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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Real Madrid 1-1 Manchester United – Show de De Gea e vaga indefinida

A intensidade proposta pelo Real Madrid de José Mourinho no começo do duelo contra o Manchester United impressionou. Marcação adiantada, encurralando os visitantes em seu próprio campo e um volume de jogo avassalador.

Diante de um cenário totalmente contrário, contra uma torcida inquieta no Santiago Bernabéu e um adversário qualificado e motivado, Alex Ferguson adotou postura cautelosa, apesar dos de um quarteto de frente passar uma falsa impressão ofensivista.

Wayne Rooney virou assistente de lateral, voltando no combate a Fábio Coentrão e auxiliando o nervoso Rafael no cerco a Cristiano Ronaldo. No lado oposto, o sempre agressivo Evra, ficou plantado junto à linha de quatro defensiva, e também contando com a volta de um homem de frente, hora Welbeck, hora Van Persie, que por diversas vezes caiu pelo lado do campo. Erro crasso do treinador inglês afastando da área adversária o seu mais letal jogador.

Madrid-UnitedMadrid no mesmo 4-2-3-1 de sempre, porém, com marcação adiantada que encurralou o United, que abriu mão de seu 4-4-1-1 para também atuar em 4-2-3-1.

Ao contrário do que possa se imaginar, o time mandante não sentiu o gol sofrido aos 20 da primeira etapa, quando controlava totalmente as ações do jogo e se viu surpreendido por cabeçada certeira de Welbeck em escanteio cobrado por Rooney.

O ímpeto merengue seguiu, e na pressão o time chegou ao gol de empate apenas dez minutos depois do revés, quando pela primeira vez na partida os pontas inverteram o lado, e pelo flanco esquerdo, Di Maria centrou para Cristiano Ronaldo vir da direita, aparecer às costas de Evra e numa subida impressionante testar sem chance para De Gea. Foi o gol de número 183 do craque português em 180 jogos com a camisa branca.

Na volta do intervalo, o time de José Mourinho seguiu a mesma estratégia dos 45 minutos iniciais: pressão no campo de ataque, sufocando os defensores vermelhos. Khedira se adiantou e se juntou à linha de três armadores, saindo assim do 4-2-3-1 para um 4-1-4-1. E foi justamente dos pés do alemão que saiu o mais perigoso lance madridista na segunda etapa, quando o camisa 6 desceu pela direita e cruzou para Coentrão chegar completando do outro lado. Num reflexo absurdo, De Gea utilizou o pé direito para operar um milagre no Bernabéu e evitar a virada merengue.

Quando Ferguson trocou o inoperante Kagawa e o esforçado, porém limitado Welbeck, por Giggs e Valencia, os dois “sangue novos” foram atuar nas beiradas do gramado, e Rooney e Van Persie voltaram às suas funções originais. O camisa 10 como um quinto homem de meio campo, flutuando nas costas dos volantes adversários, e o 20 enfiado entre os zagueiros.

Assim, surgiu a chance de ouro para que os Red Devils levassem para o jogo da volta em Old Trafford um resultado ainda melhor, quando Rooney descolou passe preciso para Van Persie entrar pela direita e soltar um petardo que Diego Lopez desviou para o travessão. Na sequência do lance, o holandês recebeu novamente sozinho, dessa vez no meio da área e pressionado por Diego Lopez, bateu mascado na bola. Ainda assim, ela encobriu o goleiro e só não entrou porque Xabi Alonso apareceu para salvar em cima da linha.

Diante de um De Gea inspirado, o Real seguiu sufocando, mas não conseguiu alterar o marcador, mesmo com 28 arremates contra o gol vermelho, sendo 14 na direção da meta – do outro lado, foram 13 finalizações inglesas, sendo nove no alvo.

Diante das circunstâncias encontradas em gramados espanhóis, o empate com gol fora de casa acaba sendo um resultado excepcional para os Diabos Vermelhos, que agora precisam apenas de um empate sem gols para avançar na principal competição de clubes do planeta, o que gera um dilema a Sir Alex Ferguson para o duelo da volta: sair pro jogo tentando definir o confronto e se expor aos mortais contragolpes merengues, ou, se trancar e contar com nova jornada impecável de De Gea para tentar garantir o zero no placar?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Prévia – Chelsea x Manchester United

Neste domingo, Chelsea e Manchester United, líder e vice-líder da Premier League, respectivamente, se encaram em Stamford Bridge.

Quatro pontos separam as duas equipes na tabela, portanto, o duelo não vale (ainda) a liderança. Porém, vale muito para os dois lados.

Para os azuis, a possibilidade de abrir sete pontos do rival e disparar na ponta da tabela, além de se recuperar do baque após a derrota para o Shakhtar Donetsk no meio da semana pela UEFA Champions League.

Para os Diabos Vermelhos, é a chance de diminuir a vantagem para um ponto, encostar e botar pressão no time londrino.

Seguindo informações do Guardian, faço aqui uma prévia do que podemos esperar do embate.

Chelsea - MufcPara o Chelsea, postado no 4-2-3-1 de sempre, a aposta é na velocidade e movimentação de seus meias; No United, com sistema igual, o caminho pode ser os contragolpes.

A troca de passes em velocidade e boa movimentação do trio de meias azuis – contando ainda com a boa chegada de Ramires – podem confundir a lenta marcação do United. Essa é a aposta do técnico Roberto Di Matteo e a esperança do torcedor blue.

Welbeck, atacante de oficio, postado no lado esquerdo da segunda linha de meio campo vermelha, não recompõe com a eficiência de Kagawa, que seria o titular caso não estivesse machucado, ou Cleverley, que é opção, caso Sir Alex Ferguson opte por um time mais fechado, explorando contragolpes.

Contragolpes que podem ser a chave do jogo para o United. Pelo lado direito, aproveitando a velocidade de Valencia e a ótima fase de Rafael neste inicio de temporada para explorar o corredor deixado por Ashley Cole.

A dupla Rooney e Van Persie, cada vez mais entrosados, é outro caminho que tem o vice-líder para buscar o resultado positivo, com o camisa 10 criando e aparecendo para finalizar, e o 20 na referência, se movimentando e abrindo espaço para quem vem de trás.

Claro que tudo que foi aqui escrito é apenas teoria. Vejamos o que acontece na prática nesse domingo, quando a bola irá rolar em Stamford Bridge a partir das 14h – horário de Brasília/DF (transmissão ao vivo no Fox Sports). Em um domingo eleitoreiro e, portanto, sem futebol local, é uma ótima pedida para quem gosta de bom futebol.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Com Van Persie, United larga na frente na Premier League

RvP   WR

Disposto a apagar a temporada passada, onde apesar de ter brigado pelo título inglês até o fim, sofreu um duro golpe ao cair ainda na fase de grupos da Champions League, com um futebol apenas burocrático e muito dependente de Wayne Rooney, o Manchester United foi ao mercado com força total e investiu para recuperar o seu posto de número 1 da Inglaterra.

O bom grupo que brigou ponto a ponto com o rival Manchester City na última temporada foi praticamente todo mantido, e reforçado com a chegada do ótimo Shinji Kagawa, e do artilheiro da Premier League na temporada passada, ninguém mais ninguém menos do que Robin Van Persie.

Com o japonês, Alex Ferguson consegue enfim, um jogador que busca há tempos, um meia pensador, que dita o ritmo do jogo, o que não é feito pelos velocistas Nani, Valencia e Ashley Young. A questão é onde jogará o craque nipônico. Pelo Borussia Dortmund, Kagawa se destacou atuando centralizado no 4-2-3-1 de Jürgen Klopp. No 4-4-1-1 de Ferguson, o espaço para ele é pelo lado do campo, onde será uma incógnita. Uma alternativa é armar o mesmo esquema em que ele atuava no futebol alemão, deslocando Rooney para a beirada do gramado e o novo reforço para a faixa central.

manutd 4231Para escalar Kagawa no centro, o 4-2-3-1 com Rooney pelo lado é uma opção. Não agrada a esse blogueiro por afastar Rooney da área adversária.

Já Van Persie, não só tem tudo para formar bela dupla de ataque com Rooney, como eleva o patamar dos Red Devils, que com ele, passam a ser candidatos a título não só a nível nacional, como também no âmbito continental.

