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sábado, 17 de novembro de 2012

Arsenal 5-2 Tottenham – O Erro que decidiu

O gol de Adebayor logo aos 10 minutos de jogo, quando o Tottenham era muito superior no jogo e comandava as ações, poderia ter sido decisivo no derby londrino. Mas o lance do togolês que acabou resolvendo a parada veio alguns minutos depois, quando num lance de completa loucura, o camisa 10 deu uma entrada criminosa em Cazorla e recebeu o justo cartão vermelho direto.

Ars-Tot 01No inicio do jogo, Arsenal no 4-2-3-1 costumeiro e Tottenham num 4-4-2. Após a expulsão de Adebayor, Wilshere se adiantou e Gunners se postaram num 4-1-4-1 que dominou completamente os Spurs.

A partir daí, o Arsenal cresceu e dominou completamente a partida. Wilshere avançou seu posicionamento, deixando apenas Arteta na volância e formando uma linha de quatro armadores, com Cazorla ao seu lado por dentro, mais Podolski pela esquerda e Walcott no flanco direito, de onde fez boa jogada pra cima do fraco Naughton e cruzou para Mertesacker subir sozinho e testar com força para empatar a peleja.

O lado direito continuou se mostrando como o mapa da mina para a vitória gunner. Por ali, surgiram duas grandes oportunidades para Giroud virar, porém, nas duas o francês parou em seu compatriota, o goleiro Lloris. Quem não parou no arqueiro foi Podolski, que após troca de passes (iniciada no lado direito), recebeu de Wilshere e bateu mascado. A bola desviou em Gallas e foi morrer fraquinha no canto esquerdo do goleirão do Tottenham.

Já nos acréscimos da primeira etapa, Cazorla fez linda jogada, dessa vez pela esquerda, e cruzou rasteiro para Giroud se antecipar à zaga e tocar no contrapé de Lloris, dessa vez sem chances para o goleiro. Destaque total para a raça do espanhol no lance, que antes de cruzar, sofreu falta, caiu e se levantou para seguir no lance. Um exemplo para muitos jogadores que adoram se atirar.

No intervalo, já se imaginava que André Villas Boas teria que mexer para reforçar seu lado esquerdo, ou acabaria sofrendo uma goleada toda criada naquele setor. E o português sacou não apenas o lateral esquerdo Naughton, como também o direito Walker, para as entradas de Dawson e Dempsey, repaginando sua equipe num 3-4-1-1, com Dempsey atuando entre a linha de quatro homens de meio e o centroavante Defoe.

A estratégia até deu certo e no começo da segunda etapa o time visitante conseguiu igualar forças com o Arsenal mesmo com um homem a menos. Porém, não demorou muito para o Arsenal se reencontrar, voltar a se impor e praticamente liquidar a fatura com o quarto gol, anotado por Cazorla após cruzamento rasteiro de Podolski.

Bale chegou a marcar um belo gol, batendo de fora da área de pé direito e diminuir o vexame. E poderia ter diminuído ainda mais, quando pouco depois do gol, o mesmo galês fez boa jogada pela esquerda, foi até o fundo e bateu cruzado para fora. No entanto, o camisa 11 poderia ter optado em rolar para o meio, onde Defoe aparecia sozinho e tinha clara chance de marcar.

Antes do apito final do árbitro, ainda deu tempo de Walcott, um dos melhores em campo ao lado de Cazorla, deixar o seu após bom lance de Oxlade-Chamberlain, que roubou a bola de Carroll no meio campo, avançou até a entrada da área e tocou para o camisa 14 só tirar de Dawson e bater na saída de Lloris para dar números finais ao marcador e repetir a goleada do Arsenal sobre o rival por cinco a dois, que já havia acontecido em fevereiro.

Muito graças à tola expulsão de Adebayor. Enquanto eram 11 contra 11, o Tottenham tinha quatro finalizações contra nenhuma do Arsenal. Ao fim da partida, eram 14 dos donos da casa, contra apenas 6 dos Spurs. Somente dois arremates a meta adversária quando em desvantagem numérica. Número que ilustra bem o quanto o erro de Adebayor foi decisivo no clássico em que seu time poderia ter tido melhor sorte.

Ars-Tot 02No fim, Arsenal ainda com quatro armadores, mas com Walcott fazendo as vezes de centroavante após a troca de Giroud por Chamberlain. Tottenham com três zagueiros, até melhorou, mas com um a menos não foi capaz de segurar o rival.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Guia da UEFA Champions League 2012/2013–Grupo B

Grupo B

A exemplo da temporada 2011/2012, Arsenal e Olympiacos estão novamente na mesma chave. E mais uma vez acompanhados de um francês e um alemão – na temporada passada, Borussia Dortmund e Olympique Marseille completavam o grupo. Ótimo para Arsene Wenger, que não deverá ter maiores dificuldades para passar pela primeira fase enquanto remonta sua equipe após as saídas de Alex Song e especialmente, da referência Robin Van Persie. Outro que terá problemas para armar a equipe é o Montpellier, que perdeu o artilheiro Olivier Giroud (justamente para o Arsenal) e já vem sentindo sua ausência na Ligue 1, onde ocupa apenas a 13ª colocação, com uma vitória, um empate e duas derrotas em quatro jogos. Assim, alemães e gregos devem brigar pela segunda colocação do grupo, com favoritismo para o time de Gelsenkirchen, que conta com os gols de Huntelaar e o talento do recém chegado Ibrahim Afellay, para tentar avançar.

Curiosidade: É o chamado “grupo virgem”. Nenhum dos quatro integrantes possui um título de Champions League em sua galeria de troféus.

Palpite: Arsenal e Schalke 04

ArsenalSchalke 04OlympiacosMontpellier

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Champions League: O que nos reservou o sorteio.

Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, sem mais delongas, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite desse que vos escreve:

Apoel (CHIPRE) x Lyon (FRANÇA)

Duas equipes que jamais se enfrentaram. Líder do grupo G, o surpreendente Apoel do Chipre aposta nos brasileiros Manduca e Ailton para tentar bater os franceses e fazerem história com uma inédita participação nas quartas de final da Champions. Garantido nas oitavas após a polêmica goleada por sete a um sobre o Dinamo Zagreb, o Lyon quer voltar a figurar entre os oito melhores do continente, e não poderia encontrar adversário melhor para isso, afinal, por mais que decida em casa, o time cipriota continua sendo zebra.

Palpite: Lyon

Apoel x LyonFormações: Times espelhados em 4-2-3-1. Mais experiente e com mais talento, o time francês não deve encontrar dificuldades para avançar.

Chelsea (INGLATERRA) x Napoli (ITÁLIA)

Os azuis de Londres só asseguraram a classificação na última rodada, mas ainda assim conseguiram ficar com o primeiro lugar. Em fase de renovação da equipe, o Chelsea terá adversário duro pela frente em um jogo onde “ninguém é de ninguém”. Apesar da recente melhora, o time de André Villas Boas ainda sofre de falta de padrão de jogo. Depois de desbancar o novo rico inglês Manchester City na fase de grupos, esse Napoli pode entrar para história caso passe pelo outro inglês em seu caminho, afinal, o time italiano jamais chegou às quartas de final da Liga dos Campeões, nem mesmo durante a Era Maradona.

Palpite: Napoli

Chelsea x NapoliFormações: Depois de sofrer no inicio da temporada, André Villas Boas parece estar encontrando o time ideal no 4-1-4-1 com o jovem Oriol Romeu a frente da zaga e Drogba na referencia. No Napoli, o mesmo sistema de sempre: 3-4-1-2 apostando tudo no letal trio ofensivo.

