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domingo, 21 de outubro de 2012

Brasil e Argentina: Os subestimados ganham uma cara e mostram seu valor

Na última Copa América, disputada na Argentina em 2011, menos de 24 horas separaram as eliminações de Argentina e Brasil, perante Uruguai e Paraguai, respectivamente. Ali, muitos ousaram afirmar que as duas grandes potências do futebol sul-americano estavam decadentes e caminhavam rumo a um vexame no Mundial de 2014.

Pouco mais de um ano se passou e hoje a situação é bem diferente.

Mano Menezes foi mantido no cargo após a queda na competição continental, e principalmente, após o fracasso nos Jogos Olímpicos. E foi a partir dos jogos que o treinador brasileiro começou a repensar na forma de jogar de sua equipe.

Sim, concordo que os adversários não foram lá grandes coisas – embora o Japão, que venceu a França alguns dias antes, tenha seu valor. Mas a maneira como o time se portou em seus últimos amistosos foi sim animadora.

Mano mantém o seu sistema tático preferido na formação do time titular, o 4-2-3-1, no entanto, abriu mão de um pivô no comando do ataque, da referência ofensiva que geralmente as equipes adeptas a tal esquema utilizam.

E assim, sem essa figura na frente, a seleção brasileira fez dois bons jogos, diante de Iraque e Japão.

Contra a equipe comandada por Zico, Mano ainda pôde contar com Marcelo na lateral esquerda, e sem Daniel Alves, utilizou Adriano do outro lado, com a dupla de zaga considerada pelo treinador como ideal completando a linha de quatro defensores – diante da seleção nipônica, sem o lateral do Real Madrid, o treinador teve que improvisar Leandro Castan na beirada esquerda, e funcionou muito bem, defensivamente.

À frente, uma dupla de volantes leves e de boa chegada no campo de ataque, com Paulinho e Ramires. E a boa chegada rendeu frutos, já que o volante corintiano foi o responsável pelo gol que abriu caminho para a goleada diante do Japão, e Ramires teve um gol mal anulado no mesmo confronto. Porém, embora tenham mostrado eficiência nos dois amistosos, ainda tenho certo pé atrás com a dupla formada por dois homens de maior volume ofensivo que defensivo, e gostaria de ver a dupla ser testada contra um adversário mais forte, que pode ser já no próximo amistoso, contra a perigosa seleção colombiana, no próximo dia 15 de novembro.

Mas foi o quarteto ofensivo quem mais animou – bem, eu pelo menos me animei. A volta de Kaká dá ao time o toque de experiência que faltava, isso pra não falar na qualidade do camisa 8, tanto no toque de bola quanto nas boas e velhas arrancadas com as quais todos estamos acostumados.

O meia madridista foi escalado no flanco esquerdo da linha de três armadores, com Oscar articulando pela faixa central e Hulk no lado oposto, porém, a movimentação constante e as transições em velocidade, faziam com que ninguém guardasse posição, nem mesmo o “centroavante” Neymar, escalado como a referência ofensiva, mas que sai abrindo espaço para quem vem de trás, como nos dois gols de Oscar diante do Iraque, ou na chegada de Paulinho contra o Japão, que desperdiçou a oportunidade de fazer seu segundo no jogo menos de cinco minutos após abrir o marcador.

Só quem ainda está meio fora de órbita nesse quadrado – que se não chega a ser mágico, tem lá seus truques – é Hulk. O atacante do Zenit parece meio perdido com a velocidade dos passes e da movimentação dos outros três homens. Particularmente, ainda gostaria muito de ver Lucas como titular ao lado do trio.

De mais a mais, Mano Menezes parece enfim estar encontrando o seu time ideal, que ainda carece de alguns ajustes, é verdade, mas já ganha uma cara e dá sinais que será um anfitrião duro no Mundial que se aproxima.

BrasilSeleção que goleou o Japão: O mesmo 4-2-3-1 de sempre, Castan improvisado na lateral esquerda e Adriano na direita, ocupando as vagas dos incontestáveis Marcelo e Daniel Alves. Na frente, movimentação e velocidade caracterizam o quarteto, que vira quinteto ou sexteto de acordo com as subidas da ofensiva dupla de volantes.

Assim como a Argentina, que não é anfitriã, mas também dá indícios de que chegará muito forte à Copa do Mundo.

Ao contrário de Mano Menezes, o ex-treinador da Argentina, Sergio Batista, não resistiu à queda na Copa América e assim cedeu o cargo de comandante do selecionado albiceleste ao atual treinador Alejandro Sabella.

Sob o comando de Sabella, a Argentina lidera com campanha impecável as Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2014. São 20 pontos conquistados em seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota, diante da Venezuela, quarta colocada no qualificatório. Além disso, o técnico tem dois amistosos comandando a seleção, ambos contra o Brasil. No primeiro, vitória por 4 a 3. No segundo, o tal “Superclássico das Américas”, contando apenas com jogadores que atuem nos dois países, vitória brasileira por dois tentos a um, em Goiânia.

Mas o principal trunfo do treinador não está nos resultados, e sim, na mudança da postura da equipe, que passou a jogar em torno de Lionel Messi, e assim, fez crescer o futebol do melhor jogador do mundo com a camisa da seleção.

Com Sabella, Messi evoluiu e passou a render próximo do que rende no Barcelona e principalmente, ser decisivo. “La Pulga” é o artilheiro da seleção na “Era Sabella”, com 10 gols, sendo 7 pelas Eliminatórias e mais três marcados contra o Brasil, no amistoso vencido pelos hermanos.

