Mostrando postagens com marcador Internazionale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internazionale. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Roma 4-0 Inter - BarceRoma

Quando Luis Enrique assumiu o comando da Roma em agosto, após boa passagem pelo time B do Barcelona, anunciou que implantaria no time da capital italiana a mesma filosofia de futebol dos catalães. O problema é que essa maneira vistosa de futebol, nem sempre dá certo.

Para azar da Internazionale, ontem foi o dia em que esse estilo foi executado com precisão e o resultado foi um passeio Giallorossi sobre o time de Milão. Postado em 4-3-3 variando para o 3-4-3, o time fez exatamente aquilo que o time de Guardiola faz com frequência: manutenção da posse de bola, pressão no campo do adversário, troca de passes e movimentação constante.

Roma 4-0 Inter Roma à lá Barça: 4-3-3/3-4-3 com posse de bola, pressão no campo ofensivo e movimentação constante. Inter em 4-4-2 bem retraído foi presa fácil.

Contra uma Inter acuada, de linhas retraídas e meio campo povoado de volantes, sem opções de criatividade, o time da casa dominou completamente as ações do jogo. Flutuando entre as duas linhas de quatro nerazzurri, Totti ditava o ritmo do jogo e carimbava todas as transições ofensivas romanistas. Foi dele o lindo passe de calcanhar para Lamela concluir e Julio César jogar para escanteio. Na cobrança, o camisa 10 levantou e Juan subiu sozinho para inaugurar o marcador.

A marcação da Inter encaixou nos meio campistas da Roma, com Cambiasso acompanhando Pjanic e Palombo vigiando Gago, enquanto os extremos Zanetti e Obi cuidavam dos laterais Angel e Taddei. Enquanto isso, Totti continuava desfilando em campo sem que ninguém o seguisse. Resultado: o maestro lançou Borini pela esquerda, o jovem atacante deixou Samuel sentado antes de fuzilar a meta de Julio César e ampliar.

Borini que voltaria a marcar na etapa final, aproveitando lançamento espetacular de Juan e ganhando a disputa com Lucio para concluir e transformar o massacre em goleada, que acabaria sacramentada por Bojan já no fim do jogo, depois de receber de Piscitella e girar sobre quatro marcadores para fechar o marcador com um golaço.

O placar e especialmente o desempenho do time diante de um adversário poderoso, é para animar o torcedor romanista ainda sonhar com uma vaga na Europa League e quiçá, entre os três para ir a Champions – sete pontos e um jogo a menos que a terceira colocada Udinese. Se mantiver o estilo Barcelona de futebol, unindo beleza e efetividade, o sonho pode se tornar realidade.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Champions League: O que nos reservou o sorteio.

Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, sem mais delongas, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite desse que vos escreve:

Apoel (CHIPRE) x Lyon (FRANÇA)

Duas equipes que jamais se enfrentaram. Líder do grupo G, o surpreendente Apoel do Chipre aposta nos brasileiros Manduca e Ailton para tentar bater os franceses e fazerem história com uma inédita participação nas quartas de final da Champions. Garantido nas oitavas após a polêmica goleada por sete a um sobre o Dinamo Zagreb, o Lyon quer voltar a figurar entre os oito melhores do continente, e não poderia encontrar adversário melhor para isso, afinal, por mais que decida em casa, o time cipriota continua sendo zebra.

Palpite: Lyon

Apoel x LyonFormações: Times espelhados em 4-2-3-1. Mais experiente e com mais talento, o time francês não deve encontrar dificuldades para avançar.

Chelsea (INGLATERRA) x Napoli (ITÁLIA)

Os azuis de Londres só asseguraram a classificação na última rodada, mas ainda assim conseguiram ficar com o primeiro lugar. Em fase de renovação da equipe, o Chelsea terá adversário duro pela frente em um jogo onde “ninguém é de ninguém”. Apesar da recente melhora, o time de André Villas Boas ainda sofre de falta de padrão de jogo. Depois de desbancar o novo rico inglês Manchester City na fase de grupos, esse Napoli pode entrar para história caso passe pelo outro inglês em seu caminho, afinal, o time italiano jamais chegou às quartas de final da Liga dos Campeões, nem mesmo durante a Era Maradona.

Palpite: Napoli

Chelsea x NapoliFormações: Depois de sofrer no inicio da temporada, André Villas Boas parece estar encontrando o time ideal no 4-1-4-1 com o jovem Oriol Romeu a frente da zaga e Drogba na referencia. No Napoli, o mesmo sistema de sempre: 3-4-1-2 apostando tudo no letal trio ofensivo.

Arsenal (INGLATERRA) x Milan (ITÁLIA)

Depois de um começo de temporada titubeante, o Arsenal se encontrou e vem crescendo tanto na competição continental quanto na caseira, alavancado pelos gols do artilheiro Robin Van Persie. Os Rossoneri tentam quebrar um mini tabu: Desde o título em 2006/2007 os rubro-negros não passam das oitavas (lembrando que em 2008/2009 nem disputou a Champions), sendo que todas as três eliminações foram para ingleses: o próprio Arsenal em 2007/2008, Manchester United em 2009/2010 e o Tottenham em 2010/2011.

Palpite: Milan

Arsenal x MilanFormações: O 4-1-4-1 de Wenger tem duas grandes apostas: a velocidade de Walcott e os gols de Van Persie. No Milan, o 4-3-1-2 de Allegri é mais sólido e conta com o talento de Ibrahimovic na frente para decidir.

Bayern Munique (ALEMANHA) x Basel (SUIÇA)

O time alemão é na opinião desse blogueiro a terceira força do continente (atrás apenas de Barça e Madrid) e com a motivação de poder disputar a final em casa, é muito difícil de ser batido, mesmo com a ligeira queda que vem tendo nesse meio de temporada. O surpreendente campeão suíço desbancou ninguém mais ninguém menos que o atual vice campeão Manchester United e chega empolgado nessa fase de oitavas, mas imagino que não passe disso, especialmente por encarar tão duro oponente.

Palpite: Bayern Munique

Bayern x BaselFormações: Com a base da seleção alemã, os bávaros têm um futebol ofensivo e vistoso, contando com um meio campo mágico. Fechado em duas compactas linhas de quatro, o Basel tem na dupla Frei seu trunfo para surpreender.

Barcelona (ESPANHA) x Bayer Leverkusen (ALEMANHA)

O bom time alemão desperdiçou na última rodada da fase de grupos a chance de ser o primeiro da chave, e com isso, acabou levando azar no sorteio e terá a dura missão de encarar o atual campeão e favorito ao bi (algo que não acontece desde o Milan de 89 e 90) Barcelona. Mesmo contando com o talento do experiente Ballack e do jovem Schurlle, dificilmente os germânicos conseguem parar esse que é um dos maiores time da história do futebol, e que conta com talento de sobra.

