Resultado que poderia ter sido outro não fosse pela noite apagada de dois jogadores, os dois craques de Peñarol e Santos, Martinuccio e Neymar. Em uma noite ruim, os dois não foram nem de longe os jogadores que conduziram seus times até a decisão.
Vigiado de perto por Adriano durante toda a primeira etapa, Martinuccio pouco participava do jogo. Responsável por grande parte das tramas ofensivas dos aurinegros, o camisa 10 errava passes e não era capaz de distribuir o jogo, com isso, o time insistia demais nas jogadas laterais, especialmente com o limitado Corujo, meia-direita no 4-4-1-1 de Diego Aguirre.
Neymar, por outro lado, não recebia marcação individual, no entanto esbarrava nas compactas linhas defensivas dos donos da casa e não conseguia a penetração na área como de costume. Sem ser efetivo, o camisa 11 "ressuscitou" um de seus piores defeitos, e passou mais a se jogar do que a jogar (inclusive recebeu um amarelo por isso) e assim como o craque argentino do time uruguaio, pouco produzia.
Uma das poucas boas participações da dupla na primeira etapa veio por Neymar, quando a "Jóia" saiu driblando da direita até a esquerda e deixou para Alex Sandro bater forte e Sosa fazer a defesa.
Com as estrelas apagadas, sobravam para os coadjuvantes a missão de conduzir as equipes em busca do gol. Pelo lado Carbonero, Corujo era o mais efetivo dos meias abertos, até dar lugar para Pacheco, que conseguiu pensar um pouco mais o jogo aurinegro por dentro, deslocando Martinuccio para a ponta esquerda e deixando Estoyanoff (que entrara no lugar de Mier) pela direita. No Peixe, Elano era quem deveria chamar a responsabilidade, mas o camisa 8 errava muito no último passe e não criava.
No fim, o Peñarol até chegou ao gol que lhe daria a vitória e a vantagem para o jogo da volta, mas o impedimento foi bem marcado pela arbitragem que anulou o tento de Diego Alonso. Tudo igual na primeira perna da decisão, inclusive a baixa produtividade das estrelas das equipes. Faltam 90 minutos para conhecermos o campeão das Américas, a esperança é que no Pacaembu, as estrelas voltem a brilhar.
