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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mini RJ/SP: O Sofrível, o Reizinho e o Passeio

Um mini torneio Rio-São Paulo aconteceu nessa décima rodada de Campeonato Brasileiro. Nos três duelos entre cariocas e paulistas, equilíbrio total: uma vitória pra cada lado e um empate. Abaixo, uma analise de cada um desses três confrontos:

Santos 0-0 Botafogo

Sofrível é o melhor termo para definir o que se viu na Vila Belmiro. De um lado, um Santos totalmente perdido sem a presença de Neymar em campo, e do outro, um Botafogo que não acreditou que pudesse vencer o time da baixada em seu território. Com isso, os dois times pouco criaram e o placar não poderia ser outro.

Além de seu astro maior e dos outros selecionáveis Rafael e Ganso, o alvinegro praiano ainda ficou sem seu capitão Edu Dracena logo no inicio da partida. O 4-3-1-2 de Muricy Ramalho tinha como saída de jogo apenas o lado direito, com o promissor lateral Bruno Peres. Isso porque pelo centro os volantes Henrique e Arouca pouco apoiavam o encaixotado Felipe Anderson, que nada criou.

No lado botafoguense, Renato ditava o ritmo de jogo no 4-2-3-1 de Osvaldo de Oliveira, que tinha Marcio Azevedo subindo bem pela esquerda, explorando o corredor aberto por Fellipe Gabriel, quando esse centralizava, como no lance em que acertou um chutaço no travessão, que acabou sendo o melhor lance de todo o jogo.

Foi o sétimo empate do Santos em dez partidas. Um número muito alto que assusta o torcedor santista, que espera ansiosamente pela volta de Neymar para quem sabe, o time tomar um norte e subir na tabela. Para o Botafogo, fica além do gosto que o resultado poderia ter sido melhor, a boa impressão deixada pelo estreante Rafael Marques, se movimentando bem no comando do ataque e deixando claro que pode sim ser o nove que faltava a equipe.

Santos - BotaCom Felipe Anderson bem marcado por Lucas Zen e pouco apoio dos volantes, o 4-3-1-2 santista ficou sem poder de criação. No Botafogo, a dúvida agora é: Onde entrará Seedorf em um meio campo funcionando tão bem?

São Paulo 0-1 Vasco da Gama

O jogo de número 350 de Juninho Pernambucano com a camisa do Vasco poderia ter sido premiado com um gol do Reizinho. Poderia, não fossem as boas aparições de Denis ao intervir as tentativas do melhor jogador da partida, que comandou o Gigante da Colina na importante vitória.

Ney Franco abdicou do meio campo em losango utilizado no clássico contra o Palmeiras e voltou a aplicar no São Paulo o mesmo 4-2-3-1 que era usado com Emerson Leão, com Cícero um pouco mais recuado pela esquerda e Osvaldo espetado pela direita. Com dois jogadores muito jovens à frente da linha de zaga, o tricolor ficou sem pegada e viu o Vasco, sob a batuta de Juninho, sobrar em campo. O Reizinho iniciava praticamente todos os lances do time carioca e fazia a bola chegar com qualidade aos atacantes, que paravam nas mãos de Denis.

Porem, nem mesmo a boa atuação do arqueiro são paulino foi capaz de segurar a pressão cruzmaltina, e logo no inicio da etapa final, Fagner tabelou com William Barbio e finalizou com força após ganhar de Cortes na corrida. Denis que tanto pegou, dessa vez foi mal e tocou a bola pra dentro do gol, sendo crucial no tento único da partida.

A exemplo da maioria de suas partidas, o Vasco, mais uma vez, venceu mesmo sem ser brilhante, e essa é uma das principais características de time que vai brigar pelo título. Se conquistará, é outra história, mas o time de São Januário dá claros sinais de que novamente irá lutar até o fim pela taça.

OBS.: Contando com o Brasileiro de 2011, o Vasco chega à impressionante marca de 35 rodadas seguidas presente no G4.

SPFC - VascoO 4-3-3 do Vasco que sobrou no Morumbi, com os ponteiros atuando entre as duas linhas e Juninho controlando e distribuindo o jogo. No São Paulo, Ney Franco parece ainda não ter encontrado a formação ideal, que talvez seja o 3-5-2 usado por Milton Cruz.

Flamengo 0-3 Corinthians

Provavelmente você já ouviu falar em “posse de bola mentirosa”. Isso ficou muito claro ontem no Engenhão, quando o Flamengo terminou a partida com a bola em seu poder por 60% do tempo de jogo. Mas foi totalmente inoperante, e mesmo com essa posse bem superior, finalizou apenas sete vezes (uma na direção do gol), contra treze tiros corinthianos, sendo seis na direção do gol e três nas redes.

O time corinthiano entrou em campo como de costume: 4-2-3-1, com pressão no campo de ataque, sufocando a saída de bola adversária e muita movimentação dos homens de frente, com uma sutil diferença. Ao invés dos quatro inverterem seus posicionamentos, dessa vez, apenas os pontas e o “centroavante” Emerson invertiam, enquanto Douglas, o articulador central da linha de três armadores, permanecia no setor.

E foi ali que o camisa 15, ao melhor estilo do time de Tite, roubou a bola de Botinelli e avançou para abrir o placar. Foi também pelo centro que Douglas aproveitou a bobeada de Renato ao tentar dar um passe de calcanhar e acertou um belo chute de fora da área para fazer o segundo e praticamente definir a fatura ainda no primeiro tempo.

Curioso nos dois gols corinthianos é que tanto Botinelli quanto Renato Abreu eram os últimos homens em ambos os casos. Prova da desorganização tática do Flamengo de Joel Santana, que deixa aqueles que em tese seriam armadores da equipe, em posição complicada do campo, sem uma retaguarda para cobrir eventual erro.

Outra prova da desordem rubro negra ficou no terceiro gol, quando seis defensores flamenguistas foram colocados na roda por três corinthianos. De Romarinho para Alessandro, do lateral para Douglas deixar novamente com Romarinho, que acionou para Danilo chegar fuzilando de primeira e sepultando o inerte time da casa. E o placar poderia ter sido maior, não fosse à boa atuação de Paulo Victor, pegando inclusive uma penalidade cobrada por Emerson.

O Flamengo clama por uma reforma antes que piore. Conta com alguns bons e experientes nomes no time, que podem perfeitamente dar suporte a jovens talentosos como Adryan e Matheus, que pedem passagem no time titular. Muito distante da ponta, o Corinthians pensa primeiro em sair da zona incomoda em que se encontra e ir azeitando a equipe para o Mundial no fim do ano. Porém, é bom que os primeiros colocados não vacilem, pois o time de Tite é muito forte e já mostrou sua capacidade de ir longe.

Fla - TimaoO 4-2-3-1 de Tite, que com mobilidade e pressão na saída de bola adversária, envolveu completamente o Flamengo e construiu com facilidade a vitória.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Brasileirão 2012 – Rodada 01

  • No sábado, destaque para a impressionante torcida do Sport, que lotou a Ilha do Retiro para o retorno do Leão a Serie A, mesmo após a derrota na decisão do estadual, diante do rival Santa Cruz. Dentro de campo, o time não correspondeu e ficou apenas no empate em 1 a 1 contra o Flamengo, que voltou a jogar após longos 28 dias de “inter temporada” forçada, e não apresentou melhoras em relação ao time que caiu na Libertadores e no Estadual. Além do empate no duelo rubro-negro, igualdade também no duelo paulista entre Palmeiras e Portuguesa, pelo mesmo placar. Ainda no sábado, o Figueirense estreou bem e bateu o Náutico dentro de casa por dois tentos a um.
  • Corinthians x Fluminense tinha tudo para ser o grande jogo da rodada, não fosse os duelos importantes que os dois times têm pela Libertadores (encaram Vasco e Boca Juniors, respectivamente), que fez com que entrassem em campo pelo certame nacional com times reservas. O bom público do Pacaembu (16 mil pagantes) saiu frustrado com a derrota alvinegra, por 1 a 0, gol do zagueiro Leandro Euzébio.
  • Outro a entrar com time praticamente todo reserva, foi o Vasco, rival do Corinthians pela competição continental. No entanto, o Gigante da Colina mesmo com time misto fez o dever de casa e bateu o Grêmio por 2 a 1, gols de Fellipe Bastos e Alecsandro para os cariocas, e Fernando para os gaúchos. Destaques no jogo para a lambança feita pelo árbitro Célio Amorim, que anulou de forma bisonha um gol totalmente legal do Grêmio. Na tentativa de compensar o erro, inventou um pênalti para o Tricolor, que Marcelo Moreno cobrou e Fernando Prass defendeu, assegurando os três pontos aos cruzmaltinos.
  • Enquanto o Grêmio começou mal, seu rival Inter largou muito bem. Vitória segura sobre o Coritiba diante de um bom público no Beira-Rio. Fora da Libertadores e apenas com o Brasileiro como foco, o ótimo time colorado tem tudo para brigar na parte de cima da tabela, e para isso, esse bom inicio no momento em que outros favoritos alternam suas atenções com os mata-matas em reta final é fundamental. Leandro Damião, autor de um golaço e uma assistência para Dagoberto fechar o placar por 2 a 0, foi o nome do jogo.
  • Outros resultados: Em Campinas, a Ponte Preta recebeu o Atlético/MG e não começou bem no seu retorno à elite do futebol brasileiro. Vitória de 1 a 0 do Galo, com gol de Escudero; Em Salvador, sob muita chuva, o Bahia parou no goleiro Aranha e no time reserva do Santos, que garantiu o placar sem gols e um pontinho na bagagem; Outro a voltar com um pontinho após empate sem gols é o Atlético/GO, que foi a Uberlândia encarar o Cruzeiro, e graças a boa atuação do goleiro Roberto, segurou a igualdade.

