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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Seleção da Temporada Européia 2010/2011

Fim de temporada é sempre época de eleger os melhores de cada posição, montar seleções.

Abaixo, segue a desse blogueiro, aberta a cornetadas e alterações dos amigos seguidores:

casillas IKER CASILLAS: Líder de um Real Madrid que após anos de marasmo, voltou a fazer frente e ameaçar o trono do rival Barcelona. Embaixo das traves dispensa comentários e por isso é o preferido do blog.

 

dani alves DANIEL ALVES: Acredito que seja unanimidade. Disparado melhor lateral do planeta, peca as vezes na marcação, mas compensa no campo ofensivo, nas tramas com a trinca de baixinhos do Barcelona e com as inúmeras assistências.

 

piqué GERARD PIQUÉ: Zagueiro de técnica ímpar, seguro nas disputas por baixo e também nas bolas aereas e de ótima saída de jogo. Ao lado de Abidal, Busquets ou até Mascherano, na remendada defesa blaugrana do segundo semestre de temporada, foi o pilar de segurança para Valdés.

 

thiago silva THIAGO SILVA: Faz jus ao apelido de Monstro. Zagueiro rápido e de ótima colocação, sempre antecipando ao avante. Não bastasse, é dinâmico e chegou a atuar também como volante no time rossonero.

 

marcelo MARCELO: Começou a temporada sob desconfiança, e cresceu muito sob o comando de José Mourinho. Corrigiu sua grande deficiencia na marcação e deveria ser figurinha carimbada na seleção de Mano Menezes, mas isso é assunto pra outro post.

 

busquets SERGIO BUSQUETS: Assim como Piqué, consegue aliar boa marcação a tecnica e contribuir tanto nos raros momentos de Barcelona sem a bola quanto nas transições ofensivas culés. Chegou a atuar como zagueiro em boa parte da temporada, devido às lesões de Puyol e Abidal, e ainda assim manteve a categoria de sempre.

 

xavi XAVI: Maestro que rege a grande orquestra chamada Barcelona. Lê o jogo como ninguém e está sempre deixando um companheiro na cara do gol com seus passes e lançamentos cirurgicos.

 

 

iniesta ANDRÉS INIESTA: Parceiro de Xavi, comanda o meio campo blaugrana, o meio campo que domina, irrita e liquida adversários. Assim como seu companheiro, está sempre achando alguém em liberdade para marcar, graças a sua excelente visão de jogo e qualidade nos passes.

 

messi LIONEL MESSI: Dispensa comentários. Qualquer adjetivo usado para qualificar Lionel Messi será repetitivo. Um ET, que tem tudo para ser eleito pela terceira vez consecutiva o melhor jogador do mundo.

 

cr7 CRISTIANO RONALDO: Se Messi levará a bola de ouro, o gajo será o dono da chuteira de ouro, com absurdos 54 gols na temporada – um a mais que o argentino. Dentre esses tentos, o que garantiu ao Madrid o título da Copa do Rey, que não vinha ha dezoito anos.

 

tevez CARLOS TEVEZ: Se os azuis de Manchester conseguiram a tão sonhada vaga na Champions League da próxima temporada, deve-se ao argentino. Artilheiro isolado do time, “El Apache” foi ainda decisivo na conquista da FA Cup.

 

guardiola PEP GUARDIOLA: Comanda o melhor time do mundo dos últimos três anos, conquistou a mais importante taça de clubes da Europa desbancando times espetaculares comandados por técnicos consagrados, como José Mourinho e Alex Ferguson. Menção honrosa para André Villas-Boas, que conquistou tudo a frente do FC Porto.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Noite do 10

Na tarde - aqui no Brasil, noite na Suiça - desta segunda-feira (10), Lionel Messi (10) foi eleito pela segunda vez consecutiva o melhor jogador de futebol do planeta. Alguém tem coragem de discordar?

“La Pulga” foi simplesmente monstruoso durante toda a temporada pelo Barcelona. Foram 45 tentos anotados até o fim do primeiro semestre de 2010 (levando em conta também os feitos durante o segundo semestre de 2009), sendo 34 pelo Campeonato Espanhol e 8 pela UEFA Champions League, torneios onde foi artilheiro, além de outros dois gols na Supercopa Espanhola e um pela Copa do Rey.

No segundo semestre do ano, Messi seguiu desfilando seu futebol de gênio, aliando habilidade e visão de jogo a poder de decisão e faro de gol incríveis. Nos últimos seis meses, Léo já deixou sua marca em 28 oportunidades, sendo 18 vezes por La Liga, seis pela Champions League, um pela Copa do Rey e três pela Supercopa Espanhola.

Individualmente, Messi foi muito superior aos demais jogadores no ano de 2010, o problema, que faz com que o prêmio seja contestado por alguns, são as conquistas. A começar pelo campeonato de futebol mais importante do ano de 2010, a Copa do Mundo.

