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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Real Madrid 1-1 Manchester United – Show de De Gea e vaga indefinida

A intensidade proposta pelo Real Madrid de José Mourinho no começo do duelo contra o Manchester United impressionou. Marcação adiantada, encurralando os visitantes em seu próprio campo e um volume de jogo avassalador.

Diante de um cenário totalmente contrário, contra uma torcida inquieta no Santiago Bernabéu e um adversário qualificado e motivado, Alex Ferguson adotou postura cautelosa, apesar dos de um quarteto de frente passar uma falsa impressão ofensivista.

Wayne Rooney virou assistente de lateral, voltando no combate a Fábio Coentrão e auxiliando o nervoso Rafael no cerco a Cristiano Ronaldo. No lado oposto, o sempre agressivo Evra, ficou plantado junto à linha de quatro defensiva, e também contando com a volta de um homem de frente, hora Welbeck, hora Van Persie, que por diversas vezes caiu pelo lado do campo. Erro crasso do treinador inglês afastando da área adversária o seu mais letal jogador.

Madrid-UnitedMadrid no mesmo 4-2-3-1 de sempre, porém, com marcação adiantada que encurralou o United, que abriu mão de seu 4-4-1-1 para também atuar em 4-2-3-1.

Ao contrário do que possa se imaginar, o time mandante não sentiu o gol sofrido aos 20 da primeira etapa, quando controlava totalmente as ações do jogo e se viu surpreendido por cabeçada certeira de Welbeck em escanteio cobrado por Rooney.

O ímpeto merengue seguiu, e na pressão o time chegou ao gol de empate apenas dez minutos depois do revés, quando pela primeira vez na partida os pontas inverteram o lado, e pelo flanco esquerdo, Di Maria centrou para Cristiano Ronaldo vir da direita, aparecer às costas de Evra e numa subida impressionante testar sem chance para De Gea. Foi o gol de número 183 do craque português em 180 jogos com a camisa branca.

Na volta do intervalo, o time de José Mourinho seguiu a mesma estratégia dos 45 minutos iniciais: pressão no campo de ataque, sufocando os defensores vermelhos. Khedira se adiantou e se juntou à linha de três armadores, saindo assim do 4-2-3-1 para um 4-1-4-1. E foi justamente dos pés do alemão que saiu o mais perigoso lance madridista na segunda etapa, quando o camisa 6 desceu pela direita e cruzou para Coentrão chegar completando do outro lado. Num reflexo absurdo, De Gea utilizou o pé direito para operar um milagre no Bernabéu e evitar a virada merengue.

Quando Ferguson trocou o inoperante Kagawa e o esforçado, porém limitado Welbeck, por Giggs e Valencia, os dois “sangue novos” foram atuar nas beiradas do gramado, e Rooney e Van Persie voltaram às suas funções originais. O camisa 10 como um quinto homem de meio campo, flutuando nas costas dos volantes adversários, e o 20 enfiado entre os zagueiros.

Assim, surgiu a chance de ouro para que os Red Devils levassem para o jogo da volta em Old Trafford um resultado ainda melhor, quando Rooney descolou passe preciso para Van Persie entrar pela direita e soltar um petardo que Diego Lopez desviou para o travessão. Na sequência do lance, o holandês recebeu novamente sozinho, dessa vez no meio da área e pressionado por Diego Lopez, bateu mascado na bola. Ainda assim, ela encobriu o goleiro e só não entrou porque Xabi Alonso apareceu para salvar em cima da linha.

Diante de um De Gea inspirado, o Real seguiu sufocando, mas não conseguiu alterar o marcador, mesmo com 28 arremates contra o gol vermelho, sendo 14 na direção da meta – do outro lado, foram 13 finalizações inglesas, sendo nove no alvo.

Diante das circunstâncias encontradas em gramados espanhóis, o empate com gol fora de casa acaba sendo um resultado excepcional para os Diabos Vermelhos, que agora precisam apenas de um empate sem gols para avançar na principal competição de clubes do planeta, o que gera um dilema a Sir Alex Ferguson para o duelo da volta: sair pro jogo tentando definir o confronto e se expor aos mortais contragolpes merengues, ou, se trancar e contar com nova jornada impecável de De Gea para tentar garantir o zero no placar?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

AS ESTRÉIAS DE REAL MADRID E BARCELONA NA CHAMPIONS LEAGUE

Enfim, a bola rolou para o maior interclubes do planeta, a UEFA Champions League. E o que chamou a atenção foram as estréias dos dois gigantes espanhóis, Real Madrid e Barcelona, apontados por quase todos como grandes favoritos à conquista continental, mas que passaram por grandes dificuldades em seus debutes no torneio.

Abaixo, analise das partidas e como José Mourinho e Tito Vilanova precisaram mexer para buscarem as viradas e garantirem as vitórias de seus times.

No Santiago Bernabéu...

...Existia a expectativa pelo melhor jogo da primeira fase da competição, entre duas equipes que provavelmente irão longe. E, de fato, o que vimos no estádio merengue, foi um jogão.

José Mourinho surpreendeu em sua escalação inicial, barrando Sergio Ramos para a entrada de Varane no miolo de zaga e lançando Essien na vaga de Ozil na meia cancha, deixando de lado o 4-2-3-1 de sempre para atuar em um legitimo 4-3-3. Roberto Mancini não deixou por menos, e escalou o jovem Nastasic na zaga, deixando o experiente Lescott no banco.

Madrid - City 01Formações Iniciais: Com a entrada de Essien, Madrid abre mão do 4-2-3-1 habitual e atua num 4-3-3, adiantado, que encurrala as retraídas linhas citizens.

Logo de inicio, o Real fez valer o fator casa, tomou as rédeas da partida e só não abriu o placar antes dos dez minutos de peleja graças a dois milagres de Joe Hart em conclusões de Cristiano Ronaldo. Pelo lado direito, Di Maria fazia um jogo intenso, infernizando o lateral Gael Clichy, que não encontrava o ponta argentino.

Quando Samir Nasri se lesionou no fim da etapa inicial, Mancini viu a oportunidade de ouro para reforçar sua retaguarda, trocando o francês por Kolarov, que foi atuar no lado esquerdo, dobrando a marcação em cima de Di Maria e tentando assim conter o ímpeto madridista, que terminou o primeiro tempo com 74% de posse de bola e incontáveis arremates à meta inglesa.

Na volta do intervalo, com uma postura ainda mais fechada, em uma espécie de 3-5-1-1, o City conseguiu acertar seu sistema defensivo, e apesar do controle de bola merengue, sofria poucos sustos. Bem postado, o time britânico dava toda pinta de que precisava de uma bola para ganhar o jogo. E ela apareceu aos 25’, quando Yayá Touré arrancou de seu campo de defesa em contragolpe e passou para Dzeko, que acabara de entrar, tocar na saída de Casillas e abrir o placar.

O treinador merengue, que a esta altura já havia trocado Essien por Ozil, fez outras duas mudanças e lançou o time de vez ao ataque, sacando Khedira e Higuain para as entradas de Modric e Benzema, ganhando maior criatividade no meio com o croata e mobilidade na referência com o francês. Não demorou e as mudanças fizeram efeito, quando Di Maria achou Marcelo completamente livre na entrada da área, o brasileiro cortou, bateu de direita de fora da área e contou com leve desvio em Javi Garcia para bater o goleiro Joe Hart e empatar a peleja.

Madrid - City 02Na etapa final, buscando a virada, José Mourinho se lançou de vez ao ataque com Modric e Ozil no meio. City ainda mais recuado, numa espécie de 3-5-1-1.

Quando o relógio já marcava 40 da etapa final, Kolarov cobrou falta despretensiosa da intermediaria e viu a bola fraca ir morrer direto no fundo das redes, recolocando o City na frente. Mal deu tempo de comemorar, pois não demorou e o Real Madrid empatou novamente, com Benzema, que recebeu de Di Maria na entrada da área, girou fácil pra cima do novato Nastasic e bateu no cantinho de Hart.

Apesar de o empate ainda estar de bom tamanho para os visitantes, em função da grandeza do adversário e do domínio que sofreu, o gol de empate apenas dois minutos depois de fazer dois a um foi um duro golpe. E assim, no embalo da torcida e na base do abafa, o time da casa ainda chegou ao tento da vitória, com Cristiano Ronaldo, que já havia tentado outras nove vezes e em algumas parou em Hart, dessa vez contou com falha do goleiro inglês para virar o marcador a exatos 45 do segundo tempo e assegurar os primeiros três pontos ao Madrid.

Sem dúvidas, um belo cartão de visitas do time de José Mourinho, numa demonstração de força e garra impressionantes. O treinador, por sinal, acabou como o destaque do jogo, não por sua escalação ou suas mexidas, mas pela comemoração épica no gol de seu compatriota que deu números finais a partida.

No Camp Nou...

...Se imaginava uma estréia bem mais tranqüila ao Barcelona, e quem sabe, até uma goleada com direito a novo espetáculo proporcionado pelo time catalão.

