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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Roma 4-0 Inter - BarceRoma

Quando Luis Enrique assumiu o comando da Roma em agosto, após boa passagem pelo time B do Barcelona, anunciou que implantaria no time da capital italiana a mesma filosofia de futebol dos catalães. O problema é que essa maneira vistosa de futebol, nem sempre dá certo.

Para azar da Internazionale, ontem foi o dia em que esse estilo foi executado com precisão e o resultado foi um passeio Giallorossi sobre o time de Milão. Postado em 4-3-3 variando para o 3-4-3, o time fez exatamente aquilo que o time de Guardiola faz com frequência: manutenção da posse de bola, pressão no campo do adversário, troca de passes e movimentação constante.

Roma 4-0 Inter Roma à lá Barça: 4-3-3/3-4-3 com posse de bola, pressão no campo ofensivo e movimentação constante. Inter em 4-4-2 bem retraído foi presa fácil.

Contra uma Inter acuada, de linhas retraídas e meio campo povoado de volantes, sem opções de criatividade, o time da casa dominou completamente as ações do jogo. Flutuando entre as duas linhas de quatro nerazzurri, Totti ditava o ritmo do jogo e carimbava todas as transições ofensivas romanistas. Foi dele o lindo passe de calcanhar para Lamela concluir e Julio César jogar para escanteio. Na cobrança, o camisa 10 levantou e Juan subiu sozinho para inaugurar o marcador.

A marcação da Inter encaixou nos meio campistas da Roma, com Cambiasso acompanhando Pjanic e Palombo vigiando Gago, enquanto os extremos Zanetti e Obi cuidavam dos laterais Angel e Taddei. Enquanto isso, Totti continuava desfilando em campo sem que ninguém o seguisse. Resultado: o maestro lançou Borini pela esquerda, o jovem atacante deixou Samuel sentado antes de fuzilar a meta de Julio César e ampliar.

Borini que voltaria a marcar na etapa final, aproveitando lançamento espetacular de Juan e ganhando a disputa com Lucio para concluir e transformar o massacre em goleada, que acabaria sacramentada por Bojan já no fim do jogo, depois de receber de Piscitella e girar sobre quatro marcadores para fechar o marcador com um golaço.

O placar e especialmente o desempenho do time diante de um adversário poderoso, é para animar o torcedor romanista ainda sonhar com uma vaga na Europa League e quiçá, entre os três para ir a Champions – sete pontos e um jogo a menos que a terceira colocada Udinese. Se mantiver o estilo Barcelona de futebol, unindo beleza e efetividade, o sonho pode se tornar realidade.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lazio 2-0 Milan - Profecia no Olímpico e agradecimentos da Vecchia

Em uma rodada jogada pela metade por conta da nevasca que castiga a Itália, a maior vencedora, mesmo sem entrar em campo, foi a líder Juventus. Isso porque no Estádio Olímpico de Roma, a Lazio bateu o vice colocado Milan, e impediu que os rossoneri assumissem de maneira interina o primeiro posto.

Sem poder contar com o artilheiro Miroslav Klose, o time da casa entrou postado em um 4-2-3-1 pouco usual, porém pontual pela falta de um companheiro de ataque para o veterano Rocchi. Lulic e Gonzalez abertos exploravam as fracas laterais milanistas, enquanto Hernanes articulava por dentro, encostando no camisa 9 para as tabelas.

Do outro lado, mesmo com inúmeros desfalques, Massimiliano Allegri utilizou o mesmo 4-3-1-2 de sempre, contando com Robinho como trequartista e o trio Van Bommel, Ambrosini e Nocerino na contenção, com maior liberdade para o camisa 22 trabalhar pelo lado esquerdo com o jovem lateral Mesbah, recém contratado junto ao Lecce. Na frente, liberdade total para Ibrahimovic e El Shaarawy se movimentarem e inverterem o posicionamento entre eles e até com Robinho, com um dos avantes recuando para criar (geralmente Ibra) e o brasileiro aparecendo na área.


Com uma maior posse de bola e dominando o setor de meio campo, o Milan levou perigo ao gol de Marchetti ainda no inicio, quando Nocerino foi ao fundo e levantou na cabeça de Ibrahimovic, que testou para um milagre do arqueiro. Os biancocelesti responderam com o brasileiro Matuzalem, que assustou Abbiati com um tiro de longe que passou muito perto do gol rossonero, tudo isso até os quinze minutos.

