quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Os três canhões do Arsenal
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Atuações dos brasileiros foram determinantes no empate em San Siro
A partida válida pela terceira rodada da fase de grupos da UEFA Champions League contava com a volta de Kaká no time rossonero e de Messi a equipe blaugrana, após enfrentarem lesões recentes que os afastaram dos gramados. Quem ainda não pôde retornar com 100% de sua forma física foi Mario Balotelli, que começou o jogo no banco.
Sem poder contar com seu matador, Massimiliano Allegri distribuiu seu onze inicial num 4-1-4-1 que procurava aproximar as duas linhas de quatro e deixava Robinho isolado no comando do ataque. Entre as linhas, De Jong era o encarregado de cercar Lionel Messi, numa formação semelhante a que o treinador utilizou quando venceu o próprio Barcelona pelas oitavas de final da competição continental na última temporada.
Do outro lado, o treinador Tata Martino pôde contar com aquela que é considerada a formação ideal para a sua equipe. O bom e velho 4-3-3 culé, com Messi circulando no centro do ataque, cumprindo o papel de falso 9 e Alexis Sanchez e Neymar abertos pelos flancos.
No Milan, Kaká atuou aberto pela esquerda, com responsabilidade maior em conter Daniel Alves do que em criar. Ainda assim, deu passe para o gol de Robinho.
Ao contrário do que se esperava, o time da casa não começou o jogo sentado lá atrás apenas esperando o momento de contragolpear. Os milanistas iniciaram com sua segunda linha avançada no campo de ataque, sufocando a saída de bola catalã.
Essa pressão inicial levou Mascherano a errar na saída de jogo e dar a bola nos pés de Robinho. O brasileiro brigou e ganhou de Piqué no corpo, passou para Kaká e infiltrou na área para concluir o passe preciso do camisa 22 e abrir o marcador para o Milan ainda aos 10 minutos de bola rolando.
Após o gol, o Milan diminuiu o intenso ritmo imposto no inicio da partida e aos poucos o Barcelona foi determinando seu estilo, controlando o jogo na base de sua já conhecida filosofia de posse e passe, porém sem penetrar na área italiana. Com os ponteiros bem vigiados pelos laterais rossoneri e Messi cercado de perto por De Jong, faltava poder de fogo aos culés.
Até Messi sair do centro, onde estava preso na forte marcação e começar a cair mais pelo lado direito do ataque, invertendo seu posicionamento com Sanchez. Foi por ali que o craque argentino recebeu passe de Iniesta, aproveitando a bobeada de Zapata para retomar a bola e acionar o camisa 10, que com maestria protegeu a bola dos marcadores e tocou na saída de Amelia para empatar o jogo.
Com o placar em igualdade, o Barcelona ficou ainda mais tranqüilo e controlou totalmente as ações do jogo, porém sem agredir com tanta força a meta de Amelia. Muito aberto pelo lado esquerdo, Neymar foi praticamente uma peça nula no time catalão, aparecendo apenas em lance no fim do primeiro tempo, quando arrematou de forma perigosa uma bola espirrada na área. E foi só, até a sua substituição, já aos 36 da etapa final.
Por outro lado, Robinho teve a bola do jogo em seus pés no começo do tempo derradeiro, quando num contra-ataque rápido, Muntari achou o brasileiro completamente livre dentro da área, mas ao tentar o domínio, o camisa 7 furou e desperdiçou a melhor chance do jogo de tirar a igualdade do placar. Apesar da chance desperdiçada, Robinho foi surpreendentemente muito bem na partida, com movimentação intensa que complicou a retaguarda blaugrana.
Quem também foi muito bem foi Kaká. O velho ídolo milanista se sacrificou cumprindo uma função diferente da habitual, atuando aberto pela esquerda, tendo de acompanhar as investidas de Daniel Alves e o fez com perfeição, sem dar espaço para o lateral culé.