Não foi o que aconteceu. Com uma postura tática perfeita, o Spartak plantou suas linhas defensivas dentro de seu campo, congestionando a entrada de sua área e impedindo as penetrações culés. Rafael Carioca, o cabeça-de-área no 4-1-4-1 de Unai Emery, recuava, se juntando aos zagueiros e formando uma primeira linha de cinco homens, com uma de quatro logo à frente, que assistia e cercava a troca de passes do Barça, que não conseguia incomodar a meta de Dykan.

Barça-Spartak 01Barça no 4-3-3 de sempre, com Messi na referência. Spartak num 4-1-4-1, que variava pra um 5-4-1 com o recuo de Rafael Carioca.

Isso até aparecer a jogada individual do melhor jogador da partida, o jovem Cristian Tello. Enquanto Xavi, Fabregas e até mesmo Messi estavam apagados, o camisa 37 recebeu na ponta esquerda, cortou pra dentro e acertou um belíssimo chute para abrir o placar em favor dos donos da casa.

O gol não fez mudar o modo como o Spartak se postava. Continuou com suas linhas retraídas, apostando na velocidade de seus jogadores ofensivos para num contragolpe empatar. Foi o que aconteceu, quando McGeady descolou lançamento para Emenike pela direita, o nigeriano foi até a linha de fundo e cruzou rasante para a área. A bola ia passando, até Daniel Alves tentar cortar e tocar pro fundo do próprio gol.

A etapa final seguiu no mesmo ritmo da inicial. Barça controlando a posse, até tentando o segundo gol, mas esbarrando na solidez russa. Quando conseguiu furar a defesa vermelha, Daniel Alves até marcou, mas a arbitragem pegou correto impedimento.

Até que aos 14’, o que já era drama para os mais de 90 mil presentes, virou pesadelo. Após cobrança de escanteio do Barcelona, a defesa tirou a bola que foi parar nos pés de Ari, que saiu em velocidade e passou para McGeady. O irlandês acionou Rômulo entrando pela direita, o brasileiro fintou Adriano e tocou na saída de Valdes para virar o jogo.

Perdendo em casa logo em sua estréia pela Champions League, Tito Vilanova partiu para o tudo ou nada pra cima dos russos. Trocou Daniel Alves por Alexis Sanchez, reconfigurou o time num 3-4-3 ultra-ofensivo e foi pra pressão.

Barça 02Nos minutos finais, ataque total para buscar a virada. Um 3-4-3, com Messi jogando atrás do pivô, mas aparecendo para concluir como centroavante nos dois gols que definiram a partida.

Foi aí que dois jogadores apareceram para decidir em favor dos blaugranas. O primeiro foi Tello, de novo. Após cruzamento errado de Pedro que atravessou toda a área, o jovem recuperou a bola no lado esquerdo, entortou McGeady e rolou para Messi – que vinha mal no jogo até então – concluir para o gol vazio.

O sufoco barcelonista continuou até o gol da virada, que saiu da maneira menos Barcelona possível, numa seqüência de bolas alçadas na área. Primeiro foi Villa (que entrara minutos antes no lugar de Tello) quem cruzou, a bola foi parar nos pés de Pedro na direita, novo levantamento, que dessa vez veio parar com Alexis do lado oposto, de onde saiu nova elevação na área, para enfim, encontrar a cabeça de Messi, que como um legítimo camisa 9, se antecipou ao zagueiro, testou para a rede e virou o jogo.

A virada a dez minutos do fim sucumbiu o time do Spartak, que não demonstrou mais nenhuma força para reagir e tentar a nova igualdade e o placar seguiu inalterado até o apito final.

Mesmo em noite pouco inspirada, é Messi quem aparece para resolver no Barcelona. Artilheiro das últimas quatro edições de Champions League, agora o argentino já soma 53 gols na competição e é o quarto maior artilheiro de todos os tempos, atrás apenas de Raúl (71 tentos), Van Nistelrooy (60) e Shevchenko (59).

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Guia da UEFA Champions League 2012/2013 - Grupo D

Grupo D

Três clubes tradicionais no cenário europeu, mais um dos novos ricos disposto a tudo pelo título continental. Esse é o grupo da morte, que deverá ser o mais interessante dessa primeira fase. Atual campeão espanhol, o Real Madrid praticamente não mexeu no grupo que foi às semifinais por dois anos consecutivos e entra como candidato fortíssimo para a conquista da tão sonhada “La Décima”. Outro favorito a título, e conseqüentemente a vaga nas oitavas, é o Manchester City, dono de campanha medíocre na última temporada da Champions, quando parou na fase de grupos, mas que faturou a Premier League e chega mais tarimbado a essa nova disputa da competição continental. Quem pode complicar a vida dos dois é o atual bicampeão alemão Borussia Dortmund, que perdeu o japonês Shinji Kagawa, mas trouxe o ótimo Marco Reus para suprir a saída do astro nipônico e espera campanha melhor do que na temporada passada, quando a exemplo do City, também ficou na fase de grupos. Azar do Ajax, que caiu em grupo tão forte e provavelmente não terá forças para brigar por nada, mas pode tirar pontos preciosos dos outros três e até ser decisivo dentro da chave.

Curiosidade: É o grupo dos campeões. Os quatro clubes venceram suas ligas nacionais na última temporada. Além disso, a chave reúne o maior número de títulos de Champions League, com 14 no total, sendo nove do Real Madrid, quatro do Ajax e uma do Borussia.

Palpite: Real Madrid e Manchester City

Real MadridManchester CityAjaxBorussia

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Champions League: O que nos reservou o sorteio.

Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, sem mais delongas, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite desse que vos escreve:

Apoel (CHIPRE) x Lyon (FRANÇA)

Duas equipes que jamais se enfrentaram. Líder do grupo G, o surpreendente Apoel do Chipre aposta nos brasileiros Manduca e Ailton para tentar bater os franceses e fazerem história com uma inédita participação nas quartas de final da Champions. Garantido nas oitavas após a polêmica goleada por sete a um sobre o Dinamo Zagreb, o Lyon quer voltar a figurar entre os oito melhores do continente, e não poderia encontrar adversário melhor para isso, afinal, por mais que decida em casa, o time cipriota continua sendo zebra.

Palpite: Lyon

Apoel x LyonFormações: Times espelhados em 4-2-3-1. Mais experiente e com mais talento, o time francês não deve encontrar dificuldades para avançar.

Chelsea (INGLATERRA) x Napoli (ITÁLIA)

Os azuis de Londres só asseguraram a classificação na última rodada, mas ainda assim conseguiram ficar com o primeiro lugar. Em fase de renovação da equipe, o Chelsea terá adversário duro pela frente em um jogo onde “ninguém é de ninguém”. Apesar da recente melhora, o time de André Villas Boas ainda sofre de falta de padrão de jogo. Depois de desbancar o novo rico inglês Manchester City na fase de grupos, esse Napoli pode entrar para história caso passe pelo outro inglês em seu caminho, afinal, o time italiano jamais chegou às quartas de final da Liga dos Campeões, nem mesmo durante a Era Maradona.

Palpite: Napoli

Chelsea x NapoliFormações: Depois de sofrer no inicio da temporada, André Villas Boas parece estar encontrando o time ideal no 4-1-4-1 com o jovem Oriol Romeu a frente da zaga e Drogba na referencia. No Napoli, o mesmo sistema de sempre: 3-4-1-2 apostando tudo no letal trio ofensivo.

Arsenal (INGLATERRA) x Milan (ITÁLIA)

Depois de um começo de temporada titubeante, o Arsenal se encontrou e vem crescendo tanto na competição continental quanto na caseira, alavancado pelos gols do artilheiro Robin Van Persie. Os Rossoneri tentam quebrar um mini tabu: Desde o título em 2006/2007 os rubro-negros não passam das oitavas (lembrando que em 2008/2009 nem disputou a Champions), sendo que todas as três eliminações foram para ingleses: o próprio Arsenal em 2007/2008, Manchester United em 2009/2010 e o Tottenham em 2010/2011.

Palpite: Milan

Arsenal x MilanFormações: O 4-1-4-1 de Wenger tem duas grandes apostas: a velocidade de Walcott e os gols de Van Persie. No Milan, o 4-3-1-2 de Allegri é mais sólido e conta com o talento de Ibrahimovic na frente para decidir.

Bayern Munique (ALEMANHA) x Basel (SUIÇA)

O time alemão é na opinião desse blogueiro a terceira força do continente (atrás apenas de Barça e Madrid) e com a motivação de poder disputar a final em casa, é muito difícil de ser batido, mesmo com a ligeira queda que vem tendo nesse meio de temporada. O surpreendente campeão suíço desbancou ninguém mais ninguém menos que o atual vice campeão Manchester United e chega empolgado nessa fase de oitavas, mas imagino que não passe disso, especialmente por encarar tão duro oponente.

Palpite: Bayern Munique

Bayern x BaselFormações: Com a base da seleção alemã, os bávaros têm um futebol ofensivo e vistoso, contando com um meio campo mágico. Fechado em duas compactas linhas de quatro, o Basel tem na dupla Frei seu trunfo para surpreender.

