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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Guia UEFA Champions League 2012/2013–Grupo A

Como todos devem saber, estamos a uma semana do inicio do maior torneio interclubes do planeta, a UEFA Champions League. Assim, esse que vos escreve preparou um pequeno guia do intercontinental europeu, que será lançado aqui nesse espaço grupo a grupo, até a próxima segunda-feira (17/09), um dia antes da bola rolar no velho continente. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Grupo A

O grande atrativo do grupo fica por conta do novo rico Paris Saint Germain. O time que investiu pesado na temporada 2011/2012, não conseguiu faturar a liga nacional e teve de se contentar com a vaga na fase de grupos da UEFA Champions League. Assim, investiu ainda mais na atual temporada e tirou do Milan ninguém mais ninguém menos que os craques Ibrahimovic e Thiago Silva, dando um baita upgrade ao elenco de Carlo Ancelloti. Além dos ex-rossoneri, chegaram também o ótimo Lavezzi e o lateral Van Der Wiel, sem contar o são paulino Lucas, que chegará à capital francesa apenas em janeiro. Outro favorito no grupo é o Porto. Mesmo com a saída do astro maior do clube, Hulk, os atuais bi campeões lusitanos não devem ter maiores dificuldades para ficarem com uma das duas vagas nas Oitavas de Final, uma vez que Dynamo Kyev e Dinamo Zagreb brigam apenas entre si para ficarem com a vaga no mata mata da UEFA Europa League.

Curiosidade: Na campanha do título em 2003/2004, o Porto também teve que encarar franceses pelo caminho. Na ocasião, Olympique Marseille, Lyon e Monaco foram os rivais em fase de grupos, quartas de finais e final, respectivamente.

Palpite: Paris Saint Germain e Porto

PortoDinamo KyivpsgDinamo Zagreb

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Porto 1-2 Manchester City – Ampla vantagem aos ingleses

A primeira fase de mata mata da UEFA Europa League nos reservou um jogo do tamanho de Champions League. No estádio do Dragão, o atual campeão do segundo principal interclubes europeu Porto recebeu o atual líder da poderosa Premier League, o Manchester City.

Correndo atrás do rival Benfica na Liga Sagres, o time português tem no certame continental uma grande chance de faturar um troféu na temporada, até por isso, o técnico Vítor Pereira entrou com o que tinha de melhor para encarar os ingleses. Postado no mesmo 4-3-3 que já era utilizado pelo seu antecessor André Villas Boas (do qual o atual treinador era assistente), o time portista apenas não podia contar com o recém contratado centroavante Marc Janko, pois este já atuou na competição pelo Twente. Assim, seu substituto no comando do ataque foi o brasileiro Hulk, atuando numa função que não é bem a sua especialidade, já que funciona melhor pelo lado do campo.

Porto 1-2 City Formações iniciais: Porto no seu 4-3-3 habitual, porém, com Hulk na referência. City também no seu rotineiro 4-2-3-1 que investiu muito pela direita.

E foi justamente quando o camisa 12 saiu da área para buscar o jogo, que o time lusitano chegou ao gol. Depois de tabela com James pela esquerda, o brasileiro cruzou rasante na área para a chegada em velocidade de Varela, que só teve o trabalho de empurrar para o gol de Hart, aos 27 da primeira etapa.

Antes disso, o time da casa vinha sofrendo e contando com belas defesas de Helton para não sair atrás no placar. O Manchester City que foi a campo também com força total e contando ainda com a importante volta de Yayá Touré investia muito pelo seu setor direito, ás costas do uruguaio Álvaro Pereira, que subia demais para o apoio e não tinha cobertura. Primeiro foi Micah Richards que testou o goleiro brasileiro, em bomba de fora da área. Depois foi a vez de Nasri, também pelo flanco direito, entrar na área e bater forte para nova intervenção. E Helton voltou a aparecer também depois do placar aberto, quando Balotelli recebeu completamente livre na entrada da área e bateu a queima roupa.

