Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eurocopa – Prévia das Quartas de Final

Definidos os confrontos das quartas de final da Eurocopa, esse blogueiro traz uma breve analise do que deve ser cada um dos quatro jogaços que vem por aí. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

rep. tcheca x portugal REPÚBLICA TCHECA x PORTUGAL

Rep. Tcheca - Portugal

Primeira colocada do grupo A, a República Tcheca tende a sofrer contra a seleção portuguesa, e por isso conta com a inspiração de Petr Cech para conter o ímpeto de Cristiano Ronaldo e Cia. O técnico Michal Bílek ainda não sabe se poderá contar com o craque do time, Tomás Rosicky, que lesionado já ficou de fora da última rodada da fase de grupos. Caso o camisa 10 não possa jogar, a tendência é que o treinador repita a formação que bateu a Polônia, com Hubschmann plantado entre as linhas de defesa e de meio campo e Milan Baros isolado no comando do ataque, um 4-1-4-1 que conta com as boas chegadas da revelação Václav Pilar e de Jiracek, um dos destaques dessa edição da Euro. Do outro lado, Paulo Bento não deve apresentar nada diferente do que já foi visto na seleção lusa. Um 4-3-3 com Cristiano Ronaldo espetado de um lado e Nani voltando mais do outro, fechando uma linha de quatro no meio campo sem a bola, com Raul Meireles saindo mais pro lado esquerdo, deixando Ronaldo livre para decidir quando a equipe tiver a posse.

Palpite: República Tcheca 0-2 Portugal

germany - greece ALEMANHA x GRÉCIA

Alemanha - Grécia

Melhor seleção da primeira fase, com 100% de aproveitamento, a Alemanha não deverá ter vida fácil contra a famosa retranca grega. O time certamente será o mesmo de toda a primeira fase, 4-2-3-1 de muita qualidade no meio campo, com os volantes aparecendo como elementos surpresa (o que deverá ser muito importante contra a fechada seleção grega) e as infiltrações de Podolski e Muller nas diagonais; Sem poder contar com seu líder e melhor jogador, a Grécia pode se fechar ainda mais. O 4-3-3 deve ser mantido, porém com a entrada do volante Makos na vaga do suspenso Karagounis. Assim, o camisa 6 deve atuar a frente da linha defensiva, com Maniatis e Katsouranis ao seu lado, combatendo o trio de meias germânicos. Na frente, Samaras e Salpingidis, que tiveram alguma liberdade na primeira fase, dessa vez devem se comprometer mais com a marcação e voltarem acompanhando os laterais.

Palpite: Alemanha 1-0 Grécia

espanha x frança ESPANHA x FRANÇA

Espanha - França

Apontada como a melhor seleção do planeta, a seleção espanhola passou longe de mostrar futebol digno de tal posição na primeira fase da Euro. A manutenção da posse da bola ocorreu como de costume, porém, sem eficiência, com incontáveis toques de lado que não levavam perigo algum aos adversários. O time para encarar a Itália deve ser o mesmo que encerrou a fase de grupos: 4-2-3-1 com o trio Iniesta, Xavi e Silva acionando o artilheiro Fernando Torres. Do lado francês, a expectativa é em saber se a derrota para a Suécia na última rodada que culminou com a queda da invencibilidade de 23 jogos sem derrotas não vai mexer no emocional do grupo para o clássico contra a Roja. Laurent Blanc deve voltar a usar o mesmo time que usou na vitória sobre a Ucrânia (apenas com a entrada de Koscielny na vaga do suspenso Mexes), melhor aparição dos Bleus na competição: 4-2-3-1 com Nasri circulando na faixa central e Benzema saindo da área, carregando a zaga e abrindo espaço para as chegadas de quem vem de trás.

Palpite: Espanha 2-1 França

england - italy INGLATERRA x ITÁLIA

Inglaterra - Itália

Duas seleções que chegaram desacreditadas e cresceram dentro da competição. A Inglaterra, que trocou de técnico a menos de dois meses do inicio da Euro, não podia contar com Rooney nos dois primeiros jogos, e ainda assim garantiu a primeira colocação de maneira invicta, assim como a Itália, que apesar da segunda colocação em sua chave, também não foi batida. Para o duelo que vale a vaga nas semi, ingleses e italianos não devem apresentar nada diferente do que já foi mostrado. Do lado inglês, o mesmo 4-4-1-1 utilizado na última rodada contra a Ucrânia, quando Rooney estreou e fez o gol que garantiu o triunfo do English Team; Enquanto na Azzurra, Cesare Prandelli deve voltar a utilizar o sistema com três zagueiros (desfeito na última rodada contra a Irlanda, em função da necessidade da vitória), que já mostrou segurança, parando inclusive a poderosa seleção espanhola.