Arsenal (INGLATERRA) x Milan (ITÁLIA)

Depois de um começo de temporada titubeante, o Arsenal se encontrou e vem crescendo tanto na competição continental quanto na caseira, alavancado pelos gols do artilheiro Robin Van Persie. Os Rossoneri tentam quebrar um mini tabu: Desde o título em 2006/2007 os rubro-negros não passam das oitavas (lembrando que em 2008/2009 nem disputou a Champions), sendo que todas as três eliminações foram para ingleses: o próprio Arsenal em 2007/2008, Manchester United em 2009/2010 e o Tottenham em 2010/2011.

Palpite: Milan

Arsenal x MilanFormações: O 4-1-4-1 de Wenger tem duas grandes apostas: a velocidade de Walcott e os gols de Van Persie. No Milan, o 4-3-1-2 de Allegri é mais sólido e conta com o talento de Ibrahimovic na frente para decidir.

Bayern Munique (ALEMANHA) x Basel (SUIÇA)

O time alemão é na opinião desse blogueiro a terceira força do continente (atrás apenas de Barça e Madrid) e com a motivação de poder disputar a final em casa, é muito difícil de ser batido, mesmo com a ligeira queda que vem tendo nesse meio de temporada. O surpreendente campeão suíço desbancou ninguém mais ninguém menos que o atual vice campeão Manchester United e chega empolgado nessa fase de oitavas, mas imagino que não passe disso, especialmente por encarar tão duro oponente.

Palpite: Bayern Munique

Bayern x BaselFormações: Com a base da seleção alemã, os bávaros têm um futebol ofensivo e vistoso, contando com um meio campo mágico. Fechado em duas compactas linhas de quatro, o Basel tem na dupla Frei seu trunfo para surpreender.

Barcelona (ESPANHA) x Bayer Leverkusen (ALEMANHA)

O bom time alemão desperdiçou na última rodada da fase de grupos a chance de ser o primeiro da chave, e com isso, acabou levando azar no sorteio e terá a dura missão de encarar o atual campeão e favorito ao bi (algo que não acontece desde o Milan de 89 e 90) Barcelona. Mesmo contando com o talento do experiente Ballack e do jovem Schurlle, dificilmente os germânicos conseguem parar esse que é um dos maiores time da história do futebol, e que conta com talento de sobra.

Palpite: Barcelona

Barça x LeverkusenFormações: O 4-2-3-1 de Robin Dutt, que aposta na força de seu lado esquerdo para tentar aprontar. No Barcelona, Guardiola faz uma verdadeira salada tática, alternando o seu time diversas vezes no jogo, mesmo sem trocar uma única peça. Mas, na teoria, segue como antes, 4-3-3 com uma sutil diferença: o deslocamento de Messi para a ponta direita e a entrada de Fabregas como “falso 9”.

Real Madrid (ESPANHA) x CSKA Moscou (RUSSIA)

Dono da melhor campanha na fase de grupos em toda a história da Champions, o Madrid de Mourinho vem mais forte do que nunca na sua caçada por “La décima”. E o time merengue não deverá encontrar dificuldades para avançar diante do enfraquecido CSKA, que pode ainda perder Vagner Love na janela de transferências em janeiro.

Palpite: Real Madrid

Madrid x CSKAFormações: O imutável 4-2-3-1 de Mourinho, com força total na esquerda com os avanços de Marcelo e o vasto poder de fogo de Cristiano Ronaldo. No CSKA, duas linhas de quatro para se fechar e bola na perigosa dupla de avantes.

Benfica (PORTUGAL) x Zenit (RUSSIA)

O bom time encarnado tenta voltar a assustar em termos continentais. Começou bem, desbancando o poderoso Manchester United, e agora o time tem um adversário razoavelmente fraco pela frente e pode muito bem ir mais longe na competição. Segundo colocado no maluco grupo G, o Zenit chega pela segunda vez às oitavas a fim de avançar e entrar para a história do clube, já que da primeira vez, caiu para o Kuusysi Lahti, da Finlândia, em 1985/1986.

Palpite: Benfica

Benfica x ZenitFormações: O talentoso trio de meias armadores do Benfica é a arma do treinador Jorge Jesus para avançar. Do outro lado, o time russo aposta tudo justamente em um luso, o perigoso camisa 10 Danny é o grande jogador da equipe de São Petersburgo.

Internazionale (ITÁLIA) x Olympique Marseille (FRANÇA)

Outro jogo onde “ninguém é de ninguém”. A Inter já não assusta tanto quanto em outros carnavais, enquanto o time francês chega motivado após a classificação heróica, conseguindo virar um jogo em menos de cinco minutos e na casa do adversário (Borussia Dortmund). Até fevereiro, peças importantes no time nerazurri devem retornar e dar ao time italiano um ligeiro favoritismo. Didier Deschamps, treinador do Marseille tem retrospecto favorável contra o técnico italiano. Em 2003/2004, quando dirigiam Monaco e Chelsea, respectivamente, o time francês bateu os londrinos e avançaram à decisão daquela temporada.

Palpite: Internazionale

Inter x MarseilleFormações: Com os retornos de Chivu, Maicon e Sneijder, a Inter pode ser apontada favorita a ficar com a vaga. Sem os três, a previsão é de vida difícil para os italianos contra o perigoso time francês de Deschamps e seu perigoso quarteto ofensivo.

sábado, 29 de outubro de 2011

Chelsea 3-5 Arsenal – Surpreendente e Marcante

Van PersieClássicos por si só são sempre jogos emocionantes e completamente imprevisíveis. Mas na atual temporada da Premier League esses jogos tem sido ainda mais espetaculares. Primeiro, foi a impressionante goleada do Manchester United por 8 a 2 sobre o Arsenal. Depois, foi a vez do mesmo United provar do próprio veneno e cair por 6 a 1 perante o seu rival Manchester City, em pleno Old Trafford. Hoje não foi diferente, pois com uma atuação impecável, o Arsenal implicou sonoros 5 a 3 no Chelsea, dentro de Stanford Bridge.

Com suas linhas retraídas e uma postura diferente da habitual, o Arsenal não mantinha a posse de bola, e sim, apostava nos contragolpes, acionando sempre o veloz Theo Walcott pelo lado direito. Por ali, o time poderia ter saído na frente, quando o camisa 14 passou como quis por Ashley Cole e rolou para Gervinho perder gol incrível. Pouco depois, foi a vez de Van Persie desperdiçar ótima chance, também em cruzamento de Walcott.

Chelsea - ArsenalFormações iniciais: O 4-3-3 azul contra o 4-1-4-1 do Arsenal: Lado direito era a saída para as duas equipes.

Com mais posse, mas sem tanta contundência, o Chelsea explorava os lados com Sturridge à direita e Mata nas costas do improvisado Djourou pela esquerda. No entanto, foi quando os dois wingers inverteram seus posicionamentos, que o time chegou ao gol, quando Mata, dessa vez pela direita, recebeu lançamento primoroso de Terry, tirou de André Santos e colocou na cabeça de Lampard para abrir o placar.

O reves no marcador não abalou o time visitante, mas o fez alterar seu estilo, saindo de trás e passando a pressionar o Chelsea em seu campo de defesa e encurralando o time azul. O combate na intermediaria adversária funcionou quando Gervinho se redimiu do tento perdido no inicio ao roubar a bola de Mikel, deixar com André Santos e penetrar nas costas de Terry para receber de Ramsey e deixar Van Persie na boa para empatar. A primeira etapa já se encaminhava para o seu final com o resultado em igualdade, porém, antes do intervalo ainda deu tempo de Lampard cobrar escanteio para Terry se antecipar a Mertesacker e recolocar os azuis em vantagem.