Para se ter uma idéia, somados os gols de Van Persie e Rooney na última temporada de Premier League (artilheiro e vice), chegamos à marca de 57 gols – 30 do holandês, 27 do inglês, número superado por somente CINCO equipes. Juntos, os dois podem (e devem) formar um ataque devastador.

Um problema para Sir Alex é a lateral direita, uma vez que o irregular Rafael não transmite confiança. Phil Jones ou Smalling improvisados no setor podem ser melhores opções, mesmo que assim se perca uma opção de banco para a zaga, onde Ferdinand e Vidic vivem em eterna luta contra as lesões.

Ainda assim, com um onze inicial fantástico e opções não menos brilhantes no seu plantel, o Manchester United larga na frente dos rivais na Premier League como maior candidato ao título. Se esse favoritismo todo se confirmará em campo, começaremos a ver na segunda-feira, estréia do time de Old Trafford contra o perigoso Everton.

manutd 4411Alternativa mais viável, o mesmo 4-4-1-1 da temporada passada, com Rooney circulando na faixa central, às costas dos volantes oponentes e Van Persie no comando de ataque. A dúvida fica por conta de como se sairá Kagawa atuando pelo flanco do campo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Chelsea 3-3 ManUtd – Sensacional!

Emocionante. Excitante. Impressionante. Use o termo que quiser para definir o que foi o clássico entre Chelsea e Manchester United em Stamford Bridge pela vigésima quarta rodada da Premier League.

Emocionante pela reviravolta no placar, que viu o três a zero em favor do time da casa ser igualado de maneira épica pelos visitantes. Excitante pela intensidade do jogo, disputado a ferro e fogo até o último minuto pelas duas equipes. Impressionante pela força de vontade dos Red Devils, que foi buscar um empate quando parecia completamente batido.

Ao contrário do jogo no primeiro turno, onde apesar de se apresentar melhor, o Chelsea foi batido por três a um, fruto de sua própria falta de pontaria e das falhas do time ainda em construção de André Villas Boas, que armado em 4-3-3 oferecia espaços em demasia para os letais contragolpes vermelhos.

20120206103944 O 4-2-3-1 azul foi efetivo, com Mata transitando de um lado ao outro e os extremos buscando o fundo.

Dessa vez, mais compacto em um 4-2-3-1, com Mata articulando e aparecendo para arrematar, como no lindo segundo gol em que o camisa 10 acertou um voleio preciso após cruzamento de Torres, que saía da área para abrir espaços a quem vinha de trás. Pelos flancos, Malouda e Sturridge travavam os laterais vermelhos, além de buscar a linha de fundo constantemente. Numa dessas, o camisa 23 passou por Evra, centrou e contou com a sorte ao ver a bola desviar em Evans e ir morrer nas redes de De Gea, abrindo o marcador ainda na primeira etapa.

Quando David Luiz subiu sozinho e testou firme o cruzamento de Mata fazendo o terceiro gol azul aos cinco da etapa final, a impressão era de que uma goleada viria e o time de Stamford Bridge iria, enfim, superar a desconfiança e se firmar entre os quatro primeiros colocados. Foi só impressão.

Alex Ferguson, vendo seu time entregue e pronto para sofrer uma derrota humilhante, resolveu abrir mão de esquema e lançar seu time ao ataque na base do tudo ou nada. Sacou o inoperante Ashley Young, colocou Chicharito Hernandez, e deu mais liberdade para Giggs ir à frente. E foi justamente o veterano meia que lançou Evra na área, onde o estabanado Sturridge o derrubou. Pênalti suspeito, mas marcado por Howard Webb e convertido por Rooney.

Após diminuir, Sir Alex mexeu novamente e dessa vez ajeitou sua equipe. Trocou Rafael por Scholes e armou o time no mesmo 4-2-3-1 do oponente, com Rooney armando na faixa central, Welbeck e Giggs pelos flancos e Valencia recuado para a lateral, dando mais poder de fogo ao lado direito.

Apesar da evidente melhora e da ligeira pressão vermelha, foi novamente Howard Webb que resolver aparecer e intervir em favor do vice líder da Premier League. Após receber de Chicharito na entrada da área, Welbeck se enroscou com Ivanovic e caiu. Dessa vez, não foi absolutamente nada, mas o árbitro da final da última Copa do Mundo marcou, e novamente Rooney converteu.

O gol deu animo ao United e a pressão resultou em empate a cinco minutos do fim do jogo, quando Valencia fez a ultrapassagem e cruzou na área, Rooney ajeitou e bateu para boa defesa de Cech. Na sobra, Giggs foi ao fundo pela esquerda e levantou para Chicharito testar com força, dessa vez, sem chances para Cech.

Manutd Na etapa final, Ferguson lançou o time ao ataque. Funcionou.

Empate histórico em um jogo daqueles que ficarão para sempre na memória do torcedor, seja ele vermelho ou azul. Para uns, fica o gosto amargo de ver a vitória escapar entre os dedos. Para outros, a esperança de que o futebol e a garra apresentados para buscar o placar adverso sirva também para recuperar os dois pontos de desvantagem em relação ao líder Manchester City. Alguém dúvida disso?

sábado, 28 de maio de 2011

Barcelona 3x1 Man Utd – Escrevendo a História

Quando divulgadas as escalações, a uma hora da bola rolar, uma surpresa, e ao contrário do que imaginava esse que vos escreve, a novidade veio do lado catalão.

A entrada de Mascherano no miolo de zaga até era esperada, mas não na vaga de Puyol, deixando o capitão culé no banco. Dessa forma, o time de Guardiola entrou no seu já rotineiro 4-3-3 com Abidal na lateral esquerda e o argentino na zaga central ao lado de Piqué.

Do outro lado, um United distribuido no seu não menos habitual 4-4-1-1, sem nenhuma surpresa, a não se na maneira como o time entrou no jogo, pressionando a saída de bola com intensidade, com dois homens sufocando o homem da bola.

Barcelona vs Man Utd Barcelona no bom e velho 4-3-3, com Mascherano na zaga e Abidal na lateral. Man Utd em 4-4-1-1, com um Park esforçado, porém perdido na esquerda e um Valencia inoperante na direita.

O vigor na marcação durou até cerca dos quinze minutos, quando o time sentiu a parte física e diminuiu o ritmo, dando ao Barcelona tudo que o time queria, espaço para as trocas de passes no seu meio campo e tranquilidade para o fazer.

Essa liberdade se tornou um problema quando aos 27 minutos da etapa inicial Xavi avançou com a bola dominada e com a visão de jogo e qualidade no passe que lhe é peculiar, deixou Pedro cara a cara com Van Der Sar para abrir o marcador.

O gol deixou o Barcelona acomodado, ao ponto de deixar com que o Manchester saisse mais pro jogo, passando a pressionar novamente os catalães em seu campo de defesa.

A pressão funcionou e no erro na cobrança de lateral de Abidal, Rooney recuperou a bola e tabelou com Giggs (em impedimento) para igualar o placar ainda na primeira etapa.

As duas equipes voltaram do intervalo sem mudanças, mas com uma nova surpresa no Barcelona, dessa vez, na postura do time em campo.

O time que toca a bola até conseguir a penetração na área adversária, seja nas diagonais com seus velozes pontas ou em uma tabela na entrada da área, passou a apostar mais nas finalizações de média e longa distância.

Foi assim que Messi, aos oito minutos da etapa final, recebeu a bola no lado direito do ataque, fez a finta em Evra e soltou a bomba do mágico pé esquerdo para bater Van Der Sar, fazer o seu primeiro gol em território inglês e recolocar o Barcelona no caminho da vitória.

Vitória que foi consolidada também em um arremate de média distância, aos vinte e três minutos, quando David Villa recebeu de Busquets na entrada da área e com muita categoria colocou no ângulo para fazer um golaço e assegurar o quarto título europeu para a equipe blaugrana.

A vantagem novamente acomodou o Barça, que perdeu o impeto ofensivo, mas ao contrário da primeira etapa, não se deslMessi Taçaigou na sua defesa e segurou o resultado positivo até o ápito final de Viktor Kassai para comemorar mais uma conquista.