Isso acontece porque Sabella encontrou, enfim, uma forma de posicionar o baixinho de maneira parecida com a que Messi atua no Barça. Um 4-3-1-2/4-3-3, onde o craque alterna as funções de enganche e centroavante, ambas com maestria, como no primeiro gol por ele anotado na vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai, onde Messi, como um camisa 10, lançou Di Maria e em seguida, apareceu na área, como um legitimo camisa 9, para concluir o cruzamento do meia madridista. Meia e centroavante na mesma jogada. Arco e flecha.

ArgentinaO time que encarou o Uruguai: 4-3-1-2 que alterna para 4-3-3, de acordo com a movimentação de Messi.

E assim, guindada pelo crescimento do futebol de sua estrela maior, a Argentina mostra seu valor, e a exemplo do Brasil, também dá sinais de que não virá ao Mundial a passeio.

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Neymar e Messi, estrelas maiores de duas seleções ascendentes.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O despertar da Pulga e o renascimento Albiceleste

A incansável busca de Sergio Batista por um sistema de jogo onde Messi se adapte melhor e possa render na seleção, no mínimo, algo próximo do que rende no Barcelona, parece ter chegado ao fim. Isso porque na noite de ontem, o melhor do mundo deu show na goleada argentina por três a zero sobre a frágil seleção costarriquenha.

As alterações de Batista, tanto no sistema de jogo – saindo do 4-3-3 dos dois primeiros jogos, para um 4-2-3-1 – quanto nas peças, tornaram o time mais leve e mais compacto, facilitando o toque de bola e trazendo de volta a tona o bom e velho “toco y me voy” albiceleste.

Argentina x Costa Rica

Formações iniciais: Argentina em um 4-2-3-1, com Messi pela direita e Di Maria por dentro, encostando no melhor do mundo ou abrindo espaço para as subidas de Gago. 

Apesar do erro na distribuição das peças, com Messi preso à beirada direita do gramado e Di Maria articulando pela faixa central, a movimentação dos dois confundiu a marcação adversária e empurrou a Argentina para um primeiro tempo avassalador.

A entrada de Gago no lugar de Banega qualificou o meio campo, com bons passes e servindo como opção para tabelas em velocidade, além de boas subidas ao ataque, como na que originou o primeiro gol, quando o camisa 20 soltou a bomba de fora da área e Aguero apareceu para aproveitar o rebote do goleiro Moreira.

O gol deu tranqüilidade a um time que já demonstrava claros sinais de nervosismo diante das inúmeras oportunidades desperdiçadas, especialmente por Higuain, que por ansiedade ou falta de pontaria, não aproveitava as chances que lhe eram oferecidas pelo melhor jogador em campo, Messi.

Partindo da direita para dentro, driblando, tabelando e servindo seus companheiros, o camisa 10 fazia uma apresentação de gala, que só veio a ser coroada de fato na segunda etapa, quando a equipe voltou com a formação dos primeiros jogos, um 4-3-3 com “La Pulga” atuando como “falso nove”, Higuain e Aguero abertos, buscando as entradas em diagonal e Di Maria como meia esquerda, fazendo a aproximação ao melhor jogador do mundo.

De volta à posição onde joga, nas costas dos volantes adversários, Messi sobrou e desfilou parte de seu repertório genial. Primeiro, em boa triangulação que começou com Higuain deixando com Leo, que achou Aguero entrando em diagonal pela esquerda para fazer o segundo da Argentina, o seu terceiro na Copa América, artilheiro da competição. Segundo quando o camisa 10 partiu com a bola dominada e serviu Di Maria, que soltou a bomba, liquidou a fatura e assegurou a classificação argentina. No fim, Messi ainda apareceu novamente, dessa vez para servir Lavezzi, que acabou batendo na trave e desperdiçando a chance de se redimir da má impressão deixada nas duas primeiras partidas.

Argentina x Costa Rica 2

Na segunda etapa, Argentina voltou ao 4-3-3 e Messi à função de “falso nove”. Com Aguero e Di Maria penetrando em diagonal, funcionou.

Entendo que a Costa Rica, por mais que tenha um bom time, não é parâmetro, mas as quase 30 finalizações argentinas não surgiram apenas pela fragilidade do oponente. Batista parece ter enfim acertado a mão e achado o time ideal, ganhando força psicológica e taticamente para a próxima fase. Com um Aguero sedento por gols, um Messi “acesso” e o fator casa, a Argentina está cada vez mais viva na disputa pelo caneco.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pinceladas nas Seleções

Durante o fim de semana, esse que vos escreve teve a oportunidade de conferir algumas das principais seleções do planeta em campo, sejam em amistosos (casos de Brasil e Argentina), seja pelas Eliminatórias da Eurocopa (casos de Espanha, Inglaterra e Alemanha), e fazer analises sobre as mudanças que essas cinco potencias do futebol sofreram desde o mundial na África do Sul.

ESPANHA

Começando pela campeã mundial, que recebeu a República Tcheca no Nuevo Los Cármenes, em Granada e passou por duras penas para conseguir a vitória e a sustentação dos 100% de aproveitamento no Grupo I das Eliminatórias para a Euro.

EspanhaO mesmo 4-2-3-1 do Mundial, mas sem Pedro na direita; com Navas, time perde em força ofensiva e presença de área.

Foram apenas duas mudanças com relação ao time que bateu a Holanda na decisão em Johanesburgo, ambas por lesão. Puyol, substituído por Arbeloa, que entrou na lateral direita deslocando Sergio Ramos para a quarta zaga e Pedro, que cedeu lugar a Jesus Navas na ponta direita do 4-2-3-1 de Del Bosque.