A partir daí, o medo de errar das duas equipes prejudicou o espetáculo e tornou o jogo um tanto robótico, com times se movimentando e arriscando menos até o fim da etapa inicial.

Durante o intervalo, provavelmente os jogadores foram informados que o empate era um péssimo resultado para os dois times, pois o que se viu no segundo tempo foi um jogo muito mais animado, franco, onde qualquer um poderia ganhar.

Com Hernanes fazendo uma belíssima partida, carimbando todas as ações ofensivas, os donos da casa equilibraram a posse da bola e as ações do jogo. O camisa 8 mostrou que estava a fim de decidir quando aos 25 arriscou da entrada da área com muito perigo ao gol de Abbiati. Perdendo o meio campo e sendo dominado no jogo, Allegri mexeu no time, fortalecendo o poder de criação com as entradas de Seedorf e Emanuelson nas vagas de Ambrosini e El Shaarawy.

Antes que as mudanças pudessem surtir algum efeito, o “Profeta” voltou a aparecer, desta vez, de forma letal. Aos 32, Rocchi saiu da área e levou consigo a marcação de Thiago Silva, abrindo espaço para a entrada de Hernanes receber de Gonzalez e tocar no canto. Oito minutos depois, Hernanes começou a jogada pela esquerda passando para Lulic ir no fundo e rolar para Rocchi fazer o segundo e matar o jogo.

O resultado recoloca a Lazio na briga até mesmo pelo título, dependendo assim de um tropeço da líder Juventus no jogo atrasado contra o Parma. Enquanto isso, a Vecchia Signora agradece aos biancazzurri pela vitória que a manteve no topo com um jogo a menos e a possibilidade de abrir mais três pontos na acirrada pelo Scudetto.

sábado, 1 de outubro de 2011

Inter 0-3 Napoli – Nocaute Napolitano

Buscando emplacar a terceira vitória consecutiva e embalar sob o comando de Claudio Ranieri depois de um inicio de temporada horrível com Gian Piero Gasperini, a Inter recebeu o time sensação da última temporada do Calcio, o Napoli, no Giuseppe Meazza.

Ranieri apostou no mesmo sistema que vem utilizando desde que chegou aos Nerazurri, um 4-4-1-1, com duas linhas de quatro bem próximas e Forlan voltando um pouco mais para buscar o jogo. Contando com o retorno de Maicon, o time ganhava uma importante arma pelo lado direito.

Do outro lado, Walter Mazzari não podia contar simplesmente com seu melhor jogador, o artilheiro Edinson Cavani. Na vaga do uruguaio, entrou o ex-jogador interista Goran Pandev. Com isso, Lavezzi foi adiantado para a função de centroavante, enquanto o jogador da Macedônia atuou ao lado de Hamsik na armação da equipe, no já habitual 3-4-2-1 napolitano.

Inter - Napoli Inter com duas linhas de quatro, ajustada em um 4-4-1-1; Napoli bem postado no costumeiro 3-4-2-1 que liquidou os nerazurri.

O time da casa começou melhor, ficando com a posse da bola e trabalhando especialmente pela direita com Maicon. Ricky Alvarez centralizava e abria o corredor para o lateral brasileiro, que aproveitava e chegava ao fundo com freqüência.

Outra boa válvula de escape para o time nerazurri era Diego Forlan. Atuando às costas dos volantes adversários, o uruguaio era o cérebro dos mandantes e levou perigo no começo do jogo, quando saiu da esquerda pra dentro e soltou a bomba de direita de fora da área que passou à esquerda do gol de De Sanctis.

Com suas linhas bem postadas no campo de defesa, o Napoli equilibrou o jogo e passou a sofrer poucos riscos, apostando nos contragolpes, puxados principalmente por Lavezzi, que em velocidade incomodava os zagueiros interistas.

No fim da primeira etapa, o lateral Chivu sentiu e o Napoli aproveitou. Pela direita de seu ataque, Lavezzi saiu da área e lançou Maggio, nas costas do lateral romeno. Obi veio na cobertura e por trás deslocou o camisa 11 napolitano, fora da área, mas o árbitro Gianluca Rocchi apontou penalidade. De quebra, Obi recebeu o segundo amarelo. Julio Cesar até pegou a cobrança de Hamsik, mas Campagnaro apareceu para pegar a sobra e abrir o placar.campagnaro-afp

Com um jogador a mais em campo, o Napoli mudou sua postura na segunda etapa e passou a reter mais a bola, trabalhando na sua meia cancha e esperando uma brecha na defesa para a infiltração.

