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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Real Madrid 1-1 Manchester United – Show de De Gea e vaga indefinida

A intensidade proposta pelo Real Madrid de José Mourinho no começo do duelo contra o Manchester United impressionou. Marcação adiantada, encurralando os visitantes em seu próprio campo e um volume de jogo avassalador.

Diante de um cenário totalmente contrário, contra uma torcida inquieta no Santiago Bernabéu e um adversário qualificado e motivado, Alex Ferguson adotou postura cautelosa, apesar dos de um quarteto de frente passar uma falsa impressão ofensivista.

Wayne Rooney virou assistente de lateral, voltando no combate a Fábio Coentrão e auxiliando o nervoso Rafael no cerco a Cristiano Ronaldo. No lado oposto, o sempre agressivo Evra, ficou plantado junto à linha de quatro defensiva, e também contando com a volta de um homem de frente, hora Welbeck, hora Van Persie, que por diversas vezes caiu pelo lado do campo. Erro crasso do treinador inglês afastando da área adversária o seu mais letal jogador.

Madrid-UnitedMadrid no mesmo 4-2-3-1 de sempre, porém, com marcação adiantada que encurralou o United, que abriu mão de seu 4-4-1-1 para também atuar em 4-2-3-1.

Ao contrário do que possa se imaginar, o time mandante não sentiu o gol sofrido aos 20 da primeira etapa, quando controlava totalmente as ações do jogo e se viu surpreendido por cabeçada certeira de Welbeck em escanteio cobrado por Rooney.

O ímpeto merengue seguiu, e na pressão o time chegou ao gol de empate apenas dez minutos depois do revés, quando pela primeira vez na partida os pontas inverteram o lado, e pelo flanco esquerdo, Di Maria centrou para Cristiano Ronaldo vir da direita, aparecer às costas de Evra e numa subida impressionante testar sem chance para De Gea. Foi o gol de número 183 do craque português em 180 jogos com a camisa branca.

Na volta do intervalo, o time de José Mourinho seguiu a mesma estratégia dos 45 minutos iniciais: pressão no campo de ataque, sufocando os defensores vermelhos. Khedira se adiantou e se juntou à linha de três armadores, saindo assim do 4-2-3-1 para um 4-1-4-1. E foi justamente dos pés do alemão que saiu o mais perigoso lance madridista na segunda etapa, quando o camisa 6 desceu pela direita e cruzou para Coentrão chegar completando do outro lado. Num reflexo absurdo, De Gea utilizou o pé direito para operar um milagre no Bernabéu e evitar a virada merengue.

Quando Ferguson trocou o inoperante Kagawa e o esforçado, porém limitado Welbeck, por Giggs e Valencia, os dois “sangue novos” foram atuar nas beiradas do gramado, e Rooney e Van Persie voltaram às suas funções originais. O camisa 10 como um quinto homem de meio campo, flutuando nas costas dos volantes adversários, e o 20 enfiado entre os zagueiros.

Assim, surgiu a chance de ouro para que os Red Devils levassem para o jogo da volta em Old Trafford um resultado ainda melhor, quando Rooney descolou passe preciso para Van Persie entrar pela direita e soltar um petardo que Diego Lopez desviou para o travessão. Na sequência do lance, o holandês recebeu novamente sozinho, dessa vez no meio da área e pressionado por Diego Lopez, bateu mascado na bola. Ainda assim, ela encobriu o goleiro e só não entrou porque Xabi Alonso apareceu para salvar em cima da linha.

Diante de um De Gea inspirado, o Real seguiu sufocando, mas não conseguiu alterar o marcador, mesmo com 28 arremates contra o gol vermelho, sendo 14 na direção da meta – do outro lado, foram 13 finalizações inglesas, sendo nove no alvo.