Messi não foi brilhante no Mundial como o é com a camisa do Barcelona, por mais que tenha tentado, buscado o jogo e arriscado, – foi o quarto jogador que mais finalizou em gramados sul africanos – a bola insistiu em não entrar e Léo voltou pra casa sem um golzinho sequer, além de uma eliminação humilhante, sofrendo um sonoro 4 a 0 da poderosa Alemanha.

Mas, se a Copa do Mundo tem tamanho peso, por que Forlán, eleito o melhor jogador do Mundial, não figurou entre os três na disputa pela Bola de Ouro? Schweinsteiger e Muller, destaques da encantadora seleção alemã, sequer são lembrados. E cadê o peso da Copa do Mundo na eleição do melhor treinador? Vicente Del Bosque, campeão mundial no comando da Espanha foi preterido por José Mourinho, vencedor da segunda competição de maior importância no planeta bola, a UEFA Champions League.

No interclubes europeu, Messi caiu perante a Internazionale de Mourinho e sua defesa inexpugnável. No entanto, foi o artilheiro e teve a melhor atuação individual de um jogador em 2010, no massacre sobre o Arsenal por 4 a 1, onde o camisa 10 anotou os quatro tentos, sendo três deles, simplesmente espetaculares.

Seus concorrentes, Xavi e Iniesta, são jogadores sensacionais e que ditam o ritmo do jogo da fantástica equipe do Barcelona e da campeã mundial Espanha, no entanto, falta aos dois uma virtude que tem em Messi: a genialidade. A capacidade de decidir uma partida mesmo quando essa apresenta uma dificuldade acima do normal, a habilidade de tirar um coelho da cartola e definir jogos.

Seria injusto se o prêmio fosse entregue a um dos outros baixinhos do Barcelona? De forma alguma. Ambos são craques e tiveram uma temporada estupenda, coroada com a conquista da Copa do Mundo.

A grande injustiça na verdade foi feita a outro baixinho, Wesley Sneijder. O holandês, a meu ver, era o único apto a tirar Messi do trono em 2010, por ter conquistado simplesmente tudo com a Inter de Milão, sendo um dos destaques (talvez o maior) da equipe, além de ter feito uma ótima Copa do Mundo, conduzindo a Laranja ao vice-campeonato, com belas atuações e gols decisivos – inclusive os dois que eliminaram a Seleção Brasileira.

O cerebral camisa 10 nerazurri devia no mínimo ter figurado entre os três finalistas pelo melhor ano de sua carreira, pra mim no lugar de Iniesta, que passou boa parte da temporada lesionado, mas para os votantes no prêmio, O GOL mais importante do ano, anotado pelo espanhol, fez mais diferença do que tudo que foi feito e conquistado por Sneijder.

Quanto a Messi, bem, essa é só a segunda Bola de Ouro para o gênio argentino de apenas 23 anos e muito futebol pela frente. Onde pode chegar o baixinho? Se tudo correr bem, Léo pode e deve escrever seu nome na história dos maiores jogadores de todos os tempos.

PS1: Marta (10) faturou a sua QUINTA Bola de Ouro consecutiva no Futebol Feminino. Ela é ou não é a “Pelé de saias”?

PS2: José Mourinho conquistou o prêmio de melhor treinador de 2010, no primeiro ano em que o prêmio foi dado. O luso conquistou simplesmente TUDO pela Internazionale e desbancou até o campeão mundial Vicente Del Bosque. INCONTESTÁVEL!

PS3: Abaixo, o 11 ideal da temporada para a FIFA. Cristiano Ronaldo jogou muito e quem acompanha o blog sabe que sou fã do gajo, mas em 2010, Robben e Forlán jogaram mais do que o camisa sete merengue e mereciam mais estar nessa “seleção”.

11 ideal FIFA

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Visão na África - ESPANHA

Apenas 58 dias para a bola começar a rolar na África do Sul e seguimos com a nossa análise das principais candidatas a levantar a taça. Hoje, trataremos daquela que é talvez, a grande sensação do futebol mundial e apontada por 6 de cada 10 palpiteiros como a maior favorita, a seleção espanhola.

A Fúria passou de maneira arrasadora pelas Eliminatórias. Foram 30 pontos conquistados em 30 disputados, 28 gols marcados e apenas 5 sofridos, um incrível saldo de 23 positivo. Como se não bastasse tal campanha, “La Roja” ainda faturou a tão disputada Euro Copa no ano de 2008. No entanto, nem tudo são flores no reino espanhol, a seleção de Vicente Del Bosque ainda luta contra o rótulo de “amarelão” que voltou a tona após o tropeço perante a modesta seleção dos Estados Unidos na última edição da Copa das Confederações. Conseguirá a Espanha espantar de vez essa sina de “pipocadas”? Aguardemos.