Palpite: Inglaterra 0-1 Itália

sábado, 19 de maio de 2012

Por Dentro da Euro 2012 – Grupo B

Com a Euro 2012 chegando, esse blogueiro, em parceria com o site A Prancheta, preparou um guia especial para que você fique Por Dentro da Euro. Arthur Barcelos e Rafael Andrade analisam os 16 selecionados que disputarão a segunda maior competição de Seleções do planeta, durante os meses de junho e julho na Polônia e Ucrânia.

GRUPO B

HOLANDA (Por Arthur Barcelos)

Presença constante nas fases finais da Euro, a Holanda na maioria das vezes parou no caminho, e sempre em vacilos nos momentos finais - prorrogação e/ou disputa de pênaltis. Em 1976 caiu nas semifinais para a extinta Tchecoslováquia (acabou na terceira colocação, ganhando da também extinta Iugoslávia) sofrendo dois gols na prorrogação. Em 92, caiu nos pênaltis para a campeã Dinamarca, também nas semis. Nas quartas de finais, em 96, caiu para os franceses, nos pênaltis. Em 2000, nas semis novamente, foi a vez de a Itália vitimar os holandeses, vencendo nos pênaltis; e para não perder o ritmo, em 2004 caiu para os anfitriões portugueses nas semis; já em 2008, caiu para a surpreendente Rússia, ainda nas quartas, levando dois gols na prorrogação.

Apesar de toda a tradição na Euro, a Holanda só chegou a glória uma vez, em 88, sob o comando da dupla Gullit e van Basten, num time que ainda tinha nomes como Rijkaard, os irmãos Koeman, Vanenburg, Mühren e o lendário Rinus Michels no banco. É inspirado nesse time que a equipe de Bert van Marwijk espera recolocar a Oranje no lugar mais alto, motivada pelas ótimas campanhas na Copa do Mundo e nas Eliminatórias para a Euro 2012, onde deitaram e rolaram no Grupo E, vencendo 9 partidas em 10, contando com o melhor número de gols marcados, 37 (média de 3,7 gols/jogo), tendo sofrido apenas 8 gols.

Jogos
09/06 – Holanda x Dinamarca
13/06 – Holanda x Alemanha
17/06 – Portugal x Holanda

Time-base

Holanda
Praticamente embaixador do 4-3-3 com o meio-campo em triângulo de base baixa, o selecionado holandês, em busca de maior equilíbrio e ocupação de espaço – marca registrada dos holandeses, que possuem na marcação pressão outra característica –, passou a jogar no esquema tático da década, o 4-2-3-1, mas diferentemente de muitos times, já o utiliza há um bom tempo.

O cara – Wesley Sneijder
Sneijder Após um 2011 para se esquecer – ainda que fosse bem na seleção –, Wes recuperou a boa forma nos últimos meses na Internazionale com Andrea Stramaccioni e, 100% física e tecnicamente, tem tudo para ser tão decisivo quanto foi no Mundial de 2010, seja criando situações de perigo com sua leitura e visão de jogo, ou mesmo marcando gols.
*Menções honrosas: Arjen Robben e Robin van Persie

Olho nele – Klaas-Jan Huntelaar
HUNTELAAR Apesar de ser reserva de um Robin van Persie em grande fase, Huntelaar pode vir a ofuscar o jogador do Arsenal, como fez durante as Eliminatórias. Peça fundamental para van Marwijk, o avante do Schalke – também em fase esplendorosa, conquistando a artilharia da Bundelisga 2011/12, com 29 gols marcados em 32 partidas – foi o “homem-gol” do selecionado holandês, marcando 12 gols em 8 partidas. E se entende muito bem com Sneijder, com quem já jogou em Ajax e Real Madrid.
*Menções honrosas: Dirk Kuyt e Ibrahim Afellay

Ponto forte – Movimentação ofensiva
Como manda o script, os holandeses sempre foram famosos pela intensa troca de posições, numa busca incessante pela ocupação e criação de espaços, o quarteto ofensivo cumpre bem isso.

Ponto fraco – Lado psicológico
A pressão sofrida pelos holandeses é grande, especialmente a fama de serem “amarelões”, como muitos os apelidam, graças a vacilos em momentos importantes. O peso nas costas dos jogadores é grande, e Bert van Marwijk tem a missão de fazer o que não conseguiu em 2010, que é controlar o grupo, e esse último fracasso, em 2010, pode ter sido “bom” para eles, que, mais calejados, poderão superar isso tudo.