Uma conquista de um time que marca a sua época e que entra para a história do futebol, por sua capacidade de vencer e encantar. Uma conquista que coloca esse impressionante Barcelona definitivamente entre os melhores da história do esporte bretão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Prévia - Barcelona x Manchester United

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Conquistar duas taças da Champions League em um período de apenas três anos. Essa é a missão do Barcelona na grande decisão do torneio continental, no sábado em Wembley, diante do Manchester United, mesmo rival de dois anos atrás, em Roma.

Para alcançar tal feito, a equipe blaugrana tem no seu estilo de jogo, único e incomparável, o seu grande trunfo. A manutenção da posse da bola, as trocas de passes curtos e longos, velocidade nas transições ofensivas, tabelas, enfim, apesar de um onze inicial e sistema tático imutável, são muitas as variações de jogo do time catalão.

Mesmo com tamanho arsenal de jogo coletivo, o talento individual do time de Pep Guardiola também fala alto. Especialmente de um jogador: Lionel Messi. Diante de um adversário tão duro e a perspectiva de equilíbrio no duelo, a imprevisibilidade do argentino pode ser o diferencial a favor dos culés.

A única dúvida no Barça é com relação à presença ou não de Eric Abidal. O lateral francês voltou aos gramados na segunda partida das semifinais, contra o Real Madrid, e desde então vem sendo utilizado por Guardiola, no entanto, ainda não atuou durante os noventa minutos em uma partida desde o seu retorno e seu ritmo de jogo ainda é suspeito.

Barça 01 Opção 1: Com Abidal na lateral e Puyol na zaga. Presença do francês pode trazer mais segurança nas bolas aereas.

Caso o camisa 22 não entre jogando, o mais provável é que Guardiola desloque Puyol para atuar na lateral esquerda e escale Mascherano no miolo de zaga ao lado de Piqué, como nos duelos contra os rivais merengues.

Barça 02 Opção 2: Com Mascherano no miolo de zaga e Puyol na lateral esquerda. Argentino não comprometeu quando atuou improvisado.

Apesar de Mascherano ter se saído bem melhor que o esperado atuando improvisado como zagueiro, a verdade é que o entrosamento da zaga com Abidal é melhor, garantindo assim uma maior segurança à meta de Valdés, além do combate à forte bola aérea inglesa, onde o francês também pode ser fundamental.

Do outro lado, um time que se não joga um futebol tão vistoso e lúdico como o dos catalães, é sem sombra de dúvidas o mais sólido e competitivo da Europa. Um time que chega à sua terceira decisão continental em quatro temporadas e tem a capacidade de se reinventar sem perder a força e a vontade de ganhar.

Sir Alex Ferguson é o grande responsável por essa impressionante mentalidade vencedora do United, que começou a ser imposta no inicio dos anos 90, quando o treinador escocês faturou o primeiro de seus 27 títulos comandando os Diabos. E é essa obsessão por vitórias e conquistas que empurra os ingleses para essa final.uclfinal6

Com um elenco cheio de opções e um onze inicial ‘rotativo’, é grande a expectativa pela equipe que entrará jogando em Wembley. As dúvidas começam na lateral direita, onde Ferguson tem três alternativas: A primeira é a manutenção de Fábio – lateral esquerdo de origem – na função que o camisa 20 vem desempenhando muito bem. As outras duas possibilidades ficam por conta do retorno de Rafael ou ainda da escalação de O’Shea, que apesar de ser mais marcador que os brasileiros, é mais lento e pode ser um problema no embate individual com os rápidos pontas blaugranas.

Na meia cancha, mais disputa por vagas. Giggs, que teve ótimo desempenho na reta final da UCL atuando na faixa central do 4-4-1-1, vive momento conturbado fora de campo e pode dar lugar a Fletcher. No flanco direito, a briga fica por conta de Nani e Valencia. O português é o líder de assistências e o jogador que mais finaliza do time na temporada, enquanto o equatoriano retornou muito bem de lesão e chegou a ser titular em diversas oportunidades.

manutd 01 Opção 1: Formação esperada por esse blogueiro. 4-4-1-1 ‘ortodoxo’, com Giggs na faixa central e Nani como winger pela direita.

manutd 02 Opção 2: Com Fletcher e Valencia nas vagas de Giggs e Nani. Assim, um time mais ‘encorpado’ e mais marcador, porém, menos criativo.

Outra alternativa que tem Ferguson é a escalação de uma trinca de volantes, no intuito de barrar os três baixinhos do Barcelona – Xavi, Iniesta e Messi. Esse ‘trivote’ a frente da zaga já fora utilizado por José Mourinho contra o próprio Barça e levou enormes dificuldades ao time catalão. Para isso, o técnico vermelho sacrificaria Chicharito Hernandez, uma de suas melhores armas ofensivas.

manutd 03 Opção 3: Um 4-3-2-1 com ‘trivote’ à frente da zaga. Alternativa sacrifica Chicharito, mas reforça a marcação ao trio criativo catalão.

São muitas as variantes para o time de Sir Alex, e apenas uma certeza, da presença de quatro de seus principais jogadores: Van Der Sar, que faz o último jogo de sua já gloriosa carreira, mirando a terceira taça européia; Ferdinand e Vidic, os pilares de uma defesa consistente e que juntos formam a melhor dupla de zaga do planeta (na opinião desse blogueiro); e Rooney, que cresceu sistematicamente na reta final da temporada e voltou a ser decisivo em favor do time de Old Trafford.

Barcelona vs Man Utd Equipes distribuidas: Barça no 4-3-3 de sempre e United no 4-4-1-1 britânico da reta final de temporada.

A expectativa é de um duelo equilibrado, entre um time que não abre mão de sua filosofia do futebol ‘romântico’ contra um outro, determinado a vencer de qualquer maneira, duas escolas diferentes e vencedoras. Sem favoritos e sem prognósticos, apenas a esperança por um mais um grande jogo.

sábado, 16 de abril de 2011

Man City 1-0 Man Utd – Decidido no Erro

Em uma espécie de final antecipada, Manchester United e Manchester City fizeram um clássico muito equilibrado em Wembley, decidido por um erro individual que custou caro aos Diabos Vermelhos.

Sem poder contar com seu melhor jogador, Carlos Tevez, Roberto Mancini mandou a campo o que tinha de melhor, com o italiano Balotelli na vaga do argentino e a equipe no habitual 4-2-3-1.

Também desfalcado de seu melhor jogador, já que Wayne Rooney foi punido de maneira absurda com dois jogos de suspensão por ter xingado após fazer um gol na virada diante do West Ham, Sir Alex Ferguson fugiu do costumeiro 4-4-2, lançando a equipe em um 4-2-3-1, com Park ocupando a faixa central do meio campo e Berbatov isolado no comando do ataque. Além de Rooney, Ferguson ainda decidiu por poupar Giggs e Chicharito Hernandez, devido a dura sequencia do time vermelho.

Man City vs Man Utd_POSICIONAMENTO 1 Formações iniciais: United saindo do habitual 4-4-2 para um 4-2-3-1, que não funcionou como queria Sir Alex Ferguson.

O jogo começou morno, com muito estudo e respeito de parte a parte e partida travada na meia cancha. A partir dos dez minutos os Red Devils começaram a se soltar um pouco mais, muito em função da boa saída de seus volantes, e em uma delas, Carrick deixou Berbatov na cara de Hart, que fez milagre no arremate do búlgaro. Na sequencia do lance, Nani foi a linha de fundo e tocou na área, onde Berbatov novamente desperdiçou, dessa vez, dentro da pequena área.

Os dois lances animaram o United, que passaram a manter a posse da bola e atuar mais no campo de ataque, encurralando o City, que não conseguia encaixar um contragolpe e viu os rivais assustarem novamente, dessa vez com Vidic, que cabeceou com perigo a direita do gol de Hart, após cobrança de escanteio, por volta dos 25 minutos.

A partir dos trinta minutos, baixou um pouco a pressão do United e o City se desafogou, saindo do seu campo de defesa e passando a ofender um pouco mais o seu adversário, levando perigo a meta de Van Der Sar. A primeira delas veio em jogada de Silva pelo lado direito, o espanhol tocou para Balotelli na área, o camisa 45 deixou passar e Barry chegou batendo na rede pelo lado de fora.