Barcelona (ESPANHA) x Bayer Leverkusen (ALEMANHA)

O bom time alemão desperdiçou na última rodada da fase de grupos a chance de ser o primeiro da chave, e com isso, acabou levando azar no sorteio e terá a dura missão de encarar o atual campeão e favorito ao bi (algo que não acontece desde o Milan de 89 e 90) Barcelona. Mesmo contando com o talento do experiente Ballack e do jovem Schurlle, dificilmente os germânicos conseguem parar esse que é um dos maiores time da história do futebol, e que conta com talento de sobra.

Palpite: Barcelona

Barça x LeverkusenFormações: O 4-2-3-1 de Robin Dutt, que aposta na força de seu lado esquerdo para tentar aprontar. No Barcelona, Guardiola faz uma verdadeira salada tática, alternando o seu time diversas vezes no jogo, mesmo sem trocar uma única peça. Mas, na teoria, segue como antes, 4-3-3 com uma sutil diferença: o deslocamento de Messi para a ponta direita e a entrada de Fabregas como “falso 9”.

Real Madrid (ESPANHA) x CSKA Moscou (RUSSIA)

Dono da melhor campanha na fase de grupos em toda a história da Champions, o Madrid de Mourinho vem mais forte do que nunca na sua caçada por “La décima”. E o time merengue não deverá encontrar dificuldades para avançar diante do enfraquecido CSKA, que pode ainda perder Vagner Love na janela de transferências em janeiro.

Palpite: Real Madrid

Madrid x CSKAFormações: O imutável 4-2-3-1 de Mourinho, com força total na esquerda com os avanços de Marcelo e o vasto poder de fogo de Cristiano Ronaldo. No CSKA, duas linhas de quatro para se fechar e bola na perigosa dupla de avantes.

Benfica (PORTUGAL) x Zenit (RUSSIA)

O bom time encarnado tenta voltar a assustar em termos continentais. Começou bem, desbancando o poderoso Manchester United, e agora o time tem um adversário razoavelmente fraco pela frente e pode muito bem ir mais longe na competição. Segundo colocado no maluco grupo G, o Zenit chega pela segunda vez às oitavas a fim de avançar e entrar para a história do clube, já que da primeira vez, caiu para o Kuusysi Lahti, da Finlândia, em 1985/1986.

Palpite: Benfica

Benfica x ZenitFormações: O talentoso trio de meias armadores do Benfica é a arma do treinador Jorge Jesus para avançar. Do outro lado, o time russo aposta tudo justamente em um luso, o perigoso camisa 10 Danny é o grande jogador da equipe de São Petersburgo.

Internazionale (ITÁLIA) x Olympique Marseille (FRANÇA)

Outro jogo onde “ninguém é de ninguém”. A Inter já não assusta tanto quanto em outros carnavais, enquanto o time francês chega motivado após a classificação heróica, conseguindo virar um jogo em menos de cinco minutos e na casa do adversário (Borussia Dortmund). Até fevereiro, peças importantes no time nerazurri devem retornar e dar ao time italiano um ligeiro favoritismo. Didier Deschamps, treinador do Marseille tem retrospecto favorável contra o técnico italiano. Em 2003/2004, quando dirigiam Monaco e Chelsea, respectivamente, o time francês bateu os londrinos e avançaram à decisão daquela temporada.

Palpite: Internazionale

Inter x MarseilleFormações: Com os retornos de Chivu, Maicon e Sneijder, a Inter pode ser apontada favorita a ficar com a vaga. Sem os três, a previsão é de vida difícil para os italianos contra o perigoso time francês de Deschamps e seu perigoso quarteto ofensivo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quadrilogia Cinematográfica

Chegou ao fim a mais sensacional seqüência de clássicos entre Barcelona e Real Madrid em toda a história dos dois gigantes. Uma tetralogia cinematográfica, cercada por tensão, emoção e muita polêmica, digna dos melhores estúdios hollywoodianos.

Cenas:

Capítulo I – O Valor do Psicológico

O primeiro dos quatro atos, pela Liga Espanhola, poderia ser o mais desinteressante dentre os quatro graças a larga vantagem de oito pontos que o Barcelona possuía sobre o rival, no entanto, para o aspecto psicológico, era o mais importante da quadra, especialmente para os merengues. Então anfitriões e com um pesadelo do jogo de ida, o Real tinha a obrigação de se impor e conseguir um bom resultado, para então crer que poderia sim parar aquele que é apontado pela imensa maioria como o melhor time de futebol do planeta.

Contando com uma marcação forte e bem encaixada, os galácticos conseguiam seu objetivo até a bobagem de Albiol, que fez penalidade e acabou expulso. Com um a zero contra e um jogador a menos, tudo indicava que o time da casa sofreria sua sexta derrota seguida para o rival, mas na base da garra e da superação, partiu pro tudo ou nada e na base do abafa conseguiu um pênalti que acabou convertido por Cristiano Ronaldo. O empate com a desvantagem numérica em campo dava a força mental aos jogadores merengues e indicava a Mourinho um caminho para deter o quase perfeito Barcelona.

Madrid - Barça_la liga Cena 1: O “trivote” de volantes, a grande sacada de Mourinho para (tentar) conter o Barcelona.

Capítulo II – Taça na mão

Para a segunda cena, valendo taça e em um único confronto, José Mourinho optou por uma equipe tão forte e compacta quanto a do primeiro jogo, com a diferença de começar ligado no 220V, pressionando o time blaugrana e encurralando os rivais em seu campo de defesa, merecendo até uma melhor sorte na primeira etapa. No segundo tempo, o time da Catalunha voltou a impor seu estilo de posse de bola e passou a assustar a meta de Casillas, que fechou o gol em diversas oportunidades, mas nada pôde fazer quando Pedro recebeu sozinho e bateu tirando do goleiro para fazer o que poderia ser o gol do título, não fosse o impedimento bem assinalado pela arbitragem.

O empate sem gols nos noventa minutos levou o jogo até a prorrogação. Na última meia hora, o Real voltou a colocar velocidade no jogo e se lançar a frente, tornando o prolongamento franco, sem qualquer prognostico. Foi nesse panorama que o time da capital, melhor no contexto geral da partida, conseguiu o gol com Cristiano Ronaldo, que assegurou a Copa do Rey após 18 anos. Mais uma vez o Real Madrid levara a melhor sobre o seu rival, levando a taça e a crença de que poderia chegar a final da Champions League.

Madrid - Barça_Copa do Rey Cena 2: Cristiano Ronaldo de centroavante funcionou. Foi dele o gol do título merengue.

Capítulo III – Sob a batuta do gênio

O terceiro capítulo da série era novamente no Santiago Bernabéu, dessa vez, válido pela competição continental, a menina dos olhos das duas equipes. Não foi o que pareceu, pois a postura agressiva, em alta voltagem do Real ficou na final da Copa do Rey. Dessa vez, entrou em campo uma equipe plantada em seu campo de defesa, com até dez jogadores atrás da linha que divide o gramado, contendo o adversário em sua intermediária e sem levar riscos quando recuperava a posse da bola.

A peleja caminhava assim até a cena de filme de ação, quando Pepe, em lance digno de Steven Seagal, chegou forte em Daniel Alves e recebeu o cartão vermelho direto. Junto com ele foi o treinador, José Mourinho, também expulso na confusão. Novamente com um a menos e passando a pensar mais no jogo da volta que no ainda em disputa, os donos da casa viraram presas fáceis para o Barcelona e para a genialidade de Messi, que anotou o primeiro como um autêntico camisa 9 e o segundo gol como um legitimo gênio, conduzindo a bola desde o meio campo até invadir a área e tocar de direita.

Madrid - Barça_POSICIONAMENTO 1 previa ucl Cena 3: Inversões nos ponteiros blaugranas e a entrada de Keita na vaga do lesionado Iniesta.

Capítulo IV – Controle do jogo e vaga assegurada

Para o quarto e último capítulo da série, o Real Madrid não podia contar com Pepe e Sergio Ramos, suspensos, assim como José Mourinho, que nem chegou a ir ao Camp Nou. Sem alguns de seus “personagens”, o técnico português abriu mão do “trivote” no meio campo e lançou uma equipe, em teoria, mais ofensiva. Em teoria, pois na prática o que se viu foi um Real mais uma vez espectador do jogo, assistindo o seu adversário trocar passes e valorizar a vantagem, que poderia até ter sido ampliada não fosse o excepcional primeiro tempo de Iker Casillas.