Diante das circunstâncias encontradas em gramados espanhóis, o empate com gol fora de casa acaba sendo um resultado excepcional para os Diabos Vermelhos, que agora precisam apenas de um empate sem gols para avançar na principal competição de clubes do planeta, o que gera um dilema a Sir Alex Ferguson para o duelo da volta: sair pro jogo tentando definir o confronto e se expor aos mortais contragolpes merengues, ou, se trancar e contar com nova jornada impecável de De Gea para tentar garantir o zero no placar?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

AS ESTRÉIAS DE REAL MADRID E BARCELONA NA CHAMPIONS LEAGUE

Enfim, a bola rolou para o maior interclubes do planeta, a UEFA Champions League. E o que chamou a atenção foram as estréias dos dois gigantes espanhóis, Real Madrid e Barcelona, apontados por quase todos como grandes favoritos à conquista continental, mas que passaram por grandes dificuldades em seus debutes no torneio.

Abaixo, analise das partidas e como José Mourinho e Tito Vilanova precisaram mexer para buscarem as viradas e garantirem as vitórias de seus times.

No Santiago Bernabéu...

...Existia a expectativa pelo melhor jogo da primeira fase da competição, entre duas equipes que provavelmente irão longe. E, de fato, o que vimos no estádio merengue, foi um jogão.

José Mourinho surpreendeu em sua escalação inicial, barrando Sergio Ramos para a entrada de Varane no miolo de zaga e lançando Essien na vaga de Ozil na meia cancha, deixando de lado o 4-2-3-1 de sempre para atuar em um legitimo 4-3-3. Roberto Mancini não deixou por menos, e escalou o jovem Nastasic na zaga, deixando o experiente Lescott no banco.

Madrid - City 01Formações Iniciais: Com a entrada de Essien, Madrid abre mão do 4-2-3-1 habitual e atua num 4-3-3, adiantado, que encurrala as retraídas linhas citizens.

Logo de inicio, o Real fez valer o fator casa, tomou as rédeas da partida e só não abriu o placar antes dos dez minutos de peleja graças a dois milagres de Joe Hart em conclusões de Cristiano Ronaldo. Pelo lado direito, Di Maria fazia um jogo intenso, infernizando o lateral Gael Clichy, que não encontrava o ponta argentino.

Quando Samir Nasri se lesionou no fim da etapa inicial, Mancini viu a oportunidade de ouro para reforçar sua retaguarda, trocando o francês por Kolarov, que foi atuar no lado esquerdo, dobrando a marcação em cima de Di Maria e tentando assim conter o ímpeto madridista, que terminou o primeiro tempo com 74% de posse de bola e incontáveis arremates à meta inglesa.

Na volta do intervalo, com uma postura ainda mais fechada, em uma espécie de 3-5-1-1, o City conseguiu acertar seu sistema defensivo, e apesar do controle de bola merengue, sofria poucos sustos. Bem postado, o time britânico dava toda pinta de que precisava de uma bola para ganhar o jogo. E ela apareceu aos 25’, quando Yayá Touré arrancou de seu campo de defesa em contragolpe e passou para Dzeko, que acabara de entrar, tocar na saída de Casillas e abrir o placar.

O treinador merengue, que a esta altura já havia trocado Essien por Ozil, fez outras duas mudanças e lançou o time de vez ao ataque, sacando Khedira e Higuain para as entradas de Modric e Benzema, ganhando maior criatividade no meio com o croata e mobilidade na referência com o francês. Não demorou e as mudanças fizeram efeito, quando Di Maria achou Marcelo completamente livre na entrada da área, o brasileiro cortou, bateu de direita de fora da área e contou com leve desvio em Javi Garcia para bater o goleiro Joe Hart e empatar a peleja.

Madrid - City 02Na etapa final, buscando a virada, José Mourinho se lançou de vez ao ataque com Modric e Ozil no meio. City ainda mais recuado, numa espécie de 3-5-1-1.

Quando o relógio já marcava 40 da etapa final, Kolarov cobrou falta despretensiosa da intermediaria e viu a bola fraca ir morrer direto no fundo das redes, recolocando o City na frente. Mal deu tempo de comemorar, pois não demorou e o Real Madrid empatou novamente, com Benzema, que recebeu de Di Maria na entrada da área, girou fácil pra cima do novato Nastasic e bateu no cantinho de Hart.