O City cresceu e Balotelli, até então inoperante, cresceu junto, e só não marcou um golaço devido a ótima intervenção de Van Der Sar em tiro do italiano de longa distância que o arqueiro desviou para escanteio. Na cobrança, Lescott emendou uma bomba de primeira, por cima do gol.

As duas equipes voltaram iguais para a segunda etapa, e logo no começo, um erro coletivo da defesa vermelha que terminou da pior parte para os Diabos. Primeiro foi Van Der Sar, que na tentativa de afastar, bateu de tornozelo e deixou com David Silva na beirada do campo, o espanhol foi desarmado por Carrick, que deu nos pés de Yayá Touré, que invadiu a área e tocou por baixo das pernas do goleiro holandês, abrindo o marcador para os azuis.

Se na primeira etapa, o United atuava mais no campo de ataque, na etapa final era exatamente o contrário, com o time vermelho acusando o golpe do tento de reves e ficando preso em seu campo de defesa. Vendo o time acuado, Ferguson decidiu mudar e lançou o Chicharito Hernandez no lugar de Valencia – que pouco fez, passando Nani para o flanco direito e Park para a esquerda, voltando ao 4-4-2. Na primeira tentativa do sul coreano pela beirada do campo, o camisa 13 veio fintando para o meio até ser derrubado na entrada da área. Cobrança de falta perigosa de Nani, que Joe Hart salvou com um tapa antes da bola explodir no travessão.

Os bons volantes do United, que levavam o time a frente na etapa inicial, decidiram comprometer todo o jogo no segundo tempo. Carrick entregando o gol, e Scholes, por volta dos 26 minutos, deu entrada desleal, digna de boletim de ocorrência em Zabaleta e foi corretamente expulso. Com um a menos, Ferguson teve que mexer novamente, trocando Berbatov por Anderson, para recompor a sua linha de meio campo.

No fim do jogo, o United bem que tentou sufocar o City, na tentativa de achar um gol na base do abafa, sem sucesso. O time azul se fechou com perfeição e segurou a vantagem minima até o apito final do árbitro, se garantindo assim em uma final de F.A Cup, 30 anos depois de sua última participação na decisão do certame.

sábado, 12 de março de 2011

Resta Um

Há cerca de quinze dias, o Arsenal lutava em quatro frentes e tinha a possibilidade real de “fazer a quadra”. O sonho das quatro taças começou a ir pelo ralo quando viu o título da Carling Cup vazar pelas suas mãos diante do modesto Birmingham, e foi reduzido a duas possibilidades quando caiu perante o poderoso Barcelona pela UEFA Champions League.

Uma dessas chances de voltar a conquistar um título – algo que não acontece desde 2005 – era na FA Cup, onde foi até Old Trafford encarar um Manchester United completamente desfigurado.

United - Arsenal Formações Iniciais: Rafael e Fábio como wingers; Rooney, como 5º homem de meio campo, com muita movimentação, foi o destaque vermelho.

Com o duelo diante do Olympique de Marseille pela Champions no meio da semana, Alex Ferguson optou por poupar parte do time, além de não poder contar com Nani, seu melhor jogador na temporada, assim, os Diabos entraram em campo com uma formação bem diferente da habitual. Mesmo que mantido o 4-4-2 ortodoxo, a sua segunda linha foi montada com os gêmeos Rafael e Fábio como wingers e O’Shea e Gibson fechando a meia cancha.

Arsene Wenger, após perder duas possibilidades de conquistas não podia se dar ao luxo de entrar com um time misto, então, lançou o que tinha de melhor em campo, levando em conta os diversos desfalques por lesão – casos de Fabregas, Song, Walcott e Clichy. Sem o seu maestro e capitão, o treinador francês optou por Denilson no meio campo, adiantando Wilshere para fazer a faixa central do meio campo, ao lado de Nasri e Arshavin.

O time da capital até começou o jogo melhor, porém, esbarrava no paredão formado pelas duas linhas compactas do United e sem as aproximações de seus homens de frente, não conseguia as infiltrações.

A postura ofensiva do Arsenal e o excesso de espaços em sua retaguarda tornavam o jogo extremamente perigoso para os londrinos, especialmente pelo posicionamento de Rooney, que cumpria importante papel em campo, voltando mais para recompor o meio e se movimentando de lado a lado nas transições ofensivas, abrindo uma verdadeira cratera entre zaga e meio Gunner.

Quem soube explorar esse buraco na intermediária dos visitantes foi o brasileiro Fábio, que puxou contragolpe em altíssima velocidade e soltou a bola para seu irmão Rafael pela direita que deixou com Rooney um pouco mais atrás. O camisa 10 levantou na área para o peixinho de Chicharito a queima roupa que Almunia espalmou como pôde e o próprio Fábio apareceu para empurrar para as redes e abrir o marcador. Fabio

Para um time já completamente abalado pela sequência infeliz de maus resultados, o tento contra foi um golpe difícil de se recuperar, e assim a vida do United ficou mais facilitada na primeira etapa, contra um Arsenal que até mantinha a posse da bola, mas não conseguia produzir, pelo menos até o final, quando Nasri conseguiu fazer boa jogada e bater rasteiro para a primeira boa defesa de Van Der Sar no jogo.

Na volta para a segunda etapa, Ferguson promoveu uma alteração em sua equipe colocando Valencia (de volta após longo período de recuperação) no lugar de Fabio. Assim, sua equipe se reconfigurou em um 4-1-4-1, com Rooney se deslocando para a ponta esquerda, e Gibson se adiantando para pressionar mais a saída dos visitantes.

A mudança surtiu efeito rápido e logo aos quatro minutos da etapa final, Rafael fez boa jogada pela meia direita, invadiu a área e bateu cruzado, Chicharito dividiu com o zagueiro e a bola subiu, se oferecendo para Rooney, que chegou dando um leve toque de cabeça, suficiente para desviar de Almunia e ampliar o placar.

Se Rooney vinha sendo o nome do jogo até ali, com participação no primeiro gol e anotando o segundo, além de cumprir importante papel tático, a partir do segundo tento começou o showzinho particular de Van Der Sar.

O goleiro holandês parou o ataque do Arsenal, com cerca de seis difíceis intervenções, sendo duas delas simplesmente espetaculares, uma em chute de Koscielny e outra em cabeçada a queima roupa de Chamakh.

Com a atuação fantástica do arqueiro dos Diabos, o placar se manteve intacto até o fim e o United garantiu a classificação para as semi finais da Copa da Inglaterra, mantendo o sonho da tríplice coroa. Quanto ao Arsenal, resta concentrar e apostar todas as fichas na Premier League, onde está em segundo, três pontos atrás do próprio Manchester.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nani, a flecha de Ferguson

Com a última vitória sobre o Aston Villa por três tentos a um, o Manchester United igualou a sua já incrível marca de 29 jogos seguidos sem saber o que é ser derrotado na Premier League – contando com jogos da reta final da temporada passada, mais os 24 cotejos da atual época. E a tendência é de que o número seja batido no próximo duelo, diante do Wolverhampton, fora de casa.

Ao longo das últimas temporadas, Alex Ferguson demonstrou ainda mais a sua já conhecida capacidade de remontar a equipe, que superou as saídas de seus principais jogadores e se mantém nas cabeças ano após ano.

ManUtd 08-09Time base de 2008/2009: Cristiano Ronaldo como winger do lado esquerdo, por vezes invertendo o posicionamento com Rooney.

Do time base que conquistou o tri campeonato em 2008/2009, apenas três mudanças foram feitas: Tevez, que deixou a equipe para brilhar pelo arqui rival Manchester City; A troca do veterano Gary Neville por Rafael na lateral direita; E a mais sentida das alterações, a perca do então artilheiro da Premier League, o português Cristiano Ronaldo.

Para o lugar do argentino, Sir Ferguson já contava com Berbatov no elenco – só não contava que o búlgaro seria tão letal quanto vem sendo. Já para ocupar a lacuna deixada por Cristiano Ronaldo, o experiente treinador quebrou a cabeça, tentou formações diferentes, com peças diferentes, até conseguir encaixar o time atual, consistente defensivamente e que tem em outro português a sua principal saída ofensiva.

