“La Pulga” foi simplesmente monstruoso durante toda a temporada pelo Barcelona. Foram 45 tentos anotados até o fim do primeiro semestre de 2010 (levando em conta também os feitos durante o segundo semestre de 2009), sendo 34 pelo Campeonato Espanhol e 8 pela UEFA Champions League, torneios onde foi artilheiro, além de outros dois gols na Supercopa Espanhola e um pela Copa do Rey.
No segundo semestre do ano, Messi seguiu desfilando seu futebol de gênio, aliando habilidade e visão de jogo a poder de decisão e faro de gol incríveis. Nos últimos seis meses, Léo já deixou sua marca em 28 oportunidades, sendo 18 vezes por La Liga, seis pela Champions League, um pela Copa do Rey e três pela Supercopa Espanhola.
Individualmente, Messi foi muito superior aos demais jogadores no ano de 2010, o problema, que faz com que o prêmio seja contestado por alguns, são as conquistas. A começar pelo campeonato de futebol mais importante do ano de 2010, a Copa do Mundo.
Messi não foi brilhante no Mundial como o é com a camisa do Barcelona, por mais que tenha tentado, buscado o jogo e arriscado, – foi o quarto jogador que mais finalizou em gramados sul africanos – a bola insistiu em não entrar e Léo voltou pra casa sem um golzinho sequer, além de uma eliminação humilhante, sofrendo um sonoro 4 a 0 da poderosa Alemanha.
Mas, se a Copa do Mundo tem tamanho peso, por que Forlán, eleito o melhor jogador do Mundial, não figurou entre os três na disputa pela Bola de Ouro? Schweinsteiger e Muller, destaques da encantadora seleção alemã, sequer são lembrados. E cadê o peso da Copa do Mundo na eleição do melhor treinador? Vicente Del Bosque, campeão mundial no comando da Espanha foi preterido por José Mourinho, vencedor da segunda competição de maior importância no planeta bola, a UEFA Champions League.
No interclubes europeu, Messi caiu perante a Internazionale de Mourinho e sua defesa inexpugnável. No entanto, foi o artilheiro e teve a melhor atuação individual de um jogador em 2010, no massacre sobre o Arsenal por 4 a 1, onde o camisa 10 anotou os quatro tentos, sendo três deles, simplesmente espetaculares.
Seus concorrentes, Xavi e Iniesta, são jogadores sensacionais e que ditam o ritmo do jogo da fantástica equipe do Barcelona e da campeã mundial Espanha, no entanto, falta aos dois uma virtude que tem em Messi: a genialidade. A capacidade de decidir uma partida mesmo quando essa apresenta uma dificuldade acima do normal, a habilidade de tirar um coelho da cartola e definir jogos.
Seria injusto se o prêmio fosse entregue a um dos outros baixinhos do Barcelona? De forma alguma. Ambos são craques e tiveram uma temporada estupenda, coroada com a conquista da Copa do Mundo.
A grande injustiça na verdade foi feita a outro baixinho, Wesley Sneijder. O holandês, a meu ver, era o único apto a tirar Messi do trono em 2010, por ter conquistado simplesmente tudo com a Inter de Milão, sendo um dos destaques (talvez o maior) da equipe, além de ter feito uma ótima Copa do Mundo, conduzindo a Laranja ao vice-campeonato, com belas atuações e gols decisivos – inclusive os dois que eliminaram a Seleção Brasileira.
O cerebral camisa 10 nerazurri devia no mínimo ter figurado entre os três finalistas pelo melhor ano de sua carreira, pra mim no lugar de Iniesta, que passou boa parte da temporada lesionado, mas para os votantes no prêmio, O GOL mais importante do ano, anotado pelo espanhol, fez mais diferença do que tudo que foi feito e conquistado por Sneijder.
Quanto a Messi, bem, essa é só a segunda Bola de Ouro para o gênio argentino de apenas 23 anos e muito futebol pela frente. Onde pode chegar o baixinho? Se tudo correr bem, Léo pode e deve escrever seu nome na história dos maiores jogadores de todos os tempos.
PS1: Marta (10) faturou a sua QUINTA Bola de Ouro consecutiva no Futebol Feminino. Ela é ou não é a “Pelé de saias”?
PS2: José Mourinho conquistou o prêmio de melhor treinador de 2010, no primeiro ano em que o prêmio foi dado. O luso conquistou simplesmente TUDO pela Internazionale e desbancou até o campeão mundial Vicente Del Bosque. INCONTESTÁVEL!
PS3: Abaixo, o 11 ideal da temporada para a FIFA. Cristiano Ronaldo jogou muito e quem acompanha o blog sabe que sou fã do gajo, mas em 2010, Robben e Forlán jogaram mais do que o camisa sete merengue e mereciam mais estar nessa “seleção”.