Apesar da manutenção da principal característica espanhola, a posse da bola em demasia, trabalhando a criança em toques rápidos e curtos até a área adversária, a ausência de Pedro foi extremamente sentida pela seleção vermelha.

Além do entrosamento natural com os outros dois meias, Pedro dá ainda, mais opção para a Fúria, seja encostando em Villa para uma possível triangulação, seja nas penetrações em diagonal (dando opção para os ótimos lançamentos de Xavi), jogada costumeiramente vista no Barcelona. Jesus Navas dá profundidade ao time, mas não tem o poder de fogo da jovem promessa blaugrana, com isso, o time perde em opção, deixando apenas para o camisa sete a missão de arrematar, que ele cumpriu com a eficiência que lhe é peculiar, anotando os dois tentos que garantiram os três pontos – o gol da Republica Tcheca foi feito por Plasil.

INGLATERRA

O English Team foi ao Millenium Stadium, em Cardiff, encarar a seleção de País de Gales e fez mudanças significativas na equipe, a começar pela formação tática.

England No 4-1-4-1 de Capello, Bent isolado e contando com as boas aproximações dos wingers. Destaque para a dupla “box-to-box” Wilshere e Lampard.

O tradicional 4-4-2 ortodoxo foi substituído por um 4-1-4-1 ousado e veloz, tendo Rooney e Young como wingers, e Darren Bent como pivô, mas o destaque da partida fica por conta do trio de meias.

A começar por Scott Parker, que fez ótima partida à frente da defesa. Mais avançados, Wilshere e Lampard se entenderam muito bem e foram os destaques da equipe, tanto na retomada da pelota, quanto na distribuição da criança, girando bem em busca de espaços. Há de se levar em conta a fragilidade da seleção galesa, mas não se pode desconsiderar a excelente atuação do trio que dá uma boa dor de cabeça para Capello.

Onde encaixar Gerrard no time quando esse estiver disponível? Eu recuaria Wilshere para a função de cabeça de área e escalaria o meia do Liverpool no lugar de Parker.

ALEMANHA

Em Kaiserslautern, a seleção que encantou o planeta na Copa do Mundo recebeu a fraquíssima seleção do Cazaquistão e bateu com facilidade por quatro tentos a zero, com dois gols de Muller e dois do infindável artilheiro Klose.

Germany Praticamente o mesmo time  utilizado no Mundial; muito dependente dos contragolpes.

Joachim Löw manteve o mesmo 4-2-3-1 da terceira colocação na África, com apenas duas mudanças. Na quarta zaga, Badstuber assumiu a posição de Friedrich e na lateral esquerda, Aogo herdou a camisa de Jérôme Boateng.

Apesar da fraqueza do adversário, que não impunha nenhum tipo de risco aos alemães, ficou evidente a dificuldade da seleção germânica em ter a responsabilidade do jogo. No mundial, a estratégia era clara: deixar a posse de bola com o oponente e sair em contra ataques quase sempre letais. Foi assim que os alemães golearam Inglaterra e Argentina. Como a equipe cazaque não saia de seu campo de defesa – até pela baixa qualidade técnica, a alternativa alemã foi a bola parada, origem de três dos quatro gols.

ARGENTINA

Ficou muito clara a estratégia de Sérgio Batista: tentar “trazer” o Barcelona para a seleção albiceleste.

Argentina O 4-3-3 de Batista com Messi atuando como um falso 9: Qualquer semelhança com o Barcelona não é mera coincidência.

Em busca do perfeito desempenho do melhor jogador do mundo com a camisa da seleção, o treinador argentino tenta reproduzir o esquema de jogo ao qual Messi está mais que acostumado. O 4-3-3 com o camisa 10 atuando como um falso 9, flutuando no espaço entre a zaga e os volantes adversários.

Do meio pra frente, a cópia funcionou muito bem, com boas subidas de Cambiasso e Banega e a aproximação de Di Maria e Lavezzi, a Argentina com boas triangulações produziu diversas oportunidades e fez de Howard o homem do jogo.

O que Batista parece ter esquecido é da forma como o time catalão se defende. Se defender mantendo a bola nos pés é algo visto apenas na equipe de Guardiola, e é algo inimaginável para uma seleção devido à falta de tempo para um entrosamento perfeito que permitiria tal estilo de atuação.

Particularmente, gostaria de ver Tevez ou Kun Agüero como um dos wingers no lugar de Lavezzi, acredito que possa dar mais qualidade à trinca ofensiva argentina, mas Batista deve concentrar suas preocupações sobre o seu frágil setor defensivo – que apesar de ainda ser fraco, evoluiu muito com relação à Copa.

BRASIL

Jogando “em casa” no Emirates Stadium, a seleção brasileira não encontrou grandes dificuldades para superar a frágil Escócia.

Brasil O posicionamento de Elano e Jadson foi o grande problema na seleção perante à fraca Escócia. Esperança na volta do maestro Ganso.

Utilizando o mesmo 4-2-3-1 que já vinha utilizando, Mano Menezes resolveu trazer de volta alguns jogadores que se salvaram na campanha na África do Sul como Lúcio e Elano. Ao contrário do que eu imaginava, o santista atuou como enganche enquanto Jadson ocupou a faixa direita do meio campo.

Em minha opinião, um equivoco do treinador canarinho, que poderia ter invertido o posicionamento da dupla, colocando ambos para fazerem as mesmas funções que já fazem em seus clubes. Esse posicionamento deixou os dois meias perdidos em campo e dificultou a criação de jogadas.

