

Cinco ligas nacionais, sendo duas holandesas com o Ajax, uma na Espanha com a camisa merengue e outras duas em solo italiano vestindo a “maglia rossonera” do Milan, além de copas nacionais, supercopas e afins em solo europeu.

Casado com uma brasileira, o craque decidiu se aventurar em terras distantes do velho continente, e adivinhem... TAÇA! O camisa 10 do Fogão tem imã pra título, e com o glorioso manto alvinegro não seria diferente.

Foram quinze vitórias, três empates e apenas uma derrota numa impressionante campanha que culminou com o título carioca de maneira antecipada ao Botafogo. Eleito craque do campeonato, Seedorf foi o esteio do time, ditando o ritmo de jogo do time da Estrela Solitária.

Ao fim da decisão da Taça Rio, onde o Botafogo venceu o Fluminense pela vantagem mínima, Seedorf foi perguntado sobre a importância de uma conquista regional em currículo tão cheio de louros. O holandês declarou que “é importante gostar de ganhar”. Alguém tem dúvidas de que ele gosta? Eu não tenho.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Brasil, Campeão da Libertadores 2013

Bom meus amigos, quem ''fala'' aqui com vocês pela primeira vez é Bruno Mendonça, Goiano, Fisioterapeuta, apaixonado por futebol, e tudo mais que envolve bola. Cruz maltino de coração, não tive a sorte (leia-se competência), de brilhar no Gigante da Colina, e muito menos em qualquer time de várzea. Sendo então, me junto ao meu brother Rafael Andrade, para escrevermos sobre o MAIOR e MELHOR esporte do MUNDO.

Inicia-se hoje o mata-mata da Libertadores da América 2013. O favoritismo é totalmente verde e amarelo.
O futebol sul americano com exceção um pouco do Brasil, vive um momento turbulento financeiramente. Os grandes clubes logos se desfazem rapidamente de seus bons e jovens valores, e investem em um ou outro medalhão que rodou pela Europa.
Mas a Libertadores é uma caixinha de surpresas, as zebras correm soltas, mas esse ano dificilmente fogem
da lógica. Analisemos...

Newell's old Boys-ARG vs. Vélez Sarsfield-ARG, será decidido no fator casa. Quem tiver um apoio maciço da torcida deve levar a vaga. O time Newell's, time que revelou nada mais na menos que Maradona e Messi, vem brigando na ponta do Campeonato Argentino porém se classificou na última rodada da Libertadores, por saldo de gols, já o Vélez, ocupa a parte debaixo da tabela no Argentino, se classificando tranquilamente em um grupo não muito complicado.
Palpite: por ser mais acostumado a decisões na Libertadores, dá Vélez.

Real Garcilaso-PER vs. Nacional-URU, o Real é um time novo, montado a poucos anos no Peru, e já vem se destacando entre os times do país. Mas o tradicional Nacional, time de Montevideu, mesmo não se destacando em competições continentais ainda é o velho e marrento Nacional.
Palpite: Nacional leva fácil essa vaga.

Tigre-ARG vs. Olimpia-PAR, com certeza o Tigre, é o time mais covarde em que eu já vi jogar. Esquece totalmente o futebol de lado e parte para agressões. Não estranhemos se aparecer algum jogador deles migrando para o MMA. O Centenário Olimpia se classificou em primeiro, em um grupo até certo ponto difícil, mas nivelado por baixo.
Palpite: o futebol, mais uma vez vence a pancadaria, Olímpia na cabeça.

Tijuana-MEX vs. Palmeiras-BRA, Os mexicanos ainda engatinham quando o assunto é Libertadores, porém é o atual Campeão Mexiacano. Mandam seus jogos no Estádio Caliente, que é de grama sintética e deu muito trabalho ao Corinthians, assim sendo, não será nada fácil para o Palmeiras, time esse, que conta muito mais com a raça e a superação do que com qualidade técnica. Vamos ver até onde isso terá efeito.
Palpite: Esse tá complicado, mas vou de Palmeiras.

Boca Juniors-ARG vs. Corinthians-BRA, os xeneizes, já não são os mesmos de outrora, a Bombonera não pulsa como antes, mesmo assim, ainda pesa muito essa camisa que eternizou Maradona. O Corinthians, dispensa apresentações. Time ''cascudo'', que cresce em jogos decisivos, muito bem armado pelo Tite.
Palpite: Sem grandes emoções, dá Corinthians

Grêmio-BRA vs. Santa Fé-COL, os gremistas patinaram muito na fase de classificação. Dono de um primoroso elenco e ainda sob a batuta de Luxemburgo, o Grêmio vem em busca do Tri da Libertadores. Santa Fé, se classificou como a segunda melhor campanha, porém o Grupo era uma mãe. Futebol solto, meio descompromissado e fraco defensivamente, característico de times colombianos.
Palpite: Grêmio, que pra mim vai até a Final.

Emelec-EQU vs. Fluminense-BRA, o Emelec vem constantemente enfrentado equipes brasileiras, mas o futebol ainda é fraco. Sem muitas chances de surpreender. O Flu, que vive um momento digamos, tenso, pois não conta com Fred, Deco e Thiago Neves. Está dependendo muito de Nem e Sóbis, mesmo assim é franco favorito.
Palpite: Fluminense, porque o outro time é fraco.