ManUtd lado direito Lado direito do atual Manchester United: Rafael e Fletcher apoiam constantemente, mas é Nani quem resolve.

Nani faz temporada espetacular atuando como o “winger” pelo flanco direito no habitual 4-4-2 em linha, utilizado pelo treinador escocês. Dos 54 gols dos Diabos Vermelhos na Premier League, Nani participou de 19 – 12 assistências e 7 gols, um equivalente a cerca de 35% dos tentos.

Seja explorando as jogadas de linha de fundo ou fazendo incursões quase sempre letais na diagonal, o luso vem esbanjando velocidade, talento e habilidade pela beirada direita do campo e decidindo a favor do time de Old Trafford.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Arbitragem compromete o bom começo de Kenny Dalglish

De técnico novo e algumas mudanças na escalação, o Liverpool foi encarar o Manchester United no Old Trafford pela F.A Cup.

Antes mesmo que se pudesse fazer qualquer analise sobre as formações das equipes, Howard Webb, o mediador do cotejo, aprontou com o time visitante marcando um pênalti que só ele viu de Dani Agger sobre Berbatov. Ryan Giggs cobrou com perfeição e botou os Diabos Vermelhos na frente, com apenas um minuto jogado.
 
Manutd x Liv'pool
Formações iniciais: Liverpool em um 4-1-4-1 com Torres isolado; United com duas linhas de quatro, Nani e Giggs investiam pelos flancos.

Ao contrário do que se esperava, Alex Ferguson foi ao campo com praticamente toda equipe titular, poupando apenas Vidic, que deu vaga ao jovem Jonny Evans. Lesionado, Rooney já era desfalque certo, assim, Chicharito Hernandez formou a dupla de ataque ao lado de Berbatov.

Por outro lado, Kenny Dalglish já em seu primeiro jogo promoveu alterações no time antes comandado por Roy Hodgson. Glen Johnson, Kyrgiakos, Konchesky e Joe Cole deram lugar a Martin Kelly, Dani Agger, Fábio Aurélio e Dirk Kuyt, respectivamente. Outra alteração notável foi na formação da equipe. O 4-4-2 em linha usado por Hodgson foi trocado por um 4-1-4-1, com Lucas à frente da zaga e uma linha de quatro em liberdade para encostar-se a Torres, comandante único do ataque vermelho. Kuyt e Maxi Rodriguez preenchiam os flancos, enquanto Gerrard e Raul Meireles ocupavam a faixa central, com o português um pouco mais recuado, tendo a obrigação de combater as investidas de Nani.

Passado o baque pelo tento contra logo no inicio, o Liverpool se acertou e com a superioridade numérica no meio campo, passou a controlar o jogo naquele setor. Mas a superioridade durou pouco, pois com cerca de meia hora de partida, Gerrard deu uma chegada mais forte em Carrick, e acabou punido com o cartão vermelho.
 
Manutd x Liv'pool 2 Com a expulsão de Gerrard, o 4-1-4-1 virou 4-4-1, e assim como o dos Diabos, em linha.

O 4-1-4-1 virou 4-4-1 e Torres ficou ainda mais isolado. Em desvantagem no placar e em jogadores, os Reds se viram forçados a aceitarem a pressão imposta pelos donos da casa, e se defendiam com maestria. Kelly fechava bem o lado direito, tão explorado pelo Blackburn no último jogo do Liverpool na Premier League, quando o time vermelho perdeu por 3 tentos a 1, e todos surgidos de jogadas por aquele lado. Pela esquerda, Fábio Aurélio e Raul Meireles tratavam de bloquear Nani, que na última peleja entre as duas equipes fez simplesmente três jogadas que terminaram em gols – todos eles anotados por Berbatov.

Na volta do intervalo, Dalglish bem que tentou ofender um pouco mais o time da casa, promovendo a entrada de Babel no lugar de Maxi Rodriguez. O holandês fazia companhia a Torres, e por vezes, voltava para recompor a meia cancha. Kuyt tentava fazer o mesmo na outra extremidade, no entanto, sua falta de ritmo o limitava.Berba

Com isso, o time não demonstrava forças para ameaçar o bem postado Manchester United, que até com certa apatia, optava por preservar o marcador em vantagem e garantir a classificação para a próxima fase, sem a necessidade do jogo “replay”.

Apesar da eliminação, o torcedor do Liverpool mira por tempos melhores sob o comando da legenda Kenny Dalglish. A maneira inteligente de jogar, se defendendo como um time pequeno e buscando os contra-ataques é um bom começo para uma nova era em Anfield Road, de retomada das glórias já vividas pelo novo comandante.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Esquadrões Inesquecíveis da Década que Termina

A década está no fim, e decidi lançar aqui oito esquadrões inesquecíveis (pelo menos para esse que vos escreve) nos últimos dez anos que se passaram. Cabe ressaltar que se trata apenas de times europeus, que venceram e encantaram a todos os amantes do futebol.

Vamos ao que interessa, eis as oito equipes:

REAL MADRID 2001/2002 – O BELO INÍCIO DA ERA GALÁCTICA

Real Madrid 01-02

Sob o comando de Vicente Del Bosque, se dava o pontapé inicial à primeira era galáctica de Florentino Perez no Real Madrid. E esse início não poderia ter sido melhor, título da Champions League, com direito a eliminar o arqui-rival Barcelona nas semifinais, gol do ídolo Raul e GOLAÇO do gênio recém chegado, Zinedine Zidane na final diante do Bayer Leverkusen.

Apesar de ter jogadores incompatíveis com o termo “galáctico”, como Salgado, Helguera e o limitado Solari, cinco foras de série, Hierro, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raul, ditavam o time, que ainda contava com os gols do artilheiro Morientes.

PORTO 2003/2004 – A Admirável surpresa e o nascimento de um mito

Porto 03-04

A Champions League da temporada 2003/2004 foi marcada pelas surpresas, e culminou na inesperada final entre FC Porto x Mônaco. A equipe lusitana, comandada pelo então desconhecido José Mourinho, atropelou os franceses, com um incontestável 3 a 0 na grande decisão, gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Deco era a base forte do time, pelos seus pés passavam todas as jogadas de efeito do time que também conquistou a Liga Portuguesa.

Além de Deco, vários outros jogadores apareceram ali, como Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, mas o grande destaque daquele time era realmente o seu treinador, José Mário dos Santos Félix Mourinho, ou simplesmente, o Special One.

ARSENAL 2003/2004 – IMBATÍVEL

Arsenal 03-04 premierleague

Liderado por dois grandes franceses, um do lado de fora do campo, Arsene Wenger, e outro dentro das quatro linhas, Thierry Henry, os Gunners fizeram campanha incrível na Premier League, que terminou com a conquista do título de maneira invicta. Jogando com duas linhas de quatro, o time tinha uma incrível força no setor de meia cancha, com Gilberto Silva seguro e preciso nos desarmes, Vieira também seguro e ótimo na saída pro jogo, Ljungberg e Pires pelos flancos, usando sempre a velocidade.

Mas o grande expoente daquela equipe era mesmo Henry, técnico, veloz e letal, o camisa 14 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Inglês, anotando 30 dos 76 gols do time, que venceu 26 e empatou 12 dos 38 jogos.

LIVERPOOL 2004/2005 – O VERDADEIRO TIME DE GUERREIROS

liverpool 04-05

Chegar à decisão da Champions League passando por um rival local fortíssimo, com um gol espírita de Luis Garcia, que mesmo hoje, cinco anos depois, ainda gera polêmica se a bola entrou ou não, já foi um grande feito para o desacreditado time do Liverpool.

Mas aquela equipe, liderada por Gerrard queria mais e nem mesmo os impiedosos 3 a 0 (que poderia até ter sido mais) feitos pelo Milan no primeiro tempo da final foram suficientes para deter o time de Rafa Benítez. Um início arrasador na segunda etapa e o empate veio em apenas 6 minutos, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso. A conquista só veio nas penalidades, depois de ainda passar por mais um sufoco na prorrogação, quando Dudek fez defesa milagrosa em finalização de Shevchenko.