Essa criação só foi surgir quando Neymar deixou a ponta esquerda do campo e passou a flutuar desse setor para a faixa central, jogando mais próximo do gol. Esse deslocamento do camisa 11 abriu o corredor para a descida de André Santos (que aproveitou muito bem a oportunidade dada com a lesão de Marcelo) e o lateral pôde fazer o passe para a jóia santista abrir o marcador – ampliou na etapa final em cobrança de pênalti.

A expectativa pelas voltas de Ganso e Pato (apesar da boa participação de Leandro Damião) e a boa entrada de Lucas nos trazem uma esperança de ver uma seleção não apenas sólida defensivamente, mas ágil e letal ofensivamente, como estamos (mal) acostumados.

sábado, 3 de julho de 2010

Jogo 59 – Argentina 0x4 Alemanha

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Foi um show de bola, uma verdadeira aula. Aula de bom futebol, de talento, e acima de tudo, de coletividade. A Alemanha atropelou a Argentina e deixou claro para o planeta que é a maior favorita à conquista do Mundial.

O massacre começou cedo, aos dois minutos Schweinsteiger cobrou falta da esquerda, Muller se antecipou a Otamendi e desviou de cabeça para o gol. Um gol no começo que mudou todo o panorama da partida, fazia com que a Argentina tivesse que sair mais pro jogo e dava espaços aos perigosos contra ataques alemães, que por pouco não resultou no segundo tento aos 23 minutos quando Klose finalizou por cima após boa jogada de Muller. Os primeiros chutes argentinos só surgiram após mais de meia hora de jogo, com Di Maria e Higuain, ambos saíram fracos e fáceis para a defesa de Neuer.

Na volta do intervalo, os argentinos pareciam ainda mais dispostos em buscar a igualdade e passaram a manter mais a posse da bola e a trocar passes mais próximos da área alemã, assim começaram a levar mais perigo, primeiro com Di María, depois com Tevez e Higuain. No entanto, aos 23 minutos um duro golpe para os comandados de Maradona, naquele que era o seu grande ponto fraco nessa Copa, o lado direito da defesa, com Otamendi e Demichelis, o setor se tornou a mina de ouro. E foi assim que Muller, mesmo caído na frente de Demichelis conseguiu lançar Podolski livre, dentro da área, o camisa 10 rolou para Klose ampliar a vantagem.

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Na transmissão da ESPN Brasil, Mauro Cezar Pereira foi muito feliz ao fazer a comparação do time alemão com o pugilista que bate sempre no ponto fraco do seu adversário, o nocauteando aos poucos até derrubar.

E foi assim, com requintes de crueldade que a Alemanha, sempre pelo seu lado esquerdo, explorando a fragilidade argentina naquele lado do campo, fez a alvi celeste beijar a lona. Primeiro, aos 29 minutos, quando Schweinsteiger pegou a bola na lateral do campo, fez linda jogada até a pequena área adversária e passou para Friedrich fazer o terceiro gol. E já no fim, com uma Argentina completamente atordoada, o tiro de misericórdia veio com Klose, que arrematou de primeira o belo cruzamento de Özil. Foi o 14º gol do alemão em Copas do Mundo, se igualando a Gerd Muller e ficando a apenas um tento do maior artilheiro das Copas, Ronaldo.

O que se viu hoje no GreenPoint foi a vitória de um time organizado, obediente taticamente, talentoso, rápido e mortal nos contra ataques e que sabe muito bem se aproveitar das fraquezas de seu adversário. Um verdadeiro conceito de time, que sabe se defender sem a bola e com ela, dá espetáculo.

FICHA TÉCNICA:
ALEMANHA 4 X 0 ARGENTINA

Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo (África do Sul)
Público: 63.100 espectadores
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h (horário de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Rafael Ilyasov e Bakhadyr Kochkarov (UZB)
Cartões amarelos: Müller (ALE) Otamendi (ARG)
Gols: Müller, aos 2min do 1° tempo, e Klose, aos 23min e aos 44min, e Friederich, aos 29min do 2° tempo

Argentina: Romero; Otamendi (Pastore), Burdisso, Demichelis e Heinze; Mascherano, Maxi Rodriguez, Di María (Agüero) e Messi; Tevez e Higuaín
Técnico: Maradona

Alemanha: Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira, Schweinsteiger, Podolski, Özil e Muller; Klose
Técnico: Joachim Löw

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domingo, 27 de junho de 2010

Jogo 52 – Argentina 3x1 México

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Ao contrário do que muitos previam, o jogo começou bastante equilibrado, com o México marcando muito o meio campo argentino e saindo bem quando tinha a posse de bola, criando bons lances, especialmente em chutes de longa distância. E foi assim, que por pouco os aztecas não abriram o placar, quando o chute de Salcido explodiu no travessão. Em outro bom lance, Guardado bateu da entrada da área e a bola caprichosamente passou rente à trave direita de Romero.

Os argentinos sentiam enorme dificuldade em chegar na área adversária, especialmente pelo sumiço da dupla de armadores Maxi Rodriguez e Dí Maria. No entanto, aos 26 minutos, Messi aproveitou erro de passe dos mexicanos, avançou com a bola e tentou o chute, Perez deu rebote e o mesmo Messi tocou por cima, Tevez em impedimento tocou de cabeça para o gol. O lance foi mostrado no telão do estádio, o que causou grande confusão e desconforto na arbitragem. O gol com o erro atordoou os mexicanos, e aos 32 minutos o lateral Osorio cometeu erro grotesco, dando a bola nos pés de Higuain, que ainda driblou o goleiro antes de marcar o segundo gol argentino e o seu quarto no Mundial, se isolando na artilharia.