São Paulo-BRA vs. Atlético-MG-BRA, o pior segundo colocado da fase de grupos o credenciaria como barbada, certo? Errado. São Paulo é time copeiro, acostumado a decisões, cresce na hora certa e tem nomes experientes em campo, caso de Ceni, Lúcio e Luis Fabiano, que mesclam com excelentes nomes que surgem, caso de Osvaldo, Tolói e Wellington. O Galo, conta com o Maestro, Ronaldinho Gaúcho, que rege o time como poucos fazem. Tem hoje a melhor dupla de zaga do Brasil, e como muitos dizem o futebol mais vistoso.
Palpite: Atlético-MG, que chega até a Final.

terça-feira, 2 de abril de 2013

PSG 2-2 Barcelona – No primeiro ato, melhor para os franceses

Apesar de encarar o poderoso Barcelona, time que faz quase todos os treinadores mudarem suas equipes na busca de achar um modo de deter o time catalão, Carlo Ancelotti não abriu mão do desenho tático que vem utilizando no Paris Saint Germain ao longo da temporada, um 4-4-2 tipicamente britânico, com duas linhas. Em campo, porém, a postura da equipe foi sim, a mesma de todas que vão encarar o rival azul-grená: linhas retraídas, com a segunda bem próxima da primeira, auxiliando no cerco na entrada da sua área.

O Barça, por sua vez, foi mais do mesmo: 4-3-3 alternando para um 3-4-3 de acordo com o avanço de Daniel Alves, ocupação do campo oponente, troca de passes e movimentação, esta comprometida pelas atuações apagadas de Villa e Sanchez, especialmente do camisa 7, facilitando a marcação dos franceses.

PSG-BarçaLinhas encolhidas do 4-4-2 do PSG de Carlo Ancelotti para encarar o poderoso Barcelona.

Com a posse da bola, os donos da casa sabiam bem o que fazer, e levaram perigo ao gol de Valdes após rápida triangulação em que Ibrahimovic achou Pastore, que com belo passe de peito deixou Lavezzi em ótimas condições para marcar, e só não o fez porque Busquets tocou antes na bola e contou com a sorte ao acertar a trave e não fazer o gol contra.

Embora detivesse o costumeiro domínio das ações do jogo, o Barcelona não conseguia passar pelas bem posicionadas linhas de marcação francesas, pecando no último passe e pouco assustando. A exceção foi o perigoso chute de Iniesta, que arriscou por cobertura do bico esquerdo da grande área, mas mandou para fora.

Quando a etapa inicial já caminhava para o seu fim, o ritmo azul caiu e o Barça impôs maior volume de jogo. Até que aos 37, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Daniel Alves na intermediária e dali descolar passe espetacular para Messi bater de primeira e abrir o marcador no Parc des Princes com um golaço. E por pouco o craque argentino não voltou a marcar pouco depois, em sua jogada típica, trazendo da direita até encontrar a brecha para o arremate com a canhota letal, no entanto, o disparo saiu por cima da meta de Sirigu.

Foi o último ato do melhor jogador do mundo no jogo, e provavelmente no confronto, uma vez que uma lesão muscular na perna direita pode afastá-lo dos gramados por até três semanas.

Na volta para a etapa derradeira, com Fabregas na vaga de Messi, o Barcelona sentiu a falta de seu craque e referencia e se acuou. O PSG aproveitou e passou a ocupar mais o campo ofensivo, pressionando e complicando a saída de bola catalã.

Visando reoxigenar seu setor ofensivo e ter maior poder de fogo, Ancelotti trocou Lavezzi e Pastore por Menez e Gameiro (além de Beckham por Verratti), e as mudanças não demoraram ter efeito. Na jogada mortal para a defesa do blaugrana, a bola aérea. Em cobrança de falta da esquerda, Thiago Silva subiu mais que a zaga e testou na trave. No rebote, Ibrahimovic em completo impedimento, completou para as redes e igualou o placar.

A felicidade da torcida da casa, no entanto, durou pouco. Em rápida trama na entrada da área parisiense, Iniesta passou para Fabregas, que com toque de calcanhar deixou Sanchez cara a cara com Sirigu. O chileno tentou passar pelo goleiro, mas acabou derrubado, pênalti. Xavi cobrou com categoria e recolocou o Barça na frente.

Naquela altura, faltando apenas três minutos para o fim do jogo, além dos acréscimos, a vitória e a boa vantagem culé parecia bem encaminhada para a volta no Camp Nou, porém, o valente PSG não desistiu e num último suspiro, chegou ao empate em finalização de Matuidi, contando com falha gritante de Valdes.

A igualdade no primeiro ato deixa o duelo aberto para a segunda decisiva partida. E com a possibilidade de Messi não ir a campo, o confronto fica ainda mais igual. Melhor para o time de Carlo Ancelotti, que não abriu mão de seus conceitos para encarar um rival superior e acabou premiado por sua “ousadia”.