Apesar de o empate ainda estar de bom tamanho para os visitantes, em função da grandeza do adversário e do domínio que sofreu, o gol de empate apenas dois minutos depois de fazer dois a um foi um duro golpe. E assim, no embalo da torcida e na base do abafa, o time da casa ainda chegou ao tento da vitória, com Cristiano Ronaldo, que já havia tentado outras nove vezes e em algumas parou em Hart, dessa vez contou com falha do goleiro inglês para virar o marcador a exatos 45 do segundo tempo e assegurar os primeiros três pontos ao Madrid.

Sem dúvidas, um belo cartão de visitas do time de José Mourinho, numa demonstração de força e garra impressionantes. O treinador, por sinal, acabou como o destaque do jogo, não por sua escalação ou suas mexidas, mas pela comemoração épica no gol de seu compatriota que deu números finais a partida.

No Camp Nou...

...Se imaginava uma estréia bem mais tranqüila ao Barcelona, e quem sabe, até uma goleada com direito a novo espetáculo proporcionado pelo time catalão.

Não foi o que aconteceu. Com uma postura tática perfeita, o Spartak plantou suas linhas defensivas dentro de seu campo, congestionando a entrada de sua área e impedindo as penetrações culés. Rafael Carioca, o cabeça-de-área no 4-1-4-1 de Unai Emery, recuava, se juntando aos zagueiros e formando uma primeira linha de cinco homens, com uma de quatro logo à frente, que assistia e cercava a troca de passes do Barça, que não conseguia incomodar a meta de Dykan.

Barça-Spartak 01Barça no 4-3-3 de sempre, com Messi na referência. Spartak num 4-1-4-1, que variava pra um 5-4-1 com o recuo de Rafael Carioca.

Isso até aparecer a jogada individual do melhor jogador da partida, o jovem Cristian Tello. Enquanto Xavi, Fabregas e até mesmo Messi estavam apagados, o camisa 37 recebeu na ponta esquerda, cortou pra dentro e acertou um belíssimo chute para abrir o placar em favor dos donos da casa.

O gol não fez mudar o modo como o Spartak se postava. Continuou com suas linhas retraídas, apostando na velocidade de seus jogadores ofensivos para num contragolpe empatar. Foi o que aconteceu, quando McGeady descolou lançamento para Emenike pela direita, o nigeriano foi até a linha de fundo e cruzou rasante para a área. A bola ia passando, até Daniel Alves tentar cortar e tocar pro fundo do próprio gol.

A etapa final seguiu no mesmo ritmo da inicial. Barça controlando a posse, até tentando o segundo gol, mas esbarrando na solidez russa. Quando conseguiu furar a defesa vermelha, Daniel Alves até marcou, mas a arbitragem pegou correto impedimento.

Até que aos 14’, o que já era drama para os mais de 90 mil presentes, virou pesadelo. Após cobrança de escanteio do Barcelona, a defesa tirou a bola que foi parar nos pés de Ari, que saiu em velocidade e passou para McGeady. O irlandês acionou Rômulo entrando pela direita, o brasileiro fintou Adriano e tocou na saída de Valdes para virar o jogo.

Perdendo em casa logo em sua estréia pela Champions League, Tito Vilanova partiu para o tudo ou nada pra cima dos russos. Trocou Daniel Alves por Alexis Sanchez, reconfigurou o time num 3-4-3 ultra-ofensivo e foi pra pressão.

Barça 02Nos minutos finais, ataque total para buscar a virada. Um 3-4-3, com Messi jogando atrás do pivô, mas aparecendo para concluir como centroavante nos dois gols que definiram a partida.

Foi aí que dois jogadores apareceram para decidir em favor dos blaugranas. O primeiro foi Tello, de novo. Após cruzamento errado de Pedro que atravessou toda a área, o jovem recuperou a bola no lado esquerdo, entortou McGeady e rolou para Messi – que vinha mal no jogo até então – concluir para o gol vazio.

O sufoco barcelonista continuou até o gol da virada, que saiu da maneira menos Barcelona possível, numa seqüência de bolas alçadas na área. Primeiro foi Villa (que entrara minutos antes no lugar de Tello) quem cruzou, a bola foi parar nos pés de Pedro na direita, novo levantamento, que dessa vez veio parar com Alexis do lado oposto, de onde saiu nova elevação na área, para enfim, encontrar a cabeça de Messi, que como um legítimo camisa 9, se antecipou ao zagueiro, testou para a rede e virou o jogo.