Veio a segunda etapa e com ela um Arsenal avassalador que em dois minutos já havia desperdiçado duas boas chances de empatar. No terceiro minuto, a terceira chance, quando novamente Gervinho roubou a bola – dessa vez de Torres – e deixou com Song, que acionou André Santos livre na esquerda para igualar novamente o marcador.

Sentindo o bom momento, os Gunners não diminuíram o ritmo e a virada não demorou a sair, quando Walcott novamente foi acionado pela direita, mas dessa vez resolveu tudo sozinho, passando no meio de dois marcadores e tocando na saída de Cech para fazer um golaço.

Em desvantagem, André Villas Boas mexeu e lançou o time a frente, trocando Sturridge, Ramires e Mikel por Malouda, Lukaku e Raul Meireles, respectivamente. O 4-3-3 inicial se tornara um 4-4-2, com linhas avançadas e a dupla de wingers Mata e Malouda bem espetados, fazendo quase um 4-2-4. A pressão no campo do oponente fez efeito e André Santos, que havia ido bem no campo de ataque, voltou a falhar na defesa, quando tentou sair jogando e deu a bola nos pés de Raul Meireles, que passou para Mata acertar belo chute de fora da área e igualar novamente o placar.

Chelsea - Arsenal 2Como terminou: Chelsea em um 4-4-2 que virou praticamente um 4-2-4, acabou batido pelo impiedoso Van Persie.

Mas o dono do jogo ainda estava por aparecer. Van Persie, que se movimentou e deu trabalho para a defesa azul durante os noventa minutos, foi letal em duas oportunidades no fim do jogo. Primeiro, quando Malouda recuou bola na fogueira para John Terry, que escorregou de maneira patética e deixou Van Persie tranqüilo para driblar Cech e recolocar os Gunners na frente. Depois, já nos acréscimos, quando o Chelsea se lançava de maneira desesperada ao ataque em busca do empate, Arteta puxou contra-ataque e serviu o holandês pela esquerda para fuzilar a meta azul e fechar o marcador.

Com os três gols, o capitão Gunner chega à impressionante marca de 28 tentos em 27 jogos em 2011 pela Premier League, média de 1,03 por jogo. O resultado pode marcar a temporada para as duas equipes, já que a boa atuação e a goleada em campo adversário podem devolver a confiança para o Arsenal voltar a brigar na parte de cima da tabela mesmo em uma temporada que promete ser difícil. Por outro lado, a segunda derrota seguida deixa o Chelsea a nove pontos do líder Manchester City e cada vez mais preocupado apenas em se assegurar entre os quatro melhores, posição já ameaçada pelo próprio rival vermelho.

sábado, 12 de março de 2011

Resta Um

Há cerca de quinze dias, o Arsenal lutava em quatro frentes e tinha a possibilidade real de “fazer a quadra”. O sonho das quatro taças começou a ir pelo ralo quando viu o título da Carling Cup vazar pelas suas mãos diante do modesto Birmingham, e foi reduzido a duas possibilidades quando caiu perante o poderoso Barcelona pela UEFA Champions League.

Uma dessas chances de voltar a conquistar um título – algo que não acontece desde 2005 – era na FA Cup, onde foi até Old Trafford encarar um Manchester United completamente desfigurado.

United - Arsenal Formações Iniciais: Rafael e Fábio como wingers; Rooney, como 5º homem de meio campo, com muita movimentação, foi o destaque vermelho.

Com o duelo diante do Olympique de Marseille pela Champions no meio da semana, Alex Ferguson optou por poupar parte do time, além de não poder contar com Nani, seu melhor jogador na temporada, assim, os Diabos entraram em campo com uma formação bem diferente da habitual. Mesmo que mantido o 4-4-2 ortodoxo, a sua segunda linha foi montada com os gêmeos Rafael e Fábio como wingers e O’Shea e Gibson fechando a meia cancha.

Arsene Wenger, após perder duas possibilidades de conquistas não podia se dar ao luxo de entrar com um time misto, então, lançou o que tinha de melhor em campo, levando em conta os diversos desfalques por lesão – casos de Fabregas, Song, Walcott e Clichy. Sem o seu maestro e capitão, o treinador francês optou por Denilson no meio campo, adiantando Wilshere para fazer a faixa central do meio campo, ao lado de Nasri e Arshavin.

O time da capital até começou o jogo melhor, porém, esbarrava no paredão formado pelas duas linhas compactas do United e sem as aproximações de seus homens de frente, não conseguia as infiltrações.

A postura ofensiva do Arsenal e o excesso de espaços em sua retaguarda tornavam o jogo extremamente perigoso para os londrinos, especialmente pelo posicionamento de Rooney, que cumpria importante papel em campo, voltando mais para recompor o meio e se movimentando de lado a lado nas transições ofensivas, abrindo uma verdadeira cratera entre zaga e meio Gunner.

Quem soube explorar esse buraco na intermediária dos visitantes foi o brasileiro Fábio, que puxou contragolpe em altíssima velocidade e soltou a bola para seu irmão Rafael pela direita que deixou com Rooney um pouco mais atrás. O camisa 10 levantou na área para o peixinho de Chicharito a queima roupa que Almunia espalmou como pôde e o próprio Fábio apareceu para empurrar para as redes e abrir o marcador. Fabio

Para um time já completamente abalado pela sequência infeliz de maus resultados, o tento contra foi um golpe difícil de se recuperar, e assim a vida do United ficou mais facilitada na primeira etapa, contra um Arsenal que até mantinha a posse da bola, mas não conseguia produzir, pelo menos até o final, quando Nasri conseguiu fazer boa jogada e bater rasteiro para a primeira boa defesa de Van Der Sar no jogo.

Na volta para a segunda etapa, Ferguson promoveu uma alteração em sua equipe colocando Valencia (de volta após longo período de recuperação) no lugar de Fabio. Assim, sua equipe se reconfigurou em um 4-1-4-1, com Rooney se deslocando para a ponta esquerda, e Gibson se adiantando para pressionar mais a saída dos visitantes.

A mudança surtiu efeito rápido e logo aos quatro minutos da etapa final, Rafael fez boa jogada pela meia direita, invadiu a área e bateu cruzado, Chicharito dividiu com o zagueiro e a bola subiu, se oferecendo para Rooney, que chegou dando um leve toque de cabeça, suficiente para desviar de Almunia e ampliar o placar.

Se Rooney vinha sendo o nome do jogo até ali, com participação no primeiro gol e anotando o segundo, além de cumprir importante papel tático, a partir do segundo tento começou o showzinho particular de Van Der Sar.

O goleiro holandês parou o ataque do Arsenal, com cerca de seis difíceis intervenções, sendo duas delas simplesmente espetaculares, uma em chute de Koscielny e outra em cabeçada a queima roupa de Chamakh.

Com a atuação fantástica do arqueiro dos Diabos, o placar se manteve intacto até o fim e o United garantiu a classificação para as semi finais da Copa da Inglaterra, mantendo o sonho da tríplice coroa. Quanto ao Arsenal, resta concentrar e apostar todas as fichas na Premier League, onde está em segundo, três pontos atrás do próprio Manchester.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Resumo da semana na UCL

Durante essa semana, como todos sabem, tivemos quatro jogos de volta pelas oitavas de final da UEFA Champions League. Infelizmente, esse que vos escreve não pôde acompanhar as partidas disputadas, para assim fazer uma análise mais detalhada de algum dos cotejos, no entanto, para não passar em branco, trago abaixo uma visão por cima sobre os quatro duelos.