Boas atuações dos brasileiros que ajudaram o Milan a conter o poderoso Barcelona e somar mais um ponto na briga com o Celtic pela segunda vaga do grupo. Por outro lado, Neymar, o brasileiro de quem mais se esperava algo em San Siro esteve apagado e pouco contribuiu para que sua equipe buscasse a vitória.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
UEFA Champions League 2013/2014 - Fase de Grupos
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
A INTENSIDADE VERMELHA E A VELOCIDADE GUNNER: O DOMINGO DE DERBYS NA INGLATERRA
Intensidade vermelha no inicio encurralou o United até o tento da vitória. Após o gol, linhas retraídas, espaço reduzido ao oponente e contragolpes, abusando da bola longa de Gerrard. |
Walcott pra cima do improvisado Rose foi o caminho das pedras para o Arsenal achar o tento da vitória no derby do norte de Londres. |
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Sorte ou Revés
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Experiência e Brilhantismo
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Seleção Brasileira – Evolução é nítida, mas é lenta
Desde a reta final do trabalho de Mano Menezes, quando emplacou quatro vitórias seguidas sobre África do Sul, China e Iraque, além do triunfo sobre a Argentina pelo Super Clássico das Américas, que a Seleção Brasileira não mostrava uma evolução tão clara. Até pelo curto período e o baixo número de jogos sob o comando de Luiz Felipe Scolari.
O novo treinador, que tinha apenas uma vitória sobre a Bolívia em seus seis primeiros jogos, embala três êxitos consecutivos justamente no período em que teve uma sequencia para trabalhar com o grupo de convocados.
O escrete canarinho não vencia uma potencia do futebol desde novembro de 2009 quando bateu a Inglaterra ainda sob a batuta de Dunga. Tirou esse peso ao conseguir a importante vitória por três a zero sobre a França no último amistoso antes da Copa das Confederações.
Pela competição, triunfos sobre Japão e México nos dois primeiros jogos. Três a zero sobre a seleção nipônica em Brasília, e dois tentos a zero sobre a “El Tri”, exorcizando de vez o demônio mexicano no jogo que começou a ser ganho ainda na execução do Hino Nacional, com o público de Fortaleza cantando à capela e emocionando até mesmo o mais frio dos brasileiros.
As três vitórias seguidas, com oito gols anotados e nenhum sofrido, deixam claro que há uma evolução no trabalho de Felipão a frente da Seleção brasileira. O que incomoda, no entanto, é o ritmo lento com que essa evolução vem acontecendo.
O time continua com dificuldades na saída de bola. Paulinho joga longe de Luiz Gustavo, o que complica a saída pelo meio. O volante do Bayern, por sua vez, recua até a linha dos zagueiros, dando liberdade aos laterais Daniel Alves e Marcelo, saindo do 4-2-3-1 para uma espécie de 3-4-2-1, quando o time detém a posse da bola.
Postura brasileira com posse da bola: Luiz Gustavo na linha dos zagueiros e laterais avançados, se juntando aos meias.
Com o aperto na saída pelo meio, só existem duas soluções para a transição defesa ataque. Ou a escapada com os laterais, dificultada em função da geralmente forte marcação da segunda linha oponente, ou a ligação direta feita pelos zagueiros, que ocorre com frequência maior do que deveria.
Assim, o time perde em criatividade e acaba produzindo menos do que pode. E quando os homens que tem essa responsabilidade de criar e conduzir a equipe até o gol oponente tem atuação apagada como tiveram Oscar e Paulinho diante do México, a situação fica ainda pior. O volante até cresceu na segunda etapa e melhorou tanto o seu desempenho individual quanto o coletivo da seleção, enquanto o camisa 11 foi peça nula até o momento em que foi substituído por Hernanes.
A entrada do meia da Lazio qualificou o toque de bola no campo ofensivo, porém, o time continuou a produzir pouco e dependia de lampejos individuais para ofender o gol de Corona. Lampejo que veio dos pés de Neymar, talvez o único homem de frente a mostrar grande evolução.
Na primeira etapa, um golaço acertando lindo sem pulo e chute indefensável de canhota no canto do arqueiro mexicano. Minutos depois, o craque ia fazendo outra obra prima, quando deixou Mier falando sozinho depois de um chapéu com o peito, mas o arremate saiu por cima. Mier que voltou a sofrer com o camisa 10 já nos minutos finais da peleja. Caneta humilhante e passe na medida para Jô empurrar para o gol vazio e decretar o placar final.
Se lá na frente o time tem demorado a mostrar evolução, lá atrás tem se mostrado bem seguro. Contra o Japão, atuações impecáveis de Luiz Gustavo e Thiago Silva, que não deram espaços aos talentosos Honda e Kagawa, impossibilitando qualquer ação ofensiva japonesa. Já diante dos mexicanos, foi David Luiz quem se destacou no setor defensivo. Atuações individuais brilhantes, corroborando a boa fase da retaguarda tupiniquim.