A virada a dez minutos do fim sucumbiu o time do Spartak, que não demonstrou mais nenhuma força para reagir e tentar a nova igualdade e o placar seguiu inalterado até o apito final.

Mesmo em noite pouco inspirada, é Messi quem aparece para resolver no Barcelona. Artilheiro das últimas quatro edições de Champions League, agora o argentino já soma 53 gols na competição e é o quarto maior artilheiro de todos os tempos, atrás apenas de Raúl (71 tentos), Van Nistelrooy (60) e Shevchenko (59).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Seleção da Temporada Européia 2010/2011

Fim de temporada é sempre época de eleger os melhores de cada posição, montar seleções.

Abaixo, segue a desse blogueiro, aberta a cornetadas e alterações dos amigos seguidores:

casillas IKER CASILLAS: Líder de um Real Madrid que após anos de marasmo, voltou a fazer frente e ameaçar o trono do rival Barcelona. Embaixo das traves dispensa comentários e por isso é o preferido do blog.

 

dani alves DANIEL ALVES: Acredito que seja unanimidade. Disparado melhor lateral do planeta, peca as vezes na marcação, mas compensa no campo ofensivo, nas tramas com a trinca de baixinhos do Barcelona e com as inúmeras assistências.

 

piqué GERARD PIQUÉ: Zagueiro de técnica ímpar, seguro nas disputas por baixo e também nas bolas aereas e de ótima saída de jogo. Ao lado de Abidal, Busquets ou até Mascherano, na remendada defesa blaugrana do segundo semestre de temporada, foi o pilar de segurança para Valdés.

 

thiago silva THIAGO SILVA: Faz jus ao apelido de Monstro. Zagueiro rápido e de ótima colocação, sempre antecipando ao avante. Não bastasse, é dinâmico e chegou a atuar também como volante no time rossonero.

 

marcelo MARCELO: Começou a temporada sob desconfiança, e cresceu muito sob o comando de José Mourinho. Corrigiu sua grande deficiencia na marcação e deveria ser figurinha carimbada na seleção de Mano Menezes, mas isso é assunto pra outro post.

 

busquets SERGIO BUSQUETS: Assim como Piqué, consegue aliar boa marcação a tecnica e contribuir tanto nos raros momentos de Barcelona sem a bola quanto nas transições ofensivas culés. Chegou a atuar como zagueiro em boa parte da temporada, devido às lesões de Puyol e Abidal, e ainda assim manteve a categoria de sempre.

 

xavi XAVI: Maestro que rege a grande orquestra chamada Barcelona. Lê o jogo como ninguém e está sempre deixando um companheiro na cara do gol com seus passes e lançamentos cirurgicos.

 

 

iniesta ANDRÉS INIESTA: Parceiro de Xavi, comanda o meio campo blaugrana, o meio campo que domina, irrita e liquida adversários. Assim como seu companheiro, está sempre achando alguém em liberdade para marcar, graças a sua excelente visão de jogo e qualidade nos passes.

 

messi LIONEL MESSI: Dispensa comentários. Qualquer adjetivo usado para qualificar Lionel Messi será repetitivo. Um ET, que tem tudo para ser eleito pela terceira vez consecutiva o melhor jogador do mundo.

 

cr7 CRISTIANO RONALDO: Se Messi levará a bola de ouro, o gajo será o dono da chuteira de ouro, com absurdos 54 gols na temporada – um a mais que o argentino. Dentre esses tentos, o que garantiu ao Madrid o título da Copa do Rey, que não vinha ha dezoito anos.

 

tevez CARLOS TEVEZ: Se os azuis de Manchester conseguiram a tão sonhada vaga na Champions League da próxima temporada, deve-se ao argentino. Artilheiro isolado do time, “El Apache” foi ainda decisivo na conquista da FA Cup.