Porém, tudo que o arqueiro brasileiro fez de bom no primeiro tempo foi comprometido aos dez da etapa final, quando Yayá Touré ainda do meio campo tentou lançar para Balotelli, o goleiro saiu mal e Álvaro Pereira acabou desviando para o próprio gol, igualando o marcador.

A partir do gol de empate, o gol ficou morno. O Porto tinha a posse da bola, mas não conseguia passar da intermediaria de um Manchester City que se mostrava muito satisfeito com o empate com gol fora de casa. A fim de reoxigenar e fechar o time, Roberto Mancini trocou o esgotado Balotelli por Kun Aguero e David Silva por Kolarov. As mexidas funcionaram e a cinco minutos do fim, em jogada iniciada pelo sérvio, Nasri lançou Yayá Touré em profundidade. O marfinense avançou e rolou para Kun completar e definir o placar.

Se o empate já agradava ao time britânico, a vitória dá uma baita vantagem para que o time possa até se dar ao luxo de poupar alguns atletas no jogo da volta, mas é bom que não se descuide, pois do outro lado há uma grande equipe, totalmente capaz de reverter.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

500x Mourinho

Tudo começou em 23 de setembro de 2000, quando defendendo o Benfica, José Mourinho fez sua estréia como treinador profissional, contra o Boavista – que viria a se sagrar campeão português em 2000/2001 – no Estádio do Bessa e saiu derrotado por um a zero, gol do brasileiro Duda. Ali, poucos imaginavam que o técnico viria a se tornar um fenômeno, o Special One.Mourinho

Hoje, em White Hart Lane, onze anos depois, o luso completou seu jogo de número 500, com um aproveitamento impressionante e diversas taças ao longo de sua vitoriosa carreira. São dezessete títulos obtidos, sendo seis títulos conquistados no FC Porto onde se destaca a Taça Uefa e a Champions League, outros seis títulos no Chelsea, entre os quais dois campeonatos ingleses e ainda cinco títulos ao serviço da Inter, onde conseguiu o "triplete" na temporada passada, levantando sua segunda Champions League.

Nesses 500 cotejos em que esteve no banco de reservas comandando suas equipes (foram seis: Benfica, União de Leiria, FC Porto, Chelsea, Internazionale e Real Madrid), seus números são impressionantes. Foram 335 vitórias, 104 empates e apenas 61 derrotas, um aproveitamento de 82% - em pontos, foram 1.347 disputados e 1.106 conquistados. Para homenagear o vitorioso treinador, esse que escreve destaca três importantes jogos ao longo da carreira mais que “Especial” do português.

1. Monaco 0x3 Porto – O Nascimento de um Mito

Monaco 0x3 Porto Formações iniciais: Com Giuly em campo, Monaco em 4-3-2-1 e Porto bem postado em 4-3-1-2. Foi o cartão de visitas de Mourinho.

Após eliminarem gigantes como Real Madrid e Manchester United, Monaco e Porto fizeram uma final surpreendente na UEFA Champions League de 2003/2004, em Gelsenkirchen.

A cautela de ambas as partes prevaleceu no começo da partida, com o jogo preso na meia cancha, e o Monaco assustava quando abria o jogo pelas beiradas, com Rothen ou Giuly, meias abertos no 4-3-2-1 francês.

No entanto, um duro golpe no time de Deschamps aos 22 minutos mudou todo o rumo do cotejo: Giuly, capitão e melhor jogador da equipe sentiu lesão e deixou o campo para a entrada do croata Dado Prso. Assim, a equipe francesa se configurou em um 4-3-1-2, com Rothen saindo da ponta e centralizando mais suas ações e caiu de rendimento, assim como toda equipe, que via o Porto crescer na partida com inteligência, sabendo esperar o momento certo de atacar. Até que por volta dos 40 minutos da etapa inicial, Paulo Ferreira fez boa jogada pela direita e levantou na área para Carlos Alberto tentar duas vezes antes de empurrar para as redes e abrir o marcador.