O grande desafio da fase de grupos ainda está por vir contra os italianos, e será a hora de mostrar força e comprovar a evolução da equipe coletivamente. Por mais que seja lenta, ela existe e pode dar bons frutos já na Copa das Confederações.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Pequenos Problemas, Simples Soluções: Impressões sobre a organização da Copa das Confederações em Brasília/DF
Começo o meu relato pelo ponto de partida para o jogo, onde muitos já tiveram problemas, a retirada do ingresso. Particularmente, não tive empecilho algum com o saque do ticket no local indicado. O fiz com alguma antecedência, logo não enfrentei filas. Cheguei ao posto de retirada, peguei meu bilhete e fui embora, tudo em menos de vinte minutos.
No entanto, é obvio que a compra do ingresso via internet deveria permitir ao torcedor o conforto de recebê-lo em casa, mesmo sendo residente na cidade onde ocorreria a partida, que é o caso desse que vos escreve. A ausência deste serviço acarretou nas intermináveis filas no posto de retirada, especialmente na sexta e no sábado, quando turistas começaram a desembarcar na capital federal para acompanhar a peleja.
Tive a experiência de acompanhar também o primeiro teste no Estádio Mané Garrincha, o jogo de abertura do Campeonato Brasileiro entre Santos e Flamengo. Na partida valida pelo certame nacional, houve muita desorganização na entrada do estádio. Aglomerações nos portões, filas imensas, falta de informação, um caos.
Caos que não enfrentei na abertura da Copa das Confederações sábado. Ciente da desordem que foi no Campeonato Brasileiro, das manifestações que aconteceriam no entorno do estádio e da provável confusão que ali haveria, me programei para chegar cedo ao Mané Garrincha.
Ao chegar, por volta das 14h, me coloquei em uma das filas do detector de metais e ali fiquei por uns cinco minutos, até passar pelo raio-X e finalmente ir procurar pelo portão correto de acesso ao interior do estádio. Com várias placas informativas e voluntários bem dispostos a ajudar, rapidamente localizei o portão, e também o meu assento na arquibancada, onde já estava sentado confortavelmente as 14h15, aguardando pela cerimônia de abertura, que se iniciaria às 14h25.
Nesses dez minutos de espera, decidi beber uma cerveja, juntamente com meu irmão que me acompanhou no jogo. Aí nos deparamos com aquele que foi o grande absurdo do evento em nossa opinião, o preço da bebida. Cervejas custando entre nove e doze reais, valores surreais até mesmo em casas noturnas.
Além dos preços absurdos, as filas para atendimento no bar foram outros pontos problemáticos. Imensas e se movendo a passos de tartaruga, as filas fizeram com que muita gente perdesse partes do jogo. Inclusive meu irmão, que na tentativa de comprar uma “cerveja de ouro” no intervalo, acabou não vendo o gol de Paulinho logo aos dois minutos da etapa final.
Essas filas poderiam ser drasticamente reduzidas com a circulação de vendedores de bebida e comida pelo interior do estádio, sem que o torcedor precisasse sair de sua cadeira e ir até o bar para comprar algo. Ganharia a organização, que não teria aglomerações nos bares, ganharia o torcedor, que não perderia sequer um detalhe do que ocorresse dentro de campo.
Como a Copa das Confederações nada mais é do que um evento teste para o Mundial de 2014, há tempo mais que suficiente para solucionar esses pequenos imbróglios e fazer da Copa do Mundo um evento perfeito.
terça-feira, 28 de maio de 2013
A Consagração de uma geração e a redenção de um craque
Flagrante do recuo de Schweinsteiger e avanço dos laterais . Imagem retirada do post dos amigos do Doentes por Futebol. |
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Pré Jogo: Borussia Dortmund x Bayern Munchen - Decisão UEFA Champions League
terça-feira, 14 de maio de 2013
O ponto de partida de Scolari
terça-feira, 7 de maio de 2013
Seedorf, o "Chama Taças"
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Brasil, Campeão da Libertadores 2013
Inicia-se hoje o mata-mata da Libertadores da América 2013. O favoritismo é totalmente verde e amarelo.
