quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Esquadrões Inesquecíveis da Década que Termina

A década está no fim, e decidi lançar aqui oito esquadrões inesquecíveis (pelo menos para esse que vos escreve) nos últimos dez anos que se passaram. Cabe ressaltar que se trata apenas de times europeus, que venceram e encantaram a todos os amantes do futebol.

Vamos ao que interessa, eis as oito equipes:

REAL MADRID 2001/2002 – O BELO INÍCIO DA ERA GALÁCTICA

Real Madrid 01-02

Sob o comando de Vicente Del Bosque, se dava o pontapé inicial à primeira era galáctica de Florentino Perez no Real Madrid. E esse início não poderia ter sido melhor, título da Champions League, com direito a eliminar o arqui-rival Barcelona nas semifinais, gol do ídolo Raul e GOLAÇO do gênio recém chegado, Zinedine Zidane na final diante do Bayer Leverkusen.

Apesar de ter jogadores incompatíveis com o termo “galáctico”, como Salgado, Helguera e o limitado Solari, cinco foras de série, Hierro, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raul, ditavam o time, que ainda contava com os gols do artilheiro Morientes.

PORTO 2003/2004 – A Admirável surpresa e o nascimento de um mito

Porto 03-04

A Champions League da temporada 2003/2004 foi marcada pelas surpresas, e culminou na inesperada final entre FC Porto x Mônaco. A equipe lusitana, comandada pelo então desconhecido José Mourinho, atropelou os franceses, com um incontestável 3 a 0 na grande decisão, gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Deco era a base forte do time, pelos seus pés passavam todas as jogadas de efeito do time que também conquistou a Liga Portuguesa.

Além de Deco, vários outros jogadores apareceram ali, como Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, mas o grande destaque daquele time era realmente o seu treinador, José Mário dos Santos Félix Mourinho, ou simplesmente, o Special One.

ARSENAL 2003/2004 – IMBATÍVEL

Arsenal 03-04 premierleague

Liderado por dois grandes franceses, um do lado de fora do campo, Arsene Wenger, e outro dentro das quatro linhas, Thierry Henry, os Gunners fizeram campanha incrível na Premier League, que terminou com a conquista do título de maneira invicta. Jogando com duas linhas de quatro, o time tinha uma incrível força no setor de meia cancha, com Gilberto Silva seguro e preciso nos desarmes, Vieira também seguro e ótimo na saída pro jogo, Ljungberg e Pires pelos flancos, usando sempre a velocidade.

Mas o grande expoente daquela equipe era mesmo Henry, técnico, veloz e letal, o camisa 14 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Inglês, anotando 30 dos 76 gols do time, que venceu 26 e empatou 12 dos 38 jogos.

LIVERPOOL 2004/2005 – O VERDADEIRO TIME DE GUERREIROS

liverpool 04-05

Chegar à decisão da Champions League passando por um rival local fortíssimo, com um gol espírita de Luis Garcia, que mesmo hoje, cinco anos depois, ainda gera polêmica se a bola entrou ou não, já foi um grande feito para o desacreditado time do Liverpool.

Mas aquela equipe, liderada por Gerrard queria mais e nem mesmo os impiedosos 3 a 0 (que poderia até ter sido mais) feitos pelo Milan no primeiro tempo da final foram suficientes para deter o time de Rafa Benítez. Um início arrasador na segunda etapa e o empate veio em apenas 6 minutos, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso. A conquista só veio nas penalidades, depois de ainda passar por mais um sufoco na prorrogação, quando Dudek fez defesa milagrosa em finalização de Shevchenko.

BARCELONA 2005/2006 – SOB A BATUTA DE UM GÊNIO

Barça 05-06

Ronaldinho Gaúcho já havia sido eleito o melhor jogador do mundo em 2005, mesmo conquistando apenas a Liga Espanhola pelo Barcelona, uma temporada depois de fazer o milagre de salvar o time catalão do rebaixamento. Mas faltava algo, faltava para o craque dentuço, a Champions League. E ela veio na temporada 05/06, quando o Barça bateu o forte time do Arsenal de Henry na decisão por 2 a 1, com gols de Eto’o e Belletti.

O time de Frank Rijkaard jogava de maneira bem ofensiva, em um 4-3-3 que concentrava a sua força no flanco esquerdo, por onde seu camisa 10 desfilava seu repertório de lindas jogadas, com dribles, arrancadas e gols espetaculares.

MANCHESTER UNITED 2007/2008 – A CONSAGRAÇÃO DE UMA TEMPORADA PERFEITA PARA CRISTIANO RONALDO

ManUtd 07-08

O sistema de Ferguson era simples: Muita marcação e a exploração do talento de Cristiano Ronaldo. Assim, os Red Devils conquistaram a Premier League e a Champions League, com o gajo sendo artilheiro e comendo a bola nas duas competições.

A intensa movimentação do trio ofensivo formado por Tevez, Rooney e Ronaldo era o ponto forte do time que conquistou a Europa graças ao escorregão de John Terry na cobrança do pênalti decisivo. Era o destino a favor de Cristiano Ronaldo, o luso não podia ser marcado como vilão após uma temporada perfeita.