Mesmo com a desvantagem numérica, a Inter não se intimidou e jogou de maneira franca, se abrindo completamente para buscar o empate. O problema é que essa foi uma atitude suicida para o time da casa, porque encarava um oponente de muita qualidade e muita velocidade para aproveitar os espaços na sua retaguarda.

Na primeira oportunidade, Inler fez lançamento primoroso nas costas da defesa, Maggio ganhou na corrida de Nagatomo e tocou por cobertura na saída de Julio Cesar para ampliar o marcador e praticamente liquidar a fatura.

Atordoado, o time nerazurri que já se apresentava muito nervoso, ficou completamente perdido após o segundo tento dos visitantes, passando a ser presa fácil. Como em uma luta de boxe, o time da casa foi parar nas cordas.

O terceiro gol já poderia ter saído após a linda tabela de Zúñiga e Hamsik, em que o camisa 17 deixou o colombiano na boa para matar o jogo, porém de maneira incrível, dentro da pequena área e com o gol aberto, o ala esquerdo conseguiu jogar por cima.

Mas o nocaute napolitano só veio aos 30 da etapa final, após longa troca de passes do time visitante que culminou com mais um lançamento de Lavezzi nas costas da defesa, dessa vez para Hamsik, que na cara de Julio Cesar não desperdiçou e pôs o time da casa para beijar a lona.

O pênalti mal marcado ainda na primeira etapa e a justa expulsão de Obi deixou o time da casa vendido, diante de um oponente forte e letal que soube aproveitar a “guarda baixa” interista para liquidar o adversário e fazer um resultado importante que garante a liderança momentânea da Serie A para o Napoli.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Um Novo Milan

Até a última semana da janela de transferências, o Milan tinha um time frágil, incapaz de fazer frente à penta campeã Internazionale. Mas bastaram duas contratações (de ocasião, diga-se) para levantar a moral e fazer dos rossoneri um real candidato a conquista do scudetto.

Primeiro foi Ibrahimovic, que chega para ser o nove que o time tanto precisa e não encontra desde a saída de Shevchenko para o Chelsea, ainda em 2006. E ontem, no apagar das luzes, os milanistas acertaram a contratação de Robinho, que se junta a Ronaldinho e Pato, formando um belo trio brasileiro.

A chegada dos dois jogadores eleva o nível do time, causando inclusive uma bela dor de cabeça ao treinador Massimiliano Allegri, afinal, são quatro jogadores espetaculares que não podem ficar no banco, então como escalar os quatro juntos?

Abaixo, duas possibilidades de como Allegri pode montar seu time, uma no tradicional esquema de 4-2-2-2 e outra no esquema da moda, o 4-2-3-1.

milan 442² 4-2-2-2 com meio campo em quadrado, com Ronaldinho fazendo a meia esquerda, Robinho pela direita e Pirlo (ou Seedorf) fazendo a função de segundo volante. Na frente, Pato mais encostado com Ibrahimovic, que pode sair um pouco mais da área.

milan 4231 Desenho do time no esquema da moda, com Robinho por dentro e Ronaldinho pela esquerda, podendo até inverter de posição conforme o jogo. Pato fazendo o flanco direito e Ibra isolado no comando do ataque.

A única certeza que o técnico italiano tem é a de que é bem melhor ter dificuldade na escalação de Ibra, Robinho, Ronaldinho e Pato do que sofrer com Borriello, Huntelaar e companhia limitada. E a única certeza que eu tenho é que estou muito, mas muito ansioso para ver esse novo Milan.

domingo, 16 de maio de 2010

Internazionale Penta-Campeã



A Inter é pentacampeã italiana, depois de um primeiro tempo sem gols diante do Siena, Milito, aos 12 do segundo tempo, fez o gol que confirmou o título nerazzurri. A Roma fez o que lhe restava, venceu o Chievo (0x2), mas a vitória interista permitiu à equipe de José Mourinho manter a vantagem de 2 pontos na classificação e, assim, conquistar o scudetto.