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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Noite do 10

Na tarde - aqui no Brasil, noite na Suiça - desta segunda-feira (10), Lionel Messi (10) foi eleito pela segunda vez consecutiva o melhor jogador de futebol do planeta. Alguém tem coragem de discordar?

“La Pulga” foi simplesmente monstruoso durante toda a temporada pelo Barcelona. Foram 45 tentos anotados até o fim do primeiro semestre de 2010 (levando em conta também os feitos durante o segundo semestre de 2009), sendo 34 pelo Campeonato Espanhol e 8 pela UEFA Champions League, torneios onde foi artilheiro, além de outros dois gols na Supercopa Espanhola e um pela Copa do Rey.

No segundo semestre do ano, Messi seguiu desfilando seu futebol de gênio, aliando habilidade e visão de jogo a poder de decisão e faro de gol incríveis. Nos últimos seis meses, Léo já deixou sua marca em 28 oportunidades, sendo 18 vezes por La Liga, seis pela Champions League, um pela Copa do Rey e três pela Supercopa Espanhola.

Individualmente, Messi foi muito superior aos demais jogadores no ano de 2010, o problema, que faz com que o prêmio seja contestado por alguns, são as conquistas. A começar pelo campeonato de futebol mais importante do ano de 2010, a Copa do Mundo.

Messi não foi brilhante no Mundial como o é com a camisa do Barcelona, por mais que tenha tentado, buscado o jogo e arriscado, – foi o quarto jogador que mais finalizou em gramados sul africanos – a bola insistiu em não entrar e Léo voltou pra casa sem um golzinho sequer, além de uma eliminação humilhante, sofrendo um sonoro 4 a 0 da poderosa Alemanha.

Mas, se a Copa do Mundo tem tamanho peso, por que Forlán, eleito o melhor jogador do Mundial, não figurou entre os três na disputa pela Bola de Ouro? Schweinsteiger e Muller, destaques da encantadora seleção alemã, sequer são lembrados. E cadê o peso da Copa do Mundo na eleição do melhor treinador? Vicente Del Bosque, campeão mundial no comando da Espanha foi preterido por José Mourinho, vencedor da segunda competição de maior importância no planeta bola, a UEFA Champions League.

No interclubes europeu, Messi caiu perante a Internazionale de Mourinho e sua defesa inexpugnável. No entanto, foi o artilheiro e teve a melhor atuação individual de um jogador em 2010, no massacre sobre o Arsenal por 4 a 1, onde o camisa 10 anotou os quatro tentos, sendo três deles, simplesmente espetaculares.

Seus concorrentes, Xavi e Iniesta, são jogadores sensacionais e que ditam o ritmo do jogo da fantástica equipe do Barcelona e da campeã mundial Espanha, no entanto, falta aos dois uma virtude que tem em Messi: a genialidade. A capacidade de decidir uma partida mesmo quando essa apresenta uma dificuldade acima do normal, a habilidade de tirar um coelho da cartola e definir jogos.

Seria injusto se o prêmio fosse entregue a um dos outros baixinhos do Barcelona? De forma alguma. Ambos são craques e tiveram uma temporada estupenda, coroada com a conquista da Copa do Mundo.

A grande injustiça na verdade foi feita a outro baixinho, Wesley Sneijder. O holandês, a meu ver, era o único apto a tirar Messi do trono em 2010, por ter conquistado simplesmente tudo com a Inter de Milão, sendo um dos destaques (talvez o maior) da equipe, além de ter feito uma ótima Copa do Mundo, conduzindo a Laranja ao vice-campeonato, com belas atuações e gols decisivos – inclusive os dois que eliminaram a Seleção Brasileira.

O cerebral camisa 10 nerazurri devia no mínimo ter figurado entre os três finalistas pelo melhor ano de sua carreira, pra mim no lugar de Iniesta, que passou boa parte da temporada lesionado, mas para os votantes no prêmio, O GOL mais importante do ano, anotado pelo espanhol, fez mais diferença do que tudo que foi feito e conquistado por Sneijder.

Quanto a Messi, bem, essa é só a segunda Bola de Ouro para o gênio argentino de apenas 23 anos e muito futebol pela frente. Onde pode chegar o baixinho? Se tudo correr bem, Léo pode e deve escrever seu nome na história dos maiores jogadores de todos os tempos.

PS1: Marta (10) faturou a sua QUINTA Bola de Ouro consecutiva no Futebol Feminino. Ela é ou não é a “Pelé de saias”?

PS2: José Mourinho conquistou o prêmio de melhor treinador de 2010, no primeiro ano em que o prêmio foi dado. O luso conquistou simplesmente TUDO pela Internazionale e desbancou até o campeão mundial Vicente Del Bosque. INCONTESTÁVEL!