 

guardiola PEP GUARDIOLA: Comanda o melhor time do mundo dos últimos três anos, conquistou a mais importante taça de clubes da Europa desbancando times espetaculares comandados por técnicos consagrados, como José Mourinho e Alex Ferguson. Menção honrosa para André Villas-Boas, que conquistou tudo a frente do FC Porto.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Seres Superiores

CR - Leo Messi

O fim do ano se aproxima e com ele a premiação individual ao melhor jogador da temporada. Cristiano Ronaldo e Messi, os dois últimos vencedores do prêmio, estão novamente entre os vinte e três finalistas, no entanto, dificilmente faturam nesse ano, já que não venceram a UEFA Champions League, e principalmente, pelo fiasco de suas seleções na Copa do Mundo. O fato é que independente de título ou temporada, levando em conta apenas o talento, os dois sobram.

Cristiano Ronaldo, atravessa um dos melhores – senão o melhor – momentos de sua carreira. O luso tem números assombrosos desde sua chegada ao Real Madrid – 45 gols em 49 jogos, mas nesse mês de outubro os números são ainda mais impressionantes. Em oito partidas (sendo duas pela seleção portuguesa), foram 13 gols e cinco assistências, que certamente foram cruciais para a liderança merengue no campeonato espanhol.

Messi por sua vez, mesmo que voltando recentemente de uma lesão, não fica muito atrás do camisa sete blanco. No último mês, foram sete tentos anotados por “La Pulga”, além de uma assistência. O argentino é ainda o atual (bi) artilheiro da UEFA Champions League e artilheiro da Europa na última temporada, mas isso não deverá ser suficiente para levar a bola de ouro dos favoritos Xavi, Iniesta e Sneijder.

Há quem goste mais do futebol de Cristiano Ronaldo, e há aqueles – que assim como eu – prefiram o futebol de Lionel Messi, mas dificilmente há quem discorde que um deles é o melhor jogador do planeta.

sábado, 23 de outubro de 2010

Real Madrid 6x1 Racing Santander – Avassalador

Madrid x Santander

Linha de cinco homens de defesa do Racing foi incapaz de parar o poderoso ataque branco.

O time que marcou dez gols nos dois últimos jogos pelo Campeonato Espanhol e que durante a semana vencera a forte equipe do Milan pela UEFA Champions League, tinha pela frente o modesto Racing, que ocupa apenas a décima sexta colocação no campeonato.

A promessa era de um jogo fácil, um novo espetáculo branco, mas nem mesmo o mais otimista torcedor merengue poderia prever tamanha superioridade. O Real começou o jogo mostrando a equipe de Santander quem é que manda no Bernabéu, e abriu os trabalhos cedo.

O técnico do Racing, Miguel Angel Portugal, bem que tentou parar o poderoso ataque merengue, armando uma equipe bem fechada, com cinco homens compondo a linha defensiva, no entanto, não contava com os jogadores especiais que teria do outro lado, e em apenas nove minutos de bola rolando, um desses especiais, Di María, fez um lindo lançamento para Higuain, o argentino dominou e com classe tirou do goleiro Toño para abrir o marcador.

O gol de Higuain “abriu a porteira” e foi aí que o mais especial dos jogadores brancos, Cristiano Ronaldo, resolveu aparecer. Aos 14 minutos, Higuain recebeu lançamento de Özil pela direita e cruzou rasante, o camisa sete apareceu para cumprimentar para as redes e começar o seu show particular.

A linha defensiva do time visitante parecia perdida e insistia em  tentar uma linha de impedimento, uma postura totalmente errada diante de uma equipe tão veloz quanto o Real Madrid. E isso ficou bem claro aos 26 minutos, quando Özil foi lançado também pela direita, e viu Cristiano Ronaldo completamente livre dentro da área, o alemão rolou para o português fazer o seu segundo na partida.

Com o terceiro gol, o time madridista tirou um pouco o pé na primeira etapa, passou a deixar o Santander mais com a bola, se postou atras da linha do meio campo e buscava os contra ataques para tentar aumentar a vantagem.