O JOGÃO DA RODADA

Botafogo 4x2 São Paulo

O time da casa até começou bem, tentando assustar o goleiro Denis, principalmente em investidas do estreante Vitor Junior. No entanto, quem abriu o placar foi o Tricolor paulista, após boa troca de passes entre Lucas e Jadson, que terminou em um golaço do camisa 10. Depois do gol, os mandantes se desestabilizaram e por pouco não saíram da primeira etapa com uma adversidade ainda maior. No intervalo, Oswaldo de Oliveira trocou o isolado Loco Abreu por Herrera, visando mais mobilidade no comando de ataque alvinegro.

A mexida funcionou e logo aos 4 da etapa derradeira, o argentino igualou o placar. Embalado, o Fogão partiu com tudo e acabou cedendo espaços. Luis Fabiano precisou de duas oportunidades para recolocar o time paulista em vantagem. Na primeira, Jefferson operou um milagre para evitar. Na segunda, o Fabuloso apareceu livre nas costas de Brinner e testou com força, tirando do goleiro botafoguense.

Porém, o nome do jogo era Herrera. O camisa 17 voltou a aparecer apenas cinco minutos depois, brigando com a zaga paulista e sofrendo pênalti de Paulo Miranda, que ele mesmo converteu para igualar novamente o marcador. Dessa vez, o embalo do Glorioso encurralou o São Paulo, e em apenas quatro minutos o time da casa virou a peleja, com Vitor Junior, em cobrança de falta que desviou em Cícero antes de morrer nas redes de Denis.

Atordoado, o São Paulo ainda entregou o quarto gol ao Botafogo em lambança generalizada de Denis e Maycon. Primeiro o arqueiro saiu jogando com os pés e deu na fogueira para o meio campista na entrada da área, onde ele acabou perdendo a bola para Fellype Gabriel, que serviu para Herrera bater de primeira e definir o placar em 4 a 2 para o Fogão.

Bota x SP Equipes no mesmo 4-2-3-1: No Botafogo, a entrada de Herrera na vaga de Loco Abreu no intervalo deu mais mobilidade ao comando de ataque e mexeu na até então cômoda defesa são paulina.

O CRAQUE DA RODADA

45714_german_herrera Germán Herrera

Saiu do banco para marcar três vezes e ajudar o Botafogo a virar o placar e garantir os três pontos jogando em casa diante do São Paulo.

SELEÇÃO DA RODADA

Seleção Rodada 01

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Corinthians 1-0 São Paulo – Lado esquerdo foi o caminho para a vitória

Depois de começar bem o Paulista e derrapar nas duas últimas rodadas, o Corinthians recebeu o São Paulo no Pacaembu. Em jogo, além da co-liderança ao lado do Palmeiras, o clássico valia a motivação de um para a estréia na Libertadores ou a afirmação do outro, com o time ainda em construção.

O técnico Tite não se importou com o fato de ser um clássico e fez o que tinha que fazer. Valorizou a competição mais importante que se iniciará na quarta-feira e poupou suas três principais peças ofensivas: Alex, Emerson e Liedson. As entradas de Willian, Jorge Henrique e Elton não alteraram a estrutura do time, que se manteve no 4-2-3-1 de sempre e contou com Danilo na faixa central da meia cancha e não pelos lados, como atua quando Alex está em campo.

Sem poder contar com Luis Fabiano e Piris, além do capitão Rogério Ceni, Leão manteve o time que vem sendo utilizado, um 4-3-1-2 com um meio campo leve, criativo, porém de pouca pegada, pelo menos na teoria. Porque na prática, esse mesmo setor mostrou um nervosismo excessivo e começou o Majestoso distribuindo pontapés, e Cícero poderia ter sido expulso antes dos quinze minutos de jogo.

Corinthians 1-0 São Paulo Formações iniciais: Corinthians no seu costumeiro 4-2-3-1, com força total do lado esquerdo. São Paulo no 4-3-1-2 que não soube diminuir os espaços para o trio Jorge Henrique, Fabio Santos e Danilo.

Do outro lado, um Corinthians maduro demonstrava calma e tocava a bola com facilidade, envolvendo o adversário, e assim as tramas ofensivas foram saindo naturalmente, sempre pelo lado esquerdo com Jorge Henrique e Fabio Santos, mais a aproximação de Danilo. Na primeira tentativa por ali, Jorge lançou Fabio nas costas de João Filipe e o camisa 6 rolou para Danilo soltar a bomba e obrigar Denis a fazer uma difícil intervenção.

Dominando completamente as ações do jogo, o Corinthians não demorou a abrir o placar. Em escanteio cobrado por Jorge Henrique, Danilo se antecipou a João Filipe e testou sem chance para Denis. E poderia ter aumentado com Fabio Santos, em nova jogada de ultrapassagem do lateral que recebeu lançamento de Danilo e bateu cruzado para nova bela defesa de Denis, que ainda viu a sobra passar a centímetros dos pés de Elton.

Mesmo inferior, o São Paulo teve a chance do empate ainda no fim do primeiro tempo, em dois lances de bola parada. Primeiro, em falta cobrada por Jadson da direita, Julio César saiu mal e Rhodolfo cabeceou para o gol e Ralf salvou em cima da linha. No rebote, Cortes botou na frente e Alessandro o derrubou, pênalti infantil cometido pelo capitão corinthiano. Jadson bateu muito mal, jogando por cima do gol a chance de igualar o placar na etapa inicial.

No começo da segunda etapa, a tônica era a mesma. Posse de bola corinthiana e força total do lado esquerdo. Na tentativa de alterar a dinâmica do jogo, Emerson Leão promoveu de uma só vez as suas três alterações, trocando Jadson, Casemiro e Willian José por Maicon, Fernandinho e Osvaldo. Sem fazer nada para corrigir a avenida que o Corinthians tinha para jogar pela faixa canhota, o treinador são paulino ainda viu sua situação piorar quando João Filipe perdeu a cabeça e deu um pontapé em Jorge Henrique, recebendo o vermelho direto apenas quarenta segundos depois das alterações.

Com a expulsão, Wellington acabou deslocado para a lateral direita, prendendo mais Cícero e Maicon na contenção e liberando Cortes para o jogo. Curiosamente, com um a menos, o Tricolor até cresceu no jogo, passou a ter mais a bola e sufocar os donos da casa, mesmo que sem assustar o gol de Julio César, que só teve trabalho em uma finalização de Fernandinho do bico esquerdo da grande área. Com Lucas apagado e Cícero recuado, faltou criação e sobrou afobação ao time do Morumbi e o placar seguiu inalterado até o fim.

A derrota não pode apagar o até agora bom trabalho de Emerson Leão, com um time que tende a seguir evoluindo com o talento que tem, mas antes precisa amadurecer e aprender a corrigir os próprios erros em campo. Ao Corinthians, o sexto triunfo seguido sobre o rival no Pacaembu serve para esquecer os dois tropeços contra Bragantino e Mogi Mirim e renovar os ânimos para a estréia na Taça Libertadores.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Temporada 2012: Como devem começar os 12 principais clubes do país

Enfim, está acabando janeiro e a bola está prestes a voltar a rolar Brasil á fora. Aproveitando que nesse fim de semana começam os estaduais, este blogueiro tratou de fazer uma analise das doze principais equipes do país. Quem saiu, quem chegou e como deverão ser escalados por seus respectivos treinadores. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Atlético-MG

Chegaram: Rafael Marques (Z, Grêmio), Marcos Rocha (LD, América-MG), Leandro Donizete (V, Coritiba), Danilinho (M, Tigres-MEX), Escudero (M, Grêmio).

Saíram: Daniel Carvalho (M, Palmeiras), Magno Alves (A, Umm Salal-Catar), Toró (V, Figueirense), Renan Oliveira (M, Coritiba), Guilherme Santos (LE, Figueirense).