A necessidade e obrigação forçaram o Madrid a ir mais a frente e o time chegou a achar o gol com Higuain, porem invalidado pela arbitragem que pegou falta estranha de Cristiano Ronaldo sobre Mascherano. Mais polêmica a vista, pois na seqüência do lance, em jogada iniciada por Valdés, a bola foi parar nos pés de Iniesta que com um passe extraordinário deixou Pedro livre de frente com Casillas, para tocar de esquerda e abrir o placar. Com o três a zero no placar agregado, o Barcelona voltou a impor seu estilo, cadenciando e envolvendo os rivais com passes curtos e precisos regidos pelos gritos de “olé” de um Camp Nou em êxtase. Nem mesmo o gol de empate anotado por Marcelo foi capaz de assustar o frio e seguro time de Guardiola, que continuou com a posse de bola até o apito final que garantiu o clube em mais uma final de Champions League, novamente em Wembley, palco da primeira conquista culé em 1991/1992.

Barça - Madrid UCL Cena 4: Tudo ou nada pro Real, com Kaká e Higuain de volta à equipe e ausência do “trivote”.

Personagens

Dentro dos quatro magníficos capítulos, destacaram-se alguns personagens principais, que sejam pelas boas atuações ou pelas lambanças, serão sempre lembrados.

Casillas – Talvez o melhor dentre todos os personagens na avaliação geral dos quatro cotejos. Em duas ocasiões em especial, o arqueiro branco foi bastante solicitado: Na decisão da Copa do Rey, onde fez um segundo tempo divino e ajudou a assegurar a taça para o time de Valdebebas; e na segunda partida pela Champions, onde fez grandes defesas e evitou uma nova tragédia no Camp Nou.

Pepe – A grande sacada de José Mourinho foi escalar o luso-brasileiro como volante, acompanhando todos os passos de Messi. E o camisa 3 merengue foi muito bem na função por cerca de 270 minutos, até o seu momento de destempero que comprometeu o futuro madridista na competição continental.

Di Maria – Habituado em jogar pelo flanco direito, o argentino foi deslocado à beirada esquerda com a missão de conter os avanços de Daniel Alves. Cumpriu a risca as ordens, e mesmo sacrificado por ter que marcar, participou de dois dos três gols merengues nos confrontos. Na Copa do Rey, foi dele o passe para o gol de Cristiano Ronaldo e na Champions, iniciou a jogada que terminou com o gol de Marcelo.

Cristiano Ronaldo – Até o primeiro dos quatro confrontos, nunca havia marcado contra o time catalão. No primeiro jogo, um gol de pênalti que garantiu o empate para os merengues. No segundo, um golaço de cabeça em cruzamento de Di Maria que assegurou a taça da Copa do Rey. Mesmo apagado nos dois jogos seguintes pela Champions League, o saldo final do português foi bom, aproveitando bem as poucas oportunidades criadas pela equipe.

José Mourinho – Como de costume, falou muito. Ainda com a goleada do primeiro turno do espanhol em mente, o treinador sabia que teria que achar um sistema de jogo suficientemente eficiente na defesa para barrar o Barcelona. Conseguiu, e poderia até ter tido melhor sorte não fosse pela estupidez de Pepe.

Puyol – Um guerreiro. Desde janeiro sem jogar por conta de lesão, o zagueiro líder da equipe catalã retornou justamente quando o time mais precisava, e participou de três dos quatro jogos. Justamente o que ele não jogou, a equipe saiu derrotada. Coincidência? Talvez não, uma vez que o camisa 5 não atuou em nenhuma das seis derrotas blaugranas na temporada.

Messi – Mesmo vigiado de perto por Pepe durante boa parte dos 390 minutos de jogo, conseguiu anotar três dos quatro gols culés nos confrontos. E mais, foi decisivo quando a equipe mais precisava, na vitória por dois tentos a zero pela primeira perna da UCL em pleno Santiago Bernabéu, quando fez os dois gols que asseguraram a vantagem para o jogo da volta.

Pedro – Nem mesmo a má fase e os doze jogos sem marcar foram capazes de apagar a estrela do garoto, que foi novamente decisivo em uma eliminatória, com o gol do empate em um a um no Camp Nou. Menção honrosa do gol para o passe de Iniesta.

Pep Guardiola – Saiu derrotado do primeiro dueto de cotejos. Foi provocado por Mourinho e saiu da linha, respondendo o treinador luso de forma ríspida, algo incomum para Pep. No fim, a resposta maior veio dentro de campo, com a classificação para a final da UCL.

No fim das contas, melhor para o Barcelona, que ficou com a taça da Liga Espanhola muito bem encaminhada e a vaga na grande decisão da UEFA Champions League. No entanto, não há motivos para lamentações pelo lado do Real Madrid, que fez frente aquele que é apontado como o melhor time do planeta, ficando inclusive com o troféu da Copa do Rey, o que para um time em formação contra um adversário que joga junto há um bom tempo, já é muita coisa. Talvez não o suficiente para um gigante como o time merengue, mas dá um alento para as próximas temporadas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Real Madrid 0x2 Barcelona – Faixa Carimbada

O cenário para Real Madrid e Barcelona era de guerra por tudo que se passou ao longo da semana. Muita tensão e ataques de parte a parte nas entrevistas coletivas pré-jogo esquentaram ainda mais o clima para um jogo que por si só já pega fogo.

O excesso de desfalques forçou os dois treinadores a mexerem demais nas duas equipes. Pelo lado merengue, José Mourinho, como era de se esperar, manteve Pepe como volante e escalou Albiol no lugar do suspenso Ricardo Carvalho para compor a zaga ao lado de Sergio Ramos. Já para a vaga do lesionado Khedira, o gajo optou pelo óbvio e lançou Lass, mantendo o sistema com três volantes que bloqueou o Barcelona na final da Copa do Rey.

Do outro lado, Pep Guardiola teve que mexer mais em seu time. Sem nenhum dos três laterais esquerdos disponíveis, o espanhol escalou Puyol pelo setor e Mascherano na zaga central, ao lado de Piqué. Mais a frente, sem Iniesta, Pep também fez o óbvio e colocou Keita na função.

Madrid - Barça UCL Formações iniciais: sem surpresas, mas com uma mudança no Barça: A inversão dos ponteiros Villa e Pedro.

A forte marcação que o time da capital já havia aplicado contra o rival nos dois duelos recentes foi mantida, no entanto, ao contrário da decisão da Copa do Rey, essa marcação se posicionou bem atras da linha que divide o gramado, dando campo para o time catalão impor seu estilo de manutenção da posse da bola com trocas de passes tranquilas na sua intermediária.

Foi assim que nasceu a primeira boa oportunidade do jogo, após longa troca de passes do Barcelona que resultou em boa enfiada de Messi para Xavi, que finalizou fraco e Casillas evitou o gol.

A postura defensivista (covarde, até) do Real só mudou pouco depois de “esporro” de Cristiano Ronaldo no resto da equipe, que assistia a troca de passes da defesa blaugrana atras do meio campo enquanto o português corria atras dos zagueiros.

Depois da “bronca”, o time acordou e por pouco não abriu o marcador no fim da etapa inicial, quando o próprio Cristiano Ronaldo soltou uma bomba de fora da área que Valdes bateu roupa nos pés de Ozil, que finalizou para nova defesa do camisa 1 – no chute do alemão, o jogo já estava parado por impedimento do camisa 23. Na saída para os vestiários, ainda deu tempo de ter mais uma confusão, e o resultado foi a expulsão do goleiro reserva do Barcelona, Pinto, por dar um tapa em Arbeloa.

Incomodado com a apatia de sua equipe, José Mourinho mexeu no intervalo, trocando o apagado Özil pelo togolês Adebayor, trazendo Cristiano Ronaldo de volta ao lado do campo, e logo no começo o camisa 7 teve nova oportunidade para inaugurar o placar, depois de lançamento de Di Maria que a zaga catalã bateu cabeça e deixou livre para o avante, que desperdiçou.

A mudança mexeu com o time da casa, que marcava mais avançado e forçava os catalães a dar chutões (coisa rara) e até aos erros de passes (coisa ainda mais rara). Mas, quando parecia que a sorte virava para os lados de Madrid, Pepe aprontou das suas e cometeu entrada criminosa em Daniel Alves não deixando outra opção para Wolfgang Stark a não ser expulsar o luso-brasileiro, que até então fazia ótima partida.

De imediato à expulsão, o Barcelona já se lançou a frente novamente e voltou a trocar passes na intermediária madridista, que terminou nos pés de Villa. O camisa 7 recebeu na ponta esquerda, invadiu a área, fintou Arbeloa e encheu o pé para ótima defesa de Casillas, na sobra, Pedro com o gol aberto, cabeceou sem direção, para alivio da torcida da casa. No lance, o brasileiro Marcelo ainda acabou pisando no joelho do espanhol, que acabou substituído por Afellay.

Madrid - Barça UCL2 Na segunda etapa, Madrid com um a menos, em 4-4-1 com Adebayor de referência.

Apenas cinco minutos após a alteração, o holandês, de sangue novo, recebeu a bola pela direita e em sua primeira oportunidade foi pra cima de Marcelo, o brasileiro patinou e não conseguiu acompanhar o camisa 20 culé, que invadiu a área e cruzou rasante para Messi se antecipar a Sergio Ramos e concluir por baixo das pernas de Casillas para abrir o placar.