Na segunda etapa, em desvantagem, o time alvirrubro partiu em busca do empate, mas esbarrava na sua própria desorganização tática e encontrava dificuldades para passar pela boa marcação dos Dragões, que buscavam por um contragolpe certo para matar o jogo. Saiu aos 26 minutos, quando Derlei escapou em velocidade pela esquerda, foi até a linha de fundo e rolou para Deco tocar com categoria no contrapé do goleiro e anotar o segundo. Não demorou para sair o terceiro, apenas quatro minutos depois, novamente dos pés de Derlei, que dessa vez serviu para o russo Alenichev fazer o terceiro e definir o placar.

Ali, o mundo conhecia José Mourinho. O homem que levou o limitado, porém esforçado time do Porto a conquista do mais importante torneio interclubes do planeta.

2. Internazionale 3x1 Barcelona – O Melhor

Inter 3x1 Barça Marcação, fibra e suor: A receita para a melhor partida da carreira de Mourinho.

Com um show tático de Mourinho, a Inter conseguiu desbancar o favorito Barcelona no Giuseppe Meazza e assegurar boa vantagem para o jogo da volta, onde perdeu por um a zero e ficou com a vaga na final da Liga dos Campeões.

Marcando com pressão a saída de bola blaugrana, a Inter começou melhor, impedindo as tramas ofensivas dos catalães com Thiago Motta e Cambiasso anulando o melhor do mundo Messi na intermediaria, Sneijder acompanhando Xavi e Pandev travando as subidas perigosas de Daniel Alves. Ainda assim, bastou um vacilo para que o entrosado e letal time de Guardiola abrisse o marcador, após falha de Lúcio e Maicon, que Maxwell aproveitou para ir na linha de fundo e cruzar para Pedro completar para as redes.

Com a vantagem no marcador, o Barça passou a ditar o ritmo do jogo, bem ao seu estilo, mantendo a posse da bola. Porém, oferecia o contra ataque ao veloz time de “Mou”, e foi assim que os nerazurri chegaram à igualdade, quando Eto’o lançou para Milito, que carregou a marcação e abriu um buraco na área do Barcelona, onde ele rolou para Sneijder chegar batendo e empatar ainda na primeira etapa.

Mal havia começado a segunda etapa e veio a virada, novamente dos pés de Diego Milito, o homem do jogo, que viu Maicon invadindo a área e rolou para o lateral brasileiro encher o pé, sem chances para Valdés.

Após o gol, o Barcelona acordou novamente no jogo e passou a levar perigo, mas parava na ótima fase de Julio César, que fez defesas importantes em finalizações de Messi e Busquets. A resposta da Inter foi novamente com bola na rede, aos 16 minutos, quando Eto’o levantou na área e agora foi a vez de Sneijder servir Milito, que em condição irregular, fez o terceiro e pôs números finais no marcador.

Uma vitória soberba de uma equipe que sobrou em termos de dedicação e organização. Considerada pelo próprio “Special” como a melhor de sua carreira e que alavancou o time interista rumo à conquista continental que não vinha há 45 anos.

3. Barcelona 5x0 Real Madrid – O Pior

Barça - Madrid O erro de Mourinho: inverter Di Maria e Cristiano Ronaldo.

Se o próprio Mourinho considera uma partida contra o Barcelona como a melhor de sua carreira, ainda pela Internazionale, o pior capítulo dessa história também se passa contra o mesmo Barcelona, quando a atual equipe do Special, o Real Madrid, caiu com um sonoro 5 a 0 perante o rival catalão.

Na formação, um erro de Mourinho na distribuição de suas peças, ao inverter Cristiano Ronaldo e Di Maria de lado, passando o português para o flanco direito, quando esse poderia atuar pela esquerda, onde está habituado e aproveitar os espaços às costas do ofensivo Daniel Alves. Outro erro foi o time branco atuar tentando fazer linha de impedimento contra um rival de tamanha qualidade com a bola nos pés.

