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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pazzo!

Inter 3x2 Palermo

Formações iniciais: Inter em um 4-3-1-2 e Palermo em 4-3-2-1. Laterais eram as valvulas de escape, e Santon, tomou um baile de Cassani na primeira etapa.

Um jogo louco no Giuseppe Meazza, com direito a virada espetacular, defesa de pênalti e uma estréia simplesmente arrasadora de Giampaolo Pazzini na equipe da Inter.


Apesar de fazer alterações no onze inicial, como a volta de Diego Milito ao comando de ataque e a entrada do recuperado Phillipe Coutinho na vaga de Sneijder, Leonardo manteve o mesmo 4-3-1-2 que vem usando desde a sua estréia no comando dos nerazurri.


Do outro lado, o Palermo foi com força máxima e em seu já tradicional esquema “árvore de natal”, um 4-3-2-1 explorando a capacidade de criação do argentino Pastore e a velocidade de Micolli, para os contra-ataques, a principal arma da equipe Rosanera.


Com o meio-campo congestionado, as laterais eram as válvulas de escape para ambas as equipes. Do lado interista, Maicon tinha a proteção de Zanetti, que lhe dava liberdade para descer com velocidade pela direita e por vezes assustar a equipe de Delio Rossi.


Também pela direita, o Palermo mostrava sua força nos contra golpes, com as subidas do bom lateral Cassani. Foi com o camisa 16 que se iniciaram as jogadas dos dois gols que deram a vantagem aos visitantes na primeira etapa, marcados por Micolli e Nocerino.


Pazzo Na volta do intervalo, Leonardo promoveu duas mudanças na equipe, colocando os estreantes Houssine Kharja e Giampaolo Pazzini nas vagas de Phillipe Coutinho e Davide Santon – que foram muito mal na primeira etapa. Com isso, o time passou do 4-3-1-2 dos quarenta e cinco iniciais para um 4-3-3, com Eto’o saindo pela esquerda enquanto Milito e Pazzini se revezavam entre o lado direito e o pivô.


As alterações de Leonardo fizeram efeito e a Inter passou a agredir a equipe visitante, buscando o tento que colocaria fogo no jogo. E ele veio justamente dos pés dos estreantes, quando Kharja achou Pazzini livre na área e o camisa sete, como um legitimo nove, girou e bateu no canto oposto, sem chances para Sirigu.


Minutos depois, o Palermo teve a chance de ouro para ampliar e quem sabe, definir a partida, quando Thiago Motta derrubou Fabrizio Micolli na área e Nicola Rizzoli assinalou pênalti. Pastore cobrou mal, com certa displicência e parou nas mãos de Julio César, que retornara ao gol nerazurri após lesão.


A defesa da penalidade acendeu de vez os donos da casa, que partiram com tudo em busca do empate. Tanto foi pra cima, que foi Lucio quem sofreu a falta que originou o tento da igualdade – falta um tanto mandrake, é verdade – novamente anotado por Pazzini, desviando de cabeça o levantamento feito por Maicon.

 

Inter 3x2 Palermo 2 Com as alterações de Leonardo, time migrou para um 4-3-3 com Kharja encostando bem nos avantes e Zanetti na lateral esquerda, ponto fraco da equipe no primeiro tempo.


O empate já se mostrava um excelente resultado diante das circunstâncias da partida, no entanto, a penta campeã voltou a mostrar sua força e com um pênalti – também mandrake – sofrido por Pazzo e convertido por Eto’o a trinta minutos da etapa derradeira, fez o que parecia impossível, virou o jogo e assegurou os três pontos em casa, essenciais na busca pelo arqui rival Milan.


As mudanças de Leonardo, tanto nas peças quanto na formação foram de crucial importância para a virada. Kharja e especialmente Pazzini deram uma nova cara ao time, que sufocou até conseguir o resultado.


E como definir a estréia de Pazzini? Simplesmente, Pazzo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Novo Professor

Após a queda da Seleção e o fim da Copa do Mundo, a pergunta que não quer calar no mundo do futebol é: “Quem será o novo técnico da Seleção Brasileira?”

E como não poderia deixar de ser, dezenas de nomes surgem como possíveis “professores” no comando do Scratch Canarinho.