Palpite: Barcelona

Barça x LeverkusenFormações: O 4-2-3-1 de Robin Dutt, que aposta na força de seu lado esquerdo para tentar aprontar. No Barcelona, Guardiola faz uma verdadeira salada tática, alternando o seu time diversas vezes no jogo, mesmo sem trocar uma única peça. Mas, na teoria, segue como antes, 4-3-3 com uma sutil diferença: o deslocamento de Messi para a ponta direita e a entrada de Fabregas como “falso 9”.

Real Madrid (ESPANHA) x CSKA Moscou (RUSSIA)

Dono da melhor campanha na fase de grupos em toda a história da Champions, o Madrid de Mourinho vem mais forte do que nunca na sua caçada por “La décima”. E o time merengue não deverá encontrar dificuldades para avançar diante do enfraquecido CSKA, que pode ainda perder Vagner Love na janela de transferências em janeiro.

Palpite: Real Madrid

Madrid x CSKAFormações: O imutável 4-2-3-1 de Mourinho, com força total na esquerda com os avanços de Marcelo e o vasto poder de fogo de Cristiano Ronaldo. No CSKA, duas linhas de quatro para se fechar e bola na perigosa dupla de avantes.

Benfica (PORTUGAL) x Zenit (RUSSIA)

O bom time encarnado tenta voltar a assustar em termos continentais. Começou bem, desbancando o poderoso Manchester United, e agora o time tem um adversário razoavelmente fraco pela frente e pode muito bem ir mais longe na competição. Segundo colocado no maluco grupo G, o Zenit chega pela segunda vez às oitavas a fim de avançar e entrar para a história do clube, já que da primeira vez, caiu para o Kuusysi Lahti, da Finlândia, em 1985/1986.

Palpite: Benfica

Benfica x ZenitFormações: O talentoso trio de meias armadores do Benfica é a arma do treinador Jorge Jesus para avançar. Do outro lado, o time russo aposta tudo justamente em um luso, o perigoso camisa 10 Danny é o grande jogador da equipe de São Petersburgo.

Internazionale (ITÁLIA) x Olympique Marseille (FRANÇA)

Outro jogo onde “ninguém é de ninguém”. A Inter já não assusta tanto quanto em outros carnavais, enquanto o time francês chega motivado após a classificação heróica, conseguindo virar um jogo em menos de cinco minutos e na casa do adversário (Borussia Dortmund). Até fevereiro, peças importantes no time nerazurri devem retornar e dar ao time italiano um ligeiro favoritismo. Didier Deschamps, treinador do Marseille tem retrospecto favorável contra o técnico italiano. Em 2003/2004, quando dirigiam Monaco e Chelsea, respectivamente, o time francês bateu os londrinos e avançaram à decisão daquela temporada.

Palpite: Internazionale

Inter x MarseilleFormações: Com os retornos de Chivu, Maicon e Sneijder, a Inter pode ser apontada favorita a ficar com a vaga. Sem os três, a previsão é de vida difícil para os italianos contra o perigoso time francês de Deschamps e seu perigoso quarteto ofensivo.

sábado, 1 de outubro de 2011

Inter 0-3 Napoli – Nocaute Napolitano

Buscando emplacar a terceira vitória consecutiva e embalar sob o comando de Claudio Ranieri depois de um inicio de temporada horrível com Gian Piero Gasperini, a Inter recebeu o time sensação da última temporada do Calcio, o Napoli, no Giuseppe Meazza.

Ranieri apostou no mesmo sistema que vem utilizando desde que chegou aos Nerazurri, um 4-4-1-1, com duas linhas de quatro bem próximas e Forlan voltando um pouco mais para buscar o jogo. Contando com o retorno de Maicon, o time ganhava uma importante arma pelo lado direito.

Do outro lado, Walter Mazzari não podia contar simplesmente com seu melhor jogador, o artilheiro Edinson Cavani. Na vaga do uruguaio, entrou o ex-jogador interista Goran Pandev. Com isso, Lavezzi foi adiantado para a função de centroavante, enquanto o jogador da Macedônia atuou ao lado de Hamsik na armação da equipe, no já habitual 3-4-2-1 napolitano.

Inter - Napoli Inter com duas linhas de quatro, ajustada em um 4-4-1-1; Napoli bem postado no costumeiro 3-4-2-1 que liquidou os nerazurri.

O time da casa começou melhor, ficando com a posse da bola e trabalhando especialmente pela direita com Maicon. Ricky Alvarez centralizava e abria o corredor para o lateral brasileiro, que aproveitava e chegava ao fundo com freqüência.

Outra boa válvula de escape para o time nerazurri era Diego Forlan. Atuando às costas dos volantes adversários, o uruguaio era o cérebro dos mandantes e levou perigo no começo do jogo, quando saiu da esquerda pra dentro e soltou a bomba de direita de fora da área que passou à esquerda do gol de De Sanctis.

Com suas linhas bem postadas no campo de defesa, o Napoli equilibrou o jogo e passou a sofrer poucos riscos, apostando nos contragolpes, puxados principalmente por Lavezzi, que em velocidade incomodava os zagueiros interistas.

No fim da primeira etapa, o lateral Chivu sentiu e o Napoli aproveitou. Pela direita de seu ataque, Lavezzi saiu da área e lançou Maggio, nas costas do lateral romeno. Obi veio na cobertura e por trás deslocou o camisa 11 napolitano, fora da área, mas o árbitro Gianluca Rocchi apontou penalidade. De quebra, Obi recebeu o segundo amarelo. Julio Cesar até pegou a cobrança de Hamsik, mas Campagnaro apareceu para pegar a sobra e abrir o placar.campagnaro-afp

Com um jogador a mais em campo, o Napoli mudou sua postura na segunda etapa e passou a reter mais a bola, trabalhando na sua meia cancha e esperando uma brecha na defesa para a infiltração.

Mesmo com a desvantagem numérica, a Inter não se intimidou e jogou de maneira franca, se abrindo completamente para buscar o empate. O problema é que essa foi uma atitude suicida para o time da casa, porque encarava um oponente de muita qualidade e muita velocidade para aproveitar os espaços na sua retaguarda.

Na primeira oportunidade, Inler fez lançamento primoroso nas costas da defesa, Maggio ganhou na corrida de Nagatomo e tocou por cobertura na saída de Julio Cesar para ampliar o marcador e praticamente liquidar a fatura.