Com o Real abatido e com a desvantagem em campo e no placar, o Barça teve a vida facilitada e pôde controlar o jogo com tranquilidade até aparecer a genialidade de Messi nos minutos finais, quando o argentino tabelou com Xavi e fez fila na defesa merengue antes de tocar de direita na saída de Casillas para ampliar e dar larga vantagem para a equipe blaugrana na disputa pela vaga na decisão, possivelmente contra o Manchester, que foi adversário do Barça a dois anos em Roma, quando os catalães levantaram seu terceiro troféu.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Prévia - Real Madrid x Barcelona

Após o primeiro par de embates válidos pela Liga Espanhola e pela Copa do Rey, Real Madrid e Barcelona se preparam para mais dois jogos espetaculares e de maior valor, pela UEFA Champions League.madrid-barcelona

Mesmo com a ligeira desvantagem por decidir longe de casa, o time da capital vai psicologicamente mais forte após levar a melhor nos confrontos caseiros, ao garantir o empate mesmo com um jogador a menos no Bernabéu pela Liga, e em seguida assegurar a taça da Copa, batendo o rival pela contagem mínima.

Os desfalques de Ricardo Carvalho por suspensão e Khedira por lesão, forçarão José Mourinho a mexer na equipe que conseguiu parar os catalães. Assim como na decisão copeira, Sergio Ramos deverá ser mantido na zaga central, provavelmente, com Albiol ao seu lado substituindo o defensor português.

Outra opção para Mourinho é recuar Pepe de volta à zaga, mas com as ótimas atuações do camisa 3 nos outros dois jogos, travando o meio blaugrana, dificilmente essa será a alternativa utilizada pelo treinador. Já para a vaga de Khedira (que pode não mais voltar na atual temporada), o escolhido deverá ser Lass Diarra, mantendo assim os três volantes no cerco individual ao trio Messi, Xavi e Iniesta.

Do outro lado, Pep Guardiola também sofre com a condição física de seus comandados nessa reta final de temporada, e mesmo com três laterais esquerdos no elenco, terá que improvisar no setor diante do rival merengue. O mais provável é que Puyol, recém recuperado de lesão e em forma física suspeita, atue pela lateral, enquanto Mascherano irá compor a dupla de zaga ao lado de Piqué – ou até mesmo o contrário, com o argentino na lateral e o espanhol na zaga.

Mais uma baixa para Pep é a ausência de Andres Iniesta. O craque sentiu contratura muscular e não jogará no Santiago Bernabéu. Assim, Keita, que também poderia ser uma opção para a lateral esquerda, deverá preencher o meio campo. Sem Iniesta, o meio blaugrana perde em criatividade e entrosamento, no entanto ganha na força física do malinês, além de sua estatura para colaborar contra as sempre perigosas bolas paradas madridistas, um dos principais trunfos dos campeões da Copa do Rey.

Madrid - Barça_POSICIONAMENTO 1 previa ucl Prévia das formações: Zagas remendadas e a grande ausência de Iniesta podem ser preponderantes no resultado.

Independente da formação das equipes fica a certeza e a expectativa por mais um jogão. Muito amarrado, estudado, sem muitos gols, sem muitas chances, mas recheado de tensão e emoção até o último dos 180 minutos de futebol que definirá um dos finalistas do mais importante torneio interclubes do planeta. A conferir.

A quem interessar, recomendo alguns outros textos prévios do jogão.

Fidelidade ao Estilo ou à vitória? O Dilema de Guardiola – Por André Rocha.

Vez das Peças Pretas – Por Ubiratan Leal

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Copa do Rey é Merengue

Por Marcelo Lobo (http://realmadridcritico.blogspot.com/)

O Real Madrid finalmente venceu o Barcelona e não poderia ser em um momento mais especial, Copa do Rei da Espanha, campo neutro, um espetáculo lindo. Um jogo disputadíssimo onde venceu quem ao longo dos 120 minutos de jogo (sim, tivemos prorrogação) foi melhor. Cristiano Ronaldo em uma linda cabeçada foi o autor do suado gol madridista em Valência.

No primeiro tempo o Real Madrid entrou com a sensação de que encontrou uma formula de parar o tão incômodo rival. Marcou exatamente como no primeiro jogo, Pepe, Khedira e Xabi Alonso foram os leões de sempre. Desta vez o técnico português José Mourinho escalou a equipe com uma pequena substituição: saiu o atacante de ofício Benzema e entrou o alemão Özil. Ao longo da primeira parte o Real conseguiu não só anular o poderoso ataque criativo culè como também marcou na saída de bola, apresentando um futebol ainda melhor do que o já apresentado na semana passada quando empatou com um a menos no Bernabéu pelo Campeonato Espanhol. O seu rival não conseguiu absolutamente nem um lance de perigo em todo o primeiro tempo, mérito para todo o setor defensivo madridista. No ataque por pouco o Real não marcou, criou algumas boas chances com destaque para a linda cabeçada de Pepe na trave direita do goleiro Pinto. O Real desceu para os vestiários com um gosto de quero mais, uma sensação de que o Barcelona poderia ser batido nesta noite.

Os rivais por sua vez no começo do segundo tempo voltaram muito mais motivados, devem ter levado uma boa bronca de seu técnico, pois produziram um volume de jogo que começou a dar frutos perigosos contra o Real. Os defensores brancos já deram uma afrouxada no quesito físico e sentiram o ritmo acelerado ofensivo do Barcelona, porém foram bravos o suficiente para conter os culès. Ainda no final do jogo o Real voltou a criar ótimas chances de gol e deu alguns sustos a meta do Barcelona. Özil saiu para a entrada de Adebayor que logo não deu algum volume de jogo ofensivo que o Real estava precisando e o zero a zero foi o placar final forçando todos a mais 30 minutos de futebol.

No início da prorrogação o Real voltou a ajustar sua marcação e por incrível que pareça os jogadores todos buscaram forças incríveis para voltarem a dar botes e intimidar os meias de criação do Barcelona. E então chegou o tão sonhado momento pelos torcedores madridistas, o gol! Em uma boa investida ofensiva do lateral Marcelo pela esquerda o Argentino Di María pode receber do Brasileiro em um simples um/dois uma bola açucarada na linha de fundo e o argentino foi objetivo: de primeira cruzou e de maneira perfeita o português Cristiano Ronaldo escorou no contrapé do goleiro Pinto. Foi um momento especial para todos os jogadores que correram e abraçaram agradecendo o nosso maior craque por em fim comparecer neste clássico como tanto se cobrava que ele aparecesse. Cristiano Ronaldo foi desde o início um jogador incisivo e mereceu este belo e importante gol de cabeça.012

O Real Madrid agora com este título volta a dar o gás e a confiança que todos os madridistas estavam carentes. Os jogadores agora sabem que podem vencer o Barcelona e não tenhamos dúvidas de que jogarão melhor ainda os próximos grandes confrontos pela UEFA Champions League. Os merengues terão um jogo provavelmente desligado no próximo fim de semana, contra o Valência no Mestalla, mesmo estádio de hoje, só que válido pelo Campeonato Espanhol. Provavelmente José Mourinho escalará uma equipe mista para poupar algumas peças importantes que jogaram a final de hoje. O Real Madrid agora precisa buscar forças para encarar isso como só o começo de uma nova fase uma fase mais justa para o futebol, uma fase onde o reinado do Barcelona começa a ser destronado.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

500x Mourinho

Tudo começou em 23 de setembro de 2000, quando defendendo o Benfica, José Mourinho fez sua estréia como treinador profissional, contra o Boavista – que viria a se sagrar campeão português em 2000/2001 – no Estádio do Bessa e saiu derrotado por um a zero, gol do brasileiro Duda. Ali, poucos imaginavam que o técnico viria a se tornar um fenômeno, o Special One.Mourinho

Hoje, em White Hart Lane, onze anos depois, o luso completou seu jogo de número 500, com um aproveitamento impressionante e diversas taças ao longo de sua vitoriosa carreira. São dezessete títulos obtidos, sendo seis títulos conquistados no FC Porto onde se destaca a Taça Uefa e a Champions League, outros seis títulos no Chelsea, entre os quais dois campeonatos ingleses e ainda cinco títulos ao serviço da Inter, onde conseguiu o "triplete" na temporada passada, levantando sua segunda Champions League.

Nesses 500 cotejos em que esteve no banco de reservas comandando suas equipes (foram seis: Benfica, União de Leiria, FC Porto, Chelsea, Internazionale e Real Madrid), seus números são impressionantes. Foram 335 vitórias, 104 empates e apenas 61 derrotas, um aproveitamento de 82% - em pontos, foram 1.347 disputados e 1.106 conquistados. Para homenagear o vitorioso treinador, esse que escreve destaca três importantes jogos ao longo da carreira mais que “Especial” do português.

1. Monaco 0x3 Porto – O Nascimento de um Mito

Monaco 0x3 Porto Formações iniciais: Com Giuly em campo, Monaco em 4-3-2-1 e Porto bem postado em 4-3-1-2. Foi o cartão de visitas de Mourinho.