O time que chegou a sofrer no Brasileirão e só foi recuperado graças ao ótimo trabalho de Cuca foi praticamente todo mantido, tendo como baixa significativa apenas as saídas de Daniel Carvalho e de Magno Alves, que foram prontamente substituídos com as chegadas de Danilinho e Escudero.

O primeiro tem tudo para ocupar a vaga de meia central no 4-2-3-1 de Cuca, deixada em aberto justamente pela saída de Daniel Carvalho. Já o segundo, deve brigar por uma vaga na beirada esquerda com Bernard, com uma boa vantagem para a jovem promessa, que ao lado de Felipe Soutto, foram os maiores achados do treinador na reta final do certame nacional.

Outra boa noticia para a torcida do Galo é a permanência de Pierre, que chegou bem “à mineira”, comendo quieto e acabou se tornando peça fundamental no esquema atleticano, fazendo boa proteção à defesa. Dos outros reforços, apenas Marcos Rocha deverá encontrar uma vaga no time titular. Rafael Marques e Leandro Donizete acrescem qualidade ao elenco, mas deverão ralar para brigar por um lugar entre os onze.

Atlético-MG 2012 Provável time titular: O mesmo 4-2-3-1 do final do Brasileirão, com a entrada de Danilinho na meia central. Ainda falta um nome de respeito para a lateral esquerda.

Botafogo

Chegaram: Rojas (LE, Universidad de Chile), Brinner (Z, Paraná), Andrezinho (M, Internacional), Jobson (A).

Saíram: Alessandro (LD, dispensado), Alexandre Oliveira (A, dispensado), Cortês (LE, São Paulo), Gustavo (Z, Portuguesa).

O decepcionante desempenho na reta final do Brasileirão culminou com a saída do ex-treinador Caio Junior antes mesmo que a competição nacional chegasse ao fim. Mas, engana-se quem pensa que por isso uma grande reformulação seria feita em General Severiano.

Com exceção a Cortês, que partiu para o São Paulo, o restante do grupo é praticamente o mesmo. Para ocupar a vaga deixada na lateral esquerda, a diretoria alvinegra agiu bem e trouxe o ótimo Rojas, capitão da Universidad de Chile que encantou na Copa Sulamericana. Além do chileno, chegou também Andrezinho, sonho antigo da direção botafoguense que vem para ser o camisa 10 que faltou ao time no ano passado.

O retorno de Jobson ainda deve ser tratado como uma incógnita, afinal, o jovem e talentoso atacante precisa por a cabeça no lugar, pois só assim conseguirá render todo o seu futebol. Sob o comando do contestado, porém, vencedor, Oswaldo de Oliveira, o time tem tudo para fazer uma boa temporada e quem sabe, faturar estadual ou Copa do Brasil.

Botafogo 2012 Provável time titular: Basicamente, o mesmo 4-2-3-1 utilizado por Caio Junior. A boa movimentação da trinca de meias, mais as chegadas de Renato, podem ser fatores de desequilíbrio.

Corinthians

Chegaram: Gilsinho (A, Jubilo Iwata-JAP), Cássio (G, sem clube), Vitor Junior (M, Atlético-GO), Felipe (Z, Bragantino), Chen Zhi-Zhao (A, Nanchang Hengyuan-CHN), Elton (A, Vasco).

Saíram: Taubaté (A, Botafogo-SP), Wellington Saci (LE, Vitória), Moradei (V, São Caetano), Bruno Otávio (V, Paulista), Morais (M, Bahia), Marcelo Oliveira (V, Cruzeiro), Rafael Santos (G, Bragantino) e Elias Oliveira (A, Comercial).

Após as frustradas tentativas na contratação de nomes como Tevez, Cristian e principalmente Montillo, não há mais dúvidas que o grande “reforço” do time do Parque São Jorge é a manutenção do grupo que faturou o penta campeonato brasileiro em 2011.

O entrosamento é o grande trunfo da equipe e já foi inclusive testado e aprovado no amistoso diante do Flamengo, onde os titulares mesmo sem ritmo, foram bem superiores ao time carioca e abriram dois tentos a zero na primeira etapa – no segundo tempo, com os times reservas, o Rubro-Negro chegou ao empate.

O técnico Tite não tem do que reclamar quando o assunto é opção de banco, outro ponto forte do alvinegro paulista. Com um elenco homogêneo, o treinador tem a disposição jogadores que não fogem ao padrão da equipe e que fazem uma boa “sombra” aos titulares. A diretoria ainda corre atrás de um reserva para Ralf, única posição onde ainda falta um nome de qualidade entre os suplentes, além de um meia extremo, para ocupar o lado direito do 4-2-3-1 utilizado pelo treinador.

Corinthians 2012 Provável time titular: O mesmo time que terminou o Brasileirão. Pressão no campo adversário, boa movimentação do quarteto ofensivo, manutenção da posse de bola e as chegadas dos laterais e de Paulinho, a receita que funcionou em 2011 e que será repetida em 2012.

Cruzeiro

Chegaram: Diego Arias (PAOK-GRE), Amaral (V, América-MG), Rudnei (V, Ceará), Gilson (LE, América-MG), Mateus (Z, Portuguesa), Thiago Carvalho (Z, Boa Esporte), Marcelo Oliveira (V/LE, Atlético-PR), Jackson (LD, Dallas-EUA), Walter (A, Porto).

Saíram: Fabrício (V, São Paulo), Charles (V, Lokomotiv-RUS), Vitor (LD, Goiás), Naldo (Z, Grêmio), Marquinhos Paraná (V, dispensado), Ortigoza (A, Hyundai-COR).

O fraco desempenho no Brasileirão fez com que a nova diretoria cruzeirense prometesse drásticas mudanças, mas não é o que tem se visto até o momento. A começar pelo treinador Vagner Mancini, mantido, mesmo com campanha pra lá de irregular que só não culminou com o rebaixamento graças à fraqueza dos rivais.

O grupo também não sofreu grandes mudanças. A aposta em nomes que terminaram rebaixados em suas equipes, como Amaral, Rudnei, Gilson e Marcelo Oliveira, não me parecem uma solução definitiva para o clube, especialmente no setor de meio campo, carente de boa saída de bola desde que Henrique deixou a Raposa e que tende a piorar com a partida de Fabrício.

As boas noticias para a torcida celeste ocorreram dentro da própria Toca. Primeiro com a manutenção de Montillo, depois de dura queda de braço com São Paulo e Corinthians pelo argentino. O retorno do talentoso Wallyson, após grave lesão que o afastou da equipe durante todo o segundo semestre de 2011 também é um ótimo “reforço interno”. Dos demais nomes apresentados, apenas o de Walter me agrada, mas o jovem avante ex-Porto terá uma briga intensa por uma vaga no time. Particularmente, eu não apostaria nenhuma ficha na Raposa para conquistas em 2012 – a não ser no Estadual, onde disputa com o rival Atlético.

Cruzeiro 2012 Provável time titular: 4-3-1-2 com muita pegada e pouca qualidade técnica no meio campo. A dependência de Montillo tende a aumentar.

Flamengo

Chegaram: Itamar (A, sem clube), Magal (LE, Americana), Marcos González (Z, Universidad de Chile).

Saíram: Fernando (V, dispensado), Ronaldo Angelim (Z, dispensado), Fierro (M, Colo Colo), Thiago Neves (M, Fluminense).

Nem mesmo a boa quarta colocação no Brasileirão e a vaga na fase prévia da Libertadores são capazes de esfriar os ânimos no Flamengo. O ano mal começou e as turbulências já tomam conta da Gávea. Salários atrasados, demora na renovação das principais estrelas, que culminou com a saída de Thiago Neves para o rival Fluminense e no afastamento de Alex Silva, à procura de uma negociação – além da situação de Ronaldinho, ainda não resolvida, embora bem encaminhada.

Toda essa várzea às vésperas da pré-Libertadores é um grande risco – Corinthians que o diga. Por mais que o time do Real Potosí não seja nenhum pouco assustador, a falta de preparação e de foco do Rubro-Negro carioca pode pôr em xeque todo o primeiro semestre da equipe, que em caso de derrota terá de se contentar apenas com o estadual.

Marcos Gonzalez, era para chegar e formar dupla com Alex Silva na defesa e não para substituí-lo. Agora, mesmo com a chegada do brasileiro naturalizado chileno, o time ainda carece de um bom beque, além de um meia para suprir a lacuna deixada por Thiago Neves e um centroavante, urgência na equipe desde a temporada passada, e Itamar, está longe de ser uma solução.

Solução essa, que pode estar dentro de casa mesmo, caso Luxemburgo saiba trabalhar com os jovens que tem a disposição. Luiz Antonio, Muralha, Thomás e Adrian são jogadores de qualidade, que bem lapidados podem facilmente brigar por uma vaga no time titular.