Atordoado, o time nerazurri que já se apresentava muito nervoso, ficou completamente perdido após o segundo tento dos visitantes, passando a ser presa fácil. Como em uma luta de boxe, o time da casa foi parar nas cordas.

O terceiro gol já poderia ter saído após a linda tabela de Zúñiga e Hamsik, em que o camisa 17 deixou o colombiano na boa para matar o jogo, porém de maneira incrível, dentro da pequena área e com o gol aberto, o ala esquerdo conseguiu jogar por cima.

Mas o nocaute napolitano só veio aos 30 da etapa final, após longa troca de passes do time visitante que culminou com mais um lançamento de Lavezzi nas costas da defesa, dessa vez para Hamsik, que na cara de Julio Cesar não desperdiçou e pôs o time da casa para beijar a lona.

O pênalti mal marcado ainda na primeira etapa e a justa expulsão de Obi deixou o time da casa vendido, diante de um oponente forte e letal que soube aproveitar a “guarda baixa” interista para liquidar o adversário e fazer um resultado importante que garante a liderança momentânea da Serie A para o Napoli.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

500x Mourinho

Tudo começou em 23 de setembro de 2000, quando defendendo o Benfica, José Mourinho fez sua estréia como treinador profissional, contra o Boavista – que viria a se sagrar campeão português em 2000/2001 – no Estádio do Bessa e saiu derrotado por um a zero, gol do brasileiro Duda. Ali, poucos imaginavam que o técnico viria a se tornar um fenômeno, o Special One.Mourinho

Hoje, em White Hart Lane, onze anos depois, o luso completou seu jogo de número 500, com um aproveitamento impressionante e diversas taças ao longo de sua vitoriosa carreira. São dezessete títulos obtidos, sendo seis títulos conquistados no FC Porto onde se destaca a Taça Uefa e a Champions League, outros seis títulos no Chelsea, entre os quais dois campeonatos ingleses e ainda cinco títulos ao serviço da Inter, onde conseguiu o "triplete" na temporada passada, levantando sua segunda Champions League.

Nesses 500 cotejos em que esteve no banco de reservas comandando suas equipes (foram seis: Benfica, União de Leiria, FC Porto, Chelsea, Internazionale e Real Madrid), seus números são impressionantes. Foram 335 vitórias, 104 empates e apenas 61 derrotas, um aproveitamento de 82% - em pontos, foram 1.347 disputados e 1.106 conquistados. Para homenagear o vitorioso treinador, esse que escreve destaca três importantes jogos ao longo da carreira mais que “Especial” do português.

1. Monaco 0x3 Porto – O Nascimento de um Mito

Monaco 0x3 Porto Formações iniciais: Com Giuly em campo, Monaco em 4-3-2-1 e Porto bem postado em 4-3-1-2. Foi o cartão de visitas de Mourinho.

Após eliminarem gigantes como Real Madrid e Manchester United, Monaco e Porto fizeram uma final surpreendente na UEFA Champions League de 2003/2004, em Gelsenkirchen.

A cautela de ambas as partes prevaleceu no começo da partida, com o jogo preso na meia cancha, e o Monaco assustava quando abria o jogo pelas beiradas, com Rothen ou Giuly, meias abertos no 4-3-2-1 francês.

No entanto, um duro golpe no time de Deschamps aos 22 minutos mudou todo o rumo do cotejo: Giuly, capitão e melhor jogador da equipe sentiu lesão e deixou o campo para a entrada do croata Dado Prso. Assim, a equipe francesa se configurou em um 4-3-1-2, com Rothen saindo da ponta e centralizando mais suas ações e caiu de rendimento, assim como toda equipe, que via o Porto crescer na partida com inteligência, sabendo esperar o momento certo de atacar. Até que por volta dos 40 minutos da etapa inicial, Paulo Ferreira fez boa jogada pela direita e levantou na área para Carlos Alberto tentar duas vezes antes de empurrar para as redes e abrir o marcador.

Na segunda etapa, em desvantagem, o time alvirrubro partiu em busca do empate, mas esbarrava na sua própria desorganização tática e encontrava dificuldades para passar pela boa marcação dos Dragões, que buscavam por um contragolpe certo para matar o jogo. Saiu aos 26 minutos, quando Derlei escapou em velocidade pela esquerda, foi até a linha de fundo e rolou para Deco tocar com categoria no contrapé do goleiro e anotar o segundo. Não demorou para sair o terceiro, apenas quatro minutos depois, novamente dos pés de Derlei, que dessa vez serviu para o russo Alenichev fazer o terceiro e definir o placar.

Ali, o mundo conhecia José Mourinho. O homem que levou o limitado, porém esforçado time do Porto a conquista do mais importante torneio interclubes do planeta.

2. Internazionale 3x1 Barcelona – O Melhor

Inter 3x1 Barça Marcação, fibra e suor: A receita para a melhor partida da carreira de Mourinho.

Com um show tático de Mourinho, a Inter conseguiu desbancar o favorito Barcelona no Giuseppe Meazza e assegurar boa vantagem para o jogo da volta, onde perdeu por um a zero e ficou com a vaga na final da Liga dos Campeões.

Marcando com pressão a saída de bola blaugrana, a Inter começou melhor, impedindo as tramas ofensivas dos catalães com Thiago Motta e Cambiasso anulando o melhor do mundo Messi na intermediaria, Sneijder acompanhando Xavi e Pandev travando as subidas perigosas de Daniel Alves. Ainda assim, bastou um vacilo para que o entrosado e letal time de Guardiola abrisse o marcador, após falha de Lúcio e Maicon, que Maxwell aproveitou para ir na linha de fundo e cruzar para Pedro completar para as redes.

Com a vantagem no marcador, o Barça passou a ditar o ritmo do jogo, bem ao seu estilo, mantendo a posse da bola. Porém, oferecia o contra ataque ao veloz time de “Mou”, e foi assim que os nerazurri chegaram à igualdade, quando Eto’o lançou para Milito, que carregou a marcação e abriu um buraco na área do Barcelona, onde ele rolou para Sneijder chegar batendo e empatar ainda na primeira etapa.

Mal havia começado a segunda etapa e veio a virada, novamente dos pés de Diego Milito, o homem do jogo, que viu Maicon invadindo a área e rolou para o lateral brasileiro encher o pé, sem chances para Valdés.

Após o gol, o Barcelona acordou novamente no jogo e passou a levar perigo, mas parava na ótima fase de Julio César, que fez defesas importantes em finalizações de Messi e Busquets. A resposta da Inter foi novamente com bola na rede, aos 16 minutos, quando Eto’o levantou na área e agora foi a vez de Sneijder servir Milito, que em condição irregular, fez o terceiro e pôs números finais no marcador.