Barcelona 3-1 Arsenal (4-3)

fcb Para começar, o mais aguardado dos jogos, o “clássico do futebol bonito” entre Barcelona e Arsenal. Em um Camp Nou lotado, o Arsenal abdicou de jogar para tentar manter o empate que lhe garantiria a vaga, já que o time londrino venceu no Emirates por dois tentos a um. O ferrolho armado por Wenger durou até os acréscimos da primeira etapa, quando Fabregas cometeu erro bisonho ao tentar dar passe de calcanhar na entrada da área, Iniesta recuperou e acionou Messi, que dentro da área mostrou frieza e genialidade para dar um chapéu em Almunia e anotar um dos mais belos gols de sua carreira.

No inicio da segunda etapa parecia que as coisas se complicariam para o time de Guardiola, quando Busquets desviou para as próprias redes a cobrança de escanteio dos Gunners. Porém, apenas três minutos depois, em lance polêmico, Van Persie recebeu o segundo cartão e foi para o chuveiro mais cedo, facilitando a vida dos donos da casa, que fizeram o segundo e terceiro tentos com Xavi e Messi, para garantirem a classificação. Nota lamentável do jogo por conta da postura do time inglês, que foi a antítese do Arsenal que nos acostumamos a ver, o time que carrega a ofensividade em seu DNA e que não finalizou uma vez sequer ao gol de Valdés.

Shakhtar Donetsk 3-0 Roma (6-2)

WillianNo outro jogo do dia, um massacre dos ucranianos do Shakhtar pra cima da Roma. Os Miners, que já haviam vencido o primeiro duelo no Estádio Olímpico de Roma, não tomaram conhecimento dos Giallorossi e começaram o baile logo aos dezoito minutos, com Willian, em lance que aliou sorte do avante com falha do goleiro Doni. Minutos depois, a Roma bem que podia ter voltado ao confronto, mas Borriello desperdiçou cobrança de pênalti, e no fim da primeira etapa, a expulsão de Mexes complicou de vez a vida do time italiano.

Com um a mais na etapa final, o time ucraniano não precisou se esforçar muito para fazer o segundo, novamente com Willian, dessa vez em chute de muita categoria no ângulo de Doni e o terceiro, com Eduardo da Silva, já no fim do jogo.

Schalke 04 3-1 Valência (4-2)

Já na quarta-feira, um dos confrontos mais equilibrados dessa fase entre Schalke e Valência. O time espanhol teve que sair pro jogo no Veltins Arena, pois o empate em um a um no primeiro jogo, dava aos alemães a vantagem da igualdade sem gols, pelo gol qualificaFarfando. Assim, Los Che abriram o placar logo no inicio do cotejo, com Ricardo Costa, em gol meio sem querer quando a bola bateu na cabeça do zagueiro após cruzamento de Mehmet Topal e foi morrer no fundo das redes. Sem se abater, os azuis royais buscaram o empate e chegaram à igualdade no fim da etapa inicial, em cobrança de falta magistral de Farfan.

O resultado que levaria o confronto para as penalidades durou apenas até os sete minutos da etapa derradeira, quando Gavranovic aproveitou falha de Guaita e bateu para virar o marcador. Farfan voltou a aparecer no fim da peleja, após receber lançamento de Sarpei e deu um toque de muita categoria para encobrir Guaita e definir o placar e a classificação do time de Gelsenkirchen.

Tottenham Hotspurs 0-0 Milan (1-0)

Em White Hart Lane, o time da casa tinha a vantagem pela vitória obtida em território italiano e entraram com uma postura defensiva, um time bem fechadinho, na busca de um contra ataque, que não aconteceu no primeiro tempo, pela volúpia ofensiva dos milanistas, mantendo a posse de bola por boa parte do tempo e também pela má jornada de seu trioTottenham x Milan de armadores, Lennon, Piennar e Van Der Vaart, que insistiam demais nas bolas alçadas para Crouch.

Na segunda etapa, os Spurs até cresceram e passaram a levar um pouco mais de perigo para o goleiro Abbiati, mas foi o outro goleiro, o brasileiro Gomes, que se destacou com boas defesas para segurar o poderoso ataque rossonero. Outro brasileiro que brilhou no jogo foi Sandro. Com belos desarmes e boa distribuição na retomada, o ex-colorado foi um dos melhores em campo, ao lado de Gallas, perfeito na zaga, inclusive salvando um gol de Robinho em cima da linha. A igualdade sem gols garantiu a classificação do time londrino às quartas-de-final, mantendo vivo o sonho de ter um “time da casa” na decisão em Wembley.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ousado, Arsenal bate e abre vantagem

Que jogo! Arsenal e Barcelona fizeram jus ao apelido de “clássico do jogo ofensivo”, com a partida eletrizante de ontem no Emirates Stadium, vencida pelo ousado Arsenal por dois tentos a um.

Arsenal-Barça1

Com a liberação de Samir Nasri do departamento médico, Arsene Wenger pode escalar aquele que é considerado o “onze ideal” dos Gunners, em 4-2-3-1 com o camisa 8 pelo lado esquerdo e Walcott pela direita na linha de três armadores que tinha ainda Cesc Fabregas pela faixa central e Van Persie como a referência do ataque, além da qualidade na saída de bola com o ótimo Jack Wilshere.

Do outro lado, Pep Guardiola deslocou Abidal para compor a quarta zaga no lugar do lesionado Puyol, e Maxwell entrou na lateral esquerda, O detalhe é que nos únicos nove jogos em que a equipe catalã não venceu na temporada (sete empates e duas derrotas), Puyol não esteve em campo.

Os donos da casa começaram o jogo pressionando a saída de bola, encurralando o Barcelona em seu campo de defesa e forçando o time blaugrana a erros de passe, algo raro, mas que aconteceu até cerca de quinze minutos da etapa inicial, quando o Arsenal já poderia até ter aberto o marcador com Van Persie, após passe sensacional de Fabregas que deixou o holandês cara a cara com Valdés.

Passado o ímpeto inicial dos Gunners, o Barcelona tomou as ações da partida e voltou a jogar como Barcelona, com muita posse de bola, troca de passes, inversões de jogo e movimentação. Xavi, do alto de sua maestria, ao ver a nítida dificuldade do time em sair jogando, recuou um pouco mais para fazer a distribuição e viu em Dani Alves a válvula de escape que procurava, uma vez que Nasri não acompanhava as subidas do lateral brasileiro, que poderia ter produzido mais, não fossem os inúmeros erros.

Com a melhora do Barça na partida, começou a aparecer o talento de seu trio ofensivo, e foi aí o pecado do Arsenal na partida, marcar em linha – mesmo erro cometido pelo Real Madrid nos sonoros 5x0 do último dia 28 de novembro. O primeiro a se aproveitar da condição foi Lionel Messi que recebeu de Villa e com um leve toque tirou de Szczesny, mas a bola caprichosamente saiu à esquerda do gol. Pouco depois foi a vez de Messi retribuir a gentileza para Villa, o espanhol não desperdiçou e com um toque entre as pernas do goleiro abriu o placar.