DINAMARCA (Por Arthur Barcelos)

Há 12 anos no comando técnico do selecionado dinamarquês, o experiente Morten Olsen tem, talvez, sua última e grande chance de tentar fazer o que os comandados de Richard Moller-Nielsen conseguiram em 1992, conquistando o único título europeu dinamarquês, possivelmente a maior zebra da história da Euro. 20 anos após o triunfo do time que tinha nomes como Schmeichel, Lars Olsen, Povlsen e Brian Laudrup, repetir tal feito (ou mesmo uma colocação boa) é considerado como muito improvável, mediante a falta de um elenco realmente forte e a dificuldade do grupo que os jogadores de Olsen terão de enfrentar, considerado o mais difícil da competição que será disputada em Polônia e Ucrânia.

Mas é possível sonhar com uma zebra, ainda mais pela campanha nas Eliminatórias, onde a Dinamarca passou sem maiores dificuldades num grupo que ainda tinha Portugal e Noruega, bem como a Islândia. Em 8 jogos, foram 6 vitórias, 1 derrota e 1 empate, sendo 15 gols pró e 6 contra, garantindo a primeira colocação.

Jogos
09/06 – Holanda x Dinamarca
13/06 – Dinamarca x Portugal
17/06 – Dinamarca x Alemanha

Time-base

Dinamarca
Mais um time adepto do 4-2-3-1, assim Morten Olsen, em seus 12 anos no comando dinamarquês, tem preferido armar sua seleção. O técnico sempre montou equipes organizadas, complicadas de se enfrentar, mediante a aplicação tática de seus jogadores, bem como na velocidade dos mesmos.

O cara – Dennis Rommedahl
Rommedahl Experiente e veloz, a Dinamarca tem em Rommedahl sua principal arma. O ex-jogador de PSV, Ajax e Olympiakos, atualmente no Brondby, costuma fazer boas jogadas pelo flanco direito, quase sempre com o apoio de Jacobsen e Kvist, com muita intensidade e velocidade. Foi o artilheiro do time nas Eliminatórias, além de ter contribuído com assistências, participando de 46% dos gols dinamarqueses.

Olho nele – Christian Eriksen
Eriksen Jovem e em crescente evolução, Eriksen, do Ajax, é o responsável por organizar o meio-campo, por dar cadência em momentos importantes e distribuir o jogo. Com uma leitura e visão de jogo impressionante para um garoto, Eriksen colaborou com 6 assistências nas Eliminatórias, marcando ainda um gol.
*Menções honrosas: Michael Krohn-Dehli e William Kvist

Ponto forte – Compactação
Como já escrito aqui, o time de Olsen é bem montado, organizado taticamente e com jogadores aplicados, o que permite muita compactação e ocupação de espaços, por isso é um equipe complicada de se enfrentar, o que permite ao torcedor dinamarquês sonhar com vôos mais altos de sua seleção.

Ponto fraco – Improdutividade ofensiva
Compactação, organização, ocupação de espaço, velocidade e... improdutividade ofensiva. Com apenas 15 gols em 8 jogos, a Dinamarca conseguiu se classificar em primeiro lugar, mas com a atual média, será difícil que consiga ser a zebra da Euro 2012. O fato de privilegiar muito a defesa e ser dependente de três ou quatro jogadores também são fatores determinantes para a ausência de gols, bem como na ineficiência de Bendtner, que marcou tímidos 3 gols nas Eliminatórias, pouco, muito pouco, para quem é a “esperança” de gols de um time.

ALEMANHA (Por Rafael Andrade)

A última conquista importante foi no já distante ano de 1996, mas com um plantel sempre muito forte, a seleção germânica já bateu na trave em quatro oportunidades para levantar outros canecos – vice mundial e continental em 2002 e 2008, respectivamente, além de dois terceiros lugares nas Copas do Mundo de 2006 e 2010. E nesse ano não será diferente.

A sempre forte Alemanha chega à competição continental mais uma vez como uma das grandes favoritas a levar a taça. Um grupo jovem e qualificado, dono de campanha irretocável nas Eliminatórias, com 10 vitórias em 10 jogos, 34 gols anotados e apenas sete sofridos.