Apesar das falhas, não havia muito o que fazer diante de um time que apresentou um futebol de gala, fez um resultado até com certa facilidade, sem sofrer grandes riscos e aplicou uma goleada que jamais será esquecida nem pelo torcedor merengue, nem pelo treinador. (Para ler a analise completa do jogo, clique AQUI).

domingo, 3 de abril de 2011

Benfica 1x2 Porto – Tudo Azul

Alguém imagina o Grêmio comemorando um título nacional em pleno Beira-Rio? Ou o Corinthians levantando a taça dentro do Palestra Itália? O Flamengo dando a volta olímpica em São Januário? Pois foi justamente o que aconteceu nesta tarde no Estádio da Luz, onde o FC Porto bateu o Benfica e garantiu o 25º título português de sua história, dentro da casa do maior rival.

Benfica vs Porto Formações iniciais: O 4-1-3-2 benfiquista parou na bem encaixada marcação azul.

Para tentar impedir que o rival levantasse o troféu na sua casa, Jorge Jesus lançou o time no mesmo 4-1-3-2 que vem utilizando, mas optou por deixar o matador Cardozo no banco e escalar um quinteto argentino formado por Salvio, Aimar e Gaitan na meia cancha ofensiva e Jara e Saviola no comando do ataque.

Do outro lado, o jovem André Villas Boas entrou com a mesma equipe que o torcedor portista está habituado a ver. Um 4-3-3 com base alta, apostando na força e habilidade de Hulk pelo flanco direito de ataque.

Com uma marcação melhor encaixada, o Porto começou melhor o duelo, trabalhando a bola no campo ofensivo e dando muito trabalho à defesa do Benfica, especialmente ao lateral esquerdo Fabio Coentrão, encarregado de acompanhar o camisa 12 azul.

Não durou muito tempo até que a nervosa equipe encarnada cedesse à pressão dos visitantes, e em erro de Sidnei, a bola sobrou com Guarin. Rente à linha de fundo, o camisa seis fez o que deu pra fazer e descolou um cruzamento despretencioso que acabou indo parar no fundo do gol graças a falha bisonha do goleiro espanhol Roberto.

Com seus meias de ligação sumidos em campo, especialmente Gaitan e Salvio, que atuavam abertos no time da casa, mas encaixotados na marcação dos laterais e volantes dos dragões, pouco produziam.

Assim, o gol de empate dos encarnados só surgiu graças a colaboração do árbitro Duarte Gomes, que viu penalti de Otamendi sobre Jara – esse que escreve não assinalaria a penalidade. Saviola converteu e igualou o marcador.

A alegria da torcida presente no Estádio da Luz durou pouco, pois minutos depois, Guarin apareceu novamente e fez ótimo lançamento para Falcão García, que foi derrubado por Roberto. Penalti, agora para o outro lado. Na cobrança, o artilheiro do campeonato Hulk deixou o Porto novamente na frente.

Na volta do intervalo, o técnico Jorge Jesus mexeu na equipe, lançando o lateral Cesar Peixoto no lugar do nervoso e escondido Aimar, passando Fabio Coentrão para a meia esquerda e puxando Gaitan para a faixa central. Outra mudança foi a entrada do paraguaio Cardozo no lugar do jovem Jara, que apesar de ter cavado o penalti, pouco produziu na etapa inicial.

As mudanças surtiram certo efeito e o time benfiquista melhorou no segundo tempo, passou a ocupar mais o campo adversário e assustar o goleiro Helton, como em boa finalização de Saviola na grande área e na cabeçada a queima roupa de Cardozo em cima do goleiro brasileiro que encaixou. Apesar da melhora, quem teve a grande oportunidade de matar o jogo foi o Porto, com Falcão, que roubou a bola de Sidnei na intermediária e perdeu gol incrivel frente a frente com Roberto.

Melhor em campo, o Benfica viu a chance de impedir a conquista rival crescer quando Cardozo passou por Otamendi e sofreu falta do zagueiro argentino, que recebeu o segundo cartão e foi para o chuveiro mais cedo. Após a expulsão, Villas Boas fez duas alterações, colocando Maicon no lugar de Falcão para recompor a zaga e sacando Varela para a entrada de Belluschi, fechando a equipe em um 4-4-1 em linha, com o camisa sete que acabara de entrar pela esquerda, João Moutinho pela direita e Hulk isolado no comando do ataque.