BARCELONA 2005/2006 – SOB A BATUTA DE UM GÊNIO

Barça 05-06

Ronaldinho Gaúcho já havia sido eleito o melhor jogador do mundo em 2005, mesmo conquistando apenas a Liga Espanhola pelo Barcelona, uma temporada depois de fazer o milagre de salvar o time catalão do rebaixamento. Mas faltava algo, faltava para o craque dentuço, a Champions League. E ela veio na temporada 05/06, quando o Barça bateu o forte time do Arsenal de Henry na decisão por 2 a 1, com gols de Eto’o e Belletti.

O time de Frank Rijkaard jogava de maneira bem ofensiva, em um 4-3-3 que concentrava a sua força no flanco esquerdo, por onde seu camisa 10 desfilava seu repertório de lindas jogadas, com dribles, arrancadas e gols espetaculares.

MANCHESTER UNITED 2007/2008 – A CONSAGRAÇÃO DE UMA TEMPORADA PERFEITA PARA CRISTIANO RONALDO

ManUtd 07-08

O sistema de Ferguson era simples: Muita marcação e a exploração do talento de Cristiano Ronaldo. Assim, os Red Devils conquistaram a Premier League e a Champions League, com o gajo sendo artilheiro e comendo a bola nas duas competições.

A intensa movimentação do trio ofensivo formado por Tevez, Rooney e Ronaldo era o ponto forte do time que conquistou a Europa graças ao escorregão de John Terry na cobrança do pênalti decisivo. Era o destino a favor de Cristiano Ronaldo, o luso não podia ser marcado como vilão após uma temporada perfeita.

BARCELONA 2008/2009 – A NOBRE ARTE DO TOQUE DE BOLA

Barça 08-09 

Manutenção da posse de bola e qualidade no passe foram as grandes virtudes desse Barcelona que encantou todo o planeta. Xavi e Iniesta ditando o ritmo do meio campo, distribuindo o jogo de forma ímpar, as boas investidas de Dani Alves pela direita, a boa fase de Henry, os gols de Eto’o e o talento único de um gênio, Lionel Messi.

Para mim, o time que conquistou simplesmente tudo que jogou, colecionando nada mais nada menos que seis taças em uma temporada foi o que tivemos de melhor nessa década. A perfeição do futebol coletivo somada à qualidade individual de cada um foi de encher os olhos.

INTERNAZIONALE 2009/2010 – EFICIÊNCIA RIMA COM OBEDIÊNCIA

Internazionale 09-10

A obediência tática foi ponto crucial no time de José Mourinho, que levou a tríplice coroa. Um time que soube se defender como poucos, mas sem perder a vocação ofensiva, que contava com um trio sensacional. Eto’o, que sempre jogou como um autêntico 9 no Barcelona, passou a jogar como 7, pelo flanco direito, marcando, voltando até a retaguarda para dar combate. Sneijder, o legitimo camisa 10, que ditava o ritmo da equipe e a conduzia, foi para muitos o melhor jogador do ano de 2010. Diego Milito, letal, foi o atacante dos sonhos de “Mou”, fazendo o papel de pivô e sendo decisivo quando acionado.

O jogo chave da equipe foi contra o poderoso Barcelona no Camp Nou, onde com uma vantagem de dois gols, ficou com um jogador a menos por cerca de 70 minutos e ainda assim, suportou a pressão para passar pela equipe catalã e encaminhar a tão sonhada taça da UEFA Champions League, que já não vinha há 45 anos.

P.S.: Com esse post encerro o ano de 2010, e faço uma pausa de uma semana de merecido descanso. Desejo a todos um feliz natal e um excelente 2011, com muita saúde, paz, e claro, muito bom futebol. Agradeço a todos que por aqui estiveram e peço, que continuem frequentando esse espaço no novo ano que está por vir.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Wembley é logo ali


Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite do blogueiro:

ROMA x SHAKTAR DONETSK
Duelo equilibrado. O time da capital italiana, que apresenta sinais de melhora na temporada, pegou um adversário parelho e pode sonhar com uma classificação às quartas-de-final. Por outro lado, o líder da Liga Ucraniana, também pode almejar uma inédita (e merecida) classificação à fase seguinte. O time que desbancou o poderoso Arsenal na fase de grupos, conta com um perigoso trio brasileiro, composto por Willian, Douglas Costa e Jadson para tentar avançar.
Palpite: Shaktar Donetsk.

MILAN x TOTTENHAM HOTSPURS

Um dos grandes jogos dessa fase. Os rossoneri, que caiu em uma chave muito difícil, têm uma nova pedreira pela frente, mas conta com os gols de Ibrahimovic e a volta de Pato para buscar a classificação. A equipe de Londres, que já desbancou a atual campeã Inter de Milão na primeira fase, quer agora passar pelo outro time de Milão e se classificar as quartas-de-final pela primeira vez em sua história.
Palpite: Tottenham Hotspurs

VALENCIA x SCHALKE 04
Interessante o reencontro do Valencia com Raul, seu algoz na final de 99/00. A equipe espanhola conta com o talento de Juan Mata e os gols de Aritz Aduriz para tentar voltar a figurar entre os oito grandes da Europa. Os alemães, que vão de mal a pior na Bundesliga, tem na boa campanha na fase de grupos da UCL um alento para seu torcedor – e o sustento de Felix Magath. A dupla formada pelos ex-merengues, Raul e Huntelaar, é a esperança dos azuis reais.
Palpite: Schalke 04.

INTERNAZIONALE x BAYERN MUNCHEN
Replay da última final. A Inter já não é mais a mesma que foi campeã em maio desse ano, muito em função da saída de José Mourinho, mas ainda assim é uma equipe perigosa e que se não sofrer tanto com lesões como vem sofrendo, pode chegar longe. O Bayern é outro que capenga na Bundesliga, apenas na sexta colocação, mas sobra na Champions. Tem na volta de Robben, sua grande esperança de dias melhores.
Palpite: Internazionale.

LYON x REAL MADRID
Novamente nas oitavas. Apesar da chegada do ótimo Yoann Gourcuff, o Lyon já não é mais o mesmo da última temporada, quando foi até as semifinais, passando pelo mesmo Real Madrid e contando com uma fase esplendorosa de Pjanic, autor do gol que eliminou os merengues. O Madrid também já não é mais a mesma equipe da última temporada, a chegada de José Mourinho deu mais “cancha” e confiança ao time branco, que sonha passar das oitavas-de-final, o que não acontece há seis temporadas.
Palpite: Real Madrid.

ARSENAL x BARCELONA
Outro reencontro da última UCL. Para tentar fazer frente a poderosa equipe catalã, os Gunners precisam voltar a contar com o russo Arshavin, que vive sua pior fase no clube, e Cesc Fabregas, que vem sofrendo muito com lesões. O Barça, melhor do que nunca, está voando e parece não ter adversários. Não que seja uma zebra, pela tradição do Arsenal, mas qualquer resultado que não seja a classificação blaugrana, será surpresa.
Palpite: Barcelona.

OLYMPIQUE MARSEILLE x MANCHESTER UNITED

Todo favoritismo inglês. Os franceses, apenas em quinto na Ligue 1, contam com o talentoso argentino Lucho Gonzalez e o ganês destaque na Copa do Mundo, André Ayew para tentar o inesperado e passar pelos ingleses. Os Red Devils, que sofreram apenas um gol na fase de grupos, tem na consistência defensiva sua grande força. O time de Sir Alex Ferguson conta ainda com a habilidade de Nani e o faro de gol da dupla Rooney e Berbatov.
Palpite: Manchester United.

COPPENHAGUE X CHELSEA
Outro jogo de total favoritismo inglês. Os dinamarqueses, que dentro de casa até conseguiram fazer um jogo de igual pra igual contra o Barcelona, torcem para que a atual má fase do Chelsea dure até o confronto entre as duas equipes. O Chelsea tenta dar um pontapé na má fase e para isso, não podia ter adversário melhor na Champions. Com a volta dos lesionados e a manutenção do super campeão Carlo Ancelotti, os azuis podem enfim, chegar ao tão desejado título.
Palpite: Chelsea.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sorte de Campeão?