Jogos
09/06 – Alemanha x Portugal
13/06 – Holanda x Alemanha
17/06 – Dinamarca x Alemanha

Time-base

Alemanha
Joachim Löw aplica na Nationalelf uma das melhores formas de se utilizar o 4-2-3-1, mantendo um estilo de jogo agradável ao torcedor e bem sucedido dentro de campo. Intensa movimentação do quarteto ofensivo, criando espaços no setor defensivo adversário, posse de bola agressiva, participação efetiva dos volantes (Khedira e Schweinsteiger), seja no primeiro passe ou no aproveitamento pelas aberturas devido a movimentação de Özil, que se aproxima do meias extremos (Müller e Podolski) com a posse, em busca de infiltrações na área ou mesmo ir a linha de fundo, além de Klose, que faz o básico, mas com muita competência, como por exemplo, o pivô, ou a saída da área, levando com si os zagueiros, consequentemente abrindo espaços para as entradas dos volantes e meias. A marcação por zona, bem ajustada e compacta gera uma variação para o 4-4-2 em linha, com os extremos se alinhando aos volantes e o meia ofensivo se juntando ao atacante na marcação da saída de bola adversária.

O cara – Bastian Schweinsteiger
Schweinsteiger Um dos mais experientes dentro do jovem grupo de Joachim Löw, Schweinsteiger é o esteio do meio campo germânico. Dono de passe refinado e visão de jogo privilegiada, é do camisa sete a missão de iniciar a maioria das tramas ofensivas alemãs. Com a qualidade na saída de bola que lhe é peculiar, Bastian faz a bola chegar redonda aos pés da trinca de armadores, além de trabalhar bem também sem a posse, reduzindo os espaços e dificultando as ações adversárias.

Olho nele – Marco Reus
Reus Veloz, incisivo, habilidoso e goleador. Esse é Marco Reus, destaque na excelente campanha do Borussia Monchengladbach, quarto colocado da última Bundesliga e com vaga garantida na fase prévia da próxima UEFA Champions League. No entanto, o artilheiro dos Potros com 18 gols não disputará a competição continental pela equipe, uma vez que se transferiu para o atual bi campeão alemão, Borussia Dortmund, clube que o revelou.

Ponto forte – Contragolpes
Com jogadores velozes e de qualidade no passe, os contra ataques são armas mortais para os rivais da Alemanha. A estratégia é simples: deixar a posse de bola com o oponente, reduzindo os espaços para não correr riscos e buscando a retomada para sair em velocidade, pegando a defesa adversária exposta. Durante a Copa do Mundo em 2010, Inglaterra e Argentina provaram desse veneno e saíram de campo com sonoras goleadas por 4x1 e 4x0, respectivamente.

Ponto fraco – Inexperiência
O grupo é ótimo, com jogadores de muita qualidade em todos os setores. A questão é: Esse grupo está pronto para tirar a Alemanha da fila? Está maduro o suficiente para agüentar a pressão de jogos duros que a Nationalelf irá encarar para poder faturar o título? A média de 25 anos é baixa, e jogadores como Klose, Schweinsteiger e o capitão Phillip Lahm terão a missão de dar a jovens como Müller, Reus, Götze, Kroos entre outros a tranqüilidade para que possam desempenhar seu futebol com a mesma maestria que apresentam em seus clubes.

PORTUGAL (Por Rafael Andrade)

O vice-campeonato de 2004, dentro de casa e diante de uma Grécia inferior tecnicamente, ainda está entalado nas gargantas portuguesas, que apostam todas as suas fichas no talento de Cristiano Ronaldo para enfim soltarem o grito de campeão, pela primeira vez em sua história. Mas será preciso bem mais do que o craque madridista para o sucesso da seleção lusa. Nomes como Nani, Fábio Coentrão e Hugo Almeida também terão que aparecer caso queiram passar pelo temido “Grupo da Morte”, onde enfrentarão potencias como Alemanha e Holanda, além da perigosa Dinamarca.

Dinamarca essa que desbancou os próprios portugueses nas Eliminatórias para a Euro. Na ocasião, as duas seleções integraram o mesmo grupo, com os escandinavos passando em primeiro e mandando Portugal à repescagem, depois de uma campanha irregular com cinco vitórias, um empate e duas derrotas, com 21 gols pró e 12 sofridos na primeira fase. No confronto direto contra a Bósnia-Herzegovina, um empate fora e uma goleada por 6 tentos a 2 no Estádio da Luz asseguraram a vaga lusitana.

Jogos
09/06 – Alemanha x Portugal
13/06 – Dinamarca x Portugal
17/06 – Portugal x Holanda

Time-base

Portugal
Com dois extremos de muita velocidade e habilidade, Paulo Bento armou um 4-3-3 que dá total liberdade a Cristiano Ronaldo e Nani, para que esses possam desequilibrar. Pela direita, o camisa dezessete parte buscando o fundo ou a penetração na área, enquanto do outro lado, o ex-melhor do mundo busca a infiltração em diagonal, trazendo para o pé direito para finalizar e abrindo o corredor para as ultrapassagens de Coentrão. No meio, três homens que sabem combater e sair pro jogo garantem o equilíbrio da equipe, que conta ainda com uma segura dupla de zaga.