Fla 2012 Provável time titular: O time que terminou o Brasileiro sofreu poucas mudanças, porém, para pior. Gonzalez e Botinelli não estão, nem de longe, no mesmo nível de Alex Silva e Thiago Neves, que sem dúvidas farão muita falta.

Fluminense

Chegaram: Bruno (LD, Figueirense), Anderson (Z, Atlético-GO), Jean (LD/V, São Paulo), Wagner (M, Gaziantepspor-TUR), Carleto (LE, sem clube), Thiago Neves (M, Flamengo).

Saíram: André Luis (Z, dispensado), Mariano (LD, Bordeaux-FRA), Fernando Bob (V, Atlético-GO), Diogo (V, Sport), Marquinho (M, Roma-ITA), Ciro (A, Bahia).

O Fluminense foi quem melhor se mexeu no mercado de janeiro. As poucas baixas sofridas no grupo que terminou o Brasileirão, foram prontamente repostas e a altura. Mariano, que partiu rumo ao Bordeaux, foi substituído por Bruno, um dos melhores laterais do campeonato nacional pelo Figueirense. Para a vaga do coringa Marquinho, veio o ótimo Wagner, que qualifica ainda mais o passe no meio tricolor.

Além dos dois, chegaram também o bom zagueiro Anderson, Jean, volante de qualidade mal aproveitado na lateral direita no São Paulo e Thiago Neves, o ex-ídolo que chega com alto índice de rejeição por parte da torcida por tudo que falou enquanto vestia a camisa do Flamengo, mas com futebol de sobras para recuperar o prestigio perdido.

Abel Braga começa a temporada com um dos mais fortes plantéis do país e tem tudo para levar o time das Laranjeiras longe nas competições em disputa.

Flu 2012 Provável time titular: Esquema preferido de Abelão, o 4-3-1-2 pode ser utilizado com Deco fazendo o vértice direito do losango no meio campo, Wagner como enganche e Thiago Neves sendo o segundo atacante, encostando em Fred.

Grêmio

Chegaram: Kleber (A, Palmeiras), Leo Gago (V, Coritiba), Marco Antonio (M, Portuguesa), Marcelo Moreno (A, Shakhtar Donetsk), Pablo (Z, Ceará), Naldo (Z, Cruzeiro), Douglas Grolli (Z, Chapecoense), Edílson (LD, Atlético-PR).

Saíram: Adilson (V, Terek Grozny-RUS), William Magrão (V, Ponte Preta), Maylson (M, Portuguesa), Wesley (A, ASA de Arapiraca), Rodolfo (Z, Vasco), Brandão (A, Olympique Marseille), Escudero (M, Atlético-MG), Rafael Marques (Z, Atlético-MG).

Reformulação total no Olímpico. A começar pelo treinador, Caio Junior, que assumiu o time no fim da temporada e deu seu aval em todas as contratações, algo essencial para a montagem da equipe.

De acordo com informações do amigo Eduardo Cecconi (blogueiro do Tabuleiro e setorista no Grêmio), Caio Junior arma sua equipe em um 4-2-2-2 com meias abertos e armando com o pé invertido – algo parecido com o que faz Roberto Mancini no Manchester City. O canhoto Douglas, pela direita, enquanto o destro Marco Antonio ocupa a faixa esquerda. Na frente, Kleber e Marcelo Moreno tem tudo para formar uma das melhores duplas de ataques do país.

Fernando e Leo Gago fazem a proteção à jovem defesa, grande risco do Imortal, já que a inexperiência pode pesar. Ainda assim, a torcida gremista tem motivos para se animar, já que Caio Junior conta com um ótimo grupo, sem dúvidas, um dos grandes favoritos à conquista da Copa do Brasil.

Gremio 2012 Provável time titular: 4-2-2-2 com meias extremos invertidos. Bem servidos Kleber e Marcelo Moreno podem infernizar muitas defesas.

Internacional

Chegaram: Dagoberto (A, São Paulo), Marcos Aurélio (A, Coritiba), Josimar (M, Ponte Preta), Fabrício (Z, Portuguesa).

Saíram: Lauro (G, Ponte Preta), Siloé (A, Náutico), Sorondo (Z, Grêmio), Andrezinho (M, Botafogo), Ilsinho (M, Catania-ITA), Rodrigo (Z, Vitória), Zé Roberto (M, Bahia), Thiago Humberto (M, Goiás).

Poucos, porém, pontuais. Esses são os reforços do Inter que assim como o Flamengo, tem um duro desafio logo no inicio da temporada pela fase prévia da Libertadores. No entanto, se o adversário dos cariocas não assusta, o Once Caldas, rival gaúcho, no mínimo merece respeito pela sua força na última década, inclusive faturando o torneio continental em 2004.

Dagoberto, chega para suprir uma carência do time desde a saída de Taison para o futebol ucraniano, ainda no meio do ano de 2010. Um atacante rápido e habilidoso que jogue pelos lados do campo, capaz de ajudar na marcação e de puxar contragolpes em velocidade, encostando em Damião. Marcos Aurélio, tem potencial para ser titular e com o tempo deve ganhar uma vaga no time, mas a priori, chega para compor elenco.

Um problema que o técnico Dorival Junior ganhou nos últimos dias foi o assédio do emergente futebol chinês sobre sua principal estrela, Andres D’Alessandro. Caso perca o seu camisa 10, o próprio treinador já admitiu que terá de repensar a equipe, afinal, na proposta atual, D’Ale é quem dita o ritmo de jogo e carimba todas as transições ofensivas do Colorado.

Inter 2012 Provável time titular: Caso D’Alessandro fique, esse deve ser o Inter. 4-2-3-1 com Dagoberto espetado, jogando mais próximo a Leandro Damião. Josimar, Elton e Bolatti brigam por uma vaga no meio, na estréia pelo Gauchão, contra o Novo Hamburgo, o primeiro foi titular.

Palmeiras

Chegaram: Juninho (LE, Figueirense), Adalberto Roman (Z, River Plate), Daniel Carvalho (M, Atlético-MG), Barcos (A, LDU-EQU).

Saíram: Gabriel Silva (LE, Udinese-ITA), Rivaldo (V/LE, Sport).

Se algum time precisava de reforços, esse time era o Palmeiras. Dos poucos que chegaram até agora, nenhum me parece como solução para os problemas da equipe que se não correu riscos de cair no Brasileirão, tampouco ameaçou um lugar melhor na tabela do que a modesta 11ª colocação em que terminou.

Juninho, que fez ótimo campeonato pelo Figueirense e foi sem dúvidas o melhor lateral esquerdo da competição, chega para resolver os problemas da faixa esquerda da defesa, resta saber se não sentirá o peso da camisa verde. O argentino Barcos é bom centroavante. É forte, sabe se posicionar, fazer o papel de pivô, além de ter faro de gol, no entanto, precisará de período para se adaptar ao futebol brasileiro. Daniel Carvalho não me agrada, e não creio que resolva os problemas na criação palmeirense, que conta ainda com o irregular Valdivia, que precisa de seqüência de jogos para fazer valer o investimento palestrino.

Para piorar a situação, o torcedor palmeirense começa o ano de luto pela aposentadoria do ídolo eterno (São) Marcos. E sem ele, Felipão perde além de um grande goleiro, um excelente pára-raios que sempre dava a cara pra bater quando a situação se complicava. Na opinião deste que vos escreve o torcedor palmeirense não deve ter boas perspectivas para o ano de 2012, onde pode até levar o estadual – mais pela falta de interesse dos rivais do que pela própria qualidade, diga-se – mas, precisa melhorar e muito para brigar por um algo a mais.

Palmeiras 2012 Provável time titular: O mesmo 4-2-3-1 da temporada passada. Daniel Carvalho, mais habituado a jogar centralizado, terá que se adaptar a jogar pela faixa direita do campo, mas deve inverter constantemente com Valdivia. Bolas paradas de Marcos Assunção continuam sendo o grande trunfo alviverde.

Santos

Chegaram: Fucile (LD, Porto-POR), Juan (LE, São Paulo).

Saíram: Danilo (LD, Porto-POR), Rodrigo Possebom (V, dispensado), Bruno Aguiar (Z, Sport).

A forma melancólica como o time encerrou o ano de 2011, sendo goleado pelo Barcelona, não deve ter reflexos na nova temporada, afinal, por mais que o time tenha sido um tanto apático, a missão contra uma das melhores equipes de todos os tempos realmente não era nada fácil.

Praticamente, nenhum reforço foi integrado ao já ótimo grupo. Fucile veio do Porto para substituir a lacuna deixada por Danilo, que foi justamente para o time português. Com isso, o time deve ganhar mais força na marcação, mas perde e muito na boa válvula de escape que era o ex-lateral. Por falar em lateral, Juan chega do São Paulo para fazer sombra e por ventura substituir o veterano Leo, que certamente não deverá jogar com freqüência nessa temporada.