Uma vitória soberba de uma equipe que sobrou em termos de dedicação e organização. Considerada pelo próprio “Special” como a melhor de sua carreira e que alavancou o time interista rumo à conquista continental que não vinha há 45 anos.

3. Barcelona 5x0 Real Madrid – O Pior

Barça - Madrid O erro de Mourinho: inverter Di Maria e Cristiano Ronaldo.

Se o próprio Mourinho considera uma partida contra o Barcelona como a melhor de sua carreira, ainda pela Internazionale, o pior capítulo dessa história também se passa contra o mesmo Barcelona, quando a atual equipe do Special, o Real Madrid, caiu com um sonoro 5 a 0 perante o rival catalão.

Na formação, um erro de Mourinho na distribuição de suas peças, ao inverter Cristiano Ronaldo e Di Maria de lado, passando o português para o flanco direito, quando esse poderia atuar pela esquerda, onde está habituado e aproveitar os espaços às costas do ofensivo Daniel Alves. Outro erro foi o time branco atuar tentando fazer linha de impedimento contra um rival de tamanha qualidade com a bola nos pés.

Apesar das falhas, não havia muito o que fazer diante de um time que apresentou um futebol de gala, fez um resultado até com certa facilidade, sem sofrer grandes riscos e aplicou uma goleada que jamais será esquecida nem pelo torcedor merengue, nem pelo treinador. (Para ler a analise completa do jogo, clique AQUI).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Inter 2x5 Schalke 04 - Massacre azul-real

Em uma partida completamente maluca (e anormal), o Schalke 04 surpreendeu a todos e deu um enorme passo rumo às semi-finais da UEFA Champions League ao golear a atual campeã Inter de Milão por cinco a dois. Ranocchia contra, Raul, Matip e o brasileiro Edu duas vezes fizeram para os alemães, enquanto Stankovic e Milito marcaram para os italianos.
 
Após o desastre que foi o clássico diante do Milan no último sábado, Leonardo mexeu na sua equipe, deixando o 4-2-3-1 utilizado no derby para atuar em um 4-3-1-2, com a entrada de Stankovic no lugar de Pandev e a volta de Milito no comando do ataque, ao lado de Eto’o.
 
Pelo lado dos azuis reais, o novo treinador Ralf Rangnick preferiu não mexer muito e manter o sistema que o ex-treinador Felix Magath já utilizava. Um 4-4-2 em linha, com Raul tendo a liberdade de sair para buscar mais o jogo, o que tornava na prática, um 4-4-1-1, que tinha Edu na vaga do lesionado Huntelaar como pivô. Em sua segunda linha, Papadopoulos era encarregado de pegar Sneijder, enquanto Jurado tinha liberdade para chegar à frente.
 
Inter-Schalke

O golaço de Stankovic com apenas 25 segundos de bola rolando poderia dar aos donos da casa a mesma tranqüilidade e confiança que teve o Milan no jogo de sábado, mas o que se viu foi um Schalke forte e superior, mesmo em domínios rivais.

A opção de Leonardo por preencher mais a sua meia cancha acabou dando demasiada liberdade aos extremos alemães, especialmente pela direita, onde Farfan e Uchida levavam perigo em cruzamentos, mas foi em bola parada que saiu o tento de empate, anotado por Matip, que aproveitou rebote após sensacional defesa de Julio César e empurrou para as redes.

Os interistas sofriam com a previsibilidade de sua equipe, muito em função da má atuação dos vértices no losango de Leonardo, Stankovic (substituído por Kharja aos 25 minutos) e Cambiasso. Ambos não iam bem nem na chegada ao ataque, sobrecarregando Sneijder na articulação e facilitando a marcação alemã. Ainda assim, o camisa 10, diferenciado que é, encontrou espaço para pensar e ver a penetração de Cambiasso na segunda trave, onde o holandês lançou com precisão para o argentino escorar para seu compatriota Milito completar e colocar a Inter novamente em vantagem.

Se Sneijder conseguiu escapar da marcação e achar um espaço de um lado, Jurado fez o mesmo do outro, quando viu boa descida de Baumjohann às costas de Thiago Motta. O alemão recebeu em liberdade e passou para Edu finalizar duas vezes para empatar a peleja.

A equipe alemã voltou avassaladora para a etapa final, e em apenas doze minutos mexeu duas vezes no placar. Primeiro em ótima tabela entre Farfan e Jurado, que terminou com o peruano achando Raul em liberdade na entrada da área. Lá dentro, o veterano não perdoou e anotou o seu 70º tento em Champions League, um mito. Menos de três minutos depois, nova escapada de Jurado (o homem do jogo) pela direita e cruzamento do espanhol para Ranocchia desviar contra a própria meta.

Se a situação se complicou com os dois tentos sofridos no inicio do segundo tempo, ficou ainda pior quando Chivu (ele de novo) fez falta dura e recebeu seu segundo cartão amarelo. Nova expulsão do romeno, a segunda consecutiva.

Para recompor a sua zaga, Leonardo sacou Kharja e colocou Córdoba, tentando evitar um desastre ainda maior. Ironicamente, foi justamente o colombiano, com falha patética, que começou a jogada do quinto gol alemão. O erro foi “dividido” em duas etapas: primeiro quando o camisa 2 tentou dar um bicão na bola para tirar da área e furou bisonhamente; na seqüência, ainda com a bola, tentou sair jogando pelo chão e deu nos pés de Baumjohann, que serviu para Edu girar e deixar o seu segundo no jogo.

O quinto gol deu números finais ao jogo. Uma vitória maiúscula de um time que soube impor seu jogo mesmo fora de casa, anulando o cérebro adversádverseu jogo mesmo fora de casa, anulando o cerebro s. fridos. detem a piormpo correr e esgotando o time da casa.ta.ovicrio, travando assim, suas transições ofensivas. Um time que soube explorar as fraquezas do seu oponente, e arrematar com precisão impar as oportunidades criadas. Um time que soube aproveitar sua condição de franco atirador para jogar a última pá de terra sobre a combalida Inter.

sábado, 2 de abril de 2011

Baile Rossonero

A bola mal havia rolado no abarrotado San Siro e Leonardo nem tinha amortizado toda hostilidade daquela torcida que já o apoiou, quando o Milan chegou à frente pela primeira vez e após ótima triangulação de Robinho, Pato e Gattuso, o camisa oito enfiou para Robinho que dividiu com Julio Cesar e na sobra, Pato chegou completando para as redes com apenas quarenta segundos de jogo.

Durante a semana, a pergunta era uma só: Quem faria mais falta a seus times? Lúcio ou Ibrahimovic? Naquele momento se tinha uma resposta. A movimentação feita pela dupla de avantes brasileiros não ocorre quando o sueco está em campo, enquanto do outro lado, a defesa interista também não é tão perdida quando tem o seu camisa seis na zaga central.