O cara – Cristiano Ronaldo
CR7 Indiscutivelmente o melhor jogador europeu em atividade, Cristiano é daqueles jogadores completos. Finaliza bem na curta, na média e até mesmo na longa distância com qualquer uma das pernas, cobra faltas e pênaltis com precisão, cabecea bem, é forte, rápido, driblador e goleador. Só nesta temporada, foram 60 gols em 55 jogos com a camisa merengue, uma média de 1,09 por peleja – no total, são 144 tentos em 142 aparições pelo Real Madrid. Capitão e líder da Seleção das Quinas, Ronaldo figura entre os maiores jogadores portugueses de todos os tempos, ao lado de Eusébio e Figo.

Olho nele – Nelson Oliveira
Nelson Oliveira Destaque do último Mundial sub-20 com quatro gols e duas assistências na campanha do vice-campeonato português, Nelson Oliveira é um centroavante de muito valor apesar da pouca idade. Alto e forte, faz bem o papel de pivô, escorando a jogada para quem vem de trás, além de saber finalizar bem com ambas as pernas. Pretendido por times como Porto, Chelsea e Barcelona, o “Cantona Português” – como é conhecido – optou pelo coração e ficou no Benfica, aonde vem ganhando cada vez mais espaço.

Ponto forte – Lado Esquerdo
É pelo lado esquerdo que saem as principais tramas ofensivas da seleção portuguesa. Seja dos perigosos pés de Cristiano Ronaldo, que pode cortar para dentro e finalizar ou até mesmo servir com maestria um de seus companheiros, ou nas ultrapassagens de Fábio Coentrão, indo ao fundo e centrando com qualidade.

Ponto fraco – Inconstância
Apesar de contar com um jogador fora de série como Cristiano Ronaldo e outros bons valores em seu grupo, a seleção portuguesa não passa confiança. Isso se explica por atuações excepcionais como a goleada por 4 a 0 sobre a campeã européia e mundial Espanha e por aparições patéticas como o empate com a fraca seleção do Chipre dentro de casa. Essa insegurança é um problema que o treinador Paulo Bento tem para resolver até a Euro.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Jogo 56 – Espanha 1x0 Portugal

SOCCER-WORLD/

Logo WC10

O clássico ibérico era dos mais esperados dessas oitavas de final e tinha tudo para ser um dos melhores jogos desse Mundial. No entanto, pelas características das equipes o jogo acabou se tornando um tanto chato. Portugal, bem fechado, parecia muito mais preocupado em defender do que em atacar, enquanto a Espanha, mantinha a posse de bola e a tocava de um lado para o outro, mas sem conseguir ser incisiva. Com isso, o primeiro tempo passou sem grandes emoções, a não ser em um raro ataque luso, quando Tiago bateu de fora da área, Casillas espalmou pra cima e teve que se virar para tirar o rebote de Hugo Almeida.

A etapa final começou quente, e a primeira boa chance foi portuguesa, quando Puyol tentou cortar cruzamento de Hugo Almeida e quase tocou contra o próprio gol. A Espanha logo retomou as rédeas do jogo e passou a assustar. Primeiro com Llorente aos 14 minutos, aproveitando cruzamento de Sérgio Ramos e cabeceando para Eduardo defender. Em seguida, foi a vez de Villa tentar e a bola passou rente a trave portuguesa. Aos 17 minutos, nova chance para Villa e dessa vez o artilheiro não perdoou. Iniesta carregou a bola até a entrada da área, passou para Xavi que de calcanhar deixou David Villa na cara do gol, o camisa sete que estava em impedimento teve que tentar duas vezes para mandar para as redes. Foi o quarto gol de “El Guaje”, que se iguala a Higuain e Vittek, na artilharia da Copa.

Portugal, acaba eliminado da competição sofrendo apenas um gol. Cristiano Ronaldo, de quem muito se esperava, não mostrou a que veio e pouco o fez. A Fúria parece recuperada do susto na estréia, chega forte e com amplo favoritismo diante do Paraguai por uma vaga na semi final.