O melhor dos reforços para o técnico Muricy Ramalho veio ainda na temporada passada, com a renovação de contrato de Neymar até 2014. Com o craque mais a ótima companhia de Ganso, o Santos segue forte. Mas ainda carece de um bom zagueiro.

Santos 2012 Provável time titular: O mesmo 4-3-1-2 de 2011. Liberdade total para Neymar transitar pelo campo e procurar de onde decidir.

São Paulo

Chegaram: Fabrício (V, Cruzeiro), Cortês (LE, Botafogo), Cleber Santana (V, Atlético-PR), Edson Silva (Z, Figueirense), Maicon (V, Figueirense), Paulo Miranda (Z, Bahia), Jadson (M, Shakhtar Donetsk-UCR).

Saíram: Dagoberto (A, Inter), Marlos (M, Metalist-UCR), Xandão (Z, Sporting-POR), Jean (V/LD, Fluminense), Rivaldo (M, dispensado), Carlinhos Paraíba (V, Omiya Ardija-JAP), Juan (LE, Santos).

O Tricolor paulista foi ao lado do carioca o clube que melhor se saiu durante a janela de transferências. Nem tanto pelos reforços que chegaram, a maioria discreta e buscando seu espaço, mas sim pelos atletas que saíram.

O time se livrou de jogadores fracos e que mais atrapalhavam do que ajudavam. Com exceção a Dagoberto, o restante nenhum fará falta, nem mesmo o veterano Rivaldo, que tinha simpatia de parte da torcida, mas, em campo, não mostrou a que veio.

Dos que chegaram, destaque para três nomes. Fabrício, que deve ocupar uma das vagas no losango de meio campo tricolor. Cortês, que apesar da queda de rendimento no fim do ano, já mostrou ser ótimo jogador e é o novo dono da lateral esquerda. E Jadson, que chega para resolver um problema antigo do clube, a falta de um bom camisa 10. Se resolverá ou não, são outros quinhentos, mas é fato que se trata de um belíssimo jogador, de toque refinado e que tem tudo para formar um perigoso trio ofensivo ao lado de Lucas e Luis Fabiano, que totalmente recuperado, tem tudo para ser novamente o matador que sempre foi.

Caso Leão acerte a equipe e faça um bom trabalho, o time do Morumbi é muito favorito à conquista da Copa do Brasil, uma das poucas taças que ainda faltam no seu salão.

SPFC 2012 Provável time titular: Com volantes de muita qualidade na saída de bola e laterais bastante ofensivos, o 4-3-1-2 (ou 4-3-2-1 dependendo do posicionamento de Lucas) parece o melhor sistema para o Tricolor.

Vasco da Gama

Chegaram: Rodolfo (Z, Grêmio), Thiago Feltri (LE, Atlético-GO), Tenório (A, Al-Nassr-ASD), Abelairas (M, River Plate).

Saíram: Irrazábal (LD, dispensado), Marcio Careca (LE, Mirassol), Elton (A, Corinthians), Patrick (A, Vila Nova-GO).

Poucos nomes chegaram no atual vice campeão brasileiro e atual campeão da Copa do Brasil. Para chegar e começar entre os onze, apenas Rodolfo e Thiago Feltri. O primeiro, é ótimo zagueiro e caso não se machuque tanto, deve formar ao lado de Dedé a melhor dupla do país. O segundo, vem de bom campeonato brasileiro pelo Atlético-GO, porém já teve oportunidade em clube grande (Atlético-MG) e não soube lidar com a pressão.

A saída de Elton para o Corinthians abre caminho para Alecsandro recuperar a vaga de titular no time, uma vez que o equatoriano Carlos Tenório não me parece com potencial maior. Uma alternativa para o papel de 9 é adiantar Diego Souza, e com isso, escalar um outro volante de oficio, para reforçar a marcação.

No mais, o time que tentará o bi na Libertadores é praticamente o mesmo que terminou a temporada. O fôlego no meio campo, com os veteranos Felipe e Juninho Pernambucano é um dos problemas a serem solucionados por Ricardo Gomes (ou Cristóvão Borges). Aí voltamos ao parágrafo anterior, onde já adiantamos uma possível formação com outro volante (Eduardo Costa ou Allan) e Diego Souza no comando de ataque.

Vasco 2012 Possível time titular: Praticamente o mesmo time de 2011. 4-3-1-2 com os veteranos Juninho e Felipe qualificando a saída de bola e Diego Souza como trequartista. Pela direita, com Eder Luis e Fagner, a melhor opção de jogo cruzmaltina.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cinco vezes Corinthians: Cinco jogos marcantes no caminho do título

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O empate sem gols contra o arqui-rival Palmeiras foi o suficiente para o Corinthians se sagrar campeão nacional pela quinta vez em sua rica história. Uma conquista justíssima, que vem coroar uma campanha, senão irretocável, sólida o bastante para manter o time entre os quatro melhores da competição durante as 38 rodadas, sendo 27 delas na ponta.

A manutenção do técnico Tite mesmo nos momentos de turbulência da equipe, e a crença do treinador em seu imutável 4-2-3-1 e em sua proposta de jogo de intensidade e rotatividade desde o primeiro minuto, sufocando os adversários, foram pontos de destaque no alvinegro paulista, e para fazer a justa homenagem ao campeão do país, o blog traz um resumo de cinco jogos, que para esse que vos escreve foram os mais importantes ou inesquecíveis no caminho do título.

26/06/2011 – 6ª Rodada
Corinthians 5x0 São Paulo

O time que teve 17 das suas 21 vitórias obtidas pela diferença mínima, aplicou a maior goleada contra o rival Tricolor, e justo quando o time do Morumbi liderava e dominava a competição, após uma seqüência de cinco vitórias nos cinco primeiros jogos. O triunfo garantiu ao time do Parque São Jorge a liderança pela primeira vez na competição, posição que a equipe não mais largou.

Com atuação de gala, impondo seu jogo desde o primeiro minuto, o Corinthians só veio construir a goleada a partir da segunda etapa, quando já jogava com um jogador a mais após a tola expulsão de Carlinhos Paraíba ainda aos 40 minutos da etapa inicial.

Mesmo com um buraco na meia cancha devido a expulsão, o então técnico são paulino Paulo César Carpeggiani optou por não abrir mão do seu poder de fogo para recompor o sistema defensivo, e o time pagou caro por isso. Logo no primeiro minuto, Danilo anotou um golaço que deu inicio ao massacre. Liedson três vezes e Jorge Henrique com grande colaboração de Rogério Ceni definiram aquela que viria a ser a maior goleada do Timão no caminho do título e a maior no Majestoso. (LEIA MAIS AQUI).

Corinthians 5-0 são pauloFormações iniciais do clássico: Enquanto esteve 11 contra 11, o São Paulo conseguiu segurar o ímpeto corinthiano. Com um a menos e totalmente exposto, Tricolor foi presa fácil.

14/07/2011 – 12ª Rodada
Corinthians 1x0 Internacional

Uma das melhores atuações da equipe no campeonato, que serviu para consolidar a liderança em jogo adiantado da décima segunda rodada e abrir boa vantagem sobre o então vice colocado Flamengo. Contra um adversário fechado e esperando uma brecha para contra atacar com seu perigoso quarteto ofensivo, o Corinthians precisou ser impecável, técnica e especialmente taticamente.

No jogo de muito estudo e pouquíssimas oportunidades, o time da casa foi feliz em uma delas quando Fabio Santos fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasante para Paulinho dominar e ajeitar para Willian acertar o canto direito de Muriel, com precisão cirúrgica para garantir mais três pontos ao futuro campeão.

Corinthians 1-0 interContra um Inter acuado, o Corinthians precisou de inteligência e especialmente paciência para chegar ao triunfo.

08/09/2011 – 22ª Rodada
Corinthians 2x1 Flamengo

Na primeira das decisões antecipadas encaradas pelo time alvinegro, a torcida se fez presente para buscar a vitória contra o algoz na Libertadores do ano anterior. E o placar do torneio continental se repetiu, porém com enredo bem diferente. Se naquela ocasião, a vitória por dois tentos a um não foi suficiente para classificar os paulistas, dessa vez, a virada (uma dentre as seis viradas do time de Tite) sobre o rubro negro carioca serviu para manter a ponta com dois pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

O gol (achado) de Deivid em cobrança de escanteio de Ronaldinho ainda no primeiro tempo não abalou o Corinthians, que não abdicou do seu estilo e seguiu martelando até chegar ao empate e conseqüentemente à virada, com dois gols de Liedson em dois cruzamentos de Willian, que entrara na vaga de Jorge Henrique durante o jogo, dando mais dinâmica e poder de fogo ao time e sendo crucial na vitória sofrida, como a torcida alvinegra diz gostar.

Corinthians 2-1 flamengoPara virar e vencer a primeira “final” do campeonato, o time mostrou maturidade ao lidar com o placar adverso em jogo tão nervoso.