As duas equipes voltaram do intervalo sem alterações nas peças, pois a atitude do Arsenal voltou a ser a mesma do inicio da primeira etapa, marcando a saída de bola e diminuindo os espaços, inclusive no lado direito, onde Daniel Alves, que era a saída do time catalão, passou a ser acompanhado de perto por Nasri.

Apesar de criar a primeira boa oportunidade da etapa final, quando Messi recebeu de Iniesta e bateu na rede pelo lado de fora, Guardiola preferiu se resguardar e fechar um pouco a equipe, assim, lançou Seydou Keita na vaga de Villa. Wenger, por sua vez, não perdeu tempo e trocou Song e Walcott por Arshavin e Bendtner, a fim de “agredir” um pouco mais os até então acomodados visitantes.

Arsenal-Barça2 Com as mudanças, o Arsenal se tornou mais agressivo e pode assim virar o cotejo.

Com as mudanças, o 4-2-3-1 do Arsenal virou um 4-4-1-1, com Bendtner entre os zagueiros e Van Persie saindo um pouco mais da área para armar e infiltrando nos espaços deixados pela zaga, como no tento de empate, quando Piqué saiu na cobertura a Daniel Alves e deixou um buraco na área, onde Van Persie entrou para receber o lançamento de Clichy e quase sem ângulo soltar a bomba para igualar o marcador, contando ainda com a falha de Valdés.

O gol fez o Emirates explodir e a empolgação da torcida passou para o time que partiu pra cima, em busca do gol da virada heróica, deixando o jogo ainda melhor, mais aberto, com ataques e contra ataques de ambas as equipes, e em um desses contragolpes, Fabregas achou Nasri livre pela direita, o francês avançou em velocidade até a área, onde driblou Abidal e rolou para Arshavin bater no contrapé de Valdés e virar o placar.

A vitória pela diferença mínima pode até parecer pequena, por se tratar do Barcelona, mas se os ingleses tiverem a inteligência que não tiveram no duelo da temporada passada, quando foram derrotados no Camp Nou por 4 a 1 (quatro gols de Messi), podem sair da Catalunha com uma inesperada e histórica classificação.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Esquadrões Inesquecíveis da Década que Termina

A década está no fim, e decidi lançar aqui oito esquadrões inesquecíveis (pelo menos para esse que vos escreve) nos últimos dez anos que se passaram. Cabe ressaltar que se trata apenas de times europeus, que venceram e encantaram a todos os amantes do futebol.

Vamos ao que interessa, eis as oito equipes:

REAL MADRID 2001/2002 – O BELO INÍCIO DA ERA GALÁCTICA

Real Madrid 01-02

Sob o comando de Vicente Del Bosque, se dava o pontapé inicial à primeira era galáctica de Florentino Perez no Real Madrid. E esse início não poderia ter sido melhor, título da Champions League, com direito a eliminar o arqui-rival Barcelona nas semifinais, gol do ídolo Raul e GOLAÇO do gênio recém chegado, Zinedine Zidane na final diante do Bayer Leverkusen.

Apesar de ter jogadores incompatíveis com o termo “galáctico”, como Salgado, Helguera e o limitado Solari, cinco foras de série, Hierro, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raul, ditavam o time, que ainda contava com os gols do artilheiro Morientes.

PORTO 2003/2004 – A Admirável surpresa e o nascimento de um mito

Porto 03-04

A Champions League da temporada 2003/2004 foi marcada pelas surpresas, e culminou na inesperada final entre FC Porto x Mônaco. A equipe lusitana, comandada pelo então desconhecido José Mourinho, atropelou os franceses, com um incontestável 3 a 0 na grande decisão, gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Deco era a base forte do time, pelos seus pés passavam todas as jogadas de efeito do time que também conquistou a Liga Portuguesa.

Além de Deco, vários outros jogadores apareceram ali, como Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, mas o grande destaque daquele time era realmente o seu treinador, José Mário dos Santos Félix Mourinho, ou simplesmente, o Special One.

ARSENAL 2003/2004 – IMBATÍVEL

Arsenal 03-04 premierleague

Liderado por dois grandes franceses, um do lado de fora do campo, Arsene Wenger, e outro dentro das quatro linhas, Thierry Henry, os Gunners fizeram campanha incrível na Premier League, que terminou com a conquista do título de maneira invicta. Jogando com duas linhas de quatro, o time tinha uma incrível força no setor de meia cancha, com Gilberto Silva seguro e preciso nos desarmes, Vieira também seguro e ótimo na saída pro jogo, Ljungberg e Pires pelos flancos, usando sempre a velocidade.

Mas o grande expoente daquela equipe era mesmo Henry, técnico, veloz e letal, o camisa 14 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Inglês, anotando 30 dos 76 gols do time, que venceu 26 e empatou 12 dos 38 jogos.

LIVERPOOL 2004/2005 – O VERDADEIRO TIME DE GUERREIROS

liverpool 04-05

Chegar à decisão da Champions League passando por um rival local fortíssimo, com um gol espírita de Luis Garcia, que mesmo hoje, cinco anos depois, ainda gera polêmica se a bola entrou ou não, já foi um grande feito para o desacreditado time do Liverpool.

Mas aquela equipe, liderada por Gerrard queria mais e nem mesmo os impiedosos 3 a 0 (que poderia até ter sido mais) feitos pelo Milan no primeiro tempo da final foram suficientes para deter o time de Rafa Benítez. Um início arrasador na segunda etapa e o empate veio em apenas 6 minutos, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso. A conquista só veio nas penalidades, depois de ainda passar por mais um sufoco na prorrogação, quando Dudek fez defesa milagrosa em finalização de Shevchenko.

BARCELONA 2005/2006 – SOB A BATUTA DE UM GÊNIO

Barça 05-06

Ronaldinho Gaúcho já havia sido eleito o melhor jogador do mundo em 2005, mesmo conquistando apenas a Liga Espanhola pelo Barcelona, uma temporada depois de fazer o milagre de salvar o time catalão do rebaixamento. Mas faltava algo, faltava para o craque dentuço, a Champions League. E ela veio na temporada 05/06, quando o Barça bateu o forte time do Arsenal de Henry na decisão por 2 a 1, com gols de Eto’o e Belletti.

O time de Frank Rijkaard jogava de maneira bem ofensiva, em um 4-3-3 que concentrava a sua força no flanco esquerdo, por onde seu camisa 10 desfilava seu repertório de lindas jogadas, com dribles, arrancadas e gols espetaculares.

MANCHESTER UNITED 2007/2008 – A CONSAGRAÇÃO DE UMA TEMPORADA PERFEITA PARA CRISTIANO RONALDO

ManUtd 07-08

O sistema de Ferguson era simples: Muita marcação e a exploração do talento de Cristiano Ronaldo. Assim, os Red Devils conquistaram a Premier League e a Champions League, com o gajo sendo artilheiro e comendo a bola nas duas competições.

A intensa movimentação do trio ofensivo formado por Tevez, Rooney e Ronaldo era o ponto forte do time que conquistou a Europa graças ao escorregão de John Terry na cobrança do pênalti decisivo. Era o destino a favor de Cristiano Ronaldo, o luso não podia ser marcado como vilão após uma temporada perfeita.

BARCELONA 2008/2009 – A NOBRE ARTE DO TOQUE DE BOLA

Barça 08-09 

Manutenção da posse de bola e qualidade no passe foram as grandes virtudes desse Barcelona que encantou todo o planeta. Xavi e Iniesta ditando o ritmo do meio campo, distribuindo o jogo de forma ímpar, as boas investidas de Dani Alves pela direita, a boa fase de Henry, os gols de Eto’o e o talento único de um gênio, Lionel Messi.