Milan vs Inter Como começaram as duas equipes: Movimentação do ataque milanista atordoou a desfalcada zaga nerazurri.

O tento anotado logo no inicio deu muita confiança aos rossoneros, que marcavam com pressão na saída de bola, acuando o adversário em seu campo de defesa. E aos nove minutos, o primeiro lance polêmico do jogo, quando Seedorf acertou lindo voleio e Maicon bloqueou com a mão, mas o árbitro mandou seguir o jogo.

A Inter tentava se reorganizar e sair um pouco mais pro jogo, mas ainda acusava o golpe do tento de revés no inicio do cotejo. Somente a partir da metade da etapa inicial, foi que os visitantes conseguiam trabalhar melhor a bola na intermediaria milanista, no entanto, com finalizações imprecisas de longa distância, não conseguiam assustar o goleiro Abbiati, que só foi trabalhar de fato aos 38 minutos, quando Thiago Motta aproveitou cobrança de escanteio de Sneijder e testou forte para espetacular defesa do arqueiro rossonero.

Havia uma expectativa de um segundo tempo melhor por parte dos comandados de Leonardo, que foi por água abaixo logo aos nove minutos, quando Pato avançou em velocidade e foi derrubado por Chivu na entrada da área. Cartão vermelho para o romeno. Na cobrança da falta, Thiago Silva soltou uma bomba para a primeira das várias intervenções de Julio Cesar no jogo.

Se contra onze o Milan já se impunha e trocava passes até com certa facilidade, com um jogador a mais os rubro-negros passaram a desfilar um futebol que há muito não se via, com ótima movimentação (especialmente da dupla de ataque), tabelas curtas, inversões e passes longos precisos e regidPatoos pelos gritos de “Olé” que vinha das arquibancadas. Em uma dessas tramas, Seedorf (que fez partida espetacular) descolou ótimo lançamento para Abate pela direita, o lateral errou o chute e Pato – em posição irregular – desviou para o gol vazio e ampliou o marcador.

Com o segundo gol, o time de Leonardo se perdeu, parecia um boxeador preso nas cordas, prestes a ser nocauteado. Sem qualquer poder de reação, os nerazurri ficaram a mercê do Milan e só não sofreram uma goleada histórica graças à boa atuação de Julio Cesar, que evitou que Robinho anotasse o terceiro tento em diversas oportunidades.

Por volta dos 35 da etapa final, Allegri fez a segunda mudança em sua equipe, lançando Cassano no lugar de Robinho, que correu, se movimentou bem, mas desperdiçou vários gols. E deu tempo para o polêmico atacante italiano aprontar das suas, para o bem e para o mal.

Para o bem, quando recebeu lançamento de Seedorf (ele, de novo) e foi derrubado por Zanetti. Penalti, que ele mesmo converteu. Na comemoração, o camisa 99 tirou a camisa e foi punido com o cartão amarelo, que se repetiu apenas dois minutos depois, quando o avante fez falta por trás no mesmo Zanetti. Scout de Casssano no jogo, dez minutos em campo, um gol anotado, dois cartões e expulsão, nada de surpreendente.

A maiúscula vitória dá além dos cinco pontos de vantagem, uma confiança sobrenatural para o Milan encarar as últimas sete rodadas do Calcio e garantir o Scudetto que não conquista desde a temporada 2003/2004. Já a Inter, precisa juntar os cacos de uma dura derrota e levantar a cabeça para a batalha de quarta-feira pela Champions League, pois só uma boa vitória sobre o Schalke para (tentar) superar o amargo resultado de hoje.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Internazionale 0x1 Bayern

Por Desenho Tático (http://desenhotatico.blogspot.com/)

O caneco da última Liga dos Campeões não sairá da Itália com destino para a Alemanha, mas o Bayern de Munique deixou o estádio Giuseppe Meazza, nesta quarta-feira, quase realizado. Não se tratava de uma vingança, como fizeram questão de ressaltar todos os jogadores e comissão técnica ao longo da semana. Mas a “revanche” diante do atual campeão Inter de Milão veio com gol de Mário Gómez aos 44 minutos da etapa final, falha de Julio César e grande vantagem para o jogo de volta, pelas oitavas de final. Vitória por 1 a 0 que vale muito.

No primeiro tempo, a Inter do brasileiro Leonardo, atuou no 4-3-2-1, parecendo que estava jogando fora de casa, não jogou muito bem, e ainda deu espaços para o Bayern atacar. Já o Bayern atuou no 4-2-3-1, e foi para cima da Inter, acomodada, mas não soube muito bem aproveitar as chances que teve.

No segundo tempo, a Inter manteve o 4-3-2-1, mas com mais ofensividade, com a entrada do marroquino Kharja, mas perdeu muitos gols, e no finalzinho do jogo acabou levando um numa falha de marcação nerroazzurra, que deixou Mario Gómez completamente sozinho para pegar o rebote do chute de Robben. O Bayern continuou com 4-2-3-1, a única alteração feita por Van Gaal, foi a entrada do brasileiro Breno no lugar de Pranjic (ainda no primeiro tempo), atuação de destaque para o jovem goleiro alemão Thomas Kraft, que fechou o gol, e o oportunismo do matador Mario Gómez fez com que a equipe da região Bavaria saísse com a vitória em pleno Giuseppe Meazza, outro destaque para Robben, que não foi parado por ninguém da Inter, tanto Chivu e Cambiasso no primeiro tempo, como Zanetti, Chivu e Cambiasso no segundo tempo. Pelo lado da Inter, o destaque foi negativo, pela insistência de Leo ao manter Stankovic nos 90 minutos, atuação apagada de Stankovic, Sneijder e Maicon, que não conseguiram ajudar Eto'o no ataque, que ficou isolado no ataque e que perdeu muitos gols.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pazzo!

Inter 3x2 Palermo

Formações iniciais: Inter em um 4-3-1-2 e Palermo em 4-3-2-1. Laterais eram as valvulas de escape, e Santon, tomou um baile de Cassani na primeira etapa.

Um jogo louco no Giuseppe Meazza, com direito a virada espetacular, defesa de pênalti e uma estréia simplesmente arrasadora de Giampaolo Pazzini na equipe da Inter.


Apesar de fazer alterações no onze inicial, como a volta de Diego Milito ao comando de ataque e a entrada do recuperado Phillipe Coutinho na vaga de Sneijder, Leonardo manteve o mesmo 4-3-1-2 que vem usando desde a sua estréia no comando dos nerazurri.