Após eliminarem gigantes como Real Madrid e Manchester United, Monaco e Porto fizeram uma final surpreendente na UEFA Champions League de 2003/2004, em Gelsenkirchen.

A cautela de ambas as partes prevaleceu no começo da partida, com o jogo preso na meia cancha, e o Monaco assustava quando abria o jogo pelas beiradas, com Rothen ou Giuly, meias abertos no 4-3-2-1 francês.

No entanto, um duro golpe no time de Deschamps aos 22 minutos mudou todo o rumo do cotejo: Giuly, capitão e melhor jogador da equipe sentiu lesão e deixou o campo para a entrada do croata Dado Prso. Assim, a equipe francesa se configurou em um 4-3-1-2, com Rothen saindo da ponta e centralizando mais suas ações e caiu de rendimento, assim como toda equipe, que via o Porto crescer na partida com inteligência, sabendo esperar o momento certo de atacar. Até que por volta dos 40 minutos da etapa inicial, Paulo Ferreira fez boa jogada pela direita e levantou na área para Carlos Alberto tentar duas vezes antes de empurrar para as redes e abrir o marcador.

Na segunda etapa, em desvantagem, o time alvirrubro partiu em busca do empate, mas esbarrava na sua própria desorganização tática e encontrava dificuldades para passar pela boa marcação dos Dragões, que buscavam por um contragolpe certo para matar o jogo. Saiu aos 26 minutos, quando Derlei escapou em velocidade pela esquerda, foi até a linha de fundo e rolou para Deco tocar com categoria no contrapé do goleiro e anotar o segundo. Não demorou para sair o terceiro, apenas quatro minutos depois, novamente dos pés de Derlei, que dessa vez serviu para o russo Alenichev fazer o terceiro e definir o placar.

Ali, o mundo conhecia José Mourinho. O homem que levou o limitado, porém esforçado time do Porto a conquista do mais importante torneio interclubes do planeta.

2. Internazionale 3x1 Barcelona – O Melhor

Inter 3x1 Barça Marcação, fibra e suor: A receita para a melhor partida da carreira de Mourinho.

Com um show tático de Mourinho, a Inter conseguiu desbancar o favorito Barcelona no Giuseppe Meazza e assegurar boa vantagem para o jogo da volta, onde perdeu por um a zero e ficou com a vaga na final da Liga dos Campeões.

Marcando com pressão a saída de bola blaugrana, a Inter começou melhor, impedindo as tramas ofensivas dos catalães com Thiago Motta e Cambiasso anulando o melhor do mundo Messi na intermediaria, Sneijder acompanhando Xavi e Pandev travando as subidas perigosas de Daniel Alves. Ainda assim, bastou um vacilo para que o entrosado e letal time de Guardiola abrisse o marcador, após falha de Lúcio e Maicon, que Maxwell aproveitou para ir na linha de fundo e cruzar para Pedro completar para as redes.

Com a vantagem no marcador, o Barça passou a ditar o ritmo do jogo, bem ao seu estilo, mantendo a posse da bola. Porém, oferecia o contra ataque ao veloz time de “Mou”, e foi assim que os nerazurri chegaram à igualdade, quando Eto’o lançou para Milito, que carregou a marcação e abriu um buraco na área do Barcelona, onde ele rolou para Sneijder chegar batendo e empatar ainda na primeira etapa.

Mal havia começado a segunda etapa e veio a virada, novamente dos pés de Diego Milito, o homem do jogo, que viu Maicon invadindo a área e rolou para o lateral brasileiro encher o pé, sem chances para Valdés.

Após o gol, o Barcelona acordou novamente no jogo e passou a levar perigo, mas parava na ótima fase de Julio César, que fez defesas importantes em finalizações de Messi e Busquets. A resposta da Inter foi novamente com bola na rede, aos 16 minutos, quando Eto’o levantou na área e agora foi a vez de Sneijder servir Milito, que em condição irregular, fez o terceiro e pôs números finais no marcador.

Uma vitória soberba de uma equipe que sobrou em termos de dedicação e organização. Considerada pelo próprio “Special” como a melhor de sua carreira e que alavancou o time interista rumo à conquista continental que não vinha há 45 anos.

3. Barcelona 5x0 Real Madrid – O Pior

Barça - Madrid O erro de Mourinho: inverter Di Maria e Cristiano Ronaldo.

Se o próprio Mourinho considera uma partida contra o Barcelona como a melhor de sua carreira, ainda pela Internazionale, o pior capítulo dessa história também se passa contra o mesmo Barcelona, quando a atual equipe do Special, o Real Madrid, caiu com um sonoro 5 a 0 perante o rival catalão.

Na formação, um erro de Mourinho na distribuição de suas peças, ao inverter Cristiano Ronaldo e Di Maria de lado, passando o português para o flanco direito, quando esse poderia atuar pela esquerda, onde está habituado e aproveitar os espaços às costas do ofensivo Daniel Alves. Outro erro foi o time branco atuar tentando fazer linha de impedimento contra um rival de tamanha qualidade com a bola nos pés.

Apesar das falhas, não havia muito o que fazer diante de um time que apresentou um futebol de gala, fez um resultado até com certa facilidade, sem sofrer grandes riscos e aplicou uma goleada que jamais será esquecida nem pelo torcedor merengue, nem pelo treinador. (Para ler a analise completa do jogo, clique AQUI).

quarta-feira, 16 de março de 2011

Real Madrid 3-0 Lyon – Classificação e fim de tabus

Durou muito tempo, para ser mais exato, longos seis anos de insucessos do Real Madrid nas oitavas de final da Champions League, mas nessa temporada, a equipe comandada por José Mourinho quebrou esse tabu, e de quebra, mandou para o espaço outro incomodo jejum, o de nunca ter vencido o Lyon.

O treinador português lançou a equipe no costumeiro 4-2-3-1, com duas alterações com relação ao time que empatou por um tento a um o primeiro jogo no Stade Gerland: A volta de Marcelo na lateral esquerda no lugar de Arbeloa (a opção pelo espanhol no primeiro cotejo foi provavelmente visando um maior poder de marcação) e a saída de Adebayor do time titular para o retorno de Benzema, em ótima fase, com sete gols nos últimos cinco jogos.

Assim como o luso, Claude Puel também fez duas mudanças no time que empatou a perna de ida, uma por imposição, uma vez que Michel Bastos cumpria suspensão e abriu espaço para a entrada de Briand pelo flanco direito, a outra por opção técnica, com a volta de Lisandro para o comando de ataque no lugar de Gomis.

Madrid x Lyon

O jogo começou com um Real disposto a liquidar a fatura logo no inicio, partindo pra cima de um Lyon acuado, que marcava com linhas bem retraídas e procurava assustar em contragolpes.

É notória a preferência das equipes de Mourinho em jogar deixando a posse da bola pro oponente, buscando explorar espaços em contra ataques geralmente fatais, no entanto, hoje o time era exatamente o oposto, mantendo a bola por maior tempo e martelando contra uma defesa até então bem postada e um Lloris com atuação sensacional, salvando os franceses por três oportunidades na metade da primeira etapa.

Foi aí que apareceu um fator que faltou aos merengues no confronto de ida, as boas investidas pelo lado esquerdo, com as triangulações entre Marcelo e Cristiano Ronaldo. Aos 36, o lateral brasileiro avançou em velocidade, tabelou com o português e deixou Lovren no chão antes de tocar para as redes abrindo o marcador do Santiago Bernabéu. Ainda deu tempo de Marcelo produzir outra jogada pela esquerda, quando o camisa 12 levantou para Benzema fazer o que seria o segundo gol blanco, não estivesse em posição irregular.

No retorno para a etapa final, tendo que arriscar um pouco mais, Claude Puel trocou Briand por Gomis, abrindo Lisandro para o flanco esquerdo e deixando Delgado na beirada direita do campo, para explorar e marcar as subidas de Marcelo, algo que Briand não fez.

Porem, quem continuava com as rédeas do jogo era a equipe da casa, que sufocava o Lyon para aumentar o placar e dar um fim a “maldição das oitavas”. A pressão merengue parece ter atordoado a defesa francesa, que já não mostrava a organização da etapa inicial, além de errar muitos passes na saída de jogo, o que emperrava as ações ofensivas dos visitantes.

Em um desses erros, aos 20 minutos, o lateral Reveillere entregou a bola de bandeja a Marcelo, que da sua intermediária descolou lançamento preciso para o ataque, onde Benzema contou com falha bisonha de Lovren para sair cara a cara com Lloris, que dessa vez não teve chance. Dois a zero e classificação praticamente definida.Benzema

Na base do desespero, o Lyon até tentou criar alguma coisa na busca do empate que lhe daria o acesso, e por pouco não diminuiu com Gomis, que após bela tabela com Lisandro, soltou uma bomba para ótima intervenção de Casillas. A saída do Lyon do campo de defesa deu ao Real aquilo que o time melhor sabe aproveitar: espaços na retaguarda adversária. E foi nesse espaço que Özil subiu sozinho no meio campo e com um leve desvio de cabeça deixou Di Maria de frente para o gol, com muita categoria, o argentino encobriu o camisa 1 dos Gones para fazer o terceiro e decretar o fim do tabu.