United - Arsenal

Formações Iniciais: Ferguson optou por preencher o meio campo e por isso tirou Berbatov para entrar em um 4-2-3-1, com Anderson se movimentando bem pela faixa central; Rosicky não foi tão bem no mesmo setor pela equipe visitante.

Foi um jogo duro, pegado, de muita força física e muitos erros de passe de parte a parte, onde a sorte foi muito mais decisiva do que qualquer aspecto técnico ou tático.

Mesmo jogando em casa, Sir Alex Ferguson preferiu a cautela e deixou Berbatov no banco para lançar mais um homem no meio campo, abrindo mão do sistema de 4-4-2 em linha que vinha utilizando para entrar em um 4-2-3-1, que contava com a movimentação de Anderson na faixa central e Park e Nani pelos flancos.

Wenger lançou a equipe no habitual 4-2-3-1, com Nasri pela direita, Arshavin pela esquerda e Rosicky centralizado, posição diferente da qual o tcheco costuma jogar, que é pela beirada. Sem poder contar com Fabregas no time titular, Wilshere cumpriu a função do espanhol como segundo volante, ao lado de Song.

Mas a grande mudança na equipe visitante só foi vista no decorrer do jogo. Sua linha defensiva, que geralmente joga mais avançada, dessa vez estava profunda, dando campo aos homens de frente dos Diabos. Com isso, o time de Wenger sofreu muito na primeira etapa, onde não finalizou sequer uma vez contra o gol de Van Der Sar.

Por outro lado, o United deu muito trabalho ao estreante arqueiro Gunner, o polonês Szczesny. Primeiro com Rooney, em chute de longa distância que ficou nas mãos do goleiro, e segundo com NanPark Ji Sungi, com tiro que saiu pela direita do gol, após falha de Squilacci que cabeceou nos pés do português. Na terceira tentativa, a sorte dos donos da casa falou mais alto, quando Nani cruzou rasante na área, a bola desviou n a defesa e subiu na cabeça de Park, que meio sem querer deu um leve toque, suficiente para encobrir o goleiro Szczesny e fazer o tento que daria a vitória aos Red Devils.

As duas equipes voltaram iguais para a segunda etapa, com o Arsenal um pouco mais “alto”, marcando mais a frente, assim, as oportunidades começaram até a aparecer para o time londrino, no entanto, a equipe parava nos diversos erros de Chamack.

Aos vinte da etapa final, Wenger ousou e trocou Wilshere e Rosicky por Fabregas e Van Persie, tirando o time do 4-2-3-1 para um 4-4-2 em linha, com o holandês fazendo companhia a Chamack no ataque. Uma das válvulas de escape do time de Wenger era Arshavin, porém o russo ficou travado na ótima marcação do brasileiro Rafael, que defensivamente, fez sua melhor partida com a camisa do United.

Outro brasileiro em campo, Anderson também fez excelente partida. Além da evidente melhora física, o camisa oito voltou a atuar como atuava no Grêmio, como um camisa 10, e desfilou um belo arsenal de dribles e passes. Em um de seus melhores lances, podia ter definido o cotejo, quando puxou rápido contra ataque, tocou para Rooney e recebeu de volta na cara do gol, mas Szczesny fez ótima intervenção para impedir o segundo tento dos Diabos.

Quem também teve oportunidade de ampliar o marcador e matar o jogo foi Wayne Rooney. Aos vinte e sete minutos, quando Nani avançou em velocidade pela direita, tentou driblar Clichy, mas a bola acabou tocando no braço do lateral francês, pênalti. Na cobrança da penalidade (que a meu ver, não existiu), Rooney bateu bisonhamente, jogando na arquibancada.

Apesar das tentativas de buscar o empate que manteria o Arsenal na liderança, o United segurou o resultado até o fim, mantendo assim, a invencibilidade na temporada e assumindo a ponta da tabela na Premier League, com 34 pontos contra 32 do time londrino, que tem ainda um jogo a mais.

United - Arsenal 2Como terminou: Wenger bem que tentou lançar o time a frente, mas a solidez defensiva garantiu mais três pontos para os Red Devils.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

x0x0

City vs United

Ambos os times com 5 homens no meio campo; Excesso de volantes prejudicou a criação de jogadas.

Uma partida decepcionante com pouquíssimas ocasiões de gol. Esse foi o derby de Manchester, caracterizado pela imensa preocupação em não perder de ambos os treinadores.

Roberto Mancini mandou a campo o time no habitual 4-2-3-1, com a entrada de James Milner na vaga do suspenso Balotelli pela direita e David Silva deslocado para o lado esquerdo do tridente de armadores. Apesar dos incisivos jogadores pelos flancos, o time não tinha criatividade na distribuição das jogadas, pois dependia do volante Yayá Touré para articular.

Os Red Devils entraram com um sistema parecido, também contando com apenas um atacante, Berbatov. Com uma preocupação em bloquear o meio campo citizen, Ferguson lançou três volantes, Scholes, Carrick e Fletcher. Nani e Park Ji Sung atuavam pelos lados do campo em um 4-3-2-1, buscando espaços às costas dos laterais azuis.

O desenho do jogo foi definido logo no inicio, com os donos da casa trocando passes em seu campo de defesa, sem demonstrar grande vontade de avançar, enquanto os visitantes pressionavam a saída de bola.

Ao fim da primeira etapa, apenas três chutes eCarlitosm gol ilustraram bem como foram os chatos quarenta e cinco minutos iniciais, de pouquíssima criatividade e penetração. Dois deles em cobranças de falta, uma de Carlitos Tevez pelo City e outra de Nani pelo United, além de uma finalização de Evra, que ganhou na corrida do zagueiro e soltou a bomba de direita para fora.

O excesso de cautela dos dois treinadores, com a escalação de dois trios de volantes prejudicou demais o setor de criação dos dois times. As jogadas eram limitadas a esporádicas escapadas pelos flancos, sempre bem combatidas. Milner, além de apoiar, tinha o dever de acompanhar as descidas de Evra, enquanto Zabaleta e Barry se revezavam na marcação à Nani. A baixa produção, causava um buraco na meia cancha, e com isso, diversos chutões da defesa para o ataque, em busca de uma ligação direta.

Com tanta precaução e baixa qualidade, o zero se manteve no placar até o apito final. Um jogo para se apagar da memória. O City, mesmo jogando em casa e precisando da vitória para encostar nos líderes, não se arriscou para buscar os três pontos, enquanto o United, parecia contente com a igualdade e o ponto conquistado diante do arqui rival em pleno City of Manchester.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Carlos Tevez - LETAL


Sir Alex Ferguson deve se perguntar, “Porque deixei que ele se fosse?”, agora já não adianta mais lamentações, esta mais que comprovado que Carlos Tevez valeu os € 35 milhões que por ele foram pagos. Um grande jogador, letal dentro e fora da área, foi a melhor contratação dos Citizens de Manchester, dono de 21 gols na Premier League, Carlitos se tornou a referencia da equipe, e esta desempenhando muito bem seu papel, já que o Manchester City é o 4º colocado na tabela de classificação, o que lhe rende uma vaga na fase pré da UCL, feito este que o pseudo jogador Robinho não conseguiu fazer. E neste sábado teremos mais um embate entre os Citizens vs Red Devils, Tevez contra o técnico que o dispensou pela porta dos fundos, um jogaço, cheio de rivalidade, e importante para ambas as equipes, o United ainda almeja o Tetra, o City quer consolidar seu lugar entre os quatro melhores da competição. Razões de sobra para não perder este clássico.

sábado, 3 de abril de 2010

Os Erros de Ferguson e a LIDERANÇA é Azul.



Manchester United e Chelsea foram a campo para disputar a liderança da Premier League. Os dois times sem suas maiores estrelas. Wayne Rooney machucou-se diante do Bayern de Munique pela UCL e fica parado por até três semanas. Didier Drogba, recuperando-se de lesão, ficou no banco do time de Carlo Ancelotti.

Sem o seu artilheiro, Alex Ferguson optou por escalar um time mais fechado, que se limitou a marcar. Claro que isso não daria certo contra um adversário da qualidade do Chelsea.
Esse foi um dos erros de Ferguson. Apenas se defender.