O novo treinador terá uma missão extremamente difícil pela frente. Renovar o time, impor uma nova postura tática, ter resultados e o principal, resgatar as origens do futebol brasileiro, perdida ao longo desses quatro anos de “Era Dunga”.

O time brasileiro sempre gera grande expectativa, afinal, de nossa seleção sempre se espera um futebol bonito, vistoso, que sempre foi característico, no entanto, o ex-treinador abriu mão das raízes da Seleção Brasileira e atribuiu ao time o chamado “futebol de resultados”, e foi levando assim até a queda diante da Holanda, com um time cheio de jogador meia boca, um futebolzinho mixuruca e bastante pragmático.

Felipão O mais cotado e favorito para nove de cada dez brasileiros é Luiz Felipe Scolari. O treinador do penta em 2002 acaba de fechar contrato com o Palmeiras, mas ainda aguarda contato da CBF para definir seu futuro. Sua qualidade em armar um time é inquestionável, mas Felipão vem de um trabalho fracassado à frente do Chelsea e um outro que não serve como parâmetro comandando o modesto Bunyodkor do Uzbequistão. Além disso, não sei se Scolari seria o melhor nome para resgatar esse futebol arte do time brasileiro. É um treinador disciplinador e vencedor, porém seus times nunca primaram pelo espetáculo.

Leonardo Outro nome mencionado e que é muito forte dentre os bastidores da CBF é o de Leonardo. O ex-treinador do Milan é educadinho, tem boa postura, fala diversas línguas, fez um trabalho razoável com o fraco elenco rossoneri, mas ainda não tem experiência suficiente para assumir um cargo de tamanha notoriedade. Caso “Léo” assuma, a CBF estaria cometendo o mesmo erro que cometeu ao dar o cargo para o inexperiente Dunga. Apesar do trabalho no Milan, não creio que seja uma boa escolha.

Muricy Muricy Ramalho, técnico tri campeão brasileiro com o São Paulo também é cogitado. No meu ponto de vista, é a pior opção dentre os nomes já falados. É experiente e vencedor, no entanto, nunca conseguiu armar um time ofensivo, que jogue o futebol que todos esperam da Seleção Brasileira. Seus times sempre prezam pelo setor defensivo e jogam “à grega” (com base na seleção da Grécia campeã da Euro 2004), esperando por uma bola para tentar a vitória.

Mano Menezes Dos nomes cogitados, Mano Menezes é um dos que me agradam. Fez bom trabalho no Grêmio e faz no Corinthians, é ótimo estrategista e foi um dos últimos técnicos brasileiros capazes de montar um time que jogasse um futebol de qualidade, de maneira ofensiva, com bom toque de bola e equilibrado defensivamente, como fez com o Corinthians campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009. Além do mais tem se mostrado um especialista em competições de mata mata.

Luxemburgo Pode parecer loucura de minha parte, mas outro que me agrada é Vanderlei Luxemburgo – por sinal, é o meu favorito. Loucura pelo seu retrospecto recente e não pela sua carreira como um todo. Luxa não vem de bons trabalhos, pelo contrário, e isso pode pesar contra o técnico do Galo, mas sua qualidade como treinador é indiscutível, é extremamente vencedor e sabe fazer isso com times jogando bonito, como o Palmeiras de 96 e Cruzeiro de 2003. Além disso, creio que Luxemburgo tem essa “dívida” na carreira, que é conseguir êxito pela Seleção, algo que não conseguiu em sua primeira passagem.

Dorival Junior E já que queremos belo futebol, belas jogadas, muitos gols, ninguém fez isso melhor durante o ano de 2010 do que Dorival Junior. O nome do treinador santista não foi sequer cogitado, mas que ele conseguiu montar um time extremamente ofensivo e que agradou a todos pela sua maneira de jogar, ah isso ele conseguiu. Só tenho uma pequena ressalva quanto ao trabalho feito por Dorival com o Santos: não conseguiu um equilíbrio necessário entre defesa e ataque, pois o seu time faz muitos gols, mas também sofre vários.

Outros nomes como Adilson Baptista, Ricardo Gomes e Paulo Autuori também chegaram a ser ventilados, mas em menor força e não devem terem maiores proporções. Como já disse, meu favorito se chama Vanderlei Luxemburgo. E para você, quem deveria assumir a Seleção Brasileira?