FICHA TÉCNICA:
ESPANHA 1 X 0 PORTUGAL

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo (AFS)
Data/hora: 29/06/2010 - 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Hector Baldassi (ARG)

Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernan Maidana (ARG)

Cartões amarelos: Xabi Alonso (ESP)
Cartões vermelhos: Ricardo Costa - 43/2ºT (POR)

GOLS: David Villa, 17'/2ºT (1-0)

ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Marchena - 47/2ºT), Xavi e Iniesta; David Villa (Pedro - 42/2ºT) e Fernando Torres (Fernando Llorente - 13/2ºT)
Ténico: Vicente del Bosque

PORTUGAL: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho , Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes - 28/2ºT), Tiago Mendes, Raul Meireles e Simão Sabrosa (Liedson - 27/2ºT); Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Danny - 13/2ºT)
Técnico: Carlos Queiroz

esp-por5

domingo, 27 de junho de 2010

NOTAS – Portugal 0x0 Brasil

Um jogo fraco, especialmente no quesito técnico, onde ficou claro que a Seleção Brasileira não pode depender do seu banco de reservas, pois os suplentes mostraram que não conseguem substituir à altura os titulares. Vamos às notas:

1. Julio Cesar

1. JULIO CESAR: Fez uma defesa espetacular e foi bem nas poucas chegadas de Portugal. NOTA: 7,0.

 

 

2. Maicon

2. MAICON: Não foi bem na marcação, do seu lado sairam as melhores jogadas lusitanas. No ataque, deixou a deseja com relação as outras partidas. NOTA: 5,5.

3. Lucio

3. LÚCIO: O melhor jogador da partida. Anulou Cristiano Ronaldo e em determinados momentos, jogou quase que de meia de criação. NOTA: 7,5.

 

4. Juan

4. JUAN: Esteve irreconhecível. Mereceu ser expulso ainda no primeiro tempo, pecou na marcação e por pouco não entregou o jogo em erro bisonho no fim do jogo. NOTA 4,5.

5. Felipe Melo

5. FELIPE MELO: Se mostrou nervoso e descontrolado emocionalmente, poderia até ter sido expulso e comprometido todo o jogo. Substituido ainda no primeiro tempo. NOTA: 3,5.

6. Michel Bastos

6. MICHEL BASTOS: Fraco na marcação, inútil no ataque. Não fosse pelos seus erros, não seria sequer notado no campo. NOTA: 4,0.

 

8. Gilberto Silva

8. GILBERTO SILVA: Discreto e regular, mais uma vez foi bem na marcação. Precisa melhorar a saída de bola, dando um pouco mais de velocidade. NOTA: 5,0.

 

9. Luis Fabiano

9. LUIS FABIANO: Foi razoável na primeira etapa e desapareceu na segunda. NOTA: 5,0.

 

 

13. Daniel Alves

13. DANIEL ALVES: Foi mal. Não deu o apoio necessário a Maicon no ataque e não cobria bem as investidas do lateral, dando muito espaço ao lado esquerdo luso, além de muitos passes errados. NOTA: 4,0.

17. Josué

17. JOSUÉ: Sua entrada tornou o time mais lento, mais fraco na saída pro jogo. NOTA: 4,5.

 

 

19. Julio Baptista

19. JULIO BAPTISTA: Mostrou que não é o substituto de Kaká. O time perde muito em velocidade e em técnica, algo que falta ao camisa 19. NOTA: 3,5.

 

21. Nilmar

21. NILMAR: Fez um bom primeiro tempo, buscando o jogo, driblando e criando espaços na zaga portuguesa. Sumiu completamente na segunda etapa. NOTA: 6,0.

RAMIRES e GRAFITE: Pouco atuaram. SEM NOTA.

Dunga

DUNGA: Ficou claro o erro na convocação. O time não tem alternativas no banco, a tal ponto de sentir e muito a ausência de Elano. Acertou ao tirar Felipe Melo ainda no primeiro tempo, pois o camisa 5 estava prestes a ser expulso, mas demorou demais para mexer no segundo tempo, talvez por olhar pro banco e ver que não tinha grandes opções capazes de mudar o jogo. NOTA: 5,5.

O empate foi o suficiente para garantir o primeiro lugar no grupo e “se livrar” da Espanha já nas Oitavas de Final. Mas ficou evidente que o time depende e muito do trio Kaká, Robinho e Elano que felizmente voltam no duelo contra o Chile.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Jogo 45 – Portugal 0x0 Brasil

por-bra3

Logo WC10

Com algumas mudanças e já classificado, o Brasil foi a campo precisando apenas de um empate para garantir o primeiro lugar. Kaká suspenso deu lugar a Julio Baptista, Daniel Alves entrou na vaga do machucado Elano e Nilmar foi a campo no lugar do poupado Robinho. Com essas alterações, o time brasileiro até mantinha uma maior posse de bola, mas não aproveitava isso para criar chances de gol. Ficava claro a falta que os titulares faziam, o time não mostrava a técnica do jogo anterior e  faltava o imprevisivel, o Brasil se mostrou um time que privilegia a força física ao talento.