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O México voltou melhor na etapa final, mas Tevez jogou uma ducha de água fria nas pretensões mexicanas logo aos sete minutos, quando acertou uma bomba de fora da área e marcou um golaço. A alvi celeste relaxou após o gol e só o México jogou, tanto que aos 25 minutos Heinze salvou em cima da linha o chute de Giovanni dos Santos e logo no minuto seguinte, após boa troca de passes, Chicarito Hernandéz bateu forte no canto de Romero para diminuir e dar números finais a partida.

A Argentina não jogou bem mas se sobressaiu graças ao talento individual de seus jogadores e do erro de arbitragem. Ficou muito claro a falta que Verón faz para a equipe. A alviceleste repete o caminho de 2006, quando encarou o México nas oitavas e a Alemanha nas quartas e caiu nos penaltis. Dessa vez, espera-se uma melhor sorte nesse que promete ser um dos melhores jogos desse Mundial.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 3X1 MÉXICO

ESTÁDIO: Soccer City, Johannesburgo
ÁRBITRO: Roberto Rossetti (ITA)
AUXILIARES: Paolo Calcagno e Stefano Ayroldi
CARTÕES: Rafa Márquez (MEX)
GOLS: Tévez (1-0), 26'/1ºT; Higuaín (2-0), 32'/1ºT; Tévez (3-0), 8'/2ºT; Hernández (3-1), aos 25'/2ºT

ARGENTINA: Romero; Otamendi, Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez (Pastore, 41'/2ºT) e Di María (Jonás Gutiérrez, 33'/2ºT); Messi, Tévez (Verón, 23'/2ºT) e Higuaín
T: Diego Maradona

MÉXICO: Pérez; Osorio, Rodríguez, Rafa Márquez e Salcido; Torrado, Guardado (Guillermo Franco, 16'/2ºT) e Juarez; Giovanni dos Santos, Bautista (Barrera, intervalo) e Javier Hernández
T: Javier Aguirre

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Jogo 36 – Grécia 0x2 Argentina

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A Argentina entrou em campo com um time bastante modificado, apenas 4 jogadores do time considerado titular por Maradona foram pro jogo. Romero, Demichellis, Verón e o astro Lionel Messi, que pediu para jogar e de quebra vestiu a braçadeira de capitão.

E mesmo com o time desfigurado e a Grécia tendo a obrigação de vencer para sonhar com a vaga, a Argentina dominou completamente o jogo. Dominou a tal ponto de que aos 15 minutos de jogo se via com 83% da posse de bola, um número absurdo. A seleção grega se portou como de praxe, na retranca, formando uma linha de cinco homens na entrada da área, uma outra linha com quatro homens um pouco a frente e o solitário Samaras no comando do ataque. Algo inimaginável para quem precisa vencer um jogo. Com tal ferrolho, o time argentino por mais que tinha a posse da bola, não conseguia criar grandes chances, especialmente pela bela marcação sobre o capitão Messi, que sempre que dominava a bola, tinha um jogador na marcação e outros dois na cobertura. Diante disso, o primeiro tempo foi um tanto chato, sonolento, sem grandes chances.

Na volta do intervalo, um lance serviu para animar um pouco mais o jogo, e se engana quem pensa que essa chance foi da Argentina. Em falha de Demichellis, Samaras ficou cara a cara com Romero e bateu pra fora. Mas logo a Grécia voltou a se fechar e a Argentina continuou martelando, até que aos 33 minutos, enfim saiu o gol. Em cobrança de escanteio de Di Maria, Demichellis tentou o cabeceio que foi travado, mas fuzilou na sobra para abrir o marcador. No fim da partida, Messi resolveu aparecer mais, e por pouco não marcou o seu. Primeiro fez boa jogada pela esquerda e soltou a bomba na trave, e no segundo lance, arriscou de fora da área, o goleiro espalmou e no rebote Martin Palermo bateu para ampliar.

Argentina venceu mais uma e garantiu o primeiro lugar e o jogo merece alguns destaques. Lionel Messi segue sem marcar no Mundial, e justamente na sua pior atuação entre as três até agora, ganhou da FIFA o prêmio de melhor em campo. Dos testes feitos por Maradona, Javier Pastore que entrou no segundo tempo foi o melhor deles. O meia do Palermo entrou muito bem, centrou bem o jogo, controlou a partida, fez belos lançamentos e criou uma boa dor de cabeça no técnico Diego Armando Maradona.

FICHA TÉCNICA

GRÉCIA 2x0 ARGENTINA

ESTÁDIO: Peter Mokaba, Polokwane (AFS)
DATA E HORA: Terça-feira, 22 de junho de 2010, às 15h30 (de Brasília)
ÁRBITRO: Ravshan Irmatov (UZB)
AUXILIARES: Rafael Ilyasov e Bakhadyr Kochkarov (UZB)
CARTÕES AMARELOS: Katsouranis (GRE)
GOLS: Demichelis, 33'/2ºT, Palermo, 43'/2ºT

GRÉCIA: Tzorvas, Vyntra, Karagounis, Papadopoulos e Torosidis (Patsa, 9'/2ºT); Moras, Sokratis, Katsouranis (Ninis, 9'/2ºT), Karagounis (Spyropoulos, intervalo) e Tziolis; Samaras
T: Otto Rehhagel

ARGENTINA: Romero, Otamendi, Burdisso, Demichelis e Clemente Rodríguez; Bolatti, Verón e Maxi Rodríguez (Di María, 18'/2ºT); Messi, Agüero (Pastore, 31'/2ºT) e Milito (Palermo, 35'/2ºT)
T: Diego Maradona

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Jogo 18 – Argentina 4-1 Coreia do Sul

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FIFA-Wold-Cup-Logo A Seleção Argentina goleou a Coreia do Sul por 4 a 1 na manhã desta quinta-feira, no estádio Soccer City. Com uma grande exibição do seu setor ofensivo, os argentinos chegaram a sua segunda vitória e praticamente asseguraram a vaga para as oitavas de final na África do Sul. Gonzalo Hinguaín “Pipita” se destacou na partida anotando um Hat-Trick.