Do outro lado, o Palermo foi com força máxima e em seu já tradicional esquema “árvore de natal”, um 4-3-2-1 explorando a capacidade de criação do argentino Pastore e a velocidade de Micolli, para os contra-ataques, a principal arma da equipe Rosanera.


Com o meio-campo congestionado, as laterais eram as válvulas de escape para ambas as equipes. Do lado interista, Maicon tinha a proteção de Zanetti, que lhe dava liberdade para descer com velocidade pela direita e por vezes assustar a equipe de Delio Rossi.


Também pela direita, o Palermo mostrava sua força nos contra golpes, com as subidas do bom lateral Cassani. Foi com o camisa 16 que se iniciaram as jogadas dos dois gols que deram a vantagem aos visitantes na primeira etapa, marcados por Micolli e Nocerino.


Pazzo Na volta do intervalo, Leonardo promoveu duas mudanças na equipe, colocando os estreantes Houssine Kharja e Giampaolo Pazzini nas vagas de Phillipe Coutinho e Davide Santon – que foram muito mal na primeira etapa. Com isso, o time passou do 4-3-1-2 dos quarenta e cinco iniciais para um 4-3-3, com Eto’o saindo pela esquerda enquanto Milito e Pazzini se revezavam entre o lado direito e o pivô.


As alterações de Leonardo fizeram efeito e a Inter passou a agredir a equipe visitante, buscando o tento que colocaria fogo no jogo. E ele veio justamente dos pés dos estreantes, quando Kharja achou Pazzini livre na área e o camisa sete, como um legitimo nove, girou e bateu no canto oposto, sem chances para Sirigu.


Minutos depois, o Palermo teve a chance de ouro para ampliar e quem sabe, definir a partida, quando Thiago Motta derrubou Fabrizio Micolli na área e Nicola Rizzoli assinalou pênalti. Pastore cobrou mal, com certa displicência e parou nas mãos de Julio César, que retornara ao gol nerazurri após lesão.


A defesa da penalidade acendeu de vez os donos da casa, que partiram com tudo em busca do empate. Tanto foi pra cima, que foi Lucio quem sofreu a falta que originou o tento da igualdade – falta um tanto mandrake, é verdade – novamente anotado por Pazzini, desviando de cabeça o levantamento feito por Maicon.

 

Inter 3x2 Palermo 2 Com as alterações de Leonardo, time migrou para um 4-3-3 com Kharja encostando bem nos avantes e Zanetti na lateral esquerda, ponto fraco da equipe no primeiro tempo.


O empate já se mostrava um excelente resultado diante das circunstâncias da partida, no entanto, a penta campeã voltou a mostrar sua força e com um pênalti – também mandrake – sofrido por Pazzo e convertido por Eto’o a trinta minutos da etapa derradeira, fez o que parecia impossível, virou o jogo e assegurou os três pontos em casa, essenciais na busca pelo arqui rival Milan.


As mudanças de Leonardo, tanto nas peças quanto na formação foram de crucial importância para a virada. Kharja e especialmente Pazzini deram uma nova cara ao time, que sufocou até conseguir o resultado.


E como definir a estréia de Pazzini? Simplesmente, Pazzo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Esquadrões Inesquecíveis da Década que Termina

A década está no fim, e decidi lançar aqui oito esquadrões inesquecíveis (pelo menos para esse que vos escreve) nos últimos dez anos que se passaram. Cabe ressaltar que se trata apenas de times europeus, que venceram e encantaram a todos os amantes do futebol.

Vamos ao que interessa, eis as oito equipes:

REAL MADRID 2001/2002 – O BELO INÍCIO DA ERA GALÁCTICA

Real Madrid 01-02

Sob o comando de Vicente Del Bosque, se dava o pontapé inicial à primeira era galáctica de Florentino Perez no Real Madrid. E esse início não poderia ter sido melhor, título da Champions League, com direito a eliminar o arqui-rival Barcelona nas semifinais, gol do ídolo Raul e GOLAÇO do gênio recém chegado, Zinedine Zidane na final diante do Bayer Leverkusen.

Apesar de ter jogadores incompatíveis com o termo “galáctico”, como Salgado, Helguera e o limitado Solari, cinco foras de série, Hierro, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raul, ditavam o time, que ainda contava com os gols do artilheiro Morientes.

PORTO 2003/2004 – A Admirável surpresa e o nascimento de um mito

Porto 03-04

A Champions League da temporada 2003/2004 foi marcada pelas surpresas, e culminou na inesperada final entre FC Porto x Mônaco. A equipe lusitana, comandada pelo então desconhecido José Mourinho, atropelou os franceses, com um incontestável 3 a 0 na grande decisão, gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Deco era a base forte do time, pelos seus pés passavam todas as jogadas de efeito do time que também conquistou a Liga Portuguesa.

Além de Deco, vários outros jogadores apareceram ali, como Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, mas o grande destaque daquele time era realmente o seu treinador, José Mário dos Santos Félix Mourinho, ou simplesmente, o Special One.

ARSENAL 2003/2004 – IMBATÍVEL

Arsenal 03-04 premierleague

Liderado por dois grandes franceses, um do lado de fora do campo, Arsene Wenger, e outro dentro das quatro linhas, Thierry Henry, os Gunners fizeram campanha incrível na Premier League, que terminou com a conquista do título de maneira invicta. Jogando com duas linhas de quatro, o time tinha uma incrível força no setor de meia cancha, com Gilberto Silva seguro e preciso nos desarmes, Vieira também seguro e ótimo na saída pro jogo, Ljungberg e Pires pelos flancos, usando sempre a velocidade.

Mas o grande expoente daquela equipe era mesmo Henry, técnico, veloz e letal, o camisa 14 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Inglês, anotando 30 dos 76 gols do time, que venceu 26 e empatou 12 dos 38 jogos.

LIVERPOOL 2004/2005 – O VERDADEIRO TIME DE GUERREIROS

liverpool 04-05

Chegar à decisão da Champions League passando por um rival local fortíssimo, com um gol espírita de Luis Garcia, que mesmo hoje, cinco anos depois, ainda gera polêmica se a bola entrou ou não, já foi um grande feito para o desacreditado time do Liverpool.

Mas aquela equipe, liderada por Gerrard queria mais e nem mesmo os impiedosos 3 a 0 (que poderia até ter sido mais) feitos pelo Milan no primeiro tempo da final foram suficientes para deter o time de Rafa Benítez. Um início arrasador na segunda etapa e o empate veio em apenas 6 minutos, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso. A conquista só veio nas penalidades, depois de ainda passar por mais um sufoco na prorrogação, quando Dudek fez defesa milagrosa em finalização de Shevchenko.