BARCELONA 2008/2009 – A NOBRE ARTE DO TOQUE DE BOLA

Barça 08-09 

Manutenção da posse de bola e qualidade no passe foram as grandes virtudes desse Barcelona que encantou todo o planeta. Xavi e Iniesta ditando o ritmo do meio campo, distribuindo o jogo de forma ímpar, as boas investidas de Dani Alves pela direita, a boa fase de Henry, os gols de Eto’o e o talento único de um gênio, Lionel Messi.

Para mim, o time que conquistou simplesmente tudo que jogou, colecionando nada mais nada menos que seis taças em uma temporada foi o que tivemos de melhor nessa década. A perfeição do futebol coletivo somada à qualidade individual de cada um foi de encher os olhos.

INTERNAZIONALE 2009/2010 – EFICIÊNCIA RIMA COM OBEDIÊNCIA

Internazionale 09-10

A obediência tática foi ponto crucial no time de José Mourinho, que levou a tríplice coroa. Um time que soube se defender como poucos, mas sem perder a vocação ofensiva, que contava com um trio sensacional. Eto’o, que sempre jogou como um autêntico 9 no Barcelona, passou a jogar como 7, pelo flanco direito, marcando, voltando até a retaguarda para dar combate. Sneijder, o legitimo camisa 10, que ditava o ritmo da equipe e a conduzia, foi para muitos o melhor jogador do ano de 2010. Diego Milito, letal, foi o atacante dos sonhos de “Mou”, fazendo o papel de pivô e sendo decisivo quando acionado.

O jogo chave da equipe foi contra o poderoso Barcelona no Camp Nou, onde com uma vantagem de dois gols, ficou com um jogador a menos por cerca de 70 minutos e ainda assim, suportou a pressão para passar pela equipe catalã e encaminhar a tão sonhada taça da UEFA Champions League, que já não vinha há 45 anos.

P.S.: Com esse post encerro o ano de 2010, e faço uma pausa de uma semana de merecido descanso. Desejo a todos um feliz natal e um excelente 2011, com muita saúde, paz, e claro, muito bom futebol. Agradeço a todos que por aqui estiveram e peço, que continuem frequentando esse espaço no novo ano que está por vir.

10 comentários:

  1. Esqueceu do grande Milan de 2002/03:
    Dida
    Simic (Helveg), Nesta, Maldini, Kaladze
    Gattuso, Pirlo, Seedorf ,Rui Costa, Redondo, Leonardo, Shevchenko, Inzaghi

    ResponderExcluir
  2. A formação do Arsenal não tinha a legenda Dennis Begkamp (como segundo atacante, no lugar de Reyes)? Igualmente, não me lembro de o Barça de Rijkaard ter ao mesmo tempo como titulares Edmilson, Rafa Marquez e Van Bommel (3 volantes!) e Xavi na reserva...

    ResponderExcluir
  3. Jose Emanuel, no time campeão invicto o Bergkamp não foi titular, pelas suas condições fisicas. Quanto ao Barça, Edmilson era zagueiro, ao lado de Puyol, enquanto Rafa Marquez e Van Bommel faziam o meio campo, juntamente com Deco. Xavi era sim, reserva, e as vezes nem no banco ficava, como nas semifinais da UCL de 2005/2006 contra o Milan. Abraços.

    Marcelo, esse Milan foi um bom time, mas na minha visão ainda abaixo dos citados no post. Leonardo já não figurava na equipe, Redondo as vezes era reserva e no lugar do Simic, jogava o Costacurta. Abraços.

    ResponderExcluir
  4. Rafael, obrigado pelos esclarecimentos... Grande abraço!

    ResponderExcluir
  5. Rafael, não querendo polemizar mais uma vez... Mas minha veia de estatístico e fã assíduo do Arsenal me fez pesquisar sobre a épica temporada de 2003/2004:
    http://www.football-lineups.com/team/Arsenal/FA_Premier_League_2003-2004/analysis
    Bergkamp começou como titular em 21/38 jogos do Arsenal na Premier League 2003-2004. Reyes jogou menos partidas do que Wiltord, inclusive...
    http://www.football-lineups.com/team/Arsenal/FA_Premier_League_2004-2005/analysis
    Na temporada seguinte, realmente Reyes jogou um pouco mais do que Bergkamp, mas nem sempre na mesma posição...
    Quanto ao Barcelona, inclusive pelo site que citei e por outras fontes, suas analises foram absolutamente precisas e esclarecedoras! Mais uma vez, grande abraço!

    ResponderExcluir
  6. Bem Jose Emanuel, então acho que eu é que devo lhe agradecer pelo esclarecimento e me desculpar pelo ato falho, hehe. Obrigado pela participação, Abraços!

    ResponderExcluir
  7. O Xavi não era reserva, é que especificamente essa temporada foi repleta de contusões. Quando ele estava realmente bem era titular.

    ResponderExcluir
  8. Pois é Rafael, muito boa sua análise! Mas faltou colocar o AC Milan de 2002/2003 e 2006/2007, sendo o clube campeão mundial nesta última temporada. Faltou hein?! Nesse caso seriam os 10 esquadrões inesqueciveis.

    Abraços e, parabéns por seu trabalho.

    ResponderExcluir
  9. Arsenal na veia...
    Giroud nem perto de reYes... ReYes supremo. E Sanchez comparado a henry. Acredito q na próxima temporada estará bem melhor.
    A zaga do arsenal tá fraca... Volantes seguros como vieira e Silva ainda não encontraram. Wilshere e ótimo mais sofre muitas lesões.
    Minha análise De fora hehe abraços

    ResponderExcluir