Ainda muito criticado como treinador, Maradona viu sua seleção dominar durante os 90 minutos e conquistar um placar elástico contra uma esforçada Coreia do Sul. Um gol contra de Park Chu-Young, logo no início do jogo, abriu o caminho para a goleada dos Hermanos. Mas se no setor ofensivo a Argentina funciona muito bem, a defesa continua mostrando fragilidade e nervosismo, e acabou sofrendo um gol em falha de Demichelis. A Coreia do Sul ainda teve outras grandes oportunidades, mas esbarrou na falta de competência de seus jogadores nas finalizações.

FICHA TECNICA


ARGENTINA 4 X 1 COREIA DO SUL

Estádio: Soccer City, Johannesburgo (AFS)
Data-Hora: 17/6/2010 - 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Frank de Bleeckere (BEL)
Auxiliares: Peter Hermans (BEL) e Walter Vromans (BEL)
Público: 82.174 presentes
Cartões amarelos: Gutiérrez, Mascherano e Heinze (ARG); Yeom Ki-Hun e Lee Chung-Yong (COR)
Cartões vermelhos: Não houve.
GOLS: Park Chu-Young (contra) 17'/1ºT (1-0), Higuaín 33'/1ºT (2-0), Lee Chung-Yong 46'/1ºT (2-1), Higuaín 31'/2ºT (3-1) e Higuaín 34'/2ºT (4-1)

ARGENTINA: Romero, Gutierrez, Demichelis, Samuel (Burdisso 23'/1ºT), Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez, Di Maria; Messi, Higuaín (Bolatti 36'/2ºT) e Tevez (Agüero 29'/2ºT) - Técnico: Maradona.

COREIA DO SUL: Jung Sung-Ryong, Oh Beom-Seok, Cho Yong-Hyung, Lee Jung-Soo e Lee Young-Pyo; Ki Sung-Yueng (Kim Nam-Il - Intervalo), Kim Jung-Woo, Lee Chung-Yong, Park Ji-Sung e Yeom Ki-Hun; Park Chu-Young (Lee Dong-Gook 36'/2ºT) - Técnico: Huh Jung-Moo.

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sábado, 12 de junho de 2010

Copa do Mundo – 2º dia

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O segundo dia de Copa do Mundo começou com um jogo onde o nível técnico não era de grande primasia. E com um pouco mais de organização e muito mais talento, a Coréia do Sul bateu a frágil seleção da Grécia por 2 a 0, com gols de Lee Jung Soo e Park Ji Sung. O time asiatico larga na frente na briga pela segunda vaga do grupo ( levando em conta que a primeira deve ficar com a cabeça de chave Argentina), e pelo bom futebol apresentado, pode dar trabalho. Já a Grécia, se mostrou uma seleção fraca, sem variações de jogo e sem recursos para agredir o adversário.

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No segundo cotejo do dia, muita expectativa em torno da estréia da Argentina contra a Nigéria. E os argentinos não decepcionaram, derrotaram os africanos por 1 a 0, gol de Heinze, mas poderia ter sido muito mais não fosse a brilhante atuação do goleiro Eneyama. Messi, ao contrário do que muitos dizem, jogou muito bem pela sua seleção, chamou o jogo pra si, partiu pra cima diversas vezes e só não marcou o seu devida a excelente partida do arqueiro adversário. No entanto, nem tudo são flores no reino de Maradona. Ficou evidente uma deficiência na marcação da alvi-celeste, especialmente pelo lado direito, onde Jonás Gutierrez joga na lateral, fora de sua posição original e ainda não conseguiu se encaixar no quarteto defensivo hermano.

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Já na terceira e última partida desse segundo dia de Mundial, um clássico entre Inglaterra e Estados Unidos. E começou quente, com um gol de Gerrard abrindo o placar para os ingleses logo aos 4 minutos de jogo. A partir daí, o jogo esfriou, a seleção inglesa passou a cadenciar mais a partida e os americanos buscavam o empate em raros contra ataques, e em uma roubada de bola no fim da primeira etapa, Dempsey arriscou de longe, sem muitas pretensões e...um FRANGAÇO do goleiro inglês Robert Green. Como já foi alertado aqui mesmo no blog, os goleiros do English Team não transmitem confiança aos seus torcedores e é o grande ponto fraco da seleção de Fabio Capello. No segundo tempo, a Inglaterra bem que buscou o gol da vitória, mas parou na falta de pontaria de seus atacantes e nas belas defesas de Howard, que ao contrário de Green, ajudou sua seleção a garantir um precioso ponto.

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Amanhã, no terceiro dia de Copa do Mundo, mais três jogos. Fechando o grupo C, Argélia e Eslovênia vão a campo lutar pela liderança do grupo as 8:30. As 11h, Gana e Sérvia abrem o grupo D, e encerrando os jogos do dia, a cabeça de chave Alemanha encara a Austrália as 15:30.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Argentina - Lionel Messi - Falta 01 Dia



Lionel Messi
Clube: Barcelona
Posição: Atacante
Idade: 22
Altura: 1,69
Peso: 67

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Argentina - Carlos Tevez - 11 dias



Carlos Tevez
Clube - Manchester City
Posição - Atacante
Idade - 26
Altura - 1,71
Peso - 75

domingo, 23 de maio de 2010

Argentina - Diego Milito - 19 dias



Diego Milito
Clube - Internazionale
Posição - Atacante
Idade - 30
Altura - 1,83
Peso - 78

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fantástico... simples assim...