BARCELONA 2005/2006 – SOB A BATUTA DE UM GÊNIO

Barça 05-06

Ronaldinho Gaúcho já havia sido eleito o melhor jogador do mundo em 2005, mesmo conquistando apenas a Liga Espanhola pelo Barcelona, uma temporada depois de fazer o milagre de salvar o time catalão do rebaixamento. Mas faltava algo, faltava para o craque dentuço, a Champions League. E ela veio na temporada 05/06, quando o Barça bateu o forte time do Arsenal de Henry na decisão por 2 a 1, com gols de Eto’o e Belletti.

O time de Frank Rijkaard jogava de maneira bem ofensiva, em um 4-3-3 que concentrava a sua força no flanco esquerdo, por onde seu camisa 10 desfilava seu repertório de lindas jogadas, com dribles, arrancadas e gols espetaculares.

MANCHESTER UNITED 2007/2008 – A CONSAGRAÇÃO DE UMA TEMPORADA PERFEITA PARA CRISTIANO RONALDO

ManUtd 07-08

O sistema de Ferguson era simples: Muita marcação e a exploração do talento de Cristiano Ronaldo. Assim, os Red Devils conquistaram a Premier League e a Champions League, com o gajo sendo artilheiro e comendo a bola nas duas competições.

A intensa movimentação do trio ofensivo formado por Tevez, Rooney e Ronaldo era o ponto forte do time que conquistou a Europa graças ao escorregão de John Terry na cobrança do pênalti decisivo. Era o destino a favor de Cristiano Ronaldo, o luso não podia ser marcado como vilão após uma temporada perfeita.

BARCELONA 2008/2009 – A NOBRE ARTE DO TOQUE DE BOLA

Barça 08-09 

Manutenção da posse de bola e qualidade no passe foram as grandes virtudes desse Barcelona que encantou todo o planeta. Xavi e Iniesta ditando o ritmo do meio campo, distribuindo o jogo de forma ímpar, as boas investidas de Dani Alves pela direita, a boa fase de Henry, os gols de Eto’o e o talento único de um gênio, Lionel Messi.

Para mim, o time que conquistou simplesmente tudo que jogou, colecionando nada mais nada menos que seis taças em uma temporada foi o que tivemos de melhor nessa década. A perfeição do futebol coletivo somada à qualidade individual de cada um foi de encher os olhos.

INTERNAZIONALE 2009/2010 – EFICIÊNCIA RIMA COM OBEDIÊNCIA

Internazionale 09-10

A obediência tática foi ponto crucial no time de José Mourinho, que levou a tríplice coroa. Um time que soube se defender como poucos, mas sem perder a vocação ofensiva, que contava com um trio sensacional. Eto’o, que sempre jogou como um autêntico 9 no Barcelona, passou a jogar como 7, pelo flanco direito, marcando, voltando até a retaguarda para dar combate. Sneijder, o legitimo camisa 10, que ditava o ritmo da equipe e a conduzia, foi para muitos o melhor jogador do ano de 2010. Diego Milito, letal, foi o atacante dos sonhos de “Mou”, fazendo o papel de pivô e sendo decisivo quando acionado.

O jogo chave da equipe foi contra o poderoso Barcelona no Camp Nou, onde com uma vantagem de dois gols, ficou com um jogador a menos por cerca de 70 minutos e ainda assim, suportou a pressão para passar pela equipe catalã e encaminhar a tão sonhada taça da UEFA Champions League, que já não vinha há 45 anos.

P.S.: Com esse post encerro o ano de 2010, e faço uma pausa de uma semana de merecido descanso. Desejo a todos um feliz natal e um excelente 2011, com muita saúde, paz, e claro, muito bom futebol. Agradeço a todos que por aqui estiveram e peço, que continuem frequentando esse espaço no novo ano que está por vir.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Wembley é logo ali


Foram definidos nesta sexta-feira os confrontos da fase Oitavas-de-Final da UEFA Champions League, veja como ficaram os duelos, com uma pequena analise de cada jogo e o palpite do blogueiro:

ROMA x SHAKTAR DONETSK
Duelo equilibrado. O time da capital italiana, que apresenta sinais de melhora na temporada, pegou um adversário parelho e pode sonhar com uma classificação às quartas-de-final. Por outro lado, o líder da Liga Ucraniana, também pode almejar uma inédita (e merecida) classificação à fase seguinte. O time que desbancou o poderoso Arsenal na fase de grupos, conta com um perigoso trio brasileiro, composto por Willian, Douglas Costa e Jadson para tentar avançar.
Palpite: Shaktar Donetsk.

MILAN x TOTTENHAM HOTSPURS

Um dos grandes jogos dessa fase. Os rossoneri, que caiu em uma chave muito difícil, têm uma nova pedreira pela frente, mas conta com os gols de Ibrahimovic e a volta de Pato para buscar a classificação. A equipe de Londres, que já desbancou a atual campeã Inter de Milão na primeira fase, quer agora passar pelo outro time de Milão e se classificar as quartas-de-final pela primeira vez em sua história.
Palpite: Tottenham Hotspurs

VALENCIA x SCHALKE 04
Interessante o reencontro do Valencia com Raul, seu algoz na final de 99/00. A equipe espanhola conta com o talento de Juan Mata e os gols de Aritz Aduriz para tentar voltar a figurar entre os oito grandes da Europa. Os alemães, que vão de mal a pior na Bundesliga, tem na boa campanha na fase de grupos da UCL um alento para seu torcedor – e o sustento de Felix Magath. A dupla formada pelos ex-merengues, Raul e Huntelaar, é a esperança dos azuis reais.
Palpite: Schalke 04.

INTERNAZIONALE x BAYERN MUNCHEN
Replay da última final. A Inter já não é mais a mesma que foi campeã em maio desse ano, muito em função da saída de José Mourinho, mas ainda assim é uma equipe perigosa e que se não sofrer tanto com lesões como vem sofrendo, pode chegar longe. O Bayern é outro que capenga na Bundesliga, apenas na sexta colocação, mas sobra na Champions. Tem na volta de Robben, sua grande esperança de dias melhores.
Palpite: Internazionale.

LYON x REAL MADRID
Novamente nas oitavas. Apesar da chegada do ótimo Yoann Gourcuff, o Lyon já não é mais o mesmo da última temporada, quando foi até as semifinais, passando pelo mesmo Real Madrid e contando com uma fase esplendorosa de Pjanic, autor do gol que eliminou os merengues. O Madrid também já não é mais a mesma equipe da última temporada, a chegada de José Mourinho deu mais “cancha” e confiança ao time branco, que sonha passar das oitavas-de-final, o que não acontece há seis temporadas.
Palpite: Real Madrid.