Um placar elástico (o maior nessa fase de oitavas da UCL) e uma boa apresentação pra mostrar o gigante que é, e que chega com muita força para a próxima fase. Destaque para a sólida defesa merengue, que ainda não sabe o que é sofrer gols nos quatro jogos disputados em seus domínios.

Destaque também para a belíssima homenagem feita por jogadores de Real Madrid e Lyon ao zagueiro/lateral do Barcelona, Eric Abidal, que teve descoberto um tumor no fígado e foi aplaudido de pé por um Santiago Bernabéu lotado.

Marcelo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tem jogo da volta

O tabu continua, mas o empate com um gol para cada lado deve ser comemorado pelo torcedor merengue por fatores como o gol fora de casa, que dá ao time a tranqüilidade de jogar por uma igualdade sem gols no segundo jogo e principalmente pelo fraco primeiro tempo apresentado pelo Real Madrid, quando a equipe pouco assustou o goleiro Lloris.

Com as duas equipes em formações semelhantes, o Lyon no seu 4-3-3, com variações para um 4-2-3-1, uma vez que sem a posse da bola, os ponteiros Delgado e Michel Bastos voltavam para recompor o meio campo.

Lyon - MadridFormações iniciais: Reveillere saia para acompanhar CR e deixava espaço na lateral, espaço pouco aproveitado por Arbeloa. Ozil, entre a marcação de Toulalan e Kallstrom, nada fez. 

Mesmo 4-2-3-1 de José Mourinho, mas com algumas mudanças com relação à equipe prevista por este que vos escreve. Xabi Alonso, que não vinha sendo escalado entre os onze iniciais, retornou a frente da zaga merengue. Na armação central, o treinador luso preferiu o maior entrosamento de Özil com os outros homens da frente. E as duas surpresas na escalação merengue, com as entradas de Adebayor e Arbeloa na equipe titular, o primeiro, por questões técnicas e o segundo, por ser melhor marcador que Marcelo, para conter as fortes investidas de Michel Bastos.

No entanto, a opção por Arbeloa, “matou” o lado esquerdo ofensivo da equipe branca, que com Marcelo é sempre muito perigoso, sejam pelas tabelas com Cristiano Ronaldo (o que não ocorreu com o camisa 17) ou pelas descidas do brasileiro, explorando o corredor deixado pelo lateral adversário.

A equipe francesa se portou melhor na primeira etapa, quando se fechou bem e apesar de manter menos a posse da bola, soube criar chances perigosas nos contragolpes, ora com Gomis, ora com Michel Bastos. O brasileiro, por sinal, era um dos melhores jogadores em campo pelos Gones, primeiro pela direita, depois pelo lado esquerdo, quando inverteu o posicionamento com Delgado e criou boas oportunidades em tabelas com Cissokho.

O Real era apático na primeira etapa, muito pela participação (?) da dupla Ozil e Adebayor, inoperantes em campo. O alemão, encaixotado pela marcação de Toulalan e Kallstrom, só conseguia produzir algo quando se deslocava do meio para os lados do campo, enquanto o togolês não se movimentava, não dava opção para o passe.

Mourinho parece ter dado uma bela injeção de animo em seu grupo no vestiário, pois sua equipe voltou para a etapa final de forma incisiva, disposta a sair do Gerland com o resultado positivo que daria tranqüilidade para o jogo da volta. E a postura mais agressiva deu resultado aos 20 minutos, quando Benzema, que acabara de entrar (sendo inclusive aplaudido pelo torcedor do Lyon) tabelou com Cristiano Ronaldo, invadiu a área, driblou o marcador e tocou entre as pernas de Lloris para abrir o marcador.

Atordoado com o revés, o Lyon parecia ser presa fácil, porém o time de Mourinho tirou o pé do acelerador e abriu a brecha para que os donos da casa pudessem se recuperar e buscar o empate, que veio em jogada fortuita.

Gourcuff cobrou falta da intermediária em cima da barreira, a bola voltou em seus pés e o camisa 29 levantou novamente para o zagueiro Cris desviar e Gomis – em condição legal – empurrar para as redes, o famoso “gol achado”.

O tento arrancado a fórceps deu sobrevida aos Gones, que sufocaram nos minutos finais, mas de pouco adiantou, pois o justo resultado de igualdade se manteve até o apito final do alemão Wolfgang Stark. O empate com gol dá ligeira vantagem ao gigante espanhol, mas não descarta o Lyon. Teremos jogo no Bernabéu.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Lyon x Real Madrid - Hora da Revanche?

Lyon x Real Madrid

De um lado, um gigante mordido pela ingrata seqüência de insucessos na competição na qual é soberano. Do outro, um aspirante a grande, que busca a afirmação no cenário continental, para enfim, figurar entre os maiores.

Assim é Real Madrid e Lyon, um confronto marcado pelos recentes encontros entre as duas equipes na UEFA Champions League. Em um total de seis duelos, ampla vantagem para os franceses que venceram em três oportunidades e empataram as outras três.

O time de Claude Puel já não é mais o mesmo que eliminou o mesmo Madrid nas oitavas de final da última UCL e arrancou rumo a sua melhor campanha na competição, chegando até às semifinais.

Apesar da manutenção da agressiva formação em 4-3-3, com dois meio campistas mais criadores do que marcadores, o treinador modificou algumas peças com relação à equipe da última época. Boumsong, Makoun e Govou deixaram à equipe e abriram espaços para Diakhaté, Kallström e Michel Bastos (artilheiro dos Leões na UCL) entre os titulares, além de Gourcuff, que chegou do Bordeaux para dar um toque de criatividade no meio campo e ocupou o lugar do talentoso Pjanic, que foi parar no banco – particularmente, gostaria de ver os dois juntos em campo.

Na equipe da capital espanhola, José Mourinho é sem sombra de dúvidas a mudança de maior impacto com relação ao time da última temporada. O português, atual campeão da UCL, chegou ao Madrid e fez o que faz de melhor: organizou a equipe, dando definição tática e padrão de jogo a um amontoado de ótimos jogadores deixados por Manuel Pellegrini.

Além do treinador luso, chegaram também reforços que agregaram muita qualidade ao grupo. Casos dos alemães Khedira e Özil (destaques da seleção germânica na Copa do Mundo), do também luso Ricardo Carvalho e do argentino Di Maria – talvez o melhor deles.

O fato é que como nos demais seis duelos entre as duas equipes, mais uma vez o Real Madrid chega como amplo favorito para levar a melhor e avançar as quartas de final após longas seis temporadas. No entanto, a zebra francesa está pronta para aprontar novamente e seguir trilhando seu caminho rumo ao rol dos grandes. É esperar pra ver.

Lyon-MadridPrévia das equipes: Lyon no 4-3-3, com Delgado no lugar de Lisandro Lopez no lado esquerdo do ataque. Madrid em 4-2-3-1, com Lass ao lado de Khedira e Kaká na faixa central do trio de armadores. A chave do jogo pode ser Marcelo, seja explorando o corredor deixado por Reveillere, quando esse sair pra acompanhar Cristiano Ronaldo, ou dando liberdade para o sempre perigoso Michel Bastos, o artilheiro do Lyon na Liga.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Como poderiam ficar Real Madrid e Seleção Brasileira com a volta de Kaká

Retornando os trabalhos em 2011, e se nos bastidores da bola o assunto mais falado é Ronaldinho Gaúcho, dentro das quatro linhas, sem dúvidas o tema mais relevante é a volta de Kaká aos gramados.

Kaká 2 O “Príncipe” voltou a jogar na última segunda-feira, na vitória do Real Madrid sobre o Getafe, por 3 a 2, com gols de Cristiano Ronaldo, duas vezes e Özil para os Merengues e Parejo e Albín para os azuis. Na ocasião, Kaká entrou na vaga de Benzema e participou dos 15 minutos finais da peleja. A expectativa é que o brasileiro participe de no mínimo um tempo inteiro no próximo compromisso do Real, nessa quinta, diante do Levante, pela Copa do Rey.

Claro que ainda é cedo, e é preciso aguardar por uma firmação do camisa 8 madridista, mas a volta dele é um alento para a torcida e grande reforço para a equipe de José Mourinho. Mas, como o competente português irá colocar o craque no “encaixado” time branco? Quem perderia a vaga no time titular para a entrada do brasileiro? Pra essa segunda questão, só vejo duas respostas: Özil ou Benzema, uma vez que dentre o quarteto ofensivo merengue, vejo Cristiano Ronaldo e Di Maria como intocáveis.

Real Madrid 01

Aqui, uma possível formação com Kaká na vaga de Özil. Assim, pouco alteraria na atual forma de jogar da equipe, mantendo Benzema (titular com a ausência de Higuain) como referência, Cristiano e Di Maria pelos flancos e Kaká por dentro na linha de armadores.

