Mostrando postagens com marcador Europa League. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Europa League. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de março de 2012

Schalke 04 2x4 Athletic Bilbao – Ofensividade Total é o segredo do sucesso do time de Bielsa

A apenas razoável campanha na Liga Espanhola, onde ocupa o 11º lugar, com meros 38 pontos (a nove do quarto colocado Málaga e consequentemente da zona de Champions League), definitivamente não condiz com o futebol simplesmente impressionante que vem sendo apresentado pelo Athletic Bilbao.

Talvez pelo fato do encantador time de Marcelo Bielsa ter se dedicado em demasia às copas em disputa pelo clube basco. Além de já estar garantido na final da Copa do Rey – encara o Barcelona no dia 25 de maio, a equipe vem sobrando na Liga Europa, onde passou com facilidade pelo poderoso Manchester United nas oitavas de final e ontem, jogando um futebol de encher os olhos, bateu o Schalke 04 de um inspirado Raul por 4 a 2 em Gelsenkirchen e encaminhou a classificação para as semifinais.

Schalke - Bilbao O ofensivo 4-3-3 do Bilbao de Bielsa sufocou o Schalke em seu campo de defesa.

A velocidade e a movimentação do quarteto ofensivo vermelho e branco envolveu facilmente a frágil defesa azul e o primeiro gol não demorou a sair. De Marcos fez grande jogada pela direita e passou para Susaeta chegar batendo. O goleiro Hildebrand soltou no pé do matador Llorente, que precisou de duas oportunidades para tocar para as redes.

O problema é que do outro lado também havia um goleador nato, que apareceu para complicar a vida dos espanhóis apenas dois minutos depois de abrir o placar. Após lançamento do incansável Farfan para Uchida, o japonês foi no fundo e cruzou rasante na área, Raul, com o faro de gol que lhe é peculiar, se antecipou ao goleiro Iraizoz e tocou para empatar.

O camisa sete estava a fim de jogo e depois de desperdiçar algumas oportunidades no fim do primeiro tempo, conseguiu balançar as redes novamente já na segunda etapa, e em grande estilo, acertando um lindo voleio da entrada da área, mostrando toda a categoria de sempre. E por muito pouco não fez o terceiro, em lance de craque que é, depois de limpar a zaga e tocar por cobertura, mas a bola passou raspando a trave.

Depois da virada dos azuis reais, “El Loco” Bielsa lançou o time ainda mais a frente que o habitual ao trocar o lateral Aurtenetxe pelo meia Iñigo Perez e assim o Athletic voltou a equilibrar as ações do jogo. Não demorou e veio o empate, novamente com o matador Llorente, aproveitando cobrança de escanteio de Gómez e desviando para o fundo do gol.

O tento de igualdade atordoou o time alemão, que não mais se encontrou e por pouco não sofreu nova virada apenas três minutos depois, quando De Marcos passou pelo goleiro Schober – que substituira o lesionado Hildebrand – e acabou desarmado por Papadopoulos. No entanto, a pressão imposta pelo time visitante culminou no gol pouco depois, quando Gómez avançou pela esquerda e lançou para Susaeta, sem ângulo, arrematar de primeira sem muita força e contar com a falha de Schober que soltou nos pés de De Marcos que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio.

O Schalke ainda buscou o empate nos minutos finais, e por pouco não conseguiu, primeiro com Huntelaar, que carimbou a trave, e segundo com Raul, que soltou uma bomba a queima roupa para defesa espetacular de Iraizoz. Mas foi o Bilbao que voltou a marcar, num contra ataque letal puxado por Susaeta pela direita, até invadir a área e rolar para Muniain bater alto sem chance para Schober, e definir o jogo e praticamente, a classificação.

Com o Bilbao jogando a bola que vem jogando, é quase inimaginável alguma chance do Schalke reverter o placar no jogo da volta em San Mames. O time de Marcelo Bielsa é hoje, sem duvidas, um dos mais agradáveis de se ver no planeta, aliando marcação alta e pressão no campo adversário sem a bola à qualidade no trabalho coletivo e um dinamismo impressionante com ela. Ofensividade total, bem ao estilo “Loco” do treinador argentino.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Porto 1-2 Manchester City – Ampla vantagem aos ingleses

A primeira fase de mata mata da UEFA Europa League nos reservou um jogo do tamanho de Champions League. No estádio do Dragão, o atual campeão do segundo principal interclubes europeu Porto recebeu o atual líder da poderosa Premier League, o Manchester City.