Benfica vs Porto 2 Durante boa parte da segunda etapa, Porto com um a menos e reconfigurado em um 4-4-1 em linha.

Com um a mais, o que restou ao Benfica foi sufocar e martelar o time visitante, que se segurava como podia, com sua linha defensiva muito bem no jogo – destaque para Fucile e Rolando. O insucesso irritava os donos da casa, e aos 41 da etapa final, Cardozo fez bobagem ao entrar de forma violenta e acabou também expulso. Nos últimos minutos, por muito pouco os donos da casa não conseguiram igualar o placar e estragar a festa do rival, quando em bate e rebate, a bola ficou para Sidnei, que bateu para defesa de Helton, na sobra, Gaitan bateu com categoria e a bola caprichosamente explodiu na trave direita.

Com o apito final do árbitro, começou a festa azul na casa inimiga, onde mesmo com luzes apagadas, jogadores e torcida puderam soltar o grito de “É CAMPEÃO!”. Uma conquista épica de uma equipe que sobrou durante a temporada, com melhor ataque (58 gols pró) e melhor defesa (9 tentos sofridos) da competição. E pode ficar ainda melhor se o time manter a invencibilidade nas últimas cinco rodadas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Esquadrões Inesquecíveis da Década que Termina

A década está no fim, e decidi lançar aqui oito esquadrões inesquecíveis (pelo menos para esse que vos escreve) nos últimos dez anos que se passaram. Cabe ressaltar que se trata apenas de times europeus, que venceram e encantaram a todos os amantes do futebol.

Vamos ao que interessa, eis as oito equipes:

REAL MADRID 2001/2002 – O BELO INÍCIO DA ERA GALÁCTICA

Real Madrid 01-02

Sob o comando de Vicente Del Bosque, se dava o pontapé inicial à primeira era galáctica de Florentino Perez no Real Madrid. E esse início não poderia ter sido melhor, título da Champions League, com direito a eliminar o arqui-rival Barcelona nas semifinais, gol do ídolo Raul e GOLAÇO do gênio recém chegado, Zinedine Zidane na final diante do Bayer Leverkusen.

Apesar de ter jogadores incompatíveis com o termo “galáctico”, como Salgado, Helguera e o limitado Solari, cinco foras de série, Hierro, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raul, ditavam o time, que ainda contava com os gols do artilheiro Morientes.

PORTO 2003/2004 – A Admirável surpresa e o nascimento de um mito

Porto 03-04

A Champions League da temporada 2003/2004 foi marcada pelas surpresas, e culminou na inesperada final entre FC Porto x Mônaco. A equipe lusitana, comandada pelo então desconhecido José Mourinho, atropelou os franceses, com um incontestável 3 a 0 na grande decisão, gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Deco era a base forte do time, pelos seus pés passavam todas as jogadas de efeito do time que também conquistou a Liga Portuguesa.

Além de Deco, vários outros jogadores apareceram ali, como Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, mas o grande destaque daquele time era realmente o seu treinador, José Mário dos Santos Félix Mourinho, ou simplesmente, o Special One.

ARSENAL 2003/2004 – IMBATÍVEL

Arsenal 03-04 premierleague

Liderado por dois grandes franceses, um do lado de fora do campo, Arsene Wenger, e outro dentro das quatro linhas, Thierry Henry, os Gunners fizeram campanha incrível na Premier League, que terminou com a conquista do título de maneira invicta. Jogando com duas linhas de quatro, o time tinha uma incrível força no setor de meia cancha, com Gilberto Silva seguro e preciso nos desarmes, Vieira também seguro e ótimo na saída pro jogo, Ljungberg e Pires pelos flancos, usando sempre a velocidade.

Mas o grande expoente daquela equipe era mesmo Henry, técnico, veloz e letal, o camisa 14 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Inglês, anotando 30 dos 76 gols do time, que venceu 26 e empatou 12 dos 38 jogos.