02/10/2011 – 27ª Rodada
Vasco 2x2 Corinthians

A segunda “decisão” dentro do campeonato, dessa vez, com o Corinthians atrás na tabela e precisando vencer para recuperar a ponta. O triunfo não veio, mas o empate em dois tentos assegurou que o Vasco, então com dois pontos de frente, não disparasse na tabela.

Mesmo sem contar com Liedson, Emerson ou Adriano, Tite não abriu mão de seu sistema de 4-2-3-1, lançando Alex como uma espécie de “falso 9”, fazendo o pivô ou abrindo espaços para o trio de meias que vinha de trás.

E foi assim que o time chegou ao empate em duas oportunidades: Primeiro quando Danilo serviu para Alex fazer o papel de centroavante e igualar após o gol de Dedé pelo Vasco; Já na segunda etapa, em desvantagem depois do gol de Fagner no fim dos quarenta e cinco minutos iniciais, Willian cruzou e dessa vez foi Danilo quem apareceu com liberdade para testar e no canto de Fernando Prass e garantir que o time carioca não desgarrasse dos corinthianos na ponta.

Vasco 2-2 CorinthiansSem um centroavante de oficio, Tite lançou Alex como “falso 9” no comando do ataque corinthiano. Funcionou.

20/11/2011 – 36ª Rodada
Corinthians 2x1 Atlético-MG

Talvez o mais emocionante jogo da campanha vitoriosa alvinegra. A torcida corinthiana que lotou o Pacaembu na antepenúltima rodada não podia esperar uma vitória com tanta cara de Corinthians como a virada sobre o Galo que serviu para recuperar a liderança perdida para o Vasco um dia antes, após a vitória cruzmaltina sobre o rebaixado Avaí.

Diante de um Atlético muito bem armado por Cuca, o Corinthians errava muitos passes e não conseguia impor seu ritmo na primeira etapa, que terminou de maneira modorrenta.

O gol de Leonardo Silva logo aos nove minutos, foi um susto e tanto na torcida, que viu a partir dos 32, uma das mais épicas viradas de placar no campeonato. Primeiro com Liedson, aproveitando cruzamento de Alessandro para igualar. E depois com Adriano, o Imperador que ressurgiu das cinzas para voltar a marcar mais de um ano e meio depois de seu último gol (o último havia sido ainda pelo Flamengo, na vitória por 2 a 1 sobre a Universidad de Chile pela Libertadores de 2010). E que gol! Mesmo pesado, o camisa 10 deu um pique e pediu o passe, Sheik serviu e o Imperador chapou de canhota no único metro quadrado em que a bola poderia ter entrado.

Corinthians 2-1 galoA encaixada marcação atleticana dificultou o trabalho do time paulista na primeira etapa, porém, Cuca não contava que o iluminado Adriano iria entrar em ação justo contra o Galo.

A vitória deixou o time do Parque São Jorge ainda mais perto do título, que só veio ser assegurado após a vitória pelo placar mínimo sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli e o empate contra o Palmeiras no Pacaembu, mais uma vez lotado, e dessa vez emocionado, depois da perda do ídolo Sócrates, que viu lá do andar de cima o quinto título alvinegro (Para ler sobre outros jogos da campanha alvinegra, AQUI, AQUI e AQUI).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Destaques do Brasileirão – Parte III

Após um longo período, voltamos com os destaques do campeonato. E com todo esse tempo, é natural que sobrem assuntos, mas como não há espaço para todos, peço desculpas se algum tema relevante na opinião dos amigos não estiver presente. Sem mais delongas, vamos ao que interessa:

  • A volta dos Guerreiros?

Após um primeiro turno muito instável, finalmente o atual campeão Fluminense pegou no breu e já soma quatro vitórias nas quatro primeiras rodadas do returno. Com isso, o time deu um salto da décima segunda para a quinta colocação e hoje estaria classificado para a Taça Libertadores da América de 2012. O time de guerreiros, que foi do inferno do quase rebaixamento em 2009, ao céu do título em 2010, já começa a dar sinais de luz para os ponteiros do campeonato. Destaque para o garoto Lanzini, que se encaixou perfeitamente no time e hoje é o regente da equipe de Abel Braga.

  • Tocou o despertador

Como já foi abordado aqui, Galo e Grêmio precisavam abrir os olhos no campeonato para não passar por maus bocados. Pelo jeito, o despertador tocou tanto em Minas quanto no Rio Grande e os dois times já demonstram forças para sair do limbo, especialmente o tricolor gaúcho, que hoje se encontra há apenas sete pontos da zona de classificação para a Libertadores, e pode sim, sonhar em pleitear uma vaga na competição continental. O sempre tão contestado Celso Roth faz um ótimo trabalho desde que assumiu o time na décima quinta rodada. Desde então, conquistou 16 de 27 pontos disputados, ou seja, mais da metade dos 30 pontos ganhos pelo Imortal. Também muito contestado, Cuca passou por uma crise de seis derrotas consecutivas desde sua estréia no Galo, no entanto, recuperou e conseguiu três vitórias em quatro jogos do returno, suficiente para tirar o alvinegro da zona da degola – agora é trabalhar para se manter fora.

  • Queda Livre

Ao contrário do Fluminense, que só venceu no returno, o seu arqui rival Flamengo só perdeu. O time, que foi o último invicto a cair (primeira derrota veio apenas na 17ª rodada), hoje já acumula cinco derrotas e não está sequer entre os que estariam classificados à Libertadores. E o que mais assusta, é que três dessas cinco baixas foram dentro de casa, e para times que lutam na parte de baixo da tabela. Outro a seguir em queda é o Palmeiras. A campanha regular do primeiro turno ficou para trás e o time ainda não venceu no returno – dois empates e duas derrotas. A defesa, ponto forte do time no turno, sendo disparada a menos vazada com apenas 18 tentos sofridos, hoje é a segunda pior do returno, com nove gols em quatro pelejas.

  • Empurrados pelos seus matadores

Artilheiro e vice-artilheiro do campeonato, Borges e Leandro Damião tem sido decisivos nas campanhas de recuperação de Santos e Inter, respectivamente. Para se ter uma idéia da importância dos dois jogadores, Damião sozinho garantiu 13 dos 39 tentos do Inter (33,3% dos gols), melhor ataque da competição. Borges é ainda mais impressionante, pois anotou 16 (55%) dos 29 gols santistas no campeonato, sendo que dos últimos 6, quatro foram do goleador, que garantiram sete pontos nas últimas três rodadas ao Peixe.

  • Efeito “Ioiô”

Uma arrancada fulminante, uma queda brusca e uma irregularidade de causa inveja. Assim se resume as campanhas de Corinthians e São Paulo, líder e terceiro colocado respectivamente. No time alvinegro, os impressionantes 93% de aproveitamento nas dez primeiras rodadas viraram míseros 33% nas nove rodadas seguintes do turno, e desde a entrada do returno alterna uma vitória e uma derrota, ou seja, nem embala, nem cai. No tricolor é a mesma coisa, após 100% de aproveitamento nas cinco primeiras rodadas, a instabilidade tomou conta da campanha, e depois de fechar o turno com quatro empates nas últimas quatro partidas, o time do Morumbi, tal qual o do Parque São Jorge, alterna vitória e derrota na segunda metade da competição, também não vai, nem racha.

Seleção do Brasileirão:

seleção brasileirão 23

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Corinthians 5x0 São Paulo - Com requintes de crueldade

Nem os inúmeros desfalques que castigaram o São Paulo, nem mesmo a tola expulsão de Carlinhos Paraíba (a meu ver, justa), por volta dos 40 da etapa inicial, podem justificar o amplo domínio corinthiano e o elástico placar do clássico de ontem no Pacaembu.

Sem poder contar com Lucas, Rhodolfo, Rodrigo Souto, além de Juan e seu reserva natural, o jovem Henrique Miranda, Carpeggiani ainda recebeu um duro golpe de última hora, com a ausência de Casemiro devido a uma amigdalite. Com isso, o técnico tricolor se viu forçado a usar ainda mais garotos da base do que de costume, lançando Rodrigo Caio (de apenas 17 anos) no meio campo e improvisando Luiz Eduardo na lateral esquerda.

Apesar das ausências, o treinador tentou manter o mesmo sistema e mesma proposta de jogo. Um 4-3-2-1 apostando na marcação individual e nos contragolpes em velocidade. Não funcionou.

Não funcionou porque do outro lado tinha um Corinthians consistente e determinado a apagar a última derrota para o rival. Mantendo a posse da bola e apostando nas tramas a partir do lado esquerdo de seu ataque, o alvinegro já dominava o jogo enquanto o adversário ainda tinha onze homens em campo, a ponto de chegar a 11 finalizações contra apenas uma são paulina, e sobrou na segunda etapa, com um jogador a mais.