Correndo atrás do rival Benfica na Liga Sagres, o time português tem no certame continental uma grande chance de faturar um troféu na temporada, até por isso, o técnico Vítor Pereira entrou com o que tinha de melhor para encarar os ingleses. Postado no mesmo 4-3-3 que já era utilizado pelo seu antecessor André Villas Boas (do qual o atual treinador era assistente), o time portista apenas não podia contar com o recém contratado centroavante Marc Janko, pois este já atuou na competição pelo Twente. Assim, seu substituto no comando do ataque foi o brasileiro Hulk, atuando numa função que não é bem a sua especialidade, já que funciona melhor pelo lado do campo.

Porto 1-2 City Formações iniciais: Porto no seu 4-3-3 habitual, porém, com Hulk na referência. City também no seu rotineiro 4-2-3-1 que investiu muito pela direita.

E foi justamente quando o camisa 12 saiu da área para buscar o jogo, que o time lusitano chegou ao gol. Depois de tabela com James pela esquerda, o brasileiro cruzou rasante na área para a chegada em velocidade de Varela, que só teve o trabalho de empurrar para o gol de Hart, aos 27 da primeira etapa.

Antes disso, o time da casa vinha sofrendo e contando com belas defesas de Helton para não sair atrás no placar. O Manchester City que foi a campo também com força total e contando ainda com a importante volta de Yayá Touré investia muito pelo seu setor direito, ás costas do uruguaio Álvaro Pereira, que subia demais para o apoio e não tinha cobertura. Primeiro foi Micah Richards que testou o goleiro brasileiro, em bomba de fora da área. Depois foi a vez de Nasri, também pelo flanco direito, entrar na área e bater forte para nova intervenção. E Helton voltou a aparecer também depois do placar aberto, quando Balotelli recebeu completamente livre na entrada da área e bateu a queima roupa.

Porém, tudo que o arqueiro brasileiro fez de bom no primeiro tempo foi comprometido aos dez da etapa final, quando Yayá Touré ainda do meio campo tentou lançar para Balotelli, o goleiro saiu mal e Álvaro Pereira acabou desviando para o próprio gol, igualando o marcador.

A partir do gol de empate, o gol ficou morno. O Porto tinha a posse da bola, mas não conseguia passar da intermediaria de um Manchester City que se mostrava muito satisfeito com o empate com gol fora de casa. A fim de reoxigenar e fechar o time, Roberto Mancini trocou o esgotado Balotelli por Kun Aguero e David Silva por Kolarov. As mexidas funcionaram e a cinco minutos do fim, em jogada iniciada pelo sérvio, Nasri lançou Yayá Touré em profundidade. O marfinense avançou e rolou para Kun completar e definir o placar.

Se o empate já agradava ao time britânico, a vitória dá uma baita vantagem para que o time possa até se dar ao luxo de poupar alguns atletas no jogo da volta, mas é bom que não se descuide, pois do outro lado há uma grande equipe, totalmente capaz de reverter.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Atlético Madrid 4x0 Udinese – 45 minutos de um time só

atleticodemadridxudinese_efe62 Pela quarta rodada da fase de grupos da Europa League, o , Atlético Madrid recebeu a Udinese e antes mesmo que esse blogueiro pudesse identificar os jogadores e seus posicionamentos no campo do esvaziado Vicente Calderón, o time da casa já empurrava dois tentos a zero no vice líder da serie A italiana.

Isso porque o time de Gregorio Manzano se impôs desde o primeiro minutos, marcando à frente e pressionando o homem da bola (quando não a tinha), como na recuperação de Arda, que puxou contragolpe e serviu para Adrian fazer o seu primeiro.

A movimentação e a troca de passes colchonera envolvia completamente a marcação italiana, que não conseguia acompanhar a rápida transição ofensiva dos espanhóis e assim acabou sofrendo o segundo gol, quando Falcão saiu da área para tabelar com Antonio Lopez pelo lado esquerdo e confundiu a marcação, que não acompanhou Adrian e permitiu que o camisa 7 testasse com liberdade o ótimo cruzamento do lateral e capitão rojiblanco.

Foi também na base do “tiki-taka” espanhol que os donos da casa chegaram ao terceiro gol ainda na primeira etapa, e que gol. Linda jogada coletiva iniciada pela direita, onde Diego recebeu de Arda, carregou pra dentro e enfiou para Falcão deixar de calcanhar para Adrian, que poderia ter feito o seu terceiro, mas preferiu servir para Diego concluir a belíssima jogada iniciada por ele mesmo.

Atl. Madrid O 4-3-1-2 colchonero, aliada a intensa movimentação e troca de passes foi o caminho para a goleada.

