Sem poder contar com Lucas, Rhodolfo, Rodrigo Souto, além de Juan e seu reserva natural, o jovem Henrique Miranda, Carpeggiani ainda recebeu um duro golpe de última hora, com a ausência de Casemiro devido a uma amigdalite. Com isso, o técnico tricolor se viu forçado a usar ainda mais garotos da base do que de costume, lançando Rodrigo Caio (de apenas 17 anos) no meio campo e improvisando Luiz Eduardo na lateral esquerda.
Apesar das ausências, o treinador tentou manter o mesmo sistema e mesma proposta de jogo. Um 4-3-2-1 apostando na marcação individual e nos contragolpes em velocidade. Não funcionou.
Não funcionou porque do outro lado tinha um Corinthians consistente e determinado a apagar a última derrota para o rival. Mantendo a posse da bola e apostando nas tramas a partir do lado esquerdo de seu ataque, o alvinegro já dominava o jogo enquanto o adversário ainda tinha onze homens em campo, a ponto de chegar a 11 finalizações contra apenas uma são paulina, e sobrou na segunda etapa, com um jogador a mais.
Sobrou o time e sobrou Danilo. O camisa 20 foi senhor no meio campo e ditou o ritmo do jogo, começando pelo gol logo a um minuto da etapa inicial, após passe de Jorge Henrique e lindo corte que deixou Bruno Uvini e Rogério Ceni sentados.
O gol foi o cartão de visitas do meia, que juntamente com Liedson, só não fizeram chover no Pacaembu. O camisa 9, que não marcava há três jogos, mostrou o oportunismo de sempre para fazer o segundo gol corinthiano, aproveitando rebote de Rogério Ceni.
Em seguida, anotou também o terceiro e o quarto tento alvinegro, ambos com assistência de Danilo. Primeiro, recebeu na pequena área, girou sobre Xandão e soltou a bomba para bater Rogério, e depois, o “Levezinho” complementou cruzamento do meia e com apenas um tapa botou a bola no fundo das redes para completar o hat-trick.
Gritos de “olé”, longas trocas de passes colocando o tricolor na roda, dribles desconcertantes, tudo isso ia minando cada vez mais o time do Morumbi e tornando a goleada ainda mais humilhante. Mas a cereja do bolo ainda estava por vir.
Aos 36 da etapa final, Jorge Henrique recebeu na esquerda, fintou pra dentro e arriscou chute despretensioso de fora da área para contar com falha grotesca de Rogério Ceni e definir o marcador com um frangaço do arqueiro tricolor.