Outro erro foi desperdiçar Ryan Giggs aberto na ponta esquerda. Primeiro porque o galês já não tem pernas para conseguir acompanhar o lateral adversário, no caso, Paulo Ferreira. Segundo pela qualidade no passe que o camisa 11 daria pelo meio. E por fim, pelas ótimas finalizações de longa distância, característica marcante do “Mr. Manchester”.

Diante desses deslizes na escalação e na formação do time, o Chelsea soube aproveitar e foi pra cima dos donos da casa no primeiro tempo. Com maior posse de bola e poder ofensivo, o gol foi uma questão de tempo. Malouda fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Joe Cole, de letra, tocar para o fundo do gol.

Na volta do intervalo, Sir Alex Ferguson tentou corrigir os erros e o time passou a pressionar a saída de bola do adversário, encurralando os Blues em seu campo de defesa. Coincidentemente, essa melhora do United foi justamente quando Giggs veio para o meio e Park para a ponta. Os Red Devils sufocaram o Chelsea nos primeiros 20 minutos da etapa final e o empate não saia. Com isso, os dois técnicos resolveram mexer nas suas equipes, Carlo Ancelotti trocou Anelka por Drogba e Ferguson sacou Park e Scholes para as entradas de Macheda e Nani – que deveria ter saído jogando. A alteração dos Blues deu resultado aos 34 minutos, quando Drogba recebeu em posição de impedimento e fuzilou a meta de Van Der Sar.

Apenas dois minutos depois de sofrer o segundo gol o técnico do United, viu suas alterações (ou correções de erros), surtirem efeito, e após boa jogada de Nani pela esquerda, Macheda diminuiu para os Red Devils.

Mas ficou nisso. Os erros de Ferguson falaram mais alto e os Blues souberam aproveitar para bater o United em pleno Old Trafford por 2x1 e reassumirem a liderança. Agora, tudo azul na Premier League.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Definição na UCL


Hoje pela manhã foram definidos os confrontos de quartas de final do maior torneio de clubes do planeta, a UEFA CHAMPIONS LEAGUE. E que confrontos.

Após uma classificação improvável e tranqüila sobre o Sevilla, o CSKA Moscou irá enfrentar uma pedreira pela frente, a poderosa Internazionale de Milão, que bateu o favorito Chelsea em dois grandes jogos. O time russo conta com excelentes jogadores, como o japonês Honda, o chileno Mark González, e o sérvio Milos Krasic, artilheiro da equipe na competição e principal esperança dos cavalos. Já a Inter dos matadores Diego Milito e Samuel Eto’o e do cerebral Wesley Sneidjer, dispensa comentários, é a grande favorita pro duelo, mas não terá vida fácil. Os jogos serão em 31 de Março e 6 de Abril, sendo o primeiro no Giuseppe Meazza e o segundo e decisivo no estádio Dínamo de Moscou.

Na França, um verdadeiro clássico entre os últimos campeões do país. O Lyon, que eliminou ninguém mais, ninguém menos que os galácticos do Real Madrid, irá encarar o time de melhor campanha da atual UCL, o Bordeaux, que passou fácil pelos gregos do Olimpiacos. Os leões têm em Pjanic sua grande estrela e principal arma para tentar derrubar o atual campeão da Ligue 1. Já os girondinos, contam com o “novo Zidane” Yoann Gourcuff, além do artilheiro marroquino Marouane Chamack como trunfos para confirmarem o favoritismo e se classificarem. O primeiro jogo será no Stade de Gerland, no próximo dia 30, e o segundo duelo será no Stade Chaban-Delmas, no dia 7 de abril.

Manchester United e Bayern de Munique reeditam a final de 1999, quando os Red Devils bateram os bávaros em um jogo sensacional. O técnico Louis Van Gaal demorou a dar um padrão de jogo ao time, mas desde que conseguiu o Bayern emplacou 13 vitórias consecutivas, assumiu a ponta da Bundesliga e conseguiu uma suada classificação diante da Fiorentina, tudo isso sob a batuta do maestro Arjen Robben, que se livrou das lesões e vem comendo a bola pelo time alemão. O Manchester também demorou a se encontrar na temporada, especialmente pela saída de Cristiano Ronaldo, mas graças aos gols de Wayne Rooney, os comandados de Sir Alex Ferguson cresceram bastante e é o grande favorito pra esse confronto tão equilibrado. No Allianz Arena, no próximo dia 30 e no Old Trafford em 7 de Abril será jogada a vaga nas Semi Finais.

E pra quem gosta de bom futebol, pra frente, com toques envolventes, um prato cheio. Arsenal e Barcelona também reeditam uma final de UCL (2005/2006) e fazem o chamado “jogo do futebol bonito”. Os Gunners que simplesmente atropelaram o Porto na fase anterior, contam com todo o talento do catalão Cesc Fabregas e do russo Andrey Arshavin para tentar derrubar o atual campeão e favorito Barcelona, que por sua vez, tem nos pés de Lionel Messi, o possível passaporte para o Santiago Bernabéu. O Emirates Stadium será o palco para o primeiro espetáculo, em 31 de Março, e a decisão fica para o Camp Nou, em 6 de Abril.

Resta a nós, amantes do futebol, aguardar ansiosamente para que a bola role para esses quatro super jogos.

E na próxima semana aqui no Visão, um raio-X completo das oito equipes postulantes ao título.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Novo MESSIas Blaugrana


Espetacular. Essa é a melhor definição para a grande atuação do Barcelona e de Messi na noite de ontem ao bater o Stuttgart por 4x0 diante de sua torcida.

Lionel Messi mostrou mais uma vez por que foi eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada e deu aos alemães uma verdadeira aula de futebol. Jogando em uma posição diferente da habitual, o argentino destruiu a defesa germânica na partida que valia a vaga para as Quartas de Final da UEFA CHAMPIONS LEAGUE.

O argentino vem jogando o fino da bola, e promete uma luta ferrenha com Rooney pelo posto de artilheiro e melhor jogador da Europa na temporada – independente da Copa do Mundo.

São 24 gols em 24 jogos - contados apenas jogos e gols pelo Barcelona, uma sensacional média de um gol por jogo, que credencia Messi a disputa pelo bi. Considerando apenas os três últimos cotejos, o desempenho é ainda mais impressionante, o baixinho fez sete dos nove tentos anotados pelo Barça, uma média de 2,3 gols por peleja.

Mas, afinal, quem é o melhor? Rooney ou Messi? Pelo momento, fico com o inglês, pelo talento e poder de decisão, sou mais o argentino.

terça-feira, 2 de março de 2010

O Melhor Ogro do Mundo



Indiscutível, inquestionável e incomparável. Esses são adjetivos para definir o que é Wayne Rooney. O camisa 10 do Manchester United, que sempre mostrou muita dedicação em campo, além do já conhecido faro de gol, é hoje sem sombra de dúvidas o melhor jogador de futebol do planeta, desbancando inclusive os galácticos Kaká e Cristiano Ronaldo, os astros catalães Messi e Ibrahimovic e qualquer outro jogador que se possa imaginar.

Decisivo, letal, matador. “Shrek” como é carinhosamente chamado, chamou pra si a responsabilidade de conduzir os Red Devils após a saída do craque português Cristiano Ronaldo, e vai fazendo isso com extrema competência.

Virtual classificado para as quartas de final da Champions League após vencer o Milan em pleno San Siro por 3x2, por sinal com show de Wayne que marcou dois gols. Rooney também é artilheiro da Premier League onde seu time é atual vice-líder, com apenas um ponto de desvantagem em relação ao líder Chelsea. Como se não bastasse, no último domingo, Wayne foi fundamental para mais uma conquista de Alex Ferguson e seus “bluecaps”, entrando no segundo tempo da final da Carling Cup contra o Aston Villa e fazendo o gol que deu a vitória e o título ao United.

Diante do exposto, fica fácil afirmar que Rooney é realmente o melhor do mundo e que se manter a forma até a Copa, ao lado dos maestros Lampard e Gerrard, farão do English Team um osso duro de roer favoritíssimo a conquista do bi.