Insaciavel, o time da capital voltou do intervalo com ainda mais vontade e foi dando prosseguimento ao massacre logo aos dois minutos, quando Di Maria avançou pela direita e rolou para Cristiano Ronaldo, sempre ele, fuzilar e anotar o terceiro dele no jogo.

CR7 Apenas oito minutos depois, novamente Di Maria – que fez um partidaço, avançou em velocidade no meio da defesa dos verdiblancos e só foi parado com falta, na área, penalti. Adivinhe quem se apresentou para a cobrança? Novamente ele, Cristiano Ronaldo, para fazer o seu quarto gol no jogo e o quinto merengue.

O time de José Mourinho fazia mais uma partida impecável, tanto no aspecto técnico, quanto na parte tática. Impressionante a obediência de seus jogadores, que seguem à risca as ordens do comandante português, a tal ponto de se ver por vezes, o astro maior da equipe, Cristiano Ronaldo, voltando para dar combate quando o time não tinha a bola.

Ao contrário do que muito se diz, o time de Mourinho também ataca, não é apenas retranca, e a fome de gols do Madrid parecia não acabar. Aos 17 minutos da etapa final, Xabi Alonso fez lindo lançamento para Özil, que passou pelos marcadores e soltou a bomba de esquerda para fazer o sexto. Com esse gol, o time chegou a impressionantes 16 tentos nas últimas três partidas pela Liga Espanhola, o melhor ataque da competição.

Madrid x Santander 2 As alterações no Madrid, que passou do 4-2-3-1 para o 4-2-2-2, com Di Maria na lateral esquerda e os jovens talentos espanhois nas meias.

As alterações fizeram com que o time branco mudasse o seu sistema de jogo, passando do tradicional 4-2-3-1 de Mourinho para um 4-2-2-2, com Canales pela meia esquerda e Pedro Leon pela direita. Com a saída de Marcelo, Di Maria foi deslocado para a lateral esquerda, onde continuou a fazer uma partida magistral.

Ainda sobrou tempo para o Racing fazer o seu golzinho de honra, após bela jogada de Arana pela direita, a bola sobrou para Pape Diop encher o pé de fora da área e contar ainda com o desvio no próprio Arana para bater Casillas.

Uma partida de gala do Real Madrid, especialmente de Cristiano Ronaldo – que confessou após o término da partida ter sido a primeira vez que marcou quatro vezes no mesmo jogo, e que faz um começo de temporada espetacular, acima inclusive da temporada em que foi eleito o melhor jogador do planeta.

O Real Madrid segue arrasador nesse começo de temporada e vai liderando de forma isolada o Espanhol, tendo melhor ataque e melhor defesa da competição, uma perfeição não vista há algum tempo no time branco.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Portugal - Cristiano Ronaldo - 02 dias



Cristiano Ronaldo
Clube - Real Madrid
Posição - Atacante
Idade - 25
Altura - 1,86
Peso - 84

quinta-feira, 6 de maio de 2010

CR9 NÃO PERDOA!



Ontem mais uma vez Cristiano Ronaldo tirou o Real Madrid do sufoco, na goleada de 4x1 sobre o Mallorca, o gajo anotou um Hat-Trick, o que ainda coloca fogo nas duas ultimas rodadas de La Liga, ou melhor, na próxima rodada, a única chance do Barça tropeçar é o Sevilla, caso isso não ocorra, o Barcelona será Bi-Campeão.

CR9 marcou seu gol numero 25 na competição, isso em 27 partidas, uma media impressionante de gols. Ele decide partidas com uma facilidade impar, chama o jogo, "toca em mim que eu resolvo".
Ele vale o que pagaram por ele, valor esse já recuperado somente com as vendas da camisa 9 madrileña.

O mais impressionante é que ainda tem gente que o chama de presepeiro, pipoqueiro, marrento, etc... todo time então precisa de um marrento desses, um jogador que não dá “migué” para se poupar, persegue a vitória os 90 minutos, CR9 é sinônimo de raça e perseverança em busca da vitória o tempo todo, imaginem só se ele tivesse Xavi e Iniesta para lhe dar passes açucarados, com certeza mais gols.