Para mim, o time que conquistou simplesmente tudo que jogou, colecionando nada mais nada menos que seis taças em uma temporada foi o que tivemos de melhor nessa década. A perfeição do futebol coletivo somada à qualidade individual de cada um foi de encher os olhos.

INTERNAZIONALE 2009/2010 – EFICIÊNCIA RIMA COM OBEDIÊNCIA

Internazionale 09-10

A obediência tática foi ponto crucial no time de José Mourinho, que levou a tríplice coroa. Um time que soube se defender como poucos, mas sem perder a vocação ofensiva, que contava com um trio sensacional. Eto’o, que sempre jogou como um autêntico 9 no Barcelona, passou a jogar como 7, pelo flanco direito, marcando, voltando até a retaguarda para dar combate. Sneijder, o legitimo camisa 10, que ditava o ritmo da equipe e a conduzia, foi para muitos o melhor jogador do ano de 2010. Diego Milito, letal, foi o atacante dos sonhos de “Mou”, fazendo o papel de pivô e sendo decisivo quando acionado.

O jogo chave da equipe foi contra o poderoso Barcelona no Camp Nou, onde com uma vantagem de dois gols, ficou com um jogador a menos por cerca de 70 minutos e ainda assim, suportou a pressão para passar pela equipe catalã e encaminhar a tão sonhada taça da UEFA Champions League, que já não vinha há 45 anos.

P.S.: Com esse post encerro o ano de 2010, e faço uma pausa de uma semana de merecido descanso. Desejo a todos um feliz natal e um excelente 2011, com muita saúde, paz, e claro, muito bom futebol. Agradeço a todos que por aqui estiveram e peço, que continuem frequentando esse espaço no novo ano que está por vir.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Wembley é logo ali


Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite do blogueiro:

ROMA x SHAKTAR DONETSK
Duelo equilibrado. O time da capital italiana, que apresenta sinais de melhora na temporada, pegou um adversário parelho e pode sonhar com uma classificação às quartas-de-final. Por outro lado, o líder da Liga Ucraniana, também pode almejar uma inédita (e merecida) classificação à fase seguinte. O time que desbancou o poderoso Arsenal na fase de grupos, conta com um perigoso trio brasileiro, composto por Willian, Douglas Costa e Jadson para tentar avançar.
Palpite: Shaktar Donetsk.

MILAN x TOTTENHAM HOTSPURS

Um dos grandes jogos dessa fase. Os rossoneri, que caiu em uma chave muito difícil, têm uma nova pedreira pela frente, mas conta com os gols de Ibrahimovic e a volta de Pato para buscar a classificação. A equipe de Londres, que já desbancou a atual campeã Inter de Milão na primeira fase, quer agora passar pelo outro time de Milão e se classificar as quartas-de-final pela primeira vez em sua história.
Palpite: Tottenham Hotspurs

VALENCIA x SCHALKE 04
Interessante o reencontro do Valencia com Raul, seu algoz na final de 99/00. A equipe espanhola conta com o talento de Juan Mata e os gols de Aritz Aduriz para tentar voltar a figurar entre os oito grandes da Europa. Os alemães, que vão de mal a pior na Bundesliga, tem na boa campanha na fase de grupos da UCL um alento para seu torcedor – e o sustento de Felix Magath. A dupla formada pelos ex-merengues, Raul e Huntelaar, é a esperança dos azuis reais.
Palpite: Schalke 04.

INTERNAZIONALE x BAYERN MUNCHEN
Replay da última final. A Inter já não é mais a mesma que foi campeã em maio desse ano, muito em função da saída de José Mourinho, mas ainda assim é uma equipe perigosa e que se não sofrer tanto com lesões como vem sofrendo, pode chegar longe. O Bayern é outro que capenga na Bundesliga, apenas na sexta colocação, mas sobra na Champions. Tem na volta de Robben, sua grande esperança de dias melhores.
Palpite: Internazionale.

LYON x REAL MADRID
Novamente nas oitavas. Apesar da chegada do ótimo Yoann Gourcuff, o Lyon já não é mais o mesmo da última temporada, quando foi até as semifinais, passando pelo mesmo Real Madrid e contando com uma fase esplendorosa de Pjanic, autor do gol que eliminou os merengues. O Madrid também já não é mais a mesma equipe da última temporada, a chegada de José Mourinho deu mais “cancha” e confiança ao time branco, que sonha passar das oitavas-de-final, o que não acontece há seis temporadas.
Palpite: Real Madrid.

ARSENAL x BARCELONA
Outro reencontro da última UCL. Para tentar fazer frente a poderosa equipe catalã, os Gunners precisam voltar a contar com o russo Arshavin, que vive sua pior fase no clube, e Cesc Fabregas, que vem sofrendo muito com lesões. O Barça, melhor do que nunca, está voando e parece não ter adversários. Não que seja uma zebra, pela tradição do Arsenal, mas qualquer resultado que não seja a classificação blaugrana, será surpresa.
Palpite: Barcelona.

OLYMPIQUE MARSEILLE x MANCHESTER UNITED

Todo favoritismo inglês. Os franceses, apenas em quinto na Ligue 1, contam com o talentoso argentino Lucho Gonzalez e o ganês destaque na Copa do Mundo, André Ayew para tentar o inesperado e passar pelos ingleses. Os Red Devils, que sofreram apenas um gol na fase de grupos, tem na consistência defensiva sua grande força. O time de Sir Alex Ferguson conta ainda com a habilidade de Nani e o faro de gol da dupla Rooney e Berbatov.
Palpite: Manchester United.

COPPENHAGUE X CHELSEA
Outro jogo de total favoritismo inglês. Os dinamarqueses, que dentro de casa até conseguiram fazer um jogo de igual pra igual contra o Barcelona, torcem para que a atual má fase do Chelsea dure até o confronto entre as duas equipes. O Chelsea tenta dar um pontapé na má fase e para isso, não podia ter adversário melhor na Champions. Com a volta dos lesionados e a manutenção do super campeão Carlo Ancelotti, os azuis podem enfim, chegar ao tão desejado título.
Palpite: Chelsea.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sorte de Campeão?

United - Arsenal

Formações Iniciais: Ferguson optou por preencher o meio campo e por isso tirou Berbatov para entrar em um 4-2-3-1, com Anderson se movimentando bem pela faixa central; Rosicky não foi tão bem no mesmo setor pela equipe visitante.

Foi um jogo duro, pegado, de muita força física e muitos erros de passe de parte a parte, onde a sorte foi muito mais decisiva do que qualquer aspecto técnico ou tático.

Mesmo jogando em casa, Sir Alex Ferguson preferiu a cautela e deixou Berbatov no banco para lançar mais um homem no meio campo, abrindo mão do sistema de 4-4-2 em linha que vinha utilizando para entrar em um 4-2-3-1, que contava com a movimentação de Anderson na faixa central e Park e Nani pelos flancos.

Wenger lançou a equipe no habitual 4-2-3-1, com Nasri pela direita, Arshavin pela esquerda e Rosicky centralizado, posição diferente da qual o tcheco costuma jogar, que é pela beirada. Sem poder contar com Fabregas no time titular, Wilshere cumpriu a função do espanhol como segundo volante, ao lado de Song.

Mas a grande mudança na equipe visitante só foi vista no decorrer do jogo. Sua linha defensiva, que geralmente joga mais avançada, dessa vez estava profunda, dando campo aos homens de frente dos Diabos. Com isso, o time de Wenger sofreu muito na primeira etapa, onde não finalizou sequer uma vez contra o gol de Van Der Sar.