O 4-3-1-2 vermelho e branco foi como um rolo compressor para cima de uma tímida e acuada Udinese, que tinha uma proposta de se defender até onde desse e tentar um eventual contra ataque, mas viu sua idéia de jogo ir por água abaixo em menos de dez minutos e acabou criando uma única oportunidade na etapa inicial em um erro bisonho do zagueiro Godin, que ofereceu o gol a Fabbrini mas foi salvo pela boa intervenção do arqueiro Courtois.

Na etapa final, a equipe italiana bem que melhorou. Adiantou sua marcação, criou algumas chances, mas sem contundência, não foi capaz de ofender o gol espanhol. Ao contrário do time da casa, que em um novo contra ataque puxado por Arda Turan, executou o tiro de misericórdia no gol de Falcão Garcia, gol de um legitimo camisa 9.

Uma goleada que além de garantir a primeira colocação no grupo I da UEFA Europa League, dá moral para o Atlético se recuperar também na liga espanhola, onde ocupa apenas a décima posição, o que claramente não condiz com o elenco que tem e , especialmente, com o excelente futebol apresentado nos primeiros quarenta e cinco minutos de hoje.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Paris Saint-Germain 3×1 Red Bull Salzburg: movimentação dos meias é a chave

Texto inicialmente publicado no A Prancheta, por Leandro Colares.

As contratações de Javier Pastore e Jérémy Ménez foram certeiras. Rápidos e habilidosos – especialmente o argentino, no segundo quesito –, têm grande chance de se adaptar à equipe. O esquema os favorece, e beneficia também Nenê, jogador que deve crescer de produção e voltar a boa fase do primeiro turno da Ligue 1 em 2010-11.

No 4-2-3-1 de Antoine Kombouaré, Ménez se posicionava à direita e Nenê à esquerda, com Pastore por dentro. Mas o esquema não funcionou durante boa parte do primeiro tempo. Antes do gol de Nenê, o Red Bull Salzburg era melhor. A equipe austríaca marcava no campo de ataque e tinha maior controle.

O 4-1-4-1 austríaco baseava-se na intensa movimentação de seu lado esquerdo. Jantscher se saía da esquerda para o meio, abrindo o corredor para a passagem de Svento. A recomposição do time francês era falha e os espaços apareciam.

Mas o Red Bull não tinha criatividade. Rodava a bola, com bons passes, mas não entrava na área. Ninguém se aproximava de Maierhofer, que pouco tocou na bola.

No PSG, Erding teve muita dificuldade em jogar de costas para o gol. O turco está mais acostumado a atuar em dupla, como acontecia em 2010-11, ao lado de Hoarau.

No 4-2-3-1, PSG não foi bem durante maior parte do primeiro tempo. Salzburg no 4-1-4-1, eficiente nos passes e pobre em infiltrações.

O segundo tempo sofrível dos austríacos é resultado, também, da nova postura de marcação do Paris Saint-Germain. Pressionando a saída de bola, os franceses dominaram por completo a etapa final.

Isso porque a movimentação do trio de meias se intensificou. Ménez, Pastore – que estava em tarde inspirada – e Nenê trocavam de posição o tempo todo, procurando tabelas e infiltrações por dentro. A marcação adversária sofreu e sucumbiu diante da eficiente fluência nos passes.

Ao mesmo tempo, é preciso destacar que os armadores do PSG tiveram muito espaço. O Red Bull Salzburg se desorganizou no segundo tempo, perdendo a compactação necessária para obter uma eficiência minimamente razoável.

Intensa movimentação do trio de meias do PSG, agora com Gameiro na frente. Red Bull se descompactou e sofreu na saída de bola.

O novo Paris Saint-Germain é uma equipe de muito talento. O entrosamento entre os três armadores é fundamental para o sucesso do 4-2-3-1, que necessita desta movimentação citada acima. Nenê tem tudo para voltar à boa fase. Resta saber se o centroavante estará à altura. Gameiro – que tem sido titular na Ligue 1 – dará conta do recado?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Atletico de Madrid conquista a Europa League



A equipe espanhola conquistou a 1ª edição da Europa League, numa final só decidida na prorrogação. Diego Forlán foi a grande figura da partida, marcando os 2 gols da equipe. Os ingleses foram grandes adversários durante o jogo, mas o gol de Davies no primeiro tempo não foi suficiente. Os colchoneros voltam a ganhar uma competição europeia, 48 anos depois de terem erguido a Taça das Taças.

Agora é comemorar muito esse titulo, pois a equipe não fez uma grande temporada na Liga Espanhola, porem é campeã de um torneio europeu, e se concentra ainda para a decisão da Copa do Rei contra o Sevilla, enquanto Real Madrid e Barça chamam mais atenção mundo afora, LOS COLCHONEROS comemoram.