Seu final de temporada está fantastico, deve chegar a Copa do Mundo "voando", se os seus companheiros na seleção lusitana ajudarem, ele pode sim dar esperanças aos portugueses, levando o time o mais longe possivel na competição.

domingo, 7 de março de 2010

Retomada Galáctica



Após uma vitória sensacional sobre o Sevilla, o Real Madrid reassumiu a ponta do Campeonato Espanhol após 13 rodadas.

A liderança madridista começou a se desenhar logo no começo da noite, quando em Almería, o time da casa enfrentou o então líder Barcelona. Em mais uma má atuação do Barça - algo que surpreendentemente virou rotina nos últimos jogos - o time acabou saindo do Estádio Del Mediterráneo com somente um ponto, e conquistado a duras penas, graças à estrela de Lionel Messi que marcou duas vezes – Cisma e Puyol contra fizeram para o Almería.

Assim que acabou em Almería, a bola começava a rolar no Santiago Bernabéu. E o jogo começou quente, pois logo no inicio Diego Capel cruzou e Xabi Alonso tentando cortar, empurrou para o próprio gol. O Real não se abateu com o gol, partiu pra cima e só não empatou ainda na primeira etapa graças ao goleiro Palop. No começo do segundo tempo, novo vacilo merengue, dessa vez uma falha incrível de Casillas em falta batida sem grandes pretensões por Dragutinovic, que foi morrer no fundo das redes. Parecia que o tropeço do Barça não seria aproveitado pelo time branco. Parecia.

A partir daí o time de Manuel Pellegrini foi só pressão e aos 15 minutos conseguiu diminuir com Cristiano Ronaldo, em passe de Marcelo. Apenas quatro minutos depois, em cobrança de escanteio de Guti, Sergio Ramos testou para empatar a partida. Com o empate rapidamente alcançado, o Real seguiu a pressão em busca da virada, e poderia ter conseguido de forma menos sofrida se Higuain estivesse em uma tarde inspirada, o que não aconteceu, pois o argentino desperdiçou várias chances. Até que aos 47, Palop deu rebote em cabeçada do mesmo Higuain, e Van Der Vaart sacramentou a virada épica dos galácticos.

Esse resultado dá força ao Madrid, que vai mesmo precisar, pois terá na quarta-feira um difícil duelo, dessa vez pela UEFA CHAMPIONS LEAGUE diante do Lyon. O time espanhol precisa vencer o jogo por dois gols de diferença para se classificar, pois perdeu por 1x0 na França. Se repetir o mesmo futebol, aliado ao empenho e dedicação vistos ontem, somente um milagre evita a classificação do novo líder espanhol.

terça-feira, 2 de março de 2010

O Melhor Ogro do Mundo



Indiscutível, inquestionável e incomparável. Esses são adjetivos para definir o que é Wayne Rooney. O camisa 10 do Manchester United, que sempre mostrou muita dedicação em campo, além do já conhecido faro de gol, é hoje sem sombra de dúvidas o melhor jogador de futebol do planeta, desbancando inclusive os galácticos Kaká e Cristiano Ronaldo, os astros catalães Messi e Ibrahimovic e qualquer outro jogador que se possa imaginar.

Decisivo, letal, matador. “Shrek” como é carinhosamente chamado, chamou pra si a responsabilidade de conduzir os Red Devils após a saída do craque português Cristiano Ronaldo, e vai fazendo isso com extrema competência.

Virtual classificado para as quartas de final da Champions League após vencer o Milan em pleno San Siro por 3x2, por sinal com show de Wayne que marcou dois gols. Rooney também é artilheiro da Premier League onde seu time é atual vice-líder, com apenas um ponto de desvantagem em relação ao líder Chelsea. Como se não bastasse, no último domingo, Wayne foi fundamental para mais uma conquista de Alex Ferguson e seus “bluecaps”, entrando no segundo tempo da final da Carling Cup contra o Aston Villa e fazendo o gol que deu a vitória e o título ao United.

Diante do exposto, fica fácil afirmar que Rooney é realmente o melhor do mundo e que se manter a forma até a Copa, ao lado dos maestros Lampard e Gerrard, farão do English Team um osso duro de roer favoritíssimo a conquista do bi.