Por outro lado, o United deu muito trabalho ao estreante arqueiro Gunner, o polonês Szczesny. Primeiro com Rooney, em chute de longa distância que ficou nas mãos do goleiro, e segundo com NanPark Ji Sungi, com tiro que saiu pela direita do gol, após falha de Squilacci que cabeceou nos pés do português. Na terceira tentativa, a sorte dos donos da casa falou mais alto, quando Nani cruzou rasante na área, a bola desviou n a defesa e subiu na cabeça de Park, que meio sem querer deu um leve toque, suficiente para encobrir o goleiro Szczesny e fazer o tento que daria a vitória aos Red Devils.

As duas equipes voltaram iguais para a segunda etapa, com o Arsenal um pouco mais “alto”, marcando mais a frente, assim, as oportunidades começaram até a aparecer para o time londrino, no entanto, a equipe parava nos diversos erros de Chamack.

Aos vinte da etapa final, Wenger ousou e trocou Wilshere e Rosicky por Fabregas e Van Persie, tirando o time do 4-2-3-1 para um 4-4-2 em linha, com o holandês fazendo companhia a Chamack no ataque. Uma das válvulas de escape do time de Wenger era Arshavin, porém o russo ficou travado na ótima marcação do brasileiro Rafael, que defensivamente, fez sua melhor partida com a camisa do United.

Outro brasileiro em campo, Anderson também fez excelente partida. Além da evidente melhora física, o camisa oito voltou a atuar como atuava no Grêmio, como um camisa 10, e desfilou um belo arsenal de dribles e passes. Em um de seus melhores lances, podia ter definido o cotejo, quando puxou rápido contra ataque, tocou para Rooney e recebeu de volta na cara do gol, mas Szczesny fez ótima intervenção para impedir o segundo tento dos Diabos.

Quem também teve oportunidade de ampliar o marcador e matar o jogo foi Wayne Rooney. Aos vinte e sete minutos, quando Nani avançou em velocidade pela direita, tentou driblar Clichy, mas a bola acabou tocando no braço do lateral francês, pênalti. Na cobrança da penalidade (que a meu ver, não existiu), Rooney bateu bisonhamente, jogando na arquibancada.

Apesar das tentativas de buscar o empate que manteria o Arsenal na liderança, o United segurou o resultado até o fim, mantendo assim, a invencibilidade na temporada e assumindo a ponta da tabela na Premier League, com 34 pontos contra 32 do time londrino, que tem ainda um jogo a mais.

United - Arsenal 2Como terminou: Wenger bem que tentou lançar o time a frente, mas a solidez defensiva garantiu mais três pontos para os Red Devils.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fim de Tabu

Arsenal x Tottenham Um tabu é sempre lembrado às vésperas de um grande clássico, especialmente quando se trata da maior rivalidade de uma metrópole como Londres e quando esse tabu já se perdura por extensos 17 anos. Esse foi o período que o Tottenham passou sem saber o que era vencer o seu arqui-rival, Arsenal, na casa Gunner – seja no Highbury Park ou o Emirates Estadium.

No duelo de ontem, válido pela 14ª rodada da Premier League, o técnico Harry Redknapp foi ao Emirates disposto a dar um fim no jejum, e para isso, lançou o time em um ousado 4-2-3-1, com Jenas e Modric fazendo as vezes de volantes, opção que não deu muito certo na primeira etapa.

Ambos os jogadores saiam demais pro jogo, e com isso deixavam um buraco à frente da zaga Spur, e foi nesse espaço que Fabregas ditou o ritmo dos primeiros quarenta e cinco minutos. Primeiro, com um lançamento primoroso, que encontrou Nasri em velocidade por trás de Ekotto. O camisa 8 ainda ganhou na dividida de Gomes antes de tocar para o gol vazio e abrir o placar. Em seguida, após longa e bela troca de passes dos donos da casa, o espanhol cortou bem o zagueiro e bateu forte por cima do gol. Ele queria mais.

O ritmo ditado por Fabregas envolvia os visitantes e assim dava a pinta de que o Arsenal iria impor uma sonora goleada sobre o seu rival. E em mais uma jogada iniciada pelo camisa 4, que conduziu a pelota em velocidade do campo de defesa para o ataque antes de passar para Arshavin na esquerda, o russo cruzou rasante para Chamakh desviar e ampliar o marcador.

Se o Tottenham conseguiu resistir ao insinuante futebol do Arsenal e sair com “apenas” dois de desvantagem na etapa inicial, se deve muito a (quase) perfeita atuação do zagueiro Kaboul, que fazia o possível e o impossível para evitar um desastre ainda maior.

Na volta do intervalo, diante do domínio Gunner, o técnico Harry Redknapp ousou novamente e trocou o inútil Aaron Lennon por Defoe, que voltara de grave lesão. Em chutão de Ekotto, o camisa 18 apareceu pela primeira vez na partida, com leve desvio de cabeça que deixou a bola na boa para Van der Vaart, o holandês dominou e passou para Bale, que com um toque de categoria tirou de Fabianski para diminuir logo aos cinco minutos da etapa final e dar sobrevida ao Tottenham.

Foi praticamente a primeira aparição do canhoto destaque do futebol inglês nesse começo de temporada em toda a partida, já que durante o primeiro tempo, ficou preso à ótima marcação de Bacary Sagna.

A alteração feita pelo treinador Spur, melhorou muito o time, que além de conseguir encurralar o rival no campo de defesa, conseguiu diminuir os espaços dados ao meio campo vermelho durante o primeiro tempo. O empate dos liliwhites começou a ser desenhado na falta sofrida por Modric, após bela jogada individual do croata. Van der Vaart cobrou a falta e Fabregas, presente na barreira, levantou o braço para cortar o trajeto da bola, pênalti claríssimo assinalado pelo árbitro e convertido pelo próprio holandês.

Vendo o crescimento do adversário, Wenger trocou o trio ofensivo, em busca de sangue novo e quem sabe, achar o tento da vitória, assim, lançou Van Persie, Walcott e Rosicky nos lugares de Chamakh, Nasri e Arshavin, respectivamente. Sem sucesso, o setor onde o time dominou na etapa inicial, dessa vez era dominado e a bola não chegava nos avantes.

Arsenal x Tottenham2

 Kaboul Quando o empate já parecia um resultado interessante tanto para o Arsenal, que somaria um ponto importante na busca pelo líder Chelsea e de quebra manteria o jejum sobre o rival, quanto para o Tottenham, que buscou a igualdade de forma heróica, uma falta na lateral do campo de defesa do time da casa mudou todo o rumo do cotejo. Van der Vaart cobrou com maestria para o meio da área e encontrou Kaboul, que desviou para o fundo das redes. O gol coroa a brilhante atuação do defensor francês, o melhor homem em campo e também, a perfeita leitura de Redknapp, que mexeu com a estrutura do time no intervalo e voltou com ainda mais sede de dar um fim no incomodo tabu.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Definição na UCL


Hoje pela manhã foram definidos os confrontos de quartas de final do maior torneio de clubes do planeta, a UEFA CHAMPIONS LEAGUE. E que confrontos.