Julio Baptista deixou claro que não é o substituto ideal para Kaká, foi um jogador inerte, inútil dentro do jogo. Daniel Alves, escalado desde o ínicio no meio campo, não se encontrou na partida, esteve perdido, não deu a Maicon o apoio necessário que é dado por Elano e acabou errando muito. Nilmar mostrou um pouco mais, buscou o jogo e criou dois bons lances, um onde tocou pra Luis Fabiano que finalizou pra fora da entrada da área e em outra onde finalizou cara a cara com o goleiro Eduardo, que fez brilhante defesa antes da bola ainda tocar na trave.

por-bra6

Outra coisa que marcou a primeira etapa da partida foi a tensão, a virilidade e até a violência. Luis Fabiano por momentos voltou a ser o atacante da época de São Paulo, onde batia muito. Felipe Melo e Pepe travaram uma briga a parte. Até que Dunga sacou o camisa 5 por medo de uma expulsão, que já poderia ter acontecido. Outro que poderia ter sido expulso foi Juan, que cortou um lançamento feito para Cristiano Ronaldo com a mão e recebeu apenas um cartão amarelo.

No segundo tempo, a seleção portuguesa voltou infinitamente melhor, agredindo o time brasileiro em busca do gol e criou sua grande chance do jogo aos 13 minutos, em contra ataque puxado por Cristiano Ronaldo, que passou por Juan e disputou o lance com Lúcio que cortou para dentro da área, Raul Meireles cara a cara com Julio Cesar bateu pra fora. A partir daí, alguns raros lances lusos, mas sem grande perigo ao arqueiro brasileiro. Após os trinta minutos, o jogo esfriou de vez, ficou muito concentrado no meio campo e as chances de gol sumiram de vez, apenas aos 46 minutos de partida, Ramires chutou de fora da área, a bola desviou em Bruno Alves e obrigou o goleiro Eduardo a fazer outra bela defesa.

por-bra4

O empate, acabou sendo bom para as duas equipes, que se classificaram com o resultado. Mas foi sem dúvidas, péssimo para o espectador, que esperava muito mais desse jogo, talvez o mais aguardado dessa primeira fase.

FICHA TÉCNICA
PORTUGAL 0 X 0 BRASIL

Estádio: Moses Mabhida, em Durban (AFS).
Data-Hora: 25/6/2010 - 11h (de Brasília).
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Auxiliares: Hector Vergara (CAN) e Marvin Torrentera (MEX)
Público: 62.712 presentes
Cartões amarelos: Duda, Tiago, Pepe e Fabio Coentrão (POR); Luis Fabiano, Juan e Felipe Melo (BRA)
Cartões vermelhos: -

PORTUGAL: Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Fabio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes 18'/2ºT), Duda (Simão 8'/2ºT), Raul Meireles (Miguel Veloso 38'/2ºT) e Tiago; Cristiano Ronaldo e Danny - Técnico: Carlos Queiroz.

BRASIL: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Josué 44'/1ºT), Daniel Alves e Julio Baptista (Ramires 37'/2ºT); Nilmar e Luis Fabiano (Grafite 39'/2ºT) - Técnico: Dunga.

por-bra2

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Jogo 30 – Portugal 7x0 Coréia do Norte

por-prk3

Logo WC10

Quem viu apenas o começo do jogo não acredita no placar tão elástico. Portugal e Coréia do Norte fizeram um jogo animado desde o ínicio, com os coreanos jogando (ou pelo menos tentando) de igual para igual contra a seleção lusa, e com isso dando mais espaços do que deram contra o Brasil. Diante disso, os primeiros minutos da partida foram bastante equilibrados, com chances para ambos os lados. Mas os asiáticos não aguentariam muito tempo, e aos 28 minutos sofreram um duro golpe, quando Raul Meireles finalizou belo passe de Tiago para abrir o placar, e a primeira etapa ficou nesse magro 1 a 0.

Na volta do intervalo, os portugueses não pareciam satisfeitos com apenas um gol e foram pra cima dos nortecoreanos, a pressão teve efeito e três gols no ínicio praticamente liquidaram a fatura, com Simão aos 8, Hugo Almeida aos 10 e Tiago aos 15 minutos da etapa final. A vitória e a goleada já estavam concretizadas, mas os lusos ainda não estavam contentes, e por pouco o astro Cristiano Ronaldo não marcou o seu primeiro gol no Mundial em um chute de longa distância que carimbou o travessão. Aos 32 minutos, Queiroz mexeu no time e lançou o luso-brasileiro Liedson, que não decepcionou e apenas 3 minutos após entrar, aproveitou falha grotesca da zaga coreana para fazer o seu. O jogo já estava fácil e com os coreanos falhando facilitava ainda mais, e em mais um erro, enfim saiu o gol de Cristiano Ronaldo, que dividiu com o goleiro e ficou com o gol aberto para quebrar o jejum de 16 meses sem marcar em jogos oficiais pela seleção. Ainda teve tempo para mais um, o segundo de Tiago na partida, aproveitando belo cruzamento de Duda.