Lionel Messi vem de uma linhagem nobre de jogadores, está assombrando o mundo do futebol com sua enorme maestria com a bola, as comparações são inevitáveis, porem vejo em Messi um potencial maior em relação a R.Gaucho por exemplo, o Hermano tem somente 22 anos e já vem sendo colocado no hall de grandes craques, não sem merecer, é claro, suas atuações falam por si, nos enchem os olhos ao ver uma partida de futebol, como disse um jornal da Catalunha após o jogo contra os Gunners “Não diga futebol, diga Messi”, sem exageros, La Pulga é o melhor que há em termos futebolísticos no atual momento, o dono da bola, e vai nos mostrar mais ainda na Copa do Mundo. Maradona tem o privilegio de possuir Messi em sua equipe, basta que ele deixe o que o Maestro dite o ritmo da seleção argentina, assim como faz em Barcelona, o melhor do mundo sem sombras de duvidas, e fica a pergunta no ar “O que poderá detê-lo?”

quarta-feira, 24 de março de 2010

Copa não é parâmetro para GÊNIOS. Eles são maiores que o Mundial.


O assunto da vez no universo futebolístico é Lionel Messi e o desempenho assombroso do argentino na última semana, onde marcou nada mais nada menos que oito gols em três jogos, contra Valência, Stuttgart e Zaragoza.

Diante de tais performances do baixinho, surgiu uma nova polêmica, gerada por Juan Laporta, presidente do Barcelona, ao afirmar que Lio é o melhor jogador de futebol da história. Tal declaração gerou uma enquete no diário MARCA onde surpreendentemente, o resultado foi positivo.

Fato é que vestindo a camisa do Barça, Messi já fez mais do que muitos outros grandes craques que por lá passaram, como os brasileiros Romário, Ronaldo e Rivaldo, o português Luis Figo, o dinamarquês Michael Laudrup, e o seu compatriota e técnico na seleção Diego Armando Maradona. Com o time catalão, la Pulga já conquistou três títulos de La Liga, duas vezes a UEFA Champions League, uma Copa do Rey e um Mundial de Clubes da FIFA.

No entanto, pela seleção Argentina, o “Novo Maradona” ainda não conseguiu mostrar todo o futebol que joga pelo Barcelona e que o levou à conquista do prêmio de melhor do mundo. E segundo o próprio Messi, ele está devendo com a camisa alviceleste e para se tornar uma lenda é preciso vencer uma Copa do Mundo.

Mas, afinal, quantas “lendas” encerraram suas carreiras sem o título de campeão do mundo com suas seleções? Quantos inclusive nem jogaram? Quantos foram cruciais nos fiascos de suas equipes? Cruyff, Michael Laudrup, Sócrates, Platini, Figo nunca foram campeões e são eternos. Van Basten, Puskas, Di Stefano, Weah, Giggs, jamais chegaram a disputar um mundial. Zico e Roberto Baggio perderam pênaltis em 1986 e 1994 que acabaram com os sonhos de seus países. E nem por isso esses monstros da bola e tudo o que já fizeram foram esquecidos.

Messi tem apenas 22 anos e não deveria ter toda essa ansiedade com relação ao Mundial. Tamanha obsessão pode ser prejudicial a sua brilhante carreira e a tudo o que ele ainda pode e deve escrever na história do futebol. Messi é um dos melhores jogadores de futebol do novo século e um dos maiores talentos que o mundo já viu.

Portanto, Lio, nos faça um favor: Deixe as preocupações de lado e simplesmente continue encantando o planeta com atuações fantásticas. Os amantes do bom futebol agradecem.

sábado, 20 de março de 2010

A Visão na África - ARGENTINA

A Copa do Mundo está cada vez mais perto, e a oitenta e três dias, continuamos o nosso raio-X das principais seleções. Já falamos da Alemanha, agora é hora de falar dos nossos hermanos, a Argentina.

Os argentinos vêm passando por maus bocados quando o assunto é seleção. Nessas Eliminatórias, tiveram derrotas doídas como a goleada sofrida para a Bolívia por 6x1 em La Paz e a queda para o Brasil diante de sua torcida por 3x1. Mas, ainda assim, os alvicelestes se garantiram graças a duas vitórias espetaculares e emocionantes nas duas últimas rodadas, sobre o Peru na Argentina por 2x1, com gols de Higuain e Palermo aos 47 do segundo tempo, e na última jornada bateu o Uruguai por 1x0 com gol de Bolatti. No entanto, ledo engano de quem pensa que a seleção de Maradona vai para o Mundial de cabeça baixa e que será presa fácil para os adversários. O time ganhou corpo, Don Diego está conseguindo implantar um padrão de jogo, vide a vitória sobre a Alemanha no último amistoso. Com os jogadores que tem – dentre eles o melhor do mundo - e um sistema tático definido, será difícil bater a forte Argentina.


ARGENTINA


Asociación del Fútbol Argentino

Ranking FIFA: 9º

Copas Disputadas: 14.

Melhor Colocação: Campeã (1978; 1986).

Em 2006: 6ª colocada.

Provável Convocação:

GOLEIROS: Sergio Romero (AZ Alkmaar); Mariano Andújar (Catania); Juan Pablo Carrizo (Lazio).