Sobrou o time e sobrou Danilo. O camisa 20 foi senhor no meio campo e ditou o ritmo do jogo, começando pelo gol logo a um minuto da etapa inicial, após passe de Jorge Henrique e lindo corte que deixou Bruno Uvini e Rogério Ceni sentados.

O gol foi o cartão de visitas do meia, que juntamente com Liedson, só não fizeram chover no Pacaembu. O camisa 9, que não marcava há três jogos, mostrou o oportunismo de sempre para fazer o segundo gol corinthiano, aproveitando rebote de Rogério Ceni.

Em seguida, anotou também o terceiro e o quarto tento alvinegro, ambos com assistência de Danilo. Primeiro, recebeu na pequena área, girou sobre Xandão e soltou a bomba para bater Rogério, e depois, o “Levezinho” complementou cruzamento do meia e com apenas um tapa botou a bola no fundo das redes para completar o hat-trick.

Gritos de “olé”, longas trocas de passes colocando o tricolor na roda, dribles desconcertantes, tudo isso ia minando cada vez mais o time do Morumbi e tornando a goleada ainda mais humilhante. Mas a cereja do bolo ainda estava por vir.

Aos 36 da etapa final, Jorge Henrique recebeu na esquerda, fintou pra dentro e arriscou chute despretensioso de fora da área para contar com falha grotesca de Rogério Ceni e definir o marcador com um frangaço do arqueiro tricolor.


Vitória incontestável e cruel de quem foi infinitamente superior ao longo da partida. Claro que os desfalques e a expulsão pesaram, mas o Corinthians, que nada tinha a ver com isso, cumpriu e muito bem o seu papel e massacrou o rival para reassumir a segunda colocação, com dois pontos e um jogo a menos que o próprio São Paulo, que vai precisar de muita cabeça no lugar para levantar a cabeça após o vexame do Pacaembu e reencontrar o caminho das vitórias.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Destaques do Brasileirão – Parte I

100%

Cinco vitórias nos cinco primeiros jogos e liderança com folga São Paulopara o São Paulo. Nunca antes na história do Brasileirão (por pontos corridos) um time largou tão bem. Apostando na base, Carpeggiani armou um time sólido em sua retaguarda (melhor defesa do campeonato, com apenas um gol sofrido), mas ao mesmo tempo rápido e envolvente no setor ofensivo. O desafio para o time do Morumbi será se manter no topo durante o mês de julho e o começo de agosto, quando o time perderá o seu melhor jogador, Lucas, cedido à Seleção Brasileira para a disputa da Copa América, além de outros quatro atletas – entre eles Casemiro, destaque do time nesse inicio de campeonato – que integrarão o grupo da Seleção sub-20 que disputará o mundial da categoria.

Trio de Ferro

Além do líder São Paulo, os outros dois integrantes do trio de ferro paulista também vão muito bem, obrigado. O vice-líder Palmeiras conta com uma defesa firme, típica dos times de Luiz Felipe Scolari, mas sem perder o poder de fogo, tanto que o time verde e branco detém o melhor ataque do campeonato, com 10 tentos anotados, sendo quatro do contestado Luan, artilheiro da competição ao lado de Bernardo, do Vasco. No terceiro colocado e também invicto Corinthians, Tite vai aos poucos encontrando o seu time ideal. O também contestado Danilo enfim está jogando o que dele se espera, sendo participativo nas tramas ofensivas, mas o destaque do time fica por conta de Willian, autor de três dos sete gols alvinegros no Brasileiro. Com um jogo a menos, o time do Parque São Jorge ainda conta com a estréia do cerebral Alex no meio campo, que pode dar ainda mais criatividade à equipe.

Dupla Fla-Flu: Visitantes em pleno Engenhão

Cinco pontos em quinze disputados, três gols anotados e quatro sofridos. Esse é o scout da dupla que faturou os dois últimos nacionais jogando dentro do Engenhão. Dois desses pontos foram do Flamengo, que apesar da vitória sobre o Avaí em Macaé, não se encontrou no Estádio João Havelange nos empates diante de Corinthians e Botafogo. Embora tenha conseguido uma vitória no estádio sobre o Cruzeiro, a campanha do Fluminense em casa é ainda pior devido às duas derrotas incontestáveis para São Paulo e Bahia, onde o atual campeão brasileiro não viu a cor da bola.

Dança das Cadeiras

Cruzeiro Após um começo de ano avassalador, o Cruzeiro acusou o duro golpe da queda na Libertadores perante o Once Caldas, e desde então, não conseguiu repetir o bom futebol do inicio da temporada. Sobrou para Cuca, que pediu o boné após cinco rodadas sem triunfos no Brasileirão e deu lugar a Joel Santana no comando da Raposa. O “homem da prancheta”, que já fez ótimos trabalhos a frente de times não tão qualificados quanto o atual Cruzeiro, tem material humano e competência para ir longe com o time mineiro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Momento Histórico supera resultado do Majestoso!

RCLongos quatro anos se arrastavam desde a última vitória são paulina sobre o arqui-rival Corinthians, em 11 de fevereiro de 2007. Nesse período, foram onze jogos com sete vitórias alvinegras e quatro empates.

A vitória do time do Morumbi sobre o rival de Parque São Jorge na tarde de ontem por dois tentos a um, derruba o duradouro tabu e coloca o Tricolor na vice liderança do Campeonato Paulista.

Porém, algo muito maior que o resultado aconteceu na Arena Barueri. A história foi escrita no acanhado estádio que recebeu cerca de 17 mil espectadores, que presenciaram o 100º gol de Rogério Ceni, o goleiro que mais fez gols na história do futebol.

História que começa em 15 de fevereiro de 1997, contra o União São João de Araras, também pelo Campeonato Paulista, quando em vitória Tricolor por dois a zero, Rogério Ceni marcou seu primeiro gol na carreira.

História que teve um capítulo especial em 18 de junho de 2000, na final do Paulistão diante do Santos, quando o ídolo tricolor fez aos 38 da etapa final o tento que levou o título do estadual daquele ano para o Morumbi.

História que teve seu clímax no ano de 2005, ano em que Rogério se torna imortal no Morumbi ao levantar a tríplice coroa (Estadual, Libertadores e Mundial), sendo o artilheiro da equipe na temporada com 22 gols, algo inimaginável para um goleiro. No mesmo ano, Rogério fez ainda uma de suas mais espetaculares atuações com a camisa são paulina, na final do Mundial contra o Liverpool, quando apesar de não ter deixado sua marca, o arqueiro parou o ataque inglês em diversas oportunidades.

Quis o destino que o 100º e mais especial capítulo dessa jornada viesse nessa semana. Ainda na quarta-feira, em derrota do São Paulo para o modesto Paulista de Jundiaí por três a dois, um pênalti no fim da partida permitiu que o capitão Tricolor chegasse ao 99º tento e se aproximasse da marca histórica nas vésperas do Majestoso.

Claro que o cunho por si só já é um momento diferenciado para o goleiro e para o torcedor tricolor, mas o fato de ser contra o Corinthians o torna ainda mais especial e impensado até pelo são paulino mais otimista. Corinthians que por sinal, valorizou ainda mais o resultado e o gol de Ceni, demonstrando a bravura que lhe é peculiar e lutando pelo empate até o fim do jogo, mesmo com um jogador a menos.

Mas a tarde era Tricolor, era de Rogério, que além do gol sobre Julio César, fez duas defesas espetaculares em finalizações de Jorge Henrique e de Liedson que garantiram a vitória e o brilho de uma marca inesquecível. Parabéns Rogério Ceni, por ser mais um no hall de jogadores imortais do país do futebol.

 

Abaixo, trago palavras do amigo Jean Vieira. São Paulino doente que pode traduzir melhor o que a torcida tricolor sente com o gol histórico do eterno camisa 1 do Morumbi:

Só quem é são-paulino sabe o que é Rogério Ceni. Um profissional extremamente dedicado, articulado e correto. Pode parecer arrogante para alguns, mas ele apenas sabe o que realmente representa. Um jogador que não admite a derrota e trabalha o triplo quando ela acontece. Uma pessoa que nasceu pra ser um vencedor.

E ontem foi capaz de ofuscar um clássico do tamanho do “São Paulo x Corinthians”, ofuscou a quebra de um tabu sem vitória Tricolor, de quatro anos, em cima do time do Parque São Jorge. Pegou a bola, colocou debaixo do braço e resolveu acabar com o jogo. Para os que falam que o MITO é só goleador, perguntem ao Jorge Henrique sobre a defesa de Rogério Ceni ontem no segundo tempo.

Enfim, Rogério entra para o supra sumo da história do futebol brasileiro e mundial. Orgulho para nós são-paulinos, motivo de revolta para alguns rivais. O futebol diz: “obrigado, Rogério Ceni”.