Real Madrid 02

Uma segunda opção seria assim, com Cristiano Ronaldo como pivô e na linha de armadores, Di Maria pela direita, Kaká e Özil se revezando entre a faixa central e o flanco esquerdo da armação.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Além de José Mourinho, outro que ganha uma dor de cabeça bastante agradável com a volta de Kaká, é Mano Menezes.

Com o genial Ganso também voltando de lesão e o craque Neymar jogando tudo o que sabe, fica inimaginável a saída de uma das duas jóias santistas do time titular. Portanto, assim como no Madrid, sobram duas vagas para uma possível entrada do craque merengue, vagas que hoje são ocupadas por Robinho e Pato.

Brasil 4-2-2-2

Na vaga de Robinho, imagino o time em um 4-2-2-2, com Kaká e Ganso fazendo uma dupla de armadores como há muito não se via em nossa seleção, além de uma dupla de ataque rápida e extremamente letal, com Neymar e Pato e dois laterais que apóiam muito bem, Daniel Alves e André Santos.

Brasil 4-3-1-2

Qualquer semelhança entre esse time e o atual Barcelona, NÃO é mera coincidência. De fato, o time de Pep Guardiola foi a inspiração desse blogueiro para imaginar o time com Kaká na vaga de Pato. Com a equipe em um 4-3-1-2, Kaká atuaria centralizado, fazendo a função de um falso 9, semelhante a que Messi desempenha na equipe catalã. Neymar e Robinho abertos nas pontas, e Ganso vindo de trás – fazendo o mesmo papel de Iniesta – completariam o quarteto ofensivo canarinho.

Como já disse, ainda é muito cedo para prever formações onde Kaká poderá se encaixar, tanto no Madrid, quanto na Seleção, mas a volta do craque aos gramados nos enche de esperanças que ele um dia volte a jogar aquele futebol que o consagrou como o melhor jogador do planeta.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Esquadrões Inesquecíveis da Década que Termina

A década está no fim, e decidi lançar aqui oito esquadrões inesquecíveis (pelo menos para esse que vos escreve) nos últimos dez anos que se passaram. Cabe ressaltar que se trata apenas de times europeus, que venceram e encantaram a todos os amantes do futebol.

Vamos ao que interessa, eis as oito equipes:

REAL MADRID 2001/2002 – O BELO INÍCIO DA ERA GALÁCTICA

Real Madrid 01-02

Sob o comando de Vicente Del Bosque, se dava o pontapé inicial à primeira era galáctica de Florentino Perez no Real Madrid. E esse início não poderia ter sido melhor, título da Champions League, com direito a eliminar o arqui-rival Barcelona nas semifinais, gol do ídolo Raul e GOLAÇO do gênio recém chegado, Zinedine Zidane na final diante do Bayer Leverkusen.

Apesar de ter jogadores incompatíveis com o termo “galáctico”, como Salgado, Helguera e o limitado Solari, cinco foras de série, Hierro, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raul, ditavam o time, que ainda contava com os gols do artilheiro Morientes.

PORTO 2003/2004 – A Admirável surpresa e o nascimento de um mito

Porto 03-04

A Champions League da temporada 2003/2004 foi marcada pelas surpresas, e culminou na inesperada final entre FC Porto x Mônaco. A equipe lusitana, comandada pelo então desconhecido José Mourinho, atropelou os franceses, com um incontestável 3 a 0 na grande decisão, gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Deco era a base forte do time, pelos seus pés passavam todas as jogadas de efeito do time que também conquistou a Liga Portuguesa.

Além de Deco, vários outros jogadores apareceram ali, como Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, mas o grande destaque daquele time era realmente o seu treinador, José Mário dos Santos Félix Mourinho, ou simplesmente, o Special One.

ARSENAL 2003/2004 – IMBATÍVEL

Arsenal 03-04 premierleague

Liderado por dois grandes franceses, um do lado de fora do campo, Arsene Wenger, e outro dentro das quatro linhas, Thierry Henry, os Gunners fizeram campanha incrível na Premier League, que terminou com a conquista do título de maneira invicta. Jogando com duas linhas de quatro, o time tinha uma incrível força no setor de meia cancha, com Gilberto Silva seguro e preciso nos desarmes, Vieira também seguro e ótimo na saída pro jogo, Ljungberg e Pires pelos flancos, usando sempre a velocidade.

Mas o grande expoente daquela equipe era mesmo Henry, técnico, veloz e letal, o camisa 14 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Inglês, anotando 30 dos 76 gols do time, que venceu 26 e empatou 12 dos 38 jogos.

LIVERPOOL 2004/2005 – O VERDADEIRO TIME DE GUERREIROS

liverpool 04-05

Chegar à decisão da Champions League passando por um rival local fortíssimo, com um gol espírita de Luis Garcia, que mesmo hoje, cinco anos depois, ainda gera polêmica se a bola entrou ou não, já foi um grande feito para o desacreditado time do Liverpool.

Mas aquela equipe, liderada por Gerrard queria mais e nem mesmo os impiedosos 3 a 0 (que poderia até ter sido mais) feitos pelo Milan no primeiro tempo da final foram suficientes para deter o time de Rafa Benítez. Um início arrasador na segunda etapa e o empate veio em apenas 6 minutos, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso. A conquista só veio nas penalidades, depois de ainda passar por mais um sufoco na prorrogação, quando Dudek fez defesa milagrosa em finalização de Shevchenko.

BARCELONA 2005/2006 – SOB A BATUTA DE UM GÊNIO

Barça 05-06

Ronaldinho Gaúcho já havia sido eleito o melhor jogador do mundo em 2005, mesmo conquistando apenas a Liga Espanhola pelo Barcelona, uma temporada depois de fazer o milagre de salvar o time catalão do rebaixamento. Mas faltava algo, faltava para o craque dentuço, a Champions League. E ela veio na temporada 05/06, quando o Barça bateu o forte time do Arsenal de Henry na decisão por 2 a 1, com gols de Eto’o e Belletti.

O time de Frank Rijkaard jogava de maneira bem ofensiva, em um 4-3-3 que concentrava a sua força no flanco esquerdo, por onde seu camisa 10 desfilava seu repertório de lindas jogadas, com dribles, arrancadas e gols espetaculares.

MANCHESTER UNITED 2007/2008 – A CONSAGRAÇÃO DE UMA TEMPORADA PERFEITA PARA CRISTIANO RONALDO

ManUtd 07-08

O sistema de Ferguson era simples: Muita marcação e a exploração do talento de Cristiano Ronaldo. Assim, os Red Devils conquistaram a Premier League e a Champions League, com o gajo sendo artilheiro e comendo a bola nas duas competições.

A intensa movimentação do trio ofensivo formado por Tevez, Rooney e Ronaldo era o ponto forte do time que conquistou a Europa graças ao escorregão de John Terry na cobrança do pênalti decisivo. Era o destino a favor de Cristiano Ronaldo, o luso não podia ser marcado como vilão após uma temporada perfeita.

BARCELONA 2008/2009 – A NOBRE ARTE DO TOQUE DE BOLA

Barça 08-09 

Manutenção da posse de bola e qualidade no passe foram as grandes virtudes desse Barcelona que encantou todo o planeta. Xavi e Iniesta ditando o ritmo do meio campo, distribuindo o jogo de forma ímpar, as boas investidas de Dani Alves pela direita, a boa fase de Henry, os gols de Eto’o e o talento único de um gênio, Lionel Messi.

Para mim, o time que conquistou simplesmente tudo que jogou, colecionando nada mais nada menos que seis taças em uma temporada foi o que tivemos de melhor nessa década. A perfeição do futebol coletivo somada à qualidade individual de cada um foi de encher os olhos.

INTERNAZIONALE 2009/2010 – EFICIÊNCIA RIMA COM OBEDIÊNCIA

Internazionale 09-10

A obediência tática foi ponto crucial no time de José Mourinho, que levou a tríplice coroa. Um time que soube se defender como poucos, mas sem perder a vocação ofensiva, que contava com um trio sensacional. Eto’o, que sempre jogou como um autêntico 9 no Barcelona, passou a jogar como 7, pelo flanco direito, marcando, voltando até a retaguarda para dar combate. Sneijder, o legitimo camisa 10, que ditava o ritmo da equipe e a conduzia, foi para muitos o melhor jogador do ano de 2010. Diego Milito, letal, foi o atacante dos sonhos de “Mou”, fazendo o papel de pivô e sendo decisivo quando acionado.

O jogo chave da equipe foi contra o poderoso Barcelona no Camp Nou, onde com uma vantagem de dois gols, ficou com um jogador a menos por cerca de 70 minutos e ainda assim, suportou a pressão para passar pela equipe catalã e encaminhar a tão sonhada taça da UEFA Champions League, que já não vinha há 45 anos.

P.S.: Com esse post encerro o ano de 2010, e faço uma pausa de uma semana de merecido descanso. Desejo a todos um feliz natal e um excelente 2011, com muita saúde, paz, e claro, muito bom futebol. Agradeço a todos que por aqui estiveram e peço, que continuem frequentando esse espaço no novo ano que está por vir.