LIVERPOOL 2004/2005 – O VERDADEIRO TIME DE GUERREIROS

liverpool 04-05

Chegar à decisão da Champions League passando por um rival local fortíssimo, com um gol espírita de Luis Garcia, que mesmo hoje, cinco anos depois, ainda gera polêmica se a bola entrou ou não, já foi um grande feito para o desacreditado time do Liverpool.

Mas aquela equipe, liderada por Gerrard queria mais e nem mesmo os impiedosos 3 a 0 (que poderia até ter sido mais) feitos pelo Milan no primeiro tempo da final foram suficientes para deter o time de Rafa Benítez. Um início arrasador na segunda etapa e o empate veio em apenas 6 minutos, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso. A conquista só veio nas penalidades, depois de ainda passar por mais um sufoco na prorrogação, quando Dudek fez defesa milagrosa em finalização de Shevchenko.

BARCELONA 2005/2006 – SOB A BATUTA DE UM GÊNIO

Barça 05-06

Ronaldinho Gaúcho já havia sido eleito o melhor jogador do mundo em 2005, mesmo conquistando apenas a Liga Espanhola pelo Barcelona, uma temporada depois de fazer o milagre de salvar o time catalão do rebaixamento. Mas faltava algo, faltava para o craque dentuço, a Champions League. E ela veio na temporada 05/06, quando o Barça bateu o forte time do Arsenal de Henry na decisão por 2 a 1, com gols de Eto’o e Belletti.

O time de Frank Rijkaard jogava de maneira bem ofensiva, em um 4-3-3 que concentrava a sua força no flanco esquerdo, por onde seu camisa 10 desfilava seu repertório de lindas jogadas, com dribles, arrancadas e gols espetaculares.

MANCHESTER UNITED 2007/2008 – A CONSAGRAÇÃO DE UMA TEMPORADA PERFEITA PARA CRISTIANO RONALDO

ManUtd 07-08

O sistema de Ferguson era simples: Muita marcação e a exploração do talento de Cristiano Ronaldo. Assim, os Red Devils conquistaram a Premier League e a Champions League, com o gajo sendo artilheiro e comendo a bola nas duas competições.

A intensa movimentação do trio ofensivo formado por Tevez, Rooney e Ronaldo era o ponto forte do time que conquistou a Europa graças ao escorregão de John Terry na cobrança do pênalti decisivo. Era o destino a favor de Cristiano Ronaldo, o luso não podia ser marcado como vilão após uma temporada perfeita.

BARCELONA 2008/2009 – A NOBRE ARTE DO TOQUE DE BOLA

Barça 08-09 

Manutenção da posse de bola e qualidade no passe foram as grandes virtudes desse Barcelona que encantou todo o planeta. Xavi e Iniesta ditando o ritmo do meio campo, distribuindo o jogo de forma ímpar, as boas investidas de Dani Alves pela direita, a boa fase de Henry, os gols de Eto’o e o talento único de um gênio, Lionel Messi.

Para mim, o time que conquistou simplesmente tudo que jogou, colecionando nada mais nada menos que seis taças em uma temporada foi o que tivemos de melhor nessa década. A perfeição do futebol coletivo somada à qualidade individual de cada um foi de encher os olhos.

INTERNAZIONALE 2009/2010 – EFICIÊNCIA RIMA COM OBEDIÊNCIA

Internazionale 09-10

A obediência tática foi ponto crucial no time de José Mourinho, que levou a tríplice coroa. Um time que soube se defender como poucos, mas sem perder a vocação ofensiva, que contava com um trio sensacional. Eto’o, que sempre jogou como um autêntico 9 no Barcelona, passou a jogar como 7, pelo flanco direito, marcando, voltando até a retaguarda para dar combate. Sneijder, o legitimo camisa 10, que ditava o ritmo da equipe e a conduzia, foi para muitos o melhor jogador do ano de 2010. Diego Milito, letal, foi o atacante dos sonhos de “Mou”, fazendo o papel de pivô e sendo decisivo quando acionado.