Jean Vieira

domingo, 23 de janeiro de 2011

Como Carpegiani pode armar o São Paulo com Rivaldo

Na noite de ontem, o São Paulo acabou derrotado pela Ponte Preta em pleno Morumbi, mas o resultado dentro das quatro linhas ficou de lado devido a grande contratação do Tricolor para a temporada.

O penta campeão mundial Rivaldo chega ao time do Morumbi para ser o “camisa 10” que a tempos o torcedor são paulino espera ver em seu meio campo. Mas, o experiente meia, eleito melhor jogador do mundo em 99, tem mesmo a característica de 10?

A capacidade de Rivaldo na distribuição do jogo e nos arremates de longa e média distância são indiscutíveis, no entanto, a função de 10 não é muito “a praia” do novo reforço Tricolor. Rivaldo sempre atuou melhor mais avançado, como um segundo atacante, ou até mesmo como um ponteiro em seus melhores momentos com a camisa do Barcelona.

Abaixo, alguns esboços de como Paulo Cesar Carpegiani pode aproveitar o veterano craque.

spfc 4-3-1-2

Primeiro, aquela que seria a formação ideal, um 4-3-1-2, tendo Lucas e Dagoberto à frente e Rivaldo fazendo além do papel de enganche, um “falso 9”, chegando no comando do ataque para finalizar. Volantes com boa saída de jogo e laterais que apoiam bastante são boas válvulas de escape.

spfc 4-2-3-1

O esquema da moda também pode ser uma saída para Carpegiani. Um 4-2-3-1 com Rivaldo na faixa central do trio de armadores e Fernandão no comando de ataque, saindo da área carregando os zagueiros para a chegada do camisa 10.

spfc 4-4-2

Aqui reproduzo uma formação do amigo André Rocha, do blog Olho Tático. Um 4-4-2 em linha, com Lucas e Marlos fazendo as funções de “wingers” e Rivaldo compondo dupla de ataque com Dagoberto.

spfc 4-2-2-2

Outra formação pode ser o 4-2-2-2, com Lucas na meia direita e Rivaldo na meia esquerda, aproveitando os espaços abertos por Dagoberto para a chegada na área.

Seja qual for a formação que Carpegiani use, o fato é que o São Paulo faz algo que não costumava fazer, uma aposta de risco. Não se sabe o que esperar de Rivaldo no alto de seus 38 anos, mas se fizer 50% do que já fez ao longo de sua carreira, já é um baita reforço para o Tricolor.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Semana de Decisões

Semana decisiva no futebol nacional. Em Salvador, Vitória e Santos duelam pela taça de campeão da Copa do Brasil e no Morumbi, São Paulo e Internacional disputam vaga na grande final da Libertadores.

Na decisão do Barradão, boa vantagem para os santistas, que venceram o primeiro jogo na Vila Belmiro pelo placar de 2 a 0, e poderia ter sido 3, não fosse a irresponsabilidade de Neymar na cobrança do pênalti.

No entanto, o clima no time de Dorival Junior não é dos melhores devido ao último “showzinho” promovido pelos “meninos da Vila”, que encabeçados por Madson, Zé Eduardo e Felipe protagonizaram via Twitcam um espetáculo lamentável com direito a ofensa a torcedor e desdenho ao ídolo e líder do time, Robinho.

O time baiano conta com o fator casa, que foi a sua grande arma até chegar à decisão. Até aqui foram 19 gols marcados e nenhum sofrido em 5 jogos diante de sua torcida, números impressionantes que impulsionam o time de Ricardo Silva na busca do título inédito. Em contra partida, o retrospecto do Peixe longe de seus domínios não é nada animador para o Leão, uma vez que em todos os jogos fora da Baixada Santista o alvinegro marcou no mínimo um gol, o que já complicaria muito o time baiano.

Diante disso, segue analise dos times:

Vitória x Santos2 

O Rubro Negro baiano possivelmente em um 4-4-2, com as voltas de Viafara ao gol e Nino à lateral direita e a entrada de Renato na vaga de Fernando, sendo mais um homem de criação para dificultar a vida de Arouca, que também deve ter trabalho com Ramon. Já no Santos, apenas uma mudança em relação ao time que venceu o primeiro jogo, a volta de Edu Dracena à zaga central. O mesmo 4-3-3 com Neymar pela esquerda e Robinho pela direita, ambos se movimentando bastante e Wesley encostando no ataque e também cobrindo as subidas de Pará.

No Morumbi, um duelo de opostos marca a luta pela vaga na final da Libertadores. De um lado, o São Paulo que desde a volta da Copa do Mundo só conseguiu uma vitória em seis jogos, justamente na última rodada contra o Ceará, diante de sua (irada) torcida. Do outro, um Inter tranqüilo, que venceu cinco e empatou um dos seus seis jogos desde a volta do Mundial, sendo esse empate com um time misto diante de seu maior rival Grêmio.

O tricolor paulista vai pro jogo extremamente pressionado, por mídia e torcida, que já no sábado diante do Ceará, entoava que “Libertadores é obrigação”, em tom de alta cobrança com o treinador Ricardo Gomes, que está com a cabeça a prêmio e pode fazer seu último jogo no comando do time do Morumbi caso não consiga a classificação para a final. Outro que pode se despedir da torcida tricolor na partida de quinta é Hernanes, que está de saída para os italianos da Lazio e só fica um pouco mais caso o time avance à decisão.

O Inter vive um mar de rosas desde a chegada de Celso Roth, que ainda não perdeu sob o comando do Colorado e tem uma pequena vantagem sobre o São Paulo na disputa dessa semi final, pois venceu o primeiro cotejo pelo placar mínimo graças ao gol de Giuliano. Sandro, assim como Hernanes também já está vendido (ao Tottenham) e só permanece por mais algumas semanas caso o time confirme seu favoritismo e passe pelo tricolor.

Assim, vamos a analise.

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No Tricolor, o técnico Ricardo Gomes manterá o esquema de 4-4-2 com apenas uma alteração que é a entrada de Ricardo Oliveira no lugar de Marlos, assim, o treinador recuará Fernandão para ser o criador do time, funcionando como “enganche” em um meio campo em losango, com Cleber Santana e Hernanes ajudando na criação e dando um suporte a Rodrigo Souto na marcação. O Colorado deverá manter o esquema de 4-2-3-1 com Taison pelo lado esquerdo, D’Alessandro pelo flanco direito e a entrada de Tinga na vaga de Andrezinho para jogar por dentro.

Uma semana quente na bola tupiniquim, que definirá o destino de quatro clubes, e para não ficar em cima do muro, arrisco aqui os meus palpites (que acredito ser também da grande maioria) em Santos e Inter. Deixe também o seu.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Realmente MAJESTOSO!

Que jogão! Um clássico como há muito tempo não se via. Corinthians e São Paulo proporcionaram um brilhante espetáculo aos espectadores até o último minuto da peleja. No fim, melhor para os alvi negros que comemoraram a suada vitória, mantiveram o tabu sobre o rival e de quebra voltaram a sonhar com a vaga na semifinal do Paulistão.

O torcedor que foi ao Pacaembu se deliciou com todos os ingredientes que um grande jogo precisa ter. Grandes jogadas, belos gols, muitas chances de gol, confusão, falhas dos dois goleiros e muita, mas muita emoção.

As duas equipes que vinham dando sono em seus jogos, dessa vez, fizeram um cotejo eletrizante. Com uma postura tática diferente, o Corinthians agrediu o São Paulo durante boa parte do primeiro tempo, até a confusão que causou a expulsão de Dentinho e de Washington, quando o alvinegro vencia o jogo por 2 a 0 e se encolheu. Foi aí que Jean diminuiu já no fim da etapa inicial, após bela jogada de Dagoberto.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes mexeu e colocou Fernandinho para tentar dar mais força e mobilidade no ataque, e quando se imaginava que o tricolor iria pra cima, Roberto Carlos em cobrança de falta jogou um balde de água fria. Mas, as emoções não paravam e o goleiro corinthiano Rafael Santos estava disposto a aumentar a tensão. Em duas falhas grotescas, o arqueiro cedeu o empate para o time do Morumbi, que crescera na partida.

Mas como em um filme, o melhor ficou guardado para o final. Aos 47 minutos, Iarley que havia entrado no lugar de Ronaldo, fez boa jogada pela esquerda e bateu cruzado, Alex Silva tentou cortar e tocou para o próprio gol.

Fim do clássico. O melhor jogo de ambos os times no ano, mesmo do derrotado São Paulo, que dessa vez mostrou disposição e raça ainda não vista na atual temporada. No entanto a derrota pode ser prejudicial para o time, que terá um duro duelo pela Libertadores contra o Monterrey.

Em contrapartida, o resultado positivo serve para elevar o moral do time do Parque São Jorge, que recebe o Cerro Porteño na quinta-feira também pelo torneio sul americano.