ARSENAL x BARCELONA
Outro reencontro da última UCL. Para tentar fazer frente a poderosa equipe catalã, os Gunners precisam voltar a contar com o russo Arshavin, que vive sua pior fase no clube, e Cesc Fabregas, que vem sofrendo muito com lesões. O Barça, melhor do que nunca, está voando e parece não ter adversários. Não que seja uma zebra, pela tradição do Arsenal, mas qualquer resultado que não seja a classificação blaugrana, será surpresa.
Palpite: Barcelona.

OLYMPIQUE MARSEILLE x MANCHESTER UNITED

Todo favoritismo inglês. Os franceses, apenas em quinto na Ligue 1, contam com o talentoso argentino Lucho Gonzalez e o ganês destaque na Copa do Mundo, André Ayew para tentar o inesperado e passar pelos ingleses. Os Red Devils, que sofreram apenas um gol na fase de grupos, tem na consistência defensiva sua grande força. O time de Sir Alex Ferguson conta ainda com a habilidade de Nani e o faro de gol da dupla Rooney e Berbatov.
Palpite: Manchester United.

COPPENHAGUE X CHELSEA
Outro jogo de total favoritismo inglês. Os dinamarqueses, que dentro de casa até conseguiram fazer um jogo de igual pra igual contra o Barcelona, torcem para que a atual má fase do Chelsea dure até o confronto entre as duas equipes. O Chelsea tenta dar um pontapé na má fase e para isso, não podia ter adversário melhor na Champions. Com a volta dos lesionados e a manutenção do super campeão Carlo Ancelotti, os azuis podem enfim, chegar ao tão desejado título.
Palpite: Chelsea.

domingo, 16 de maio de 2010

Internazionale Penta-Campeã



A Inter é pentacampeã italiana, depois de um primeiro tempo sem gols diante do Siena, Milito, aos 12 do segundo tempo, fez o gol que confirmou o título nerazzurri. A Roma fez o que lhe restava, venceu o Chievo (0x2), mas a vitória interista permitiu à equipe de José Mourinho manter a vantagem de 2 pontos na classificação e, assim, conquistar o scudetto.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Inter da aula de defesa, e está na Final

























A Inter soube se defender diante de um adversário que possui mais técnica, soube marcar as principais jogadas do Barça, não tremeu um só segundo diante de um Camp Nou lotado, com uma atmosfera toda favorável ao time catalão.

Mourinho teve que ajustar a equipe, que logo no primeiro tempo teve Thiago Motta expulso, ao meu ver, de maneira exagerada, a única alternativa era se defender, já que os italianos poderiam perder por um gol de diferença, o que aconteceu no final, com o gol impedido do zagueiro Piqué.


O ferrolho armado pela Inter, deixou o Barcelona com muita posse de bola, porem sem muita efetividade na conclusão, dos 15 lances a gol, somente quatro foram no alvo, Julio Cesar não teve muito trabalho, e Messi foi muito bem anulado.

Ao final o melhor time durante os 180 minutos foi a Inter, a classificação foi merecida, e os comandados de Mourinho vão muito fortes para a finalissima contra o Bayern de Munique em Madrid, no próximo dia 22/05.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Definição na UCL


Hoje pela manhã foram definidos os confrontos de quartas de final do maior torneio de clubes do planeta, a UEFA CHAMPIONS LEAGUE. E que confrontos.

Após uma classificação improvável e tranqüila sobre o Sevilla, o CSKA Moscou irá enfrentar uma pedreira pela frente, a poderosa Internazionale de Milão, que bateu o favorito Chelsea em dois grandes jogos. O time russo conta com excelentes jogadores, como o japonês Honda, o chileno Mark González, e o sérvio Milos Krasic, artilheiro da equipe na competição e principal esperança dos cavalos. Já a Inter dos matadores Diego Milito e Samuel Eto’o e do cerebral Wesley Sneidjer, dispensa comentários, é a grande favorita pro duelo, mas não terá vida fácil. Os jogos serão em 31 de Março e 6 de Abril, sendo o primeiro no Giuseppe Meazza e o segundo e decisivo no estádio Dínamo de Moscou.

Na França, um verdadeiro clássico entre os últimos campeões do país. O Lyon, que eliminou ninguém mais, ninguém menos que os galácticos do Real Madrid, irá encarar o time de melhor campanha da atual UCL, o Bordeaux, que passou fácil pelos gregos do Olimpiacos. Os leões têm em Pjanic sua grande estrela e principal arma para tentar derrubar o atual campeão da Ligue 1. Já os girondinos, contam com o “novo Zidane” Yoann Gourcuff, além do artilheiro marroquino Marouane Chamack como trunfos para confirmarem o favoritismo e se classificarem. O primeiro jogo será no Stade de Gerland, no próximo dia 30, e o segundo duelo será no Stade Chaban-Delmas, no dia 7 de abril.

Manchester United e Bayern de Munique reeditam a final de 1999, quando os Red Devils bateram os bávaros em um jogo sensacional. O técnico Louis Van Gaal demorou a dar um padrão de jogo ao time, mas desde que conseguiu o Bayern emplacou 13 vitórias consecutivas, assumiu a ponta da Bundesliga e conseguiu uma suada classificação diante da Fiorentina, tudo isso sob a batuta do maestro Arjen Robben, que se livrou das lesões e vem comendo a bola pelo time alemão. O Manchester também demorou a se encontrar na temporada, especialmente pela saída de Cristiano Ronaldo, mas graças aos gols de Wayne Rooney, os comandados de Sir Alex Ferguson cresceram bastante e é o grande favorito pra esse confronto tão equilibrado. No Allianz Arena, no próximo dia 30 e no Old Trafford em 7 de Abril será jogada a vaga nas Semi Finais.

E pra quem gosta de bom futebol, pra frente, com toques envolventes, um prato cheio. Arsenal e Barcelona também reeditam uma final de UCL (2005/2006) e fazem o chamado “jogo do futebol bonito”. Os Gunners que simplesmente atropelaram o Porto na fase anterior, contam com todo o talento do catalão Cesc Fabregas e do russo Andrey Arshavin para tentar derrubar o atual campeão e favorito Barcelona, que por sua vez, tem nos pés de Lionel Messi, o possível passaporte para o Santiago Bernabéu. O Emirates Stadium será o palco para o primeiro espetáculo, em 31 de Março, e a decisão fica para o Camp Nou, em 6 de Abril.

Resta a nós, amantes do futebol, aguardar ansiosamente para que a bola role para esses quatro super jogos.

E na próxima semana aqui no Visão, um raio-X completo das oito equipes postulantes ao título.