PS3: Abaixo, o 11 ideal da temporada para a FIFA. Cristiano Ronaldo jogou muito e quem acompanha o blog sabe que sou fã do gajo, mas em 2010, Robben e Forlán jogaram mais do que o camisa sete merengue e mereciam mais estar nessa “seleção”.

11 ideal FIFA

domingo, 11 de julho de 2010

Pra Fazer História

FIFA WORLD CUP FINAL

Domingo, em Johanesburgo, mais uma seleção entrará para o seleto grupo dos campeões mundiais. Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, Inglaterra e França são os detentores dos primeiros 19 títulos e o vigésimo estará em jogo no Soccer City.

Espanha e Holanda farão uma final inédita e até bastante previsível no começo do Mundial, já que as duas, mais o Brasil, chegaram à África como os maiores favoritos a ficarem com a taça.

A seleção espanhola tem o melhor plantel dentre todas as 32 seleções participantes do Mundial. Um time titular invejável e um banco capaz de mudar completamente o rumo de uma partida. Assim, com esse excelente elenco e uma campanha muito regular, a Espanha chega à sua primeira decisão.

Já a Holanda, é um time extremamente eficiente. Já não é a Holanda de outros tempos, que dava espetáculo, que jogava um futebol vistoso, mas é um time vencedor. Invicta a 25 jogos, a Laranja pode igualar o feito do Brasil em 1970 e vencer todos os jogos em sua participação na Copa do Mundo, desde as eliminatórias.

AS CAMPANHAS

Ainda invicta na Copa – ao lado da Nova Zelândia, são as únicas – a Holanda chega com um retrospecto de 100% de aproveitamento, batendo Dinamarca, Japão e Camarões na primeira fase por 2x0, 1x0 e 2x1 respectivamente. Nas oitavas passou pela surpreendente Eslováquia pelo placar de 2x1, mesmo placar pelo qual bateu o Brasil nas quartas de final. Contra o Uruguai na semi, uma vitória apertada e sofrida por 3x2 garantiu a Laranja na grande final. Assim, foram seis jogos, com seis vitórias, doze gols marcados e cinco sofridos.

Já a Espanha, chegou à África muito badalada e decepcionou na estréia. No entanto, a derrota por 0x1 para a Suiça não abalou o ego espanhol, o time se recuperou e venceu as duas partidas seguintes por 2x0 e 2x1, sobre Honduras e Chile respectivamente. Na fase seguinte encarou a forte seleção portuguesa e bateu pelo placar mínimo. Placar que se repetiu nas quartas e na semi, contra Paraguai e Alemanha. Logo, em seis jogos, cinco vitórias, uma derrota, sete gols pró e dois contra.

OS CRAQUES

sneijder vs villa

Wesley Sneijder chegou ao Mundial credenciado por uma temporada perfeita na Internazionale, onde conquistou os três títulos que disputou – Copa da Itália, Campeonato Italiano e UEFA Champions League. O meia da laranja é o típico camisa 10, que chama a responsabilidade e dita o ritmo da partida. Com grande visão de jogo, excelentes passes e lançamentos e perfeito nas bolas paradas, Sneijder foi decisivo para que a Holanda chegasse até a decisão, anotando cinco gols.

Às vésperas do Mundial, o matador David Villa acertou sua ida para o Barcelona, e mostrou durante a competição que o clube catalão investiu bem seus 40 milhões de euros. Rápido, habilidoso e letal, o camisa 7 fez nada mais nada menos do que cinco dos sete gols espanhóis até aqui e é o grande responsável por esse momento histórico para a Fúria.

ANÁLISE TÁTICA

Atuando em um 4-2-3-1 com variações para o 4-3-3, a Holanda não conta com uma zaga de confiança, no entanto, tem em sua marcação o grande ponto forte. Marcação essa que começa pelos atacantes. No jogo de logo mais, Kuyt terá a missão de marcar as subidas do sempre ofensivo Sergio Ramos, enquanto Robben investirá nas costas de Capdevilla. Sneijder, o cérebro do time, é o responsável por fazer a bola chegar aos atacantes com qualidade para que eles possam marcar.

Também atuando em um 4-2-3-1, O time de Vicente Del Bosque é marcado pela grande posse de bola, pela qualidade e quantidade de toques, um time que gira a bola de um lado para o outro com muita facilidade para buscar os espaços. Quando não tem a bola, faz uma marcação por zona, em bloco, diminuindo o campo de jogo do adversário.