O futebol sul americano com exceção um pouco do Brasil, vive um momento turbulento financeiramente. Os grandes clubes logos se desfazem rapidamente de seus bons e jovens valores, e investem em um ou outro medalhão que rodou pela Europa.
Mas a Libertadores é uma caixinha de surpresas, as zebras correm soltas, mas esse ano dificilmente fogem
da lógica. Analisemos...
Newell's old Boys-ARG vs. Vélez Sarsfield-ARG, será decidido no fator casa. Quem tiver um apoio maciço da torcida deve levar a vaga. O time Newell's, time que revelou nada mais na menos que Maradona e Messi, vem brigando na ponta do Campeonato Argentino porém se classificou na última rodada da Libertadores, por saldo de gols, já o Vélez, ocupa a parte debaixo da tabela no Argentino, se classificando tranquilamente em um grupo não muito complicado.
Palpite: por ser mais acostumado a decisões na Libertadores, dá Vélez.
Real Garcilaso-PER vs. Nacional-URU, o Real é um time novo, montado a poucos anos no Peru, e já vem se destacando entre os times do país. Mas o tradicional Nacional, time de Montevideu, mesmo não se destacando em competições continentais ainda é o velho e marrento Nacional.
Palpite: Nacional leva fácil essa vaga.
Tigre-ARG vs. Olimpia-PAR, com certeza o Tigre, é o time mais covarde em que eu já vi jogar. Esquece totalmente o futebol de lado e parte para agressões. Não estranhemos se aparecer algum jogador deles migrando para o MMA. O Centenário Olimpia se classificou em primeiro, em um grupo até certo ponto difícil, mas nivelado por baixo.
Palpite: o futebol, mais uma vez vence a pancadaria, Olímpia na cabeça.
Tijuana-MEX vs. Palmeiras-BRA, Os mexicanos ainda engatinham quando o assunto é Libertadores, porém é o atual Campeão Mexiacano. Mandam seus jogos no Estádio Caliente, que é de grama sintética e deu muito trabalho ao Corinthians, assim sendo, não será nada fácil para o Palmeiras, time esse, que conta muito mais com a raça e a superação do que com qualidade técnica. Vamos ver até onde isso terá efeito.
Palpite: Esse tá complicado, mas vou de Palmeiras.
Boca Juniors-ARG vs. Corinthians-BRA, os xeneizes, já não são os mesmos de outrora, a Bombonera não pulsa como antes, mesmo assim, ainda pesa muito essa camisa que eternizou Maradona. O Corinthians, dispensa apresentações. Time ''cascudo'', que cresce em jogos decisivos, muito bem armado pelo Tite.
Palpite: Sem grandes emoções, dá Corinthians
Grêmio-BRA vs. Santa Fé-COL, os gremistas patinaram muito na fase de classificação. Dono de um primoroso elenco e ainda sob a batuta de Luxemburgo, o Grêmio vem em busca do Tri da Libertadores. Santa Fé, se classificou como a segunda melhor campanha, porém o Grupo era uma mãe. Futebol solto, meio descompromissado e fraco defensivamente, característico de times colombianos.
Palpite: Grêmio, que pra mim vai até a Final.
Emelec-EQU vs. Fluminense-BRA, o Emelec vem constantemente enfrentado equipes brasileiras, mas o futebol ainda é fraco. Sem muitas chances de surpreender. O Flu, que vive um momento digamos, tenso, pois não conta com Fred, Deco e Thiago Neves. Está dependendo muito de Nem e Sóbis, mesmo assim é franco favorito.
Palpite: Fluminense, porque o outro time é fraco.
São Paulo-BRA vs. Atlético-MG-BRA, o pior segundo colocado da fase de grupos o credenciaria como barbada, certo? Errado. São Paulo é time copeiro, acostumado a decisões, cresce na hora certa e tem nomes experientes em campo, caso de Ceni, Lúcio e Luis Fabiano, que mesclam com excelentes nomes que surgem, caso de Osvaldo, Tolói e Wellington. O Galo, conta com o Maestro, Ronaldinho Gaúcho, que rege o time como poucos fazem. Tem hoje a melhor dupla de zaga do Brasil, e como muitos dizem o futebol mais vistoso.
Palpite: Atlético-MG, que chega até a Final.