O jogo chave da equipe foi contra o poderoso Barcelona no Camp Nou, onde com uma vantagem de dois gols, ficou com um jogador a menos por cerca de 70 minutos e ainda assim, suportou a pressão para passar pela equipe catalã e encaminhar a tão sonhada taça da UEFA Champions League, que já não vinha há 45 anos.

P.S.: Com esse post encerro o ano de 2010, e faço uma pausa de uma semana de merecido descanso. Desejo a todos um feliz natal e um excelente 2011, com muita saúde, paz, e claro, muito bom futebol. Agradeço a todos que por aqui estiveram e peço, que continuem frequentando esse espaço no novo ano que está por vir.

terça-feira, 9 de março de 2010

Prévia UCL - Oitavas de Final



Nesta terça começam os jogos de volta das Oitavas de Final da UEFA CHAMPIONS LEAGUE. Dois duelos, um na Inglaterra e outro na Itália, mexem com o futebol europeu na noite – tarde no Brasil – de hoje.



Na Itália, a Fiorentina recebe o Bayern Munique no estádio Artemio Franchi precisando vencer. Após um jogo cercado de polêmicas no último dia 17, onde o time italiano foi muito prejudicado pela arbitragem, que validou um gol completamente irregular de Miroslav Klose que garantiu o triunfo dos bávaros. O gol marcado por Kroldrup no Allianz Arena dá a Viola à possibilidade de ganhar por apenas 1x0 para se garantir na próxima fase. No entanto, não será nada fácil, primeiro pelo mau momento que vive o time de Cesare Prandelli. E segundo pela ascensão dos alemães, que depois de cambalear no inicio da temporada, parece finalmente ter encontrado um padrão de jogo e a duas rodadas assumiu a ponta da Bundesliga, já abriu dois pontos para o segundo colocado – Schalke 04 – e só precisa de um empate para se classificar hoje.

Ficha dos Times:

Fiorentina: Frey; De Silvestri, Kroldrup, Natali e Felipe; Montolivo, Zanetti, Marchionni e Vargas; Jovetic e Gilardino. Tec.: Cesare Prandelli.

Bayern Munique: Butt, Lahm, Van Buyten, Badstuber e Pranjic; Tymoschuk, Van Bommell, Schweinsteiger e Robben; Muller (Ribery) e Olic (Mario Gomez). Tec.: Louis Van Gaal.

Palpite: Bayern Munique.



Já no Emirates Estadium, no jogo mais aguardado de hoje, o Arsenal enfrenta o Porto. Aos ingleses basta o placar mínimo ou uma vitória por dois gols de diferença. Um empate já é mais que suficiente pros Lusos. Após ser derrotado em Portugal por 2x1 graças a duas falhas grotescas do goleiro Fabianski, os Gunners vão em busca da virada e consequentemente da classificação. No entanto, terão um grave desfalque para a partida de logo mais, o capitão do time, Cesc Fabregas sentiu uma lesão no último duelo pela Premier League e não vai pro jogo. Provavelmente será substituído pelo tcheco Tomas Rosicky. A baixa certamente será sentida pelos comandados de Arsene Wenger, que arma o time pra frente pois necessita do resultado positivo. Por outro lado, Jesualdo Ferreira vai a Londres para se defender e voltar com a classificação, até para dar uma satisfação a torcida do Dragão que vê o time longe da briga pelo título na Liga Sagres.

Ficha dos Times:

Arsenal: Almunia; Sagna, Campbell, Vermaelen e Clichy; Song, Denílson, Rosicky (Diaby), Nasri e Arshavin; Bendtner. Téc.: Arsene Wenger.

Porto: Helton; Jorge Fucile, Bruno Alves, Rolando e Álvaro Pereira; Raúl Meireles, Ruben Micael, Tomás Costa e Mariano Gonzalez; Varela (Hulk) e Falcão. Tec.: Jesualdo Ferreira.

Palpite: Arsenal.