DEFENSORES: Nicolas Otamendi (Vélez Sarsfield); Pablo Zabaleta (Manchester City); Gabriel Heinze (Olympique Marseille); Clemente Rodríguez (Estudiantes); Walter Samuel (Internazionale); Martin Demichelis (Bayern München); Nicolás Burdisso (Roma).

MEIO CAMPISTAS: Javier Mascherano (Liverpool); Jonás Gutiérrez (New Castle); Juan Sebastián Verón (Estudiantes); Angél Dí Maria (Benfica); Mario Bolatti (Fiorentina); Esteban Cambiasso (Internazionale); Jesús Dátolo (Olimpiacos); Javier Pastore (Palermo).

ATACANTES: Diego Milito (Internazionale); Gonzalo Higuaín (Real Madrid); Carlos Tevez (Manchester City); Sérgio “Kun” Agüero (Atlético Madrid); Lionel Messi (Barcelona).

TIME BASE: Sergio Romero; Nicolas Otamendi, Walter Samuel, Martín Demichelis e Gabriel Heinze; Javier Mascherano, Jonás Gutiérrez, Juan Sebastián Verón e Angél Dí Maria; Lionel Messi e Gonzalo Higuaín.

O TÉCNICO: Diego Armando Maradona.




O CARA: LIONEL MESSI


O craque do Barcelona é a grande esperança dos hermanos para o mundial, afinal, é o primeiro argentino a vencer o prêmio de melhor jogador do mundo, e de todos os “novos Maradonas” que surgiram no país, o baixinho foi quem mais se aproximou de “Díos”. Seu estilo de jogo ofensivo, de dribles rápidos e objetivos, boa visão de jogo e excelente definição, o elevaram a um patamar acima dos demais jogadores normais. Espetacular, cruel, mágico, assim é Lio, provável grande jogador da Copa.

OLHO NELE: GONZALO HIGUAÍN


O artilheiro do Real Madrid na temporada, por pouco não foi parar na seleção francesa. Sorte de Maradona que ganhou o centroavante que procurava. Veloz, driblador e letal, “El Pipita” pode caiu nas graças da nação argentina e com certeza dará muita dor de cabeça aos zagueiros adversários.

O PEREBA: GABRIEL HEINZE


O jogador do Olympique Marseille nunca foi unanimidade por onde passou e sempre deu mostras de que é um jogador muito limitado tecnicamente. Talvez sua versatilidade seja seu único recurso, já que atua como lateral esquerdo ou zagueiro. Fraco no apoio pela lateral, lento, facilmente driblado, além de ser muito violento, capaz de jogadas ríspidas que podem comprometer o time com uma expulsão ou um pênalti.

PONTO FORTE: ATAQUE

Letal. É a melhor forma de definir o poderio ofensivo da seleção Argentina. Jogadores velozes, habilidosos e goleadores, capazes de resolver o jogo em um único lance, individual ou coletivo. Jogando no 4-1-4-1 de Maradona, apenas com Mascherano de volante, uma linha de quatro a frente e Higuaín isolado de centroavante, a Argentina é um time bastante agressivo. E ainda se dá ao luxo de ter Carlitos Tevez e Kun Agüero no banco.

PONTO FRACO: LINHA DEFENSIVA

Com jogadores pesados, lentos e fracos tecnicamente, a linha de quatro defensores da seleção Argentina é algo catastrófico. Se Maradona não der um jeito pode por o Mundial em risco por aquele setor, que pode ser melhorado com peças novas. Javier Zanetti é um jogador experiente, forte e que pode ser a solução pra ambas as laterais – especialmente a esquerda de Heinze. Burdisso é um zagueiro mais leve e mais rápido e de melhor recuperação que os titulares Samuel e Demichellis, e pode ser uma opção mais interessante para Dieguito.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Alma Argentina



Há seis meses, se fosse realizada uma enquete perguntando se a Argentina era favorita a vencer a Copa, certamente o resultado seria NÃO, afinal, a seleção alvi celeste, não vivia um bom momento e corria um sério risco de nem se classificar para o Mundial.

Pois bem, hoje, seis meses depois e a exatos 99 dias da bola rolar na África, pode-se afirmar com todas as letras que a Argentina é favorita SIM, e é uma das mais fortes seleções desse Mundial.

Sabemos que no grupo de Maradona tem jogadores extremamente talentosos, capazes de resolver um jogo em um único lance. A propósito, em questão de talento a Argentina não fica atrás de nenhuma seleção, pois conta com jogadores como Messi, Tevez, Higuaín, Verón, Di Maria, Cambiasso, e ainda se dá ao luxo de ter no banco de reservas nomes como os de Diego Milito e Kun Agüero.

Algo muito contestado na seleção sempre foi o técnico. Ninguém nunca viu em Don Diego um treinador de verdade. O que faz sentido, afinal, em pouco mais de um ano de comando, Maradona já convocou mais de 120 jogadores, não firmou um grupo e muito menos deu um padrão de jogo ao time.

No entanto, se Dieguito não é um senhor estrategista, não manja tão bem quanto os outros treinadores sobre táticas e formações, sobra no eterno camisa 10 algo que falta a grande maioria dos técnicos, ALMA. Maradona é isso. É alma, é coração, e em alguns casos dá pra dizer que joga junto com o time, tamanha a força que passa aos seus comandados.

E depois da expressiva vitória por 1x0 de ontem sobre a Alemanha (gol de Higuaín) em pleno Allianz-Arena, a Argentina já amedronta a todos. Tarde demais, não mataram o gigante quando tiveram chance, agora agüentem.