A maior goleada da Copa está concretizada e Portugal está virtualmente classificado. Apenas um verdadeiro pandemonio tira dos lusos a vaga na próxima fase.

PS.: Eleito pela FIFA como o melhor do jogo, Cristiano Ronaldo em um gesto de extrema humildade reconheceu que o companheiro Tiago foi melhor e passou o prêmio para o camisa 19.

FICHA TÉCNICA
PORTUGAL 7 X 0 COREIA DO NORTE

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo (AFS)
Data-Hora: 21/6/2010 - 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Pablo Pozo Contreras (CHI)
Auxiliares: Patrício Basualto (CHI) e Francisco Mondria (CHI)
Cartões amarelos: Pedro Mendes e Hugo Almeida (POR); Chol-Jin e Yong-Jo(CON)
Cartões vermelhos: -
Gols: Raúl Meireles 28'/1ºT (1-0), Simão 8'/2ºT (2-0), Hugo Almeida 11'/2ºT (3-0), Tiago 16'/2ºT (4-0), Liédson 36'/2ºT (5-0), Cristiano Ronaldo 42'/2ºT (6-0) e Tiago 44'/2ºT (7-0)

PORTUGAL: Eduardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fabio Coentrão; Pedro Mendes, Raúl Meireles (Miguel Veloso 26'/2ºT) e Tiago; Cristiano Ronaldo, Simão (Duda 26'/2ºT) e Hugo Almeida (Liédson 32'/2ºT) - Técnico: Carlos Queiroz.

COREIA DO NORTE: Myong-Guk, Jong-Hyok (Song-Chol 30'/2ºT), Chol-Jin, Jun-Il, Nam-Chol (Kum-Il 18'/2ºT) e Kwang-Chon; In-Guk (Young-Jun 18'/2ºT), Yong-Jo, Yong-Hak e Yun-Nam; Tae-Se - Técnico: Kim Jong Hun.

 

por-prk

terça-feira, 15 de junho de 2010

Jogo 13 – Costa do Marfim 0-0 Portugal

Ivory Coast v Portugal Group G 2010 FIFA World 3t_QhXuMc3Bl

FIFA-Wold-Cup-Logo Não foi uma boa estreia para Portugal e Costa do Marfim. Os principais adversários do Brasil no Grupo G passaram em branco e ficaram no 0-0 no estádio Nelson Mandela Bay. A melhor parte do jogo ficou por conta da entrada de Didier Drogba, ainda recuperando-se de uma operação no braço, ele entrou no final do segundo tempo e pouco fez. O craque Cristiano Ronaldo jogou desde o início, e mandou uma bola na trave ainda no primeiro tempo, porem se resumiu a isso. Com as estrelas dos dois times em baixa, o placar foi bem justificado.

FICHA TECNICA


COSTA DO MARFIM 0 X 0 PORTUGAL

Estádio: Nelson Mandela Bay, Porto Elizabeth (AFS)
Data-Hora: 15/6/2010 – 11h (de Brasília)
Árbitro: Jorge Larrionda (Fifa-URU)
Assistentes: Pablo Fandino (URU) e Mauricio Espinosa (URU)
Público: 37.034 presentes
Cartões amarelos: Zokora e Demel (CDM); Cristiano Ronaldo (POR)
Cartões vermelhos: -
Gols: -

COSTA DO MARFIM: Barry; Eboué (Romaric 43'/2ºT), Kolo Touré, Demel e Tiéné; Zokora, Yaya Touré, Tiote e Gervinho (Keita 36'/2ºT); Dindane e Kalou (Drogba 20'/2ºT) - Técnico: Sven-Goran Eriksson.

PORTUGAL: Eduardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pedro Mendes, Raúl Meireles (Ricardo Amorim 40'/2ºT) e Deco (Tiago 16'/2ºT); Danny (Simão 9'/2ºT), Cristiano Ronaldo, e Liédson - Técnico: Carlos Queiroz.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Portugal - Cristiano Ronaldo - 02 dias



Cristiano Ronaldo
Clube - Real Madrid
Posição - Atacante
Idade - 25
Altura - 1,86
Peso - 84

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Portugal - Deco - 22 dias



Deco
Clube: Chelsea
Posição - Meia
Idade - 32
Altura - 1,74
Peso - 73