FINAL Copa - Holanda x Espanha

Holanda x Espanha, um jogo completamente aberto, sem favoritos, onde duas escolas bem diferentes se enfrentarão em busca da tão sonhada taça de campeão da Copa do Mundo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Holanda - Wesley Sneijder - 18 dias



Wesley Sneijder
Clube - Internazionale
Posição - Meia
Idade - 25
Altura - 1,70
Peso - 67

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Visão na África - HOLANDA

Somente 42 dias para ser iniciado o Mundial na África do Sul, e prosseguimos com as análises das favoritas a levantar o troféu. E a bola da vez, é a poderosa seleção holandesa.

Velocidade e técnica apurada são os carros-chefes da esquadra de Bert Van Marwijk, que simplesmente passeou nas Eliminatórias e foi a primeira seleção na Europa a assegurar sua vaga, com espetaculares 100% de aproveitamento. Na EuroCopa, um desempenho fulminante na primeira fase e um frustrante nas quartas de final, quando caiu para a Rússia de Arshavin e Cia. Um excelente plantel e aparições brilhantes são as esperanças dos torcedores de que agora sim, a Laranja Mecânica, fatura a tão desejada Copa do Mundo.


HOLANDA


Koninklijke Nederlandse Voetbalbond
Ranking FIFA: 4º

Copas Disputadas: 9

Melhor Colocação: Vice-Campeã (1974 e 1978)

Em 2006: 11º colocada

Provavel Convocação:

GOLEIROS: Marteen Stekelenburg (Ajax); Piet Velthuizen (Vitesse); Michel Vorm (Utrecht).

DEFENSORES: Edson Braafheid (Celtic); Giovanni Van Bronckhorst (Feyenoord); John Heitinga (Everton); Joris Mathijsen (Hamburgo); Andre Ooijer (PSV); Ron Vlaar (Feyenoord); Gregory Van Der Wiel (Ajax).

MEIO CAMPISTAS: Ibrahim Afellay (Ajax); Mark Van Bommell (Bayern München); Orlando Engelaar (PSV); Nigel De Jong (Manchester City); Wesley Sneijder (Internazionale); Rafael Van Der Vaart (Real Madrid); Demy De Zeeuw (Ajax); Eljero Elia (Hamburgo).

ATACANTES: Ryan Babel (Liverpool); Arjen Robben (Bayern München); Dirk Kuyt (Liverpool); Robin Van Persie (Arsenal); Klaas Jan Huntelaar (Milan).

TIME BASE: Marteen Stekelenburg; John Heitinga, Andre Ooijer, Joris Mathijsen e Giovanni Van Bronckhorst; Mark Van Bommell, Nigel De Jong e Wesley Sneijder; Arjen Robben e Robin Van Persie; Dirk Kuyt.

TÉCNICO: Bert Van Marwijk

O CARA: Arjen Robben



Após sair do Real Madrid e se livrar das lesões, Robben se firmou como titular absoluto, astro maior e principal responsável por conduzir o Bayern München à luta pelo título alemão e a final da UEFA Champions League. Veloz e habilidoso, Robben também é dono de potente e certeiro chute de longa distância. Em ótima fase, o meia-atacante é uma das grandes estrelas do mundial e certamente a maior aposta dos holandeses.

OLHO NELE: Wesley Sneijder



Assim como Robben, ex-jogador do Real Madrid e finalista da UEFA Champions League, mas pela Internazionale. O criativo meia tem como pontos fortes a sua qualidade nos passes, ótima visão de jogo, belos lançamentos e a perfeição na bola parada. Também vive fase espetacular e pode se destacar ainda mais ajudando os Laranjas a irem longe na Copa.

O PEREBA: Klaas Jan Huntelaar


O centroavante do Milan é o tipo grosseiro, caneludo. Tem sérias dificuldades no domínio de bola, habilidade zero, perde gols extremamente fáceis e não sabe fazer a de pivô. Resumindo: Alguém já conseguiu achar a função de Huntelaar em campo? Eu ainda não consegui. Fazendo uma comparação, ele é um Souza (centroavante reserva do Corinthians) piorado.

PONTO FORTE: Velocidade

O grande trunfo da seleção holandesa é sem dúvidas a sua velocidade. Jogadores leves e técnicos permitem à Laranja um jogo rápido e envolvente capaz de furar qualquer defesa e levar o time as vitórias.

PONTO FRACO: Defesa

Essa foi a grande missão de Van Marwijk quando assumiu o cargo de treinador da seleção holandesa, consertar a zaga. Com jogadores lentos e desorganizados, a defesa laranja é presa fácil para seus rivais. Às vésperas do Mundial, o técnico busca cumprir esse desafio, mas sua retaguarda ainda causa calafrios nos torcedores e pode por tudo a perder na África.