Após uma classificação improvável e tranqüila sobre o Sevilla, o CSKA Moscou irá enfrentar uma pedreira pela frente, a poderosa Internazionale de Milão, que bateu o favorito Chelsea em dois grandes jogos. O time russo conta com excelentes jogadores, como o japonês Honda, o chileno Mark González, e o sérvio Milos Krasic, artilheiro da equipe na competição e principal esperança dos cavalos. Já a Inter dos matadores Diego Milito e Samuel Eto’o e do cerebral Wesley Sneidjer, dispensa comentários, é a grande favorita pro duelo, mas não terá vida fácil. Os jogos serão em 31 de Março e 6 de Abril, sendo o primeiro no Giuseppe Meazza e o segundo e decisivo no estádio Dínamo de Moscou.

Na França, um verdadeiro clássico entre os últimos campeões do país. O Lyon, que eliminou ninguém mais, ninguém menos que os galácticos do Real Madrid, irá encarar o time de melhor campanha da atual UCL, o Bordeaux, que passou fácil pelos gregos do Olimpiacos. Os leões têm em Pjanic sua grande estrela e principal arma para tentar derrubar o atual campeão da Ligue 1. Já os girondinos, contam com o “novo Zidane” Yoann Gourcuff, além do artilheiro marroquino Marouane Chamack como trunfos para confirmarem o favoritismo e se classificarem. O primeiro jogo será no Stade de Gerland, no próximo dia 30, e o segundo duelo será no Stade Chaban-Delmas, no dia 7 de abril.

Manchester United e Bayern de Munique reeditam a final de 1999, quando os Red Devils bateram os bávaros em um jogo sensacional. O técnico Louis Van Gaal demorou a dar um padrão de jogo ao time, mas desde que conseguiu o Bayern emplacou 13 vitórias consecutivas, assumiu a ponta da Bundesliga e conseguiu uma suada classificação diante da Fiorentina, tudo isso sob a batuta do maestro Arjen Robben, que se livrou das lesões e vem comendo a bola pelo time alemão. O Manchester também demorou a se encontrar na temporada, especialmente pela saída de Cristiano Ronaldo, mas graças aos gols de Wayne Rooney, os comandados de Sir Alex Ferguson cresceram bastante e é o grande favorito pra esse confronto tão equilibrado. No Allianz Arena, no próximo dia 30 e no Old Trafford em 7 de Abril será jogada a vaga nas Semi Finais.

E pra quem gosta de bom futebol, pra frente, com toques envolventes, um prato cheio. Arsenal e Barcelona também reeditam uma final de UCL (2005/2006) e fazem o chamado “jogo do futebol bonito”. Os Gunners que simplesmente atropelaram o Porto na fase anterior, contam com todo o talento do catalão Cesc Fabregas e do russo Andrey Arshavin para tentar derrubar o atual campeão e favorito Barcelona, que por sua vez, tem nos pés de Lionel Messi, o possível passaporte para o Santiago Bernabéu. O Emirates Stadium será o palco para o primeiro espetáculo, em 31 de Março, e a decisão fica para o Camp Nou, em 6 de Abril.

Resta a nós, amantes do futebol, aguardar ansiosamente para que a bola role para esses quatro super jogos.

E na próxima semana aqui no Visão, um raio-X completo das oito equipes postulantes ao título.

terça-feira, 9 de março de 2010

Oitavas UCL - Pós Jogos


Definidos os dois primeiros classificados a próxima fase da UEFA CHAMPIONS LEAGUE. Na Itália, o vencedor do jogo não levou a vaga, e na Inglaterra, um verdadeiro espetáculo, um massacre dos Gunners.

Força Bávara



No estádio Artemio Francchi, a Fiorentina lutou bravamente pela classificação, jogou muito bem – o que foi surpreendente pelo que o time vinha apresentando na Serie A – mas o placar de 3x2 não foi suficiente para levar a Viola as Quartas de Final, devido aos dois gols sofridos em casa. Jovetic duas vezes e Vargas fizeram para os italianos, Van Bommell e Robben anotaram os tentos dos bávaros.

Show Gunner



O torcedor que foi ao Emirates Estadium na noite dessa terça não tem do que reclamar. O Arsenal deu show, dominou as ações do jogo, foi pra cima do Porto e não deu a mínima chance ao time luso. Um verdadeiro massacre, comandado por Nicklas Bendtner, autor de 3 dos 5 gols dos Gunners. Os outros foram marcados por Eboué, após receber brilhante passe de Arshavin, e Nasri, um golaço do francês que recebeu de Eboué, tirou três marcadores pra dançar e fuzilou o a meta de Hélton.

Bayern Munique e Arsenal. Os dois já estão entre os oito melhores da Europa.

Prévia UCL - Oitavas de Final



Nesta terça começam os jogos de volta das Oitavas de Final da UEFA CHAMPIONS LEAGUE. Dois duelos, um na Inglaterra e outro na Itália, mexem com o futebol europeu na noite – tarde no Brasil – de hoje.



Na Itália, a Fiorentina recebe o Bayern Munique no estádio Artemio Franchi precisando vencer. Após um jogo cercado de polêmicas no último dia 17, onde o time italiano foi muito prejudicado pela arbitragem, que validou um gol completamente irregular de Miroslav Klose que garantiu o triunfo dos bávaros. O gol marcado por Kroldrup no Allianz Arena dá a Viola à possibilidade de ganhar por apenas 1x0 para se garantir na próxima fase. No entanto, não será nada fácil, primeiro pelo mau momento que vive o time de Cesare Prandelli. E segundo pela ascensão dos alemães, que depois de cambalear no inicio da temporada, parece finalmente ter encontrado um padrão de jogo e a duas rodadas assumiu a ponta da Bundesliga, já abriu dois pontos para o segundo colocado – Schalke 04 – e só precisa de um empate para se classificar hoje.

Ficha dos Times:

Fiorentina: Frey; De Silvestri, Kroldrup, Natali e Felipe; Montolivo, Zanetti, Marchionni e Vargas; Jovetic e Gilardino. Tec.: Cesare Prandelli.

Bayern Munique: Butt, Lahm, Van Buyten, Badstuber e Pranjic; Tymoschuk, Van Bommell, Schweinsteiger e Robben; Muller (Ribery) e Olic (Mario Gomez). Tec.: Louis Van Gaal.

Palpite: Bayern Munique.



Já no Emirates Estadium, no jogo mais aguardado de hoje, o Arsenal enfrenta o Porto. Aos ingleses basta o placar mínimo ou uma vitória por dois gols de diferença. Um empate já é mais que suficiente pros Lusos. Após ser derrotado em Portugal por 2x1 graças a duas falhas grotescas do goleiro Fabianski, os Gunners vão em busca da virada e consequentemente da classificação. No entanto, terão um grave desfalque para a partida de logo mais, o capitão do time, Cesc Fabregas sentiu uma lesão no último duelo pela Premier League e não vai pro jogo. Provavelmente será substituído pelo tcheco Tomas Rosicky. A baixa certamente será sentida pelos comandados de Arsene Wenger, que arma o time pra frente pois necessita do resultado positivo. Por outro lado, Jesualdo Ferreira vai a Londres para se defender e voltar com a classificação, até para dar uma satisfação a torcida do Dragão que vê o time longe da briga pelo título na Liga Sagres.

Ficha dos Times:

Arsenal: Almunia; Sagna, Campbell, Vermaelen e Clichy; Song, Denílson, Rosicky (Diaby), Nasri e Arshavin; Bendtner. Téc.: Arsene Wenger.

Porto: Helton; Jorge Fucile, Bruno Alves, Rolando e Álvaro Pereira; Raúl Meireles, Ruben Micael, Tomás Costa e Mariano Gonzalez; Varela (Hulk) e Falcão. Tec.: Jesualdo Ferreira.

Palpite: Arsenal.