ESPANHA



Real Federación Española de Fútbol

Ranking FIFA: 1º

Copas Disputadas: 12

Melhor Colocação: 4º Colocada (1982).

Em 2006: 9º Colocada.

Provável Convocação:

GOLEIROS: Iker Casillas (Real Madrid); Jose “Pep” Reina (Liverpool); Victor Valdés (Barcelona).

DEFENSORES: Sérgio Ramos (Real Madrid); Carles Puyol (Barcelona); Gerard Piqué (Barcelona); Joan Capdevilla (Villareal); Alvaro Arbeloa (Real Madrid); Raul Albiol (Real Madrid); Carlos Marchena (Valência).

MEIO CAMPISTAS: Marcos Senna (Villareal); Xabi Alonso (Real Madrid); Sergio Busquets (Barcelona); Xavi Hernandez (Barcelona); Cesc Fabregas (Arsenal); Andres Iniesta (Barcelona); Jesus Navas (Sevilla); David Silva (Valência).

ATACANTES: Fernando Torres (Liverpool); David Villa (Valência); Dani Güiza (Fenerbahçe); Alvaro Negredo (Sevilla); Juan Mata (Valência).
TIME BASE: Iker Casillas; Sérgio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué e Joan Capdevilla; Xabi Alonso, Xavi Hernandez, Andrés Iniesta e David Silva; David Villa e Fernando Torres.

TÉCNICO: Vicente Del Bosque.

O CARA: Fernando Torres



Velocidade e técnica apurada aliadas a um implacável faro de gol são pré-requisitos que credenciam Fernando Torres como a grande estrela da seleção espanhola. Autor do gol que deu aos espanhóis o título da Euro 2008 sobre a Alemanha, El Niño carrega nos ombros o peso de conduzir a Fúria rumo ao seu primeiro título mundial. Capacidade para isso todos sabemos que o avante do Liverpool tem, resta saber se as lesões que tanto o incomodam iram deixar que Torres desempenhe o seu melhor futebol na África.

OLHO NELE (S): Xavi e Iniesta



Como falar de Xavi sem citar Iniesta? Como falar de Iniesta sem citar Xavi? Os dois meias do Barcelona se completam e por isso, essa sessão teve de ser alterada. Geralmente, cito apenas um jogador como “possível destaque”, mas nesse caso, devo mencionar esses dois monstros do meio campo espanhol. Xavi e Iniesta vêm fazendo história, com um futebol bonito, de bola no chão, passes rápidos e precisos, visão de jogo e técnica absurda, os dois vão escrevendo juntos uma importante página na história do futebol, e podem fazer ainda mais, ditando o ritmo de jogo de La Roja, podem levar a seleção a uma inédita conquista.
O PEREBA: Joan Capdevila


Em uma seleção tão boa quanto à espanhola, é até difícil apontar um jogador como o pereba, então, coube a mim a dura missão de fazê-lo. E pra não ficar em cima do muro tratei logo de mencionar Capdevila. O lateral esquerdo do Villareal é a ovelha negra de Del Bosque. Seu futebol não condiz com o do resto do time. Chega a parecer uma discrepância quando a bola passa por seus pés, não que o lateral seja um completo cabeça-de-bagre, mas é que ele tem a árdua tarefa de jogar tão bem quanto os outros 10, o que convenhamos não é nada fácil.

PONTO FORTE: Toque de bola

A busca por um futebol refinado passa essencialmente pelo ótimo toque de bola. Algo alcançado com êxito pelos comandados de Del Bosque, ainda na época do ex-treinador Luis Aragonés. Jogadores extremamente técnicos que fazem essa característica tão importante parecer fácil. A começar na linha de defesa com Sergio Ramos e Piqué, um meio campo brilhante com Xabi Alonso, Xavi, Iniesta e Silva, até o ataque com Villa e Torres, são todos talentos que fazem de um toque de bola envolvente a sua maior arma para chegar ao gol adversário e atingir vitórias.

PONTO FRACO: Físico

Alguns dos principais jogadores da seleção espanhola vivem uma verdadeira guerra contra as lesões as vésperas do mundial. Andrés Iniesta que já não jogou a Copa das Confederações 2009 com a Fúria está fora do fim da temporada pelo Barcelona. Seu substituto imediato na seleção, Cesc Fabregas, também freqüenta o departamento médico do Arsenal a um bom tempo e dificilmente chegará inteiro no mundial. Marcos Senna passou um bom tempo no estaleiro e só agora vem se firmando novamente no meio campo do Villareal. Fernando Torres, assim como Iniesta, também corre o risco de perder todo o restante da temporada com o Liverpool por conta das lesões. Todas essas avarias podem causar um dano terrível no selecionado espanhol e comprometer todo o trabalho de